Em 2002, dois tios amados do Aleh, foram torturados e depois mortos, no assalto mais estúpido do século. Eu perdi um bebê, em 2002. Minha guriazinha com nome, sobrenome, enxoval e bercinho de coelhinhos está no berçário da FEBEM. Meu pai morreu em 2002. De muitas e muitas formas (se alguém me contasse que um pessoa pode morrer tantas vezes assim, eu não teria acreditado). O Aleh perdeu um emprego de 8 anos no Itau, em 2002. Merdas legais nos impediram, e continuam impedindo, de caminhar direito em 2002. Uma vaca, que eu sabia que era uma vaca, confirmou ser isso mesmo, uma vaca, em 2002. Nunca é bom ter razão em coisas assim. Eu continuei professora em 2002. Um amigo morreu dentro do meu coração, em 2002. Levei algumas rasteiras (e quem não?) esse ano. Aprendi (de novo e com mais dor dessa vez) esse ano, que sangue nada significa, quando se fala em família.
Mas algumas coisas aconteceram:
Recebi de presente de natal um envelope recheado dos mais incríveis desenhos de Juliano e Davi, acervo que inclui uma releitura das meninas Super-Poderosas e uma Foca Buchuda. Nem a tia de Da Vinci teve uma geladeira tão linda.
Esse ano, vi meu irmãozinho, um pirralho, desabrochar e virar gente grande.
O Aleh foi pra IBM, no trampo da vida dele.
Em meados do ano, eu fui à casa da mãe, levá-la ao banco. Na mesinha de centro vejo o livro "Amor sincero custa caro- do mesmo autor de Burrice Emocional". Resmunguei que depois de véia ela tinha dado pra ler auto-ajuda, mas catei o livro, pra ler no carro. Não era auto-ajuda. Era alta-literatura. Era o nosso Dr. Reis. Meu irmão, muito mais inteligente que eu, entendeu a piada da capa e comprou o livro, que minha mãe roubou dele, que eu roubei dela, na saudável tradição familiar "ladrão-que-rouba-ladrão". Perdida de paixão, escrevi uma carta pro hómi, que doce e cavalheiro me respondeu. Ainda responde. Nada alegra mais meu coração, do que abrir meu hotmail e ver que ele ainda escreve, ainda tem saco, no meio da sua vida de Revista Caras (sim, ele é muito chique), de falar comigo, me contar potoca, fazer fofoca, ouvir futrica. Que fez comigo, o que os grandes escritores fazem com a nossa cabeça: bagunçou. Eu vejo o mundo diferente, sinto a vida diferente, pq um grande autor entrou nela. E, nesse caso, o grande escritor inda é um amigo, inda é da tchurma, inda conta piadas, fuma charutos e me ensina sobre vinhos.
Quando soube da morte do meu pai, meu amigo de infância, Marcelo Estraviz, ligou pra me dar um colinho. Contou sobre seu blog. O Aleh montou um pra mim (depois lindamente reformado pela adorada Giu). Eu comecei a escrever aqui. E vieram vocês. Vocês todas e todos. Vocês, com suas histórias, seus causos, suas vidas, seus encantos. Vocês com colos cibernéticos, cafunés eletrônicos, amparos-à-distância. Vocês, que me fizeram repensar meus conceitos, entender que amizade e amor transcendem, que a vida dividida é uma benção, não importa como, nem onde. Vocês, vocês, vocês. Com suas fotas de filhos, de cabelos novos, suas historinhas de bebês e brigas com namorados, seus projetos de livros, suas famílias engraçadas. Vocês, que quando perguntam como eu vou, querem realmente saber a resposta. Vocês, que tornam a vida mais fácil e mais gostosa de ser vivida, que são um desejo que se realiza, um beijo que é dado, uma promessa que se cumpre.
Eu tive, fui obrigada a roubar inteira, pq tá podre de tão engraçada, e não adianta mandar vcs lá, os caras que fazem o sistema de senha desse jornal são os mesmos que cuidam da segurança dos computadores nas lhas Cayman (que eu nem sei se escreve assim), entrar nos colunistas (com todo o respeito) é um inferno.
Então tó:
De cinco em cinco anos
Caiu uma vaca na piscina do Alfredo. Vaca: fêmea de mamífero artiodáctilo do gênero Bos, família dos bovinos etc. Geralmente, onde há piscinas não existem fêmeas de bovinos, mas a vaca do Alfredo escapou do estábulo, à noite, e amanheceu nadando na piscina. Com um pormenor: piscina projetada para balé aquático, saltos de trampolim ou coisa que o valha, com 3,5 metros de fundura.
Onde há vacas há tratores, empregados, cordas, cambões, correntes, laços e barrigueiras dos arreios eqüinos. Pois foi com eles, empregados, tratores, cordas, cambões, correntes, laços e barrigueiras que o excelente Alfredo conseguiu pescar sua vaquinha leiteira na piscina da fazenda.
Lembrei-me do episódio vacum domingo passado, recorde de calor neste final de ano, quando um animal conhecido nosso resolveu inaugurar a piscina do chatô assobradado, construída há seis meses. Pois é: contabilizo a construção de três piscinas nos últimos 30 anos. Que me lembre, devo ter tomado uns três banhos na primeira piscina; dois na segunda e um único, último e definitivo, o de domingo passado, nesta última, o que dá média de uma piscinada a cada cinco anos.
Entrar na piscina foi muito fácil: até animais de quatro patas entram, como vimos nos dois primeiros parágrafos deste belo textículo. Nadar, para um ex-aluno da campeã olímpica Maria Lenk, também não é muito difícil. Restava um problema: como sair de lá?
Por determinação da dona do chatô, a piscina não tem escada. Alfim e ao cabo, todos já vimos a facilidade com que um Mark Spitz, um Alexsandr Popov e um Gustavo Borges saem das piscinas, depois de bater recordes mundiais: basta-lhes apoiar as mãos na borda e saltar fora.
Tentei reproduzir a cena e fiquei pelo meio do caminho. Como não havia encontrado minha sunga, usada pela última vez há cinco anos, mergulhei de calção (ou short de pijama?) com um 'R' de propaganda do Banco Rural, calção (ou short) que enche os bolsos de água, contribuindo para dificultar, ainda mais, uma saída à Mark Spitz.
E agora? Sem tratores, laços e correntes, sem retireiros no estábulo próximo, como pescar um texticulista? Claro que pensei nos bombeiros. Seria o cúmulo do ridículo acionar a gloriosa corporação para retirar um camelo de uma piscina, mas, na emergência, a gente pensa em tudo.
Não se tratava de um caso de afogamento, porque a piscina dá pé. Claro que, nestas horas, qualquer pessoa de QI inferior a 70 buscaria a escada de alumínio na área de serviço. Apoiada no fundo da piscina, permitiria que o grande primata fosse resgatado. O máximo que pode acontecer é o degrau da escadinha não suportar o peso e o Mark Spiz cair n'água.
Pensar na escada, contudo, é providência que exige QI abaixo de 70. Como deixei o resgate por conta de uma criatura de QI 146, ajudada pelo meu, que deve andar na faixa dos 70 aos 90, acabamos solucionando o problema pelo método confuso, isto é, botando no fundo da piscina o banquinho de box de chuveiro, que exigiu do aprendiz de Alexandr Popov uma saída arrastada e ridícula, à leão-marinho, se me faço entender. EDUARDO ALMEIDA REIS
E não é pra ser nem um chororô, nem um desabafo, nem uma lamentação nem uma reclamação...é uma constatação, tão direta e tão fria quanto uma constatação pode ser: eu não sei mas o que é e o que não é bom. Eu não tenho mais gosto. Não sei mais. O disco mais vendido, o canal mais assistido, o texto mais elogiado. Lixo, lixo, lixo. Salvo o blog da Dona Cora, que segundo me informam é o mais visitado e se for, vai de encontro à minha enorme falta de gosto, pq realmente é do cacete, eu não sei mais nada....pq o que o povo fala "é sensacional" eu vou ouvir/ler/comer e acho uma bosta tremenda.... fico horrorizada.... e gosto dumas coisas que a negada nem tchuns...eu elogio em voz alta pelo exercício, pq ng dá a mínima... às vezes, em que se pese a minha megalomania, me sinto num daqueles filmes em que todo mundo tá mancomunado (é do verbo mancomunar, é com n, me ensinou o tio Uais) pra enlouquecer a criatura, sabe? Arrastam móveis, tiram coisas do lugar...e a bichinha vai endoidecendo, endoidecendo. Daí, fui no tal do blog do ser humano, que tem zuzentas visitas por dia, linhas entupidas, comentários. Li, li, li, nada. Aquela adolescente apaixonada, que tem template de gatinhos cor-de-rosa, faz melhor, até gripada. Mas fulana, adora, fulano cita, fula elogiou. É inveja minha, só pode der. Ouvi um cd hoje, quase inteiro....meu Deus, que merda, que merda.... e todo mundo ouve, adora, vc fala mal e a negada cai de pau ni você. Li o artigo do outro no jornal...meu Deus, se só eu acho medíocre e babaca, é comigo que tem alguma coisa errada, pois não, pois não.
Sei lá, eu sei do que gosto, mas acho que gosto e não gosto das coisas erradas. Fui jantar com o Lelê hoje e passei a noite toda perguntando "isso é bom?", "e isso?", pq eu já não sei mais.
O pior encontro casual da noite ainda é o do homem autobiográfico. Chega, senta e começa a crônica de si mesmo: "Acordo às sete da manhã e a primeira coisa que faço é tomar o meu bom chuveiro". Como são desprezíveis as pessoas que falam no "bom chuveiro!" E segue o parceiro: "Depois peço os jornais, sento à mesa e tomo meu café reforçado". Ah, a pena de morte, para as pessoas que tomam "café reforçado!" E a explanação continua: "Nos jornais, vocês me desculpem mas, a mim, só interessa o artigo de Macedo Soares e as histórias em quadrinhos". Nessa altura o autobiográfico procura colocar-se em dois planos, que lhe ficam muito bem: o que ele julga de seriedade política (Macedo) e o outro, de folgazante espiritual (histórias em quadrinhos).
E vai daí para outra modesta homenagem a si mesmo: "Aí, então, é que vou me vestir. Quanto à roupa, nunca liguei muito, mas, camisa e cueca, tenha paciência, eu mudo todo dia". O "tenha paciência" é porque está absolutamente certo de que estamos com a camisa e a cueca de ontem. (ANTÔNIO MARIA)
A Ângela me mandou isso faz um tempo, eu fui lá e amei....é um blog delicioso, feito com muito capricho, por algum fã abnegado do velho.
"Então é Natal"- berra o auto-falante das Casas Bahias, inundando nossos corações e mentes dum sentimento que dificilmente poderia ser chamado de cristão (ou budista, ou judaico). Passados cinco minutos, a bem da verdade, você nem ouve mais a tal cantora baiana, ocupado que está em atropelar o carinha que anda na sua frente, mole feito uma tartaruga (meu, esse idota não sabe que é Natal e que você tá cheio de compromissos?). Isso, porque eu não vou falar a respeito do sol senegalesco, que só um homem de espírito elevado como o Dr. Reis pode apreciar, do palhaço que queria dez reais pra tomar conta do carro, da pentelha da sua cunhada, pra quem você nunca sabe o que dar de Natal, da mocréia da contabilidade que você tirou no amigo-secreto da empresa e que quer um cd de pagode que não existe mais (todo ano você jura que não vai participar, participa e acaba tirando uma anta dessas), da mocinha da Zona Azul que te multou, da caixa do Carrefour (quem treina essa gentinha?), que não soube passar seu cartão pela maquininha, do porteiro, que veio pedir contribuição para a lista de natal dos funcionários, dos imbecis no trânsito, que dirigem como dirigem de próposito, com o claro intento de esculhambar com a sua vida e te atrasar.
Pronto. Parabéns. Você está prestes a viver o Natal, exatamente como passou o ano inteiro. Estressado, com pressa, mal- humorado, reclamão e chato.
Eu não dou lição de moral. E nem ouço, diga-se de passagem, um dos meus muitos confessos defeitos. Mas escuta aqui: qualé? Não dá pra evitar umas tantas coisas desagradáveis da vida. Não dá. Impostos, dentista japonês, uma festa insuportável de família aqui, outra acolá, prestações (embora seja uma prática saudável você se perguntar se você precisa mesmo de tanta cousa, duma casa tão enorme e dessa quantidade abissal de livros e cds) são parte integrante e irritante da vida. Mas você não precisa dessa raiva toda, de se enfiar em loja lotada, de pegar sol na cabeça. Tem supermercado aberto 24 horas, compra vinhos pra todo mundo! E as crianças? Envelope com dinheiro para todas, aposto que você será, para sempre, a tia preferida. E essas festas horríveis, cheias de cunhadas malvadas, tias que reparam no seu peso e cunhados bêbados e incovenientes? Não vá.
"AHHHH???!!! Eles são família!!!!"
Querida, não vá. Nada, nada, nada vale essa dor essa raiva, esse desespero. É Natal. É a época do ano de olhar em volta e agradecer. Sem esse papinho babaca de marista, é sério, olha em volta. Agradece. Conta as suas bençãos. Liga praquela tia que você ama de verdade e que sempre te amou, com quem você não fala há mais de 5 anos porque a sua mãe brigou com ela e fala das suas saudades. Aparece na casa do seu amigo mais amado, com quem você perdeu contato e fala do seu amor. Sem cobranças, sem encheção de saco, porque isso tudo não é sobre você, é sobre o outro.
A festa é uma merda, as pessoas acampam na sua sala e te sufocam (e dia 26 estarão falando mal do seu tempero, eu juro), diga não. Não. Aprenda a dizer não, pra poder dizer sim pra coisas gostosas da vida.
"Ah, mas se eu nào for jantar na casa da tia fulana, ficarei sozinha com o Eustáquio a noite toda".
E daí? É tão ruim assim ficar sozinha com o Eustáquio?? Ou só com você?? Sei dum casal paulista que passará o Natal bebendo vinho no gargalo (só eu, o Aleh, o santo, não bebe). Sei dum casal mineiro que passará a noite do Ano-Bom enxugando uma garrafa chiquérrima de (do que mesmo, Dr. Reis??) e sendo feliz. Só.
Abaixa a bola.
Se você tem não piscina, como em certo chatô que eu conheço, toma um banho frio e senta na varanda pegando um ventinho.
Escreva uma carta pros seus sobrinhos que moram no Recife, com desenhos e coisinhas grudadas, que eles vão adorar.
Derrama umas lágrimas, agarrada no seu gato preferido (o meu é o Bisteca) pelas pessoas amadas que não morrerram, mas ainda assim, se foram da sua vida.
Derrama várias lágrimas, agarrada em várias pessoas que você ama (ou no mesmo gato fofinho) por aqueles que se foram da sua vida e desse mundo, fazendo um buraco no seu peito que nada preenche, nada consola, nada. Nada. E eu aqui, me lembro da vovó da Laura, do querido Arioc e do meu pai, claro.
Derrama algumas lágrimas boas e mornas, por cada pessoa deliciosa que entrou na sua vida. Pela porta da frente, pela telinha do seu computador, pelo telefone, na fila do supermercado. Porque o sentimento não é cibernético, o amor não é compartimentado e, se você ama por camadas, tem alguma coisa errada com você. Assim, seguindo o meu próprio e sábio conselho, chorei um pouquinho na minha varandinha essa tarde, bebendo uma garrafa de espumante vagabunda (ok, duas), e lembrando o nome das pessoas que eu tive a chance de amar e beijocar esse ano (nos meus braços e/ou na tela dum computador), pelas coisas boas que eu fiz, e Deus, eu fiz. Pelo amor desse homem doce e engraçado, que sabe-se lá fortalecido por qual certeza interior, me suporta e me ampara, me ama e sopra meu rosto quando eu não consigo respirar.
Contei minha bençãos. Não tantas quanto eu gostaria, bem mais do que eu mereço, eu as contei e chorei por elas. De alegria. Tá, e um pouco de bebedeira também.
Olha, sei lá. Você, certamente, tem uma solução melhor que a minha. Meta bronca.
Eu amo vocês (papo de bêbado, né?) Feliz Natal pra vocês, Mi&Padu, Vera, Dr. Tarcísio (com todo o respeito), Magoo e Lola, Márcio, Ana e meninas, Ângela e seu indefectível André, Ju, Lili e Dedé, Laura, Nina, Gabi, Marcinha, Pili, Dona Cora, Cibele, Meg, Laurinha e quem mais chegar (eu ainda acho Mano Bróda Rodinei um grande nome, Meg), Rê , Patty, e seus Rodrigos, Raquel&Rute&filhotes, Laura Guimarães (a outra), nosso punk-rock Bruninho, Gi e seus adolescentes-nagôs, Paulo André, Dr Reis e Dra Cibele, Dr Jorge, Dona Eva filhos&netos, Lu e a mais fofa das menininhas, a Bia, Plínio, Renato, Áurea e filhos, Zulma, Funny e seu amor paulistano, Rui, Pipa e seus meninos adorados, Cris&Murilo, Adriana (da Síntese), Raquel Marota, Flávia, Miguel&Maria, Dani&Felipe&Lia, Mariana (Mary), Maurício (Mau), Dany e seu bebezinho, Gicelia, Ana H, Marinex, Flora, João Cassiano, Giu&Lu&Pipa, Fer, Zel, Diva, Adriana Seiffert, Yara, Marli, Walter, Rossana, Paulo, Luiz Roberto, Jesus, Maurício, Eliane, Arlene, Marlene, Carina, Pedrinho, Sérgio e Cassy. E Aleh. O melhor do meu amor pra cada um de vocês. Por todos os motivos que cada um de vocês já sabe.
Recordo ainda... e nada mais me importa...
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre, de lembrança,
Algum brinquedo novo à minha porta...
Mas veio um vento de Desesperança
Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de criança...
Estrada afora após segui... Mas, aí,
Embora idade e senso eu aparente
Não vos iludais o velho que aqui vai:
Eu quero os meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino... acreditai!...
Que envelheceu, um dia, de repente!...
"Um fazendeiro amigo meu, que tem loja na cidade, não passa um dia sem oferta de gente querendo voltar para a roça. Os aposentados pelo Funrural aceitam qualquer servicinho em troca de casa para morar, sabendo que vão ter luz, água, porquinho de ceva, frutas, verduras, dois ou três litros de leite. E tem mais uma coisa, recente na história de Minas, mas encontrada hoje em quase todos os de municípios minha região: ônibus da Prefeitura, na porta da fazenda, para levar e buscar os meninos da escola. Escolas decentes, em que as crianças ainda respeitam suas mestras e têm professoras ensinando com amor e arte. Sem falar da merenda e do almoço: condução, livros, merenda, almoço. Aulas à antiga, mestras ensinando e alunos prestando atenção.
De volta à fazenda, no final da tarde, as crianças têm terreiro para brincar longe das balas traçadoras do tráfico. E açude para fisgar tilápias, traíras e outros bichos de comer. Uma geladeira velha conserva o pescado e os demais alimentos. E a televisão, com a abençoada parabólica, hoje custando uma tuta-e-meia, garante a diversão da família inteira." Eduardo Almeida Reis
Bom dia, amorecos.
***
Tá linda a reportagem da VEJA sobre Jesus. Nada como a História com H maiúsculo se intrometendo, pra espantar o fanatismo, os desocupados, os safados e os doidos. Né, Fer? ( A Fer é nossa historiadora de plantão).
***
Meu, que os caras planejem fazer uns comerciais absolutamente cretinos, vá lá... mas, Deus, quem são os animais que aprovam ???? Ao cara que aprova escapa o principal? Que é o produto DELE que vai pagar o mico?? Aquela de computador que tem um nerd e um bonito e burro....gente aquilo é ofensivo a todo mundo, até minha samambaia ficou chocada. Quem aprovou aquela merda? Que gênio permitiu que seu próprio produto fosse exposto daquela forma? Dos celulares e do guaraná antartica eu nem vou falar.
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Atingi aquele ponto científico onde "tudo-ni-mim-dói". Tudo. Tudo. O lindo livro da Vera meioiou, um pouco, meu sofrimento sem fim. Ô Vera, que eu coisa mais linda. Não tenho palavras, e mesmo que eu tivesse, minha boca dói muito pra falar (jajajajajajaaja). Tou emocionada e passada: como é que eu falo com essa muié maravilhosa e digo pra ela do meu amor??????
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Ontem vimos, nós 3, televisão até eu dormir de cansaço. Três? Três. Baco, Aleh e eu. O cachorro? É. Baco , o mais belo dos animais, deita na cama, estica o pescoço e ASSISTE TV. Eu juro. Ele assiste. Vira a cabecinha pra lá e pra cá, mexe as orelhinhas e Deus proteja o cachorro que aparecer latindo na tela. Baco avança.
Oi Fal, espero que você esteja melhor. Dia desses o moço casado comigo teve que fazer uma cirurgia para arrancar o ciso e ficou no mesmo estado. E a dieta foi Farinha Láctea, sopa e sorvete. Por dias a fio. Não que seja ruim, mas depois de um tempo o estômago pensa que a boca tá de sacanagem. Mas passa. E espero que a sua dor passe bem rápido! Beijos todos.
fofinha, a Marcinha...mora lá na Inglaterra, a bandidinha, faz um ano, já...e tem blog lindo, lindo, lindo!...e faz cada comida...o pior pro seu maridim deve ter sido ficar sem sua comida, Má!!
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Mi e Cris fazendo graça e contando desgraça no guest e eu aqui, uivando de dor pela casa...ligo a TV pra me consolar e ouço uma pastora dizendo que "Deus se manifesta em muitas manifestações". Quer dizer, vcs querem me matar.
Sim, uma nota pessoal, afinal de contas, o blog é meu:
quero informar a todos que fui ao dentista, o japa fez a dor diminuir, o tratamento se arrastará por semanas, o Aleh deixou um rim e uma córnea de pagamento e minha cara continua inchada, inchadíssima, pareço o cara daquele seriado americano, o Manimal. E o fato do Aleh ficar me chamando de esquilinho e castorzinho não ajuda em nada.
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E a Havanir foi inocentada com a ajuda do PT. Que bonito isso, os irmão se ajudando, se dando as mãos.
O Gabriel ficou sem vaga na escola pública, no início do ano. Estava com 5 anos e dando piruetas dentro de casa, de tédio e solidão. No segundo semestre consegui separar uma graninha e colocar o moleque em uma escola particular. E aí tomei contato com o mundo surreal das networks. Onde separam as crianças por sobrenome, e não por faixa etária. Onde os pais podem exigir o direito dos filhos de fazer o que der na telha, como sair para beber água 3 minutos depois de ter voltado do recreio, ou resolver sair para brincar no parque no meio de uma atividade em sala. Onde as professoras não têm curso superior e falam coisas como "questã" e "catálago". Onde não existe pedagoga responsável (claro, tem uma que assina a papelada, mas nunca, nunquinha, encontrei a figura por lá. Nem quando pedi). Porque, como disse a Fal, as crianças não estão lá para aprender, e sim para "fazer contatos". E para aliviar a consciência dos pais e mães que trabalham o dia inteiro. Os pais ficam contentes quando recebem a avaliação das professoras, que é sempre positiva: "seu filho é sociável, inteligente, interessado, obediente, tem apresentado ótimo desenvolvimento e tal". Porque se ele não for tudo isso, a culpa é das professoras, e aí a escola vai ter mesmo uma encrenca para administrar.
Pipa, meu amor por vc não conhece limites...só quero te assustar com o seguinte: as que têm curso superior falam pobrema e escrevem paçarrinho, viu?? Vejo isso todo santo dia.
Gentem, vcs não têm noção do que rola no MSM (com M, de meu)
angela diz:
Quero que vc trate a Patty com toda a humanidade toda a mineiridade Nagô pois a mineiridade nagô precisa de água salgada para se completar com o universo
Patrícia diz:
Sene sene seneee sene senegaaaal!!
angela diz:
o sal da água é um elemento da natureza natural
Laura foi adicionado à conversa.
Priscilla foi adicionada à conversa
angela diz:
Oi manas nagô
Patricia diz:
Pô angela que coisa trans pós trancedental!
Fabia diz:
Eita laura que não trabaia não faz nada
angela diz:
a mudernidade num trabalha
Priscilla diz:
bom dia, lindonas
Laura diz:
hahaha
angela diz:
a mudernidade nagô se desprendeu desses conceitos burgueses
Patrícia diz:
Bom dia véio! Tudo na boa?
angela diz:
Dinheiro pra quê, se temos herança, mano?
Patrícia diz:
Já colocou sua tôca hoje???
Priscilla diz:
Tavam falando do Mano ainda, é?
angela diz:
Não, de todo o conceito nagô, não falamos mais do Mano Wladimir, a questão trancendeu.
Patrícia diz:
Mano, o lance agora é uma coisa gueto, uma coisa raça, o lance é que agora todos devemos trocar nossos nomes para Mano
angela diz:
Estamos fazendo a verdadeira inclusão.
Patrícia diz:
Lau, falaê....explica a letra de alguma letra do Brown!
Priscilla diz:
Tão tudo bolada
Patrícia diz:
Bola é um lance Clubber mana, nóis curte é um mato, sacoou?
angela diz:
a mineiridade nagô da mana patilda vai para a praia, encontrar o elemento água e sal
angela diz:
Para fazer a comunhao com o universo nagô
Fabia diz:
Eu acho que a baianitude a nivel de pessoa que rola ali, no lance do mano broda wladis, tem que ser reavaliado à luz dos lances, Assim, simbióticos da touquinha da mae dele, valeu?
angela diz:
Pô. Mana. num é pra rir. é pra ter respeito com as entidades da natureza natural
Fabia diz:
Aquilo que a marisa Monte usa não é uma touca, po, aquilo é todo um universo de signos e significações
angela diz:
Isso. principalmente a luz - ou melhor - a sombra daquela nareba gigante da mae
Patrícia diz:
ahahahahhaha!!
Laura saiu da conversa.
angela diz:
Ih, magoou
Fabia diz:
Ângela, vc ofendeu a nagocidade da mana Laura
Fabia diz:
Isso não se faz.
angela diz:
Isso. comer um menino de 19 anos e engravidar dele pq ele carrega um sobrenome nagô É UM LANCE NAGÔ
Patrícia diz:
A tôca é ícone da baianitude trancedental a nível de piolho e pereba enquanto queixa
angela diz:
A tôca. O nariz. A herança. o Sobrenome. A mentira de ter feito sucesso na itália. A postura "sou superior". toda um lance de corpo "sou mais eu"
Oi, Fal!
Adorei o seu blog. Eu sou irmã da Laura (Mothern) e filha da Vera.
Vc tem que comentar alguma coisa sobre o Mano Wladimir! Isso é nome?
Beijos
Mary
Agora, vocês percebam....estou eu aqui, quieta no meu canto, sem falar mal de ninguém, porque condiz com meu temperamento, qd recebo cartinha de amor dessa moça....pelo tom da carta, nota-se tratar-se duma moça arruaceira e baderneira, típico exemplo dessa juventude transviada que assola o país, apavora os pais, desencanta as mães, mata as vovós de vergonha. Que coisa lamentável, Dona Mariana... então a senhora vem aqui tripudiar em cima da desgraçado do pobrezinho do Mano Wladimir? A senhora com um nome bonito desses, vem aqui tripudiar na desgraça do bichinho? Só porque a senhora tem uma mãe que a ama (aliás, sua santa mãe sabe que a senhora frequenta esse antro de luxúria e safadeza?), uma mãe que não força a barra, uma mãe que desejou que seu nome fosse uma extensão das coisas lindas e doces que ela sentia por você (ah, sim, pq Mariana é um nome adorável), uma mãe que não forçou o pezinho pra pertencer ao gueto, uma mãe que não quis te expor ao ridículo, uma mãe, enfim, que te poupou da humilhação de preencher um documento e na pontilhada de nome de escrever Mana Jusicreide, você acha que você tem direitos de vir aqui rir da cara do infeliz? Mano Wladimir é um nome muderno, tá sabendo? Rola um lance assim de gueto, de povo, de pessoas que se integram aí, com a sociedade que pulsa, tá ligada? É um nome que representa todo um sentimento de antenação, a nível de concretude, entendeu? Francamente, Dona Mariana, a senhora me decepciona.
Olho nela, Vera. Conheço uma academia militar que aceita moçoilas revortosas.
É das melhores, senão a melhor que eu já li dele....e num adianta transcrever um pedacinho, mando inteira:
Biológico ou adotivo?
Por mais que me esforce, não consigo entender os critérios editoriais da esmagadora maioria de nossos jornais, revistas e redes de televisão, quando passam batidos pelas notícias de real interesse mundial e procuram dar destaque a outros assuntos que, mesmo tendo alguma importância, não se comparam com o que deixou de ser noticiado.
Neste final de ano, por exemplo, nossos veículos de comunicação deram destaque especial ao retorno da inflação, ao governo admirável que o companheiro Luís Ignácio promete fazer, à explosão de uma discoteca, em Bali, na Indonésia, fazendo mais de 200 mortos, à possível guerra contra o Iraque, ao eterno descompasso israelense-palestino, ao fato de o nosso Ronaldo ter sido escolhido, pela terceira vez, o melhor jogador do mundo, aos crimes bárbaros ocorridos aqui e ali, eventualmente acolá, com ênfase para o parricídio cometido por Susane Louise von Richthofen, às oscilações do dólar e ao chamado risco Brasil, entre outros assuntos fartamente noticiados.
Tudo bem: até concordo que sejam importantíssimos, mas estranhei não ver na mídia, com o destaque indispensável, a separação do casal Madrulha, com a notícia de quem vai ficar com o Louro José da senhora Ana Maria Braga.
Separação civilizada, como li em algum lugar: o robusto Madrulha continua administrando a carreira de sua ex, que, por sua vez, procura um lugar para o ex morar, sinal de que não o quer mais na mansão até então ocupada pelo casal.
Escrevi mansão, como poderia ter escrito ninho. Mansão, porque na mídia de hoje tudo é mansão. A idéia de residência excessivamente grande e luxuosa foi, por extensão de sentido, transferida para qualquer tipo de residência, sobretudo aquelas onde ocorrem crimes de morte. É muito mais chique dizer que o homicídio ocorreu na mansão de um bairro de classe média alta, do que num pardieiro, ou num casebre. Ninho também se aplicava ao casal Madrulha, sobrenome que não encontro nas listas das famílias brasileiras, onde há Madruga, com ênfase para o psiquiatra Arnaldo, e Madureira de Pinho, com especial destaque para o economista Demósthenes Filho.
Madrulha, portanto, talvez signifique “arrulha de madrugada". Adonde? Ora, nos ouvidinhos da festejada senhora Ana Maria. Isto é, arrulhava, que já não arrulha, nem Madrulha, porque o casal está separado há não sei quantas semanas e a mídia nem se deu conta da importância do fato.
Pergunto: de que vale sonhar com a Fome Zero, com o salário mínimo de 500 reais (ainda assim, míseros 135 dólares no dia em que escrevo), com o fim da violência e o país paradisíaco prometido pelo companheiro Luís Ignácio para o segundo ano de seu governo, se Ana Maria e Madrulha já não dividem as malas Vuitton? E o Louro José, onde fica? Seria biológico, ou adotivo? Madrulha poderá visitá-lo uma vez por semana?
Enquanto a mídia não se convencer de que o principal tem prioridade sobre o acessório, seremos obrigados a conviver com as guerras, os crimes monstruosos, as bombas terroristas e as oscilações do dólar, quando a notícia da separação do casal Madrulha foi, seguramente, a mais importante ocorrida neste planeta, desde o finado século XX.
(Eduardo Almeida Reis é Técnico de agrimensura em Felixlândia)
Jujuca, lá no mothern: E, dia desses, numa pausa entre o mar, a cerveja e a piscina, zapeando à procura de alguma coisa para interessante a Alice na TV do hotel, pude ver com meus próprios olhos a Eliana anunciando a próxima atração do seu programa "infantil":
- E agora, garotada, o homem que vai parar o ventilador com o nariz!
Não é sensacional?
Não é tudo que as crianças brasileiras precisam aprender enquanto suas mães trabalham?
(No final, para quem esperou, a figura apertava o botão de desligar com o nariz - dã. Mas, enquanto isso, quantas crianças pensaram em tentar o truque em casa?!)
Realmente, não me sinto à altura para comentar. E eu tô de férias, vou passar a bola para a Fal.
Ah, Fal, e teve outra (repare na elegância da brincadeira):
A certa hora, uma das atrizes mirins reclamava com a apresentadora que o braço dela estava doendo, ao que a Eliana respondia:
- Liga, não, quando você casar, passa!
É isso que eles chamam agora de "programa infantil".
Ah, que saudade do Daniel Azulay. Alguém sabe dele?
Ah, Jujuca, saudades do Daniel Azulay, saudades do Bambalalão, saudades de tanta, tanta coisa. Tem uma frase, que eu num sei se é do Nelson Motta, do Jabor, de algum gênio desses, mas, enfim, a frase é boa: "Quando você tem saudades dum tempo, não é desse tempo que você tem saudades, é de você dentro desse tempo." Faz sentido? Eu sinto falta dum tempo em que a vida era mais simples e no qual eu realmente acreditava que a educação era algo pra te acrescentar, pra te fazer uma pessoa melhor....eu acreditava que tudo era educação, e que tudo estava voltado pra fazer a cada um de nós pessoas melhores, mais lúcidas, mais críticas. Minha mãe conta que, grávida de mim, ela e meu pai se perguntavam "nós queremos filhos críticos? ou filhos felizes?". Era a época da ditadura, lembre-se, e minha mãe tava mais suja que pau de galinheiro. (meses depois do meu nascimento ela rodaria pela segunda vez, e se meteria mais inúmeras confusões até 74). Ser lúcido, ser consciente, na época, não permitia que o cara fosse feliz. Bom, pelo menos na concepção da minha velha mãe. Hoje eu acredito, sinceramente, que dá pra ser lúcido e feliz. Eu sou. Sou, sem sombra de dúvida, a pessoa mais lúcida e crítica que conheço (não que eu me orgulhe, só me dá problema)...e sou feliz também. Irritantemente feliz. Mas sei do preço da lucidez, minha doce Ju, como vc aliás, também sabe e... querida, ninguém quer pagar. Incomoda, dá trabalho e frusta. Ou, como me dizia o Rui, "pensar cansa e dá trabalho". É isso mesmo. Vai dai que a gente não tem mais ninguém (ok, meia dúzia, tudo bem), se formando, pela formação, se educando, pela educação. Nego só compra livro que vá ajudá-lo no trabalho e se te pega lendo, sorri com condescendência e suspira "ai, eu adoro ler, mas não tenho tempo" (ou seja, vc é uma vagabunda). Eu dou aula há anos. O primeiro e único adulto que me telefonou porque queria ter aula de idiomas (no caso, latim) para, como foi que ele disse?, aprimorar-se, tornar-se um ser humano mais instruído, foi o Dr. Jorge, nosso juiz de estimação. Eu nunca havia recebido um telefonema de alguém que quisesse aprender um idioma pelo aprendizado. Nego só estuda pra melhorar de emprego, consequentemente ganhar mais, consequentemente consumir mais. O consumo é a única via, o grande negócio, a grande meca e , cara, a sociedade precisa mesmo disso. Precisa. Precisamos de emprego, Ju, tem muita, mas muita gente nesse mundo. Trate de consumir!!!! Vai daí que essa chusma de débeis mentais, fazendo esses programas assustadores, atendem aos filhos dessa gente. Deus me livre desse menino resolver pensar! Filho, estuda, se forma, se emprega e consome. É esse seu lugar na cadeia alimentar e Eliana, Xuxa e quejandos, tratam de te manter nele. Elas são necessárias, Jujuca, ela cumprem seu papel social. Elas são dos primeiros modelos que sua guria tem contato, elas explicam pra Alicinha cumé que esse treco funciona. Daí, a gente não bota o filho numa puta escola pra ele APRENDER. Só. Não, é pra passar no vestibular, quando a porra do vertiba devia ser consequência de anos e anos de estudo com afinco, de fixação de conhecimento, de estímulo pro saber. Eu quero um filho culto, instruído, pensante. Tá doida???? Ele vai pra escola pra passar no vestibular e, sim, fazer uma network, uma rede de contatos, ah, sim, desde o jardim de infância construir uma rede de amizades que lhe rendam algo no futuro. Juro. Palavra de honra. Sou do tempo em que íamos pro jardim da infância pra bricar com massinha. Agora a gurizada vai fazer contatos. E não ouvi isso de uma pessoa não, mas de montes e montes. Praticamente de todo pai e toda mãe que me contrata. Ah, sim, eu sou um agente dessa nojeira toda, também. Eu sirvo pra aprovar os guris à força, eu sou o pé de cabra que empurra esses meninos rumo ao seu brilhante futuro. E a gente diz pra eles "estudem, senão vcs nunca vão ser alguém na vida, estudem, vcs têm que passar no vestibular!" (e por acaso eles não são alguém, Ju?) Sou uma versão menos glamurosa e com número de manequim maior da Eliana. Acho que vou lançar uma boneca.
desculpe os erros do meu péssimo português, mas eu não vou revisar não....tou treinando pra ser mimada pela Vera, hahahahahahaha.
"Prime Rib de Red Angus Se não tivesse lido na coluna do jornalista Paulo César de Oliveira, em nosso caderno Minas, juro que não acreditaria. Como sei que o PCO é muito zeloso na publicação de notas da maior gravidade, que só redige e edita depois de ouvir pelo menos três confirmações de fontes distintas e confiáveis, ou depois de testemunhar pessoalmente a cena insólita, acreditei na notícia como foi publicada.
Vejamos: 'DESCONTRAÇÃO - Descontraído, trajando uma bermuda para enfrentar o calor, e sem seguranças. Foi assim que o governador eleito Aécio Neves chegou no domingo ao restaurante La Victoria, acompanhado de um grupo de 25 pessoas, entre eles o humorista Tom Cavalcanti, que estava na cidade apresentando a peça 'Mais Tom' no Palácio das Artes'. Em seguida, PCO informa que o governador eleito, encontrando o restaurante cheio, esperou pacientemente para degustar um 'Prime Rib de Red Angus' na grelha, regado a prosecco e chope gelado.
Onde o espantoso do fato? Ora, na bermuda com os joelhos e as canelas de fora. Peço ao leitor que pare dois minutos para pensar num Arthur Bernardes, num Milton Campos, num Tancredo Neves, num Olegário Maciel - antecessores de Aécio Neves da Cunha na curul governativa do Estado de Minas Gerais, de joelhos e canelas de fora. Impensável, não é mesmo?
Tempos atrás, a Cooperativa Central dos Produtores de Leite, CCPL, importou técnico argentino para melhorar a higiene do leite de seus fornecedores. Uma das primeiras providências do argentino, Dr. Degrandi, foi exigir que os retireiros passassem a trabalhar de short sem bolsos, para evitar duas cousas: 1 - que 'limpassem' as mãos nas calças imundas, respingadas de dejetos vacuns, características dos retireiros; 2 - que fumassem, por falta de bolso para levar os cigarros e os fósforos.
Rodolpho Figueira de Mello, casado que a linda Maísa, tinha bela fazenda em Três Rios, RJ, quase na fronteira de Minas. Comprando os shorts preconizados pelo higienista argentino, Rodolpho recebeu aviso prévio de seu chefe de estábulo, homem sério, trabalhador, excelente retireiro e conhecedor de gado leiteiro, um daqueles funcionários que já não se encontram com facilidade, se é que ainda existem.
Indagado pelo patrão sobre o motivo do pedido de demissão, o funcionário explicou: 'Gosto muito do senhor e do serviço aqui na fazenda, mas não fico de perna de fora na frente de ninguém'. Aí é que está: na frente de ninguém. Aliás, a sexóloga Fabia Vitiello Azevedo escreveu, dia desses, que homens de mais de 11 anos deveriam ser proibidos de andar com as pernas de fora. E o ilustre governador eleito, salvo melhor juízo, é quarentão, ou quase.
Além dos compromissos com o povo destas Minas, o dr. Aécio Neves da Cunha tem comprometimento com a memória de mineiros ilustres, seus avós Tancredo Neves e Tristão da Cunha. Daí a estranheza que me causou a notícia veiculada pelo nosso PCO. Sei que a senhora Constanza Pascolatto é até capaz de justificar os joelhos de fora, sobretudo e principalmente depois que o professor McDonald's elogiou o português do companheiro Luís Ignácio, mas que a bermuda foi um espantoso espanto, não há negá-lo.
Foto dele.
Achei aqui
***
Vem a Zel, que eu amo, me dizer que parece que a tag do blogchalking do meu blog tá ferrada.
AI, meu Deus. E eu nem sei o que é isso.
***
Tentei explicar prum amigo não-blogueiro que veio aqui:
é fota, em vez de foto
é "ela foi direta", em vez de direto
é prum e não para um
nimim e não em mim
pramim e não para mim
aliás é sempre pra ao invés de para
enfim
essas bossas
e ele:
"como se o português precisasse de mais ajuda para entrar em decadência"
mandei-o ter relações carnais consigo mesmo.
Ora bolas.
"Como também não tenho boa memória batizei meu falecido e amado cachorro
como ZECA. Esquecí que meu avô era José Carlos...tá não cheguei a conhecer
este avô, mas eu tenho tio Zeca, primo Zeca e até uma tia Zeca do outro
lado e assim ofendi duas familias com um só cachorro. Não entenderam que o
meu era um Zeca nome próprio como o filho do Caetano pq eu nao boto nome
ridiculo nem em bicho."
Cris, taí, concordo com vc. Eu sempre tive bicho com nome de verdade. Nunca fui dona e companheira de "Veludo", "Bolinha", "Fumaça", nada disso. Acho uma indignidade. Sempre convivi com Beatriz, Bolívar, Bastião, Triana....nomes dignos, entendeu?
***
MSM: (eu sei que é com N, saco)
Fabia diz:
Vc não vai papar não, an?
angela diz:
Às 12:35? Não! Acabei de mandar 2 pacotes de M&M pra dentro
Fabia diz:
Deus te forças!
angela diz:
É, pra aguentar o piriri
hohohoho
***
A Giu, desesperada pqm tem que entregar a monografia dela escritinha pelas regras da ABTN....eu quero que a ABTN vá pentear macacos. Entrega escrito com giz de cera roxo num papel de pão, Giu, e vorta pra nóis!!! A Pipa fica me mandando foto erótica, a Cris fica me seduzindo, a Ângela não parou de me cantar e a Rê quis fazer sexo virtual comigo. Vc vai acabar me perdendo. Depois não adianta chorar. Ah, e a Rute quer que eu fuja com ela.
"Fábia eu preciso te perguntar sutilmente e peço que sejas sincera : Fal, você ja fez xerox de cola?Xerox de cola é o cúmulo da malandragem!!!
Se eu tivesse que fazer a merda da cola até terminar eu já tinha aprendido a bosta da matéria.
Bom dia!
Cris"
Quer dizer, eu já começo meu dia ouvindo abobrinha.
Mas devo confessar que sim, minha cara Cristina. Agora na faculdade eu sou, estranhamente, a melhor aluna da classe. Mas no colégio....a chapa esquentava, de modos que eu colava até em prova de educação física..., eu ficava vendo quanto davam os batimentos cardíados das outras meninas, e copiava delas....hohohohohohoho!!!
*** "Bom mesmo, Fabia, é o presunto COM capa de gordura: é o chique, e muito mais caro. "
Eduardo Almeida Reis
Mais da Cris, nossa enviada especial-lá-pra-casa-do-chapéu. Tou viciada nela:
" Ontem meu marido perguntou se eu estava drogada mas ja informei que a
palavra da moda é LESADA!
E nesse maravilhoso mundo dos blogs descobri que foto virou fota. Primeiro
achei que era erro de digitação...no segundo fota achei que era péssima em
gramática como eu e lá pelo terceiro descobri que precisava fazer um
up-grade no vocabulário."
"Eu faço mil coisas para me vingar do Bill Gates cada vez que o tal Windows da piti. É tipo assim uma vingança particular.
Nada é normal no meu Windows. Eu barbarizo o programa.
Aqui quando da erro de programa o que se escuta é a voz de um dos personagens do South Park dizendo "You bastards"
Quando limpo a lixeira é o Meow tb do SP e tenho outros desaforos pra ir alternando.
Quem me avisa que chegou e-mail é a voz da Morticia Adams.
Quando desligo o tal Windows a despedida é com um bye, bye dos Teletubbies.
Lembrei que tenho também OH OH que é a minha exclamação.
O que mais varia é a abertura que pode ser Flinstones, Jetsons, Os 3 Patetas e se o meu marido diz que acha que vai fazer o trabalho em casa eu boto a trilha Os Intocáveis que são todos os meus arquivos. Estas gracinhas são os melhores espanta marido do micro da esposa que eu conheço.
E a melhor diversão foi quando um técnico se atreveu a tocar no meu brinquedo predileto. Quando ouviu pela milionésima vez a trilha da Jeannie é um Gênio a cada "reiniciada" do Windows, teve que me informar:
- A senhora sabia que estas coisas baixam o desempenho do micro?
- Você sabia que o computador também tem uma função lúdica? "
Alguma alma caridosa poderia clicar ali no epinion da minha lista e me dizer se consegue entrar no blog da moça?? pq aqui do meu pc eu não consigo não. aiaiaiaiaiai.
Me perdoem. A Cris citou direitinho, deu crédito e tudo e a zebra aqui foi quem, com seu pré-primário mal feito, embolou o meio de campo. O diálogo das havaianas que vc lerá abaixo, querido leitor, é da menina do Epinion, não da Cris. Aliás, tentei botar link no templete pro Epinion, pra Pipinha, pra Áurea, pra Marina e pra Funny, mas eu sou uma anta e não consigo.
Acabo de receber da Lu e adorei. Sintam a profundidade dos ensinamentos:
SE VOCÊ PODE:
- Começar o dia sem cafeína, nicotina ou tranqüilizantes;
- Comer, dia após dia, a mesma comida sem se queixar;
- Entender que água é a melhor coisa para lhe matar a sede
- Entender quando existe tensão ao teu redor e evitar o perigo;
- Ser capaz de ficar indiferente diante da alta do dólar e da queda da bolsa
- Ser capaz de compreender quando todos estão muito ocupados para te dar atenção
- Aceitar a crítica
- Acalmar tua tensão sem precisar de auxílio médico
- Ter pique para passar noites em claro, numa ótima;
- Dormir tranqüilamente a qualquer hora, em qualquer lugar;
- Relaxar ao final do dia;
- Desfrutar da carícia de uma mão querida em tua cabeça
Então, é quase certo que...
VOCÊ É O CACHORRO DA CASA !!!!
Senhores, Cris, para vosso deleite. Nossa enviada especial lá na casa do chapéu.
"AH... o MSN é meu segundo lar e eu tenho uma gata, um cachorro e até um marido de estimação e um futuro-site literário que é serio, porque também ousei me formar em jornalismo mas fiz o favor de nunca trabalhar com ele oficialmente...as vezes cometo traições. O site estréia depois do Natal onde você pode ser citada com todos os créditos que merece."
"Monólogo Insano
Eu e Bia, no cabelereiro hidratando as madeixas em pleno horário de almoço e checando as últimas fofocas na revista caras (isso foi uma ironia, oquei? pra quem não sabe, em salão de cabelereiro não tem Machado de Assis). Eis que nos deparamos com uma foto imensa de um par de Havaianas (sim, o chinelo). Havaianas decoradas como se fossem o calçadão de copacabana. Show. Vira a página, Havaianas com smileys amarelinhos. Eu quero, eu quero! Vira a página, Havaianas com desenhos Noir. Eu queroooo! Vira a página, schlept: "nas compras acima de 200 reais no Morumbi Shopping, ganhe um par de Havaianas Edição Limitada".
Bia: "Agora eu preciso ir a São Paulo! Depois vai ser: "nossa, que lindas as suas Havaianas! quanto foi?" Duzeeeeentos reais!
É por isso que eu gosto das minhas colegas de trabalho."
Cris, um sambinha maravilhoso do Chico, só pra vc.
Será que Cristina volta?
Chico Buarque
Será que Cristina volta
Será que fica por lá
Será que ela não se importa
De bater na porta
Pra me consolar
Noite dia me pergunto
Meu assunto é perguntar
Será que Cristina volta
Sei lá se ela quer voltar
Será que Cristina volta
Será que fica por lá
Cheio de saudades suas
Procuro nas ruas
Quem possa informar
Uns sorrindo fazem pouco
Outros me tomam por louco
Outros passam tão depressa
Que não podem me escutar
Será que Cristina volta
Será que ela vai gostar
Será que nas horas mais frias
Das noites vazias
Não pensa em voltar
Será que vem ansiosa
Será que vem devagar
Será que Cristina volta
Será que Cristina fica por lá
É incrível como estar infeliz, ainda que aparentemente bem, me afeta. Não é segredo nenhum que eu detesto estudar, abomino aquela faculdade. Detesto. O engraçado é que estar fora de lá, mesmo com as outras preocupações, me torna uma pessoa legal. Ainda que com a cabeça cheia de problemas: trabalho acabando, falta geral de grana, a chupim-vagabunda na área, inventário que se arrasta....ainda assim eu estou me sentindo melhor, comendo melhor, mais animadinha, mais tudo....porque o semestre acabou. "E o que vc faz lá se odeia tanto?", pergunta vc, que é uma criatura sensata. É a quarta faculdade que eu começo. Falta um semestre pra acabar. Eu tenho que acabar, entende? Eu sabia que vc entenderia.