Klawdya diz:
Faaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaal... a Jatobá foi pra mesma cadeia que a Chris Christoferson Fal diz:
hauhauhuha Fal diz:
tomara que ela acabe lá na vila sonia Fal diz:
cara, se ela for pra lá eu juro que volto Fal diz:
eu desisto de vender o apartamento e vou pra lá
São Paulo entrou num campeonato mundial de pontes mais pavorosas de todos os tempos, foi isso? Deus não tem uma ponte bonita nessa cidade, nenhuma, nenhuma. Essa que vai levar o Beco do Piolho até o seio siliconado do Morumbã é de lascar de horrorosa, meu deus.
(se você não vê as imagens deste alquebrado blog, clica no quadradinho com botão esquerdo do seu mouse, que vc cai no albinho virtual. Tá tuda lá)
Eu entendo se você não gostar desse CD. Ele é difícil de entender e, se entendido, difícil de digerir. O que eu aprendi de carona no carro da Ana Linda Laura - no pior de todos os setembros, a estrada seca refletindo a minha falta de água, de ar e de qualquer outro elemento que não fosse o pó vermelho - é que, ahá, você precisa estar com o coração em frangalhos, a alma miúda e com dor em todos os poros pra entender esse CD. Você precisa ter perdido tudo e pior, saber que é irrecuperável esse tudo que lhe falta, que não tem clichê babaca do tipo 'a gente trabalha e compra outro' que restitua o que se foi em sua alma. Você precisa ouvir cada uma das músicas cinco, seis vezes, os dedos nos botõezinhos do som do carro, as lágrimas secando no vento dos cem quilômetros por hora, as placas que passam, que passam, a Ana que vê seu peito sacudindo de soluços e que olha pra frente, quieta, dirigindo, entendendo as curvas, as paradas, as placas, os caminhões de trezentas rodas, o mundo que não para de girar, a dor que não para de girar, o que nunca mais será, o que não pode mais escolher, as placas, os desvios, o final. Eu entendo se você não gostar desse CD. Dê graças a Deus por não entender o que o Chico Buarque disse ali. Sorte sua.
'Tenho medo de embrutecer. De embrutecer dentro de casa. Ainda tenho a possibilidade da lágrima provocada por um filme. Eu tenho medo de ficar cinza, como tantas pessoas pela cidade que estão cinzas e não sentem sequer a falta das cores, do som alto, de um grito para extravasar a vida porque não adianta ser uma grande pessoa e não caber em si. Ser do tamanho adequado para não ser desperdiçado e eu me sinto vez ou outra esvaziando como uma bola de gás furada pela roseira, eu já me senti perdendo os tons, perdendo o compasso sem ninguém por perto e eu precisei ver um filme para ter a consciência de que eu não devo embrutecer, que os dias são tão delicados e plurais, que a beleza é fácil de compreender que a chuva e o fogo, o sublime e o grotesco, tudo isso cabe em mim e é preciso apenas encontrar espaço, que não seja maior nem menor, eu estou em busca de? Uma equação que solucione os meus dias? Alguém que provoque a minha escala Richter, um amor, um amigo, um pedaço de atenção, uma possibilidade de futuro, o improvável, uma carta, quem sabe?'
Não, nunca está tudo bem. É só procurar que você encontra as tretas. Bingo.
*
A patrulha ali do LV eu simplesmente deletei. Qual a parte do 'otorizado pela autora' vc não entendeu, pequena gafanhota?
*
Num te disse, Inara, que ia haver apito? Já diria o Érico Verissimo 'conheço o tranco do meu gado'.
* Elas mudaram de endereço.
*
Madona beijando mulé na boca. Ainda tem quem dê capa e tals, céus, eu tou véia.
*
Eu vivo encostando o carro pra chorar, né, porque eu tenho medo mortal de bater o carro. Só que hoje, quando eu encostei o carro no meio da crise de choro, veio um porteiro do prédio com um copinho daqueles petiticos de café, perguntar se eu tava com alguma dor. Fiquei com tanta vergonha, mas eu ia dizer o que ? Tudo nimim dói? Eu agradeci, tomei o café, disse que tava tudo bem e fui chorar noutra calçada.
Antes
Nem dá pra citar a fonte porque a esta conclusão brilhante um monte de negos chegou, a intimidade é uma merda. Começou a conviver, fodeu. A gente tem mais é que se manter envolta em mistério, distante e sem grandes facilitações. Em verdade vos digo.
*
Bisteca tá péssimo. Que nem Comida de Cachorro ficou. Você sabe que todos vão ter, mas a prática é foda.
*
É finíssimo um blogue que tem leitor vindo de Casablanca - Marrocos, ou o que?
7 May 09:32 Maroc Telecom, Casablanca, Morocco
*
'O conhecimento é uma roupa de gala que você pode usar a vida toda'
Obrigada, Vera. Parece bobagem, mas às vezes é o único consolo.
'Lá em casa a tradição é pão com patê.
A Inara tirou habilitação: oba! Vamos comemorar com pão com patê!
O Sêo Inaro rachou a cabeça no banheiro: epa! Vamos nos consolar com
pão e...patê!
O Inaro Irmão tá pegando todas as menininhas do bairro: uia! Vamos
conversar com esse menino comendo pão com patê!
A Dona Inarona quer que a Inara limpe em cima do guarda-roupa:
Rápido, menina, não esqueça de pegar o Veja e o seu pão com patê!
Grandmother Inara encostou no sofá enquanto conversava e caiu no
sono: vó, acorda pra comer um pãozinho com patê.
Eu sou viciada nesse bagulho. Não posso ver um pão de forma cortado
na diagonal que me dá coisas.
A quem intelessar poça:
Quilidas tchinhas, embola mamã tenha axado o cheilo de pétinsauei noguento e se recuse a mimir numa cama cheilando aquilo, nóise amamos e tamos todos, TODOS deitados lá na cama, no meio daquele cheilo horrívis.
Sem mais pala o momeinto
OS GATOS
Então. Ai eu fui e comprei o tar de pétiauei, que vocês falaram lá no LV. E funcionou, Fal? Funcionou, caras, pelo menos pra mim. Porque o cheiro daquilo é tão nojento que EU não quero mais ficar nesse quarto. É um "Espanta Fal". Quando você não quiser que eu te visite, você espalha isso no sofá. Caraio. A luta continua, capanheros, e a minha questã com Bolero tuméin.
*
Para você nunca mais dizer que a vida no Beco do Piolho não tem emoções: tem uma Brasília Verde estacionada na porta da minha casa. E um caminhão de gado (sem gado) estacionado do outro lado da rua, na vaga da Maloca. Fazendo o que, eu não sei, mas que tem, tem.
*
E tem também um corsa preto comprando pó, ali na esquina de cima. Ele pagou e o menino foi pegar a parte dele lá em baixo, veja você. Tá certo o moço do corsinha, ferve de blitz lá na avenida, deixa a blitz pras velhas burras feito eu, fique a salvo aí em cima, meu camarada.
*
Nunca diga que 'não pode piorar'. Nunca, nunca, nunca, nunca.
*
Mas nunca mesmo.
*
E tudo bem, baby. Meu amor é cego.
Quem dentre vós me mandou livro chiquééérrimo sobre a D. Leopoldina pelo sub-sub-submarino, môs fios? Veio sem cartão, sem nada e eu não sei a quem agradecer a prenda.
*
Então que Bolerinho voltou, certo? E eis que volto eu do café da manhã das estrelas e o que é que vejo em cima da minha cama? Certo, um xixizão. E as almas puras e meigas vão pro meu LV dizer que ele está se adaptando e ele está assustado e ele está marcando território e ele está.... eu sei. Eu tenho 37 anos e crio gatos há 37 anos, eu sei. Mas, como eu já disse no LV, na prática, tem xixi na minha cama. Bolero voltou para a garagem. O que não vai adiantar mais que algumas poucas horas, porque agora ele sabe entrar pela janela. E se ele não voltar pela janela, pegar o rumo da rua e sumir de novo, eu vou sofrer tudo de novo. Então eu sinceramente não sei o que vou fazer. Nada não, era só pra reclamar em público.
*
MENINAS DA FIRMA!! Vcs foram lembradas hoje durante o café da manhã de hoje. Daria pra vcs por favor comparecerem à recepção?? Rápido, antes que comecem a dizer que além do Mauro, da Alice e do Rui, eu também inventei vcs. Grata.
* Ela diz:
Ai Fal, sabe do que é que eu preciso? De um namorado virtual. Fal diz:
Mas criatura, não bastam os problemas que os de verdade dão? Ela diz:
Ai Fal, problema quanto mais, melhor. Fal diz:
Juuuuura? Ela diz:
Juro. Fal diz:
Anota aí meu cpf, faisi favô? Ela diz:
HAHAHA!
*
Cartão postal do Claudio Luiz e da Alline, que é pra ficar tudo bem.
*
Ah, chegou o frio e com ele a deliciosa propaganda da Ferrero Rocher onde o texto fala das 'recepções na casa do embaixador', hohohohoh. Adouro a cara do embaixador, a cara das visitas do embaixador, os modelitos, as pilhas de maus-maus empilhadas em bandejas de ouro, tuda. Tuda. Adoro.
* - Porque você está chorando? – pergunta o capitão.
- Ele era meu pai - responde a criatura do Dr. Frankenstein .
Tava frio. Eu tava dormindo. Eram duas e tanto da manhã. Vai daí que eu ouço no beiral 'miu, miu, miu'. Era Bolero. Dez dias depois, ele achou o caminho para casa. E eu não sei quem é você, mas muito obrigada por cuidar tão bem e com tanto carinho do meu gatinho. Ele voltou gordinho, pelo lindo, sem nem um machucadinho, um arranhão, nada. Em perfeito estado e maravilhosas condições de uso. Miu, miu, miu.
Bolero e Fal, de madrugada, assim que ele voltou
(se vc não consegue ver esta ou qualquer outra fota do blog, clica com o botãozim esquerdo dentro do quadradim, que ele te leva direto pro album, onde tudo se vê, tudo se sabe)
O Primeiro de Maio do LV. Eu? Bem, eu e a bela LLL estávamos num boteco logo ali do lado, bebendo a tal da vódeca de responsa do Mauro, mas com gelo, que a gente detesta povo, inda mais se for povo sindicalizado. Né, amor?
"Fal,
Tudo bem? Agora é minha vez de externar preocupação, permita. Como é que está?
Aproveito pra te lembrar sobre o sorteio que a Força Sindical vai fazer durante a comemoração do primeiro de Maio.
Como imagino que na certa voce irá ouvir os discursos inflamados, entremeados por música sertaneja e pagode da mais alta qualidade, aplaudindo e vibrando, voce com sua camisa vermelha com a inscrição em amarelo: "Não Foi-se O Martelo!", voce que irá apreciar bons churrasquinhos no local e pipoca(no que aproveita e fala: "companheiro pipoqueiro, uma salgada, por favor") da mais alta qualidade além da vodka sem gelo porém de responsa, bem, dizia eu, pensei que voce iria se esquecer que está com o bilhete premiado.
Sim, lembra-se? Está concorrendo a um automóvel 0 km, um aparelho de tv de 42", compra de um mês no Extra Supermercados ou um apartamento quarto, sala, cozinha e banheiro - uma vaga na garagem - no Jardim Ângela. O último prêmio é um fim de semana, tudo pago, em Cubatão.
Não se esqueça do seu bilhete, Fal.
Beijo,
Mauro"
E creiam, ele me deu mesmo o bilhete. Um não, dois. Preu ter mais chances.
The Beast will make off with your children. He'll come after them in the night
We're not safe till his head is mounted on my wall!
I say we kill the Beast!
Kill him!
*
O que não conhecemos, o que não reconhecemos como parecido conosco, o que pode ou não pode ser uma ameaça, o que pode ou não pode querer o nosso mal, o que vai ou não vai usar tudo o que dissermos contra nós no tribunal, o que vai ou não vai desvendar nosso segredo, o que pode ou não pode gostar de nós, o que talvez - só talvez - possa rir de nossas fraquezas, o que é turvo, o que é límpido. Vamos matar a besta, let´s kill the Beast. O que deve ser morto, exterminado, ignorado e evitado, porque ousa ser qualquer coisa que não somos nós.
* We're not safe until he's dead
He'll come stalking us at night
Set to sacrifice our children to his monstrous appetite
*
Antes de odiar, temer.
* He'll wreak havoc on our village if we let him wander free
So it's time to take some action, boys
It's time to follow me
*
O que mora na torre do castelo, mas que afinal, também vive dentro de nós e nós não conhecemos, não chamamos pelo nome, nunca vimos o rosto, não cobramos aluguel, não queremos nem saber.
* Through the mist
Through the woods
Through the darkness and the shadows
It's a nightmare but it's one exciting ride
*
O que gostamos de chamar de nosso ato de bravura e rebeldia, mas que não é, é puro medo, medo do novo, do desconhecido, do que pode revelar algo sobre nós que nós e que nós - ah, definitivamente - não queremos conhecer. O que não assegura nossos passos, o que não nos dá garantias por escrito, o que não lavra a escritura, o que não checa documentos, o que não segura a nossa mão.
* Say a prayer
Then we're there
At the drawbridge of a castle And there's something truly terrible inside
*
O que nos desafia, o que nos revela, o que pode ou não pode vir a nos machucar, o que ameaça nosso comodismo, o que pertuba o status quo, o que tem sotaque, o que usa roupas esquisitas, o que tem um corte de cabelo estranho, o que cheira a curry, o que come coisas diferentes do que comemos, o que cheira dum jeito diferente, o que é apenas, o que não é da nossa vila, do nosso bairro, da nossa lista de e-mails, do nosso pequeno mundo, do nosso quintal, da nossa família, de dentro de nós, de dentro de nós, de dentro de nós.
* It's a beast
He's got fangs
Razor sharp ones
Massive paws
Killer claws for the feast
*
O que nos obriga a redefinir nossas fronteiras. Ou o que não está nem aí para nós e nossas fronteiras idiotas, mas estamos tão apavorados que nem percebemos. O que exige mudança de ritmo. O que imigra, o que emigra, o que permanece onde está, o que nos fornece um motivo, um mínimo motivo, seja ele qual for, venha ele de onde vier.
* Hear him roar
See him foam
But we're not coming home
'Til he's dead
Good and dead
Kill the Beast!
*
O que é velho demais, novo demais, bom demais, ruim demais, negro demais, branco demais, agudo demais, esquisito demais, diferente demais, sardento demais, gordo demais, franzino demais - o que é diferente demais da idéia que fazemos de nós.
* If you're not with us, you're against us!
We'll rid the village of this Beast. Who's with me?
I am! I am! I am!
*
O que é extremamente justo, o que é profundamente injusto, o que é muito amargo, o que é muito doce. O que lembra, o que esquece, o que nos deixa, o que permanece, o que incendeia, o que explica, o que exclui.
* Light your torch
Mount your horse
Screw your courage to the sticking place
We're counting on Gaston to lead the way
*
O que vive a sua vida e nem sabe nosso nome, o que nos espreita por frestas na janela, o que nos segue, o que fareja o medo. O nosso medo.
* Through a mist
Through a wood
Where within a haunted castle
Something's lurking that you don't see ev'ry day
*
O que é extremamente leal, o que trai sem pensar. O que é puro ódio, o que é amor incondicional.
* It's a beast
One as tall as a mountain
We won't rest
'Til he's good and deceased
Sally forth
Tally ho
Grab your sword
Grab your bow
Praise the Lord and here we go!
*
Vamos matar a besta, let´s kill the beast, que sendo diferente e portanto distante de nós, merece ter a cabeça espetada na ponta de nossas lanças, o curvo de nossos porretes em sua nuca, nosso cuspe em seus olhos, nosso desprezo, nosso medo enorme, enorme.
* We don't like
What we don't understand In fact it scares us
And this monster is mysterious at least
*
O que é lento demais, rápido demais, o que requer exames, estatutos, análises, revisões, pareceres, menções honrosas, certidões, averbações, nada-consta variados, vereditos.
* Bring your guns
Bring your knives
Save your children and your wives We'll save our village and our lives
We'll kill the Beast!
*
Morte instantanea a tudo o que não formos nós, os 'estreitos nós' do Chico, morte a tudo o que vier de fora, a tudo o que for acrescentar, renovar, remexer, mudar, mexer, alterar ainda que minimamente o que nos é mais caro - não o que realmente nos cerca, mas o que queremos acreditar que está ali.
* Hearts ablaze
Banners high
We go marching into battle
Unafraid although the danger just increased
*
Morte imediata a tudo, tudo mesmo, que não entendemos.
* Raise the flag
Sing the song
Here we come, we're fifty strong
And fifty Frenchmen can't be wrong
Let's kill the Beast!
*
Subimos a colina, atravessamos o fosso do castelo e, tochas em punho, exigimos que o Doutor Frankenstein nos entregue sua criatura, aquele que ousou - audácia, audácia - ser qualquer coisa que não fosse nós.
* Kill the Beast!
Kill the Beast!
Kill the Beast!
¨¨Em itálico, letra da música "The Mob Song', do desenho 'The Beaty and the Beast'
Ebó
E se você achava que a caveira de burro enterrada debaixo do apartamento 81 não viria aqui pro Beco do Piolho, tente de novo, meu camarada. Só agora eu tindi que-que seu Agenor, o pedreirinho camarada, tanto escavava a garagem. Ele tava procurando a caveira de burro. E não achou, por supuesto.
... e num ataque de autopiedade ela chorou lágrimas negras no metrô por toda a viagem de volta.
E ao enxugar o rosto pensou que a serenidade de uma vida ordinária teria sido melhor que todas as aventuras vividas até aquele dia.
"Meia pessoa", pensou, "é o que eu sou."
Pedidim
Ah, Alice, me deixa liberar seu comentário, por favor, por favor. Tou tão encantada, deixa eu te exibir. Se não for por nada, no mínimo Rose, Esther, Rui, Vera, Helga, Mauro e Otávio vão simplesmente cair de paixão por vc. Deixa, deixa, por favor.
Oi.
Tudo bão por ai?
Aqui?
Juro por deus que você não quer saber.
* A vida dela é me mandar gravação de música dos menudos e calvinices pelo msn. Sério. Vai daí que eu, que já não faço nada, faço menas ainda.
*
Então, uma das possíveis chapas aqui da eleição de Sumpaulo pode ser Kassab e Alda Marco Antônio. Também teremos Dra Zulaiê Cobra Ribeiro e Marta Suplicy pra escolher. Gente, é sério, isso aqui não termina com '... e esses candidatos entram num bar onde havia um padre, um rabino e um pastor'. Não é piada. E pra provar que não é piada, paira sobre nossas cabeças a ameaça de que talvez ainda tenhamos Soninha candidatinha. Uma das melhores coisas que eu faço na vida é não votar. Eu estou coberta de razão.
* Denize diz:
tremeu aí ontem? Fal diz:
tremeu
eu achei que tava tendo um derrame Denize diz:
eu também Fal diz:
fiquei tão, tão feliz com essa certeza de alguns segundos de que ia morrer Denize diz:
na verdade na hora mesmo eu achei que tava sendo assombrada por um espírito maligno Fal diz:
nossa, me deu um alivio que eu não sentia há muito tempo. foram os segundos mais felizes dos ultimos tempos. Denize diz:
mas fal, a gente nem foi no pompeu ainda Denize diz:
olha fal, foi sinistro aqui no prédio a tremedeira Denize diz:
eu conclui que preciso de pijamas novos Denize diz:
se o mundo acabasse ontem, eu seria barrada por são pedro Denize diz:
tamanho o estado deplorável dos meus pijamas
*
A insônia passa, mas não adianta nada se no TCM passa um filme sobre a Guerra da Criméia, feito em 1936 com o Errol Flyn, a Olivia de Havilland e o David Niven. Eu juro que o elenco é esse. A carga da brigada ligeira. Vou achar foto. Se eu tivesse o telefone dela, tinha ligado, mesmo correndo o risco de acordar a musa, porque ver um filme desses sozinha é um crime, eu não tinha quem cutucar. É racista, é imperialista, é mentiroso até o fim (alunos, lembram da Guerra da Criméia? Nós falamos disso? Russos against franceses e ingleses, numa guerra muito louca da pesada, diria nossa querida Inara, em 1854 (eu tou chutando, eu tou chutando), sem penicilina, luminol, armas de destruição em massa, chiclé e cobertura da CNN). Foi no set desse filme que morreram tantos, tantos, tantos cavalinhos, que a comunidade cinematográfica começou a atentar pros bichinhos usados em filme e por conta disso que começou-se a fazer leis que regulassem o uso de animais no cinema e que garantissem sua integridade física. É um filmaço. Filmaço para homens do sexo masculino. Filmaço. Esse canal, TCM, é espetacular. Tem teclinha no controle remoto da iscái, que muda a dublagem (até que passável) pro idioma original, então ninguém precisa gemer. Flynn e Havilland fizeram o que, uns 10 filmes juntos? Mais? É um melhor que outro.
Achei foto.
Ah, garouto!
*
Ah, Deus, porque é que é tão difícil para mim fazer telefonemas? Não telefonemas do tipo 'oi nega, tá boa?', mas telefonemas sérios e de gente grande. Bléééééé.
*
Pedro, Pedro, Pedro. Vc viu o que o 'melhor amigoooo' de seu papai anda fazendo? Ah, Pedrão. O bão de ganhar a vida nos debates da Luciana Gimenez, é que sobra muuuuito tempo pra vc pensar em bobagem. É tipo assim 'a picaretagem ao alcance de todos'. E, como vaticinou a belíssima Mani, vai vender mais que pão quente.
*
Todo dia 23 de abril, antes de sair da cama, você pedia preu cantar essa música. 'A música mais linda que existe sobre São Jorge, Bibi', você disse, desde a primeira vez. Eu achei que não ia ter pra quem cantar esse ano, mas o Rui se lembrou, ligou, pediu preu cantar (assim como a Helga se lembrou do seu aniversário dia 7 de setembro e me ligou). Parece que duma forma ou doutra, meu benzinho, há sempre um telefonema solitário que me salva, que me salva.
E salva, portanto, vou para rua de sapatinhos vermelhos, a vida toda para resolver, nenhuma coragem, nenhuma placa de retorno.
'Lua bonita
se tu não fosses casada
eu preparava uma escada
pra ir no céu te buscar
E se colasse teu frio com meu calor
Eu pedia ao Nosso Senhor
Pra contigo me casar
Lua bonita me faz aborrecimento
Ver São Jorge num jumento
pisando no teu clarão
Por que casaste com um homem tão sisudo
que come dorme faz tudo, dentro do seu coração?
Lua Bonita, Meu São Jorge é teu senhor
e é por isso que ele 'veve' pisa no teu esplendor
Lua Bonita se tu ouvisses meus conselhos
vai ouvir pois sou alheio, quem te fala é meu amor
Deixa São Jorge no seu jubaio 'amuntado'
e vem cá para o meu lado pra gente viver sem dor
Deixa São Jorge no seu jubaio 'amuntado'
e vem cá para o meu lado pra gente viver sem dor'
Zé Martins e Zé do Norte