"Temo pela integridade física da minha TV. Toda vez que, involutariamente vejo o comercial da Roche perguntando "o que você faria com uns quilinhos a menos?", tenho vontade de perguntar pra todos os responsáveis pela existência desta bobagem, o que eles todos fariam com alguns neurônios a mais."
Quando eu pergunto do que vivem os "nada" (as modelos que não modelam, os atores que não atuam, os empresários que não empresariam nem empreendem, enfim, aquela lista imensa) desse adorável quintal, não é despeito, inveja, má vontade, preconceito. É curiosidade mesmo. Quero saber do que eles vivem, preu viver tb.
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A quantidade de gente babaca nesse mundo jamais deixará de me impressionar.
Marido que faz mingau em tardes de chuva e depresinha, pode assaltar velhinhas no metrô, roubar doce de criancinha, falar mal de parentes e desenhar bigodinhos na Malu Mader que vem na revista, que vai pro céu assim mesmo.
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Minha amiga Rosana fez adesivos pro drops da fal, olha que coisa fofa?
Ela está virada no cão: "eu tenho uma amiga, Ju, de infância, dessas que dá vontade de bater.No aniversário de Mel ela tava com o menino, 1 ano e meio.Eu servi o refri e o marido, prucutu abre a mamadeira.Aí eu falei, tem suco, salada de fruta, água.Ah, brigada, melhor o refri, ele dorme mais rápido.:((
vou ali, volto já "
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Ah, um beijo pra Suelen, que lê sempre, mas fica quietinha, é tímida, a bichinha...:o))))))))
Correspondência Secreta (da série "como não amar esse homem"):
"Fal,
A título de curiosidade, pesquei dois trechos de livros meus que falam de rabanadas. Detesto rabanadas.
# Nos 12 dias que vão da véspera do Natal ao Dia de Reis, entre azias, dores de cabeça, rabanadas, presuntos, perus, cidras, filhos cocozentos, cunhados salafrários, sobrinhos barulhentos, santa e sogra mais chata do mundo, nosso herói acaba pensando num Smith & Wesson 357-magnum, que nunca usou, para acabar com sua existência de sofredor.
# Quando acaba, passei a noite do dia 24 sozinho. E tomei um porre de criar bicho, quase dois litros de White Horse, de enfiada, enquanto comia as rabanadas feitas pela velha cozinheira. Detesto rabanadas. Mas comi assim mesmo, numa espécie de penitência. Rabanada com uísque é mistura que pode resultar fatal.
Beijos,
E."
hohohohohohohoho!!!!!! amei.
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Correspondência secreta (da série "Cláudio Luiz, vc é meu iaiá, meu ioiô):
"Fal,
(...)
Se eu tivesse por aí me oferecia para ajudar na arrumação dos livros.
Agora, aquelas estórias de roxos, cortes e não sei mais o quê, acho que é vigança da casa. Vocês ficam a furando por todos os lados, fazendo ela carregar peso ( cultura pesa, né???? meia dúzia de livros e é um peso do ...), aí ela fica nervosa e decidi se vingar ...eheheheheheheheh
A tal da Nigella ( é assim o nome????? eu já fechei seu blog e não dá pra conferir) eu nunca vi mas, caso você descubra o site do changing rooms avise, eu adoro o programa.
Abraços lusitanos, Cláudio Luiz"
Depois esse coiso lindo achou o site do pograma, que eu até linquei. Vc é perfeito, Claudim.
"Se algum dia, vou conhecer pessoalmente os amigos que fiz na rede, não sei.
O que posso garantir é que a partir de hoje, ninguém é mais meu amigo virtual - isso aqui não é cinema nem videogame. Todos são reais. E o que é melhor: gosto deles."
(Matusalém Matusca - 19/03/2003)
eu vivo dizendo isso.
Duas observações sobre uma festa de casamento: (ou melhor, uma pergunta e uma observação)
- Por que toda mãe de noiva usa verde? Mesmo quando verde não é a melhor cor praquele ser humano? (e geralmente não é, verde é uma cor danada de difícil de usar)
- Ao fazer a maquiagem, constato: minhas marcas de expressão viraram rugas. Nada como um momento verdade pra derrubar a criatura.
Bem-vinda, Madeline!
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Pela primeira vez na vida, comi rabanada. Não entendo pq tanta onda em torno duma comida tão besta. Detestei. Desperdício de ovo, de pão, de açúcar e de canela.
Ai, pra Ju, que adora drops domésticos, declaro que: os livros tão quase todos na sala, Ju. Ainda faltam os de ciência (que são pouquinhos, no máximo 10, não vai ter treta) e os de literatura brasileira e portuguesa, esses são muitos, muitos, irão pra sala só os que as minhas paredes de aço do superómi permitirem. Ficou bonito? Não, não. Convenhamos, livro não é uma coisa bonita, dá um ar de desleixo à sala, parece república, casa de sociólogo, estética do PT, parece que eu moro num alojamento da USP. Mas não tem jeito não. Tenho que agradecer à minha boa estela não precisar ter TV na sala, pelo menos isso, e confiar nas palavras da Raquelzinha que me disse que casa de revista não existe nem na revista.
Leio meio rindo sua declaração de que o Ed achava 3 gatos muita cousa. Diz pra ele que eu tou com 9 e mais um cachorro cagão, prele acalmar.
A falta de grana e de trabalho me dá coceira e angústia. Eu tou preocupada de verdade, nunca me senti assim.
A camisa vermelha está cabendo. Deve ser alguma espécie de milagre, amiga, mas eu agradeço a Deus os pequenos favores, não vou nem investigar. Usarei minha camisa vermelha toda pimpona.
Mandei o livro novo pra Biblioteca Nacional, certo? Faz muito mais de um mês. Eles não só não me mandaram o registro, como eu ligo lá e ninguém sabe do que que eu tou falando. Eu sou uma total tragédia pras coisas práticas da vida.
A mãe do Pedro cabou o curso e veio buscá-lo. A casa ficou esquisita sem ele, com seu bonecos espalhados, máquinas da morte, cartas de iogu-sei-lá-eu-o-que-é-aquilo, raquetes de ping-pong, lições de inglês.
Fui ao pessoas do século passado que vc mandou. Adorei.
Preciso encontrar, com urgência, alguma coisa que me encha. Ñao pode ser comida, nem mé, nem tabaco, nem maus pensamentos.
Beijos, querida.
Vila Sônia fica em São Paulo, capital, não sei se na zona oeste, ou na zona sul, como também pode ficar na zona leste, ou na zona norte: pouco importa. O certo é que fica em São Paulo e uma amiga minha, educadora sexual, fez por lá uma palestra para 157 adolescentes de 11 a 17 anos, alunos da escola ou moradores da comunidade.
Dos 157 adolescentes, 87 eram do sexo feminino. Destas, 56 já são mães de crianças ainda mais crianças do que elas. A palestra deveria ser feita para mais de 200 crianças. Contudo, 60 alunos da tal escola são órfãos e moram numa instituição religiosa, cuja Madre Superiora proibiu que fossem à palestra sobre educação sexual, depois que ouviu falar daquela história de botar camisinha em banana. Realmente, banana sem camisinha é outro departamento.
Uma das meninas que foram à palestra chama-se Michelle Fátima, tem 15 anos e está grávida do terceiro bebê, um de cada pai. Vila Sônia retrata boa parte do Brasil. Respondo pelas informações acima, pois a sexóloga é minha amiga e profissional da mais alta credibilidade.
Quando penso no problema da parição irresponsável, não só irresponsável como também criminosa, que se vê por aí, parto sempre do pressuposto de que estamos lidando com animais racionais, isto é, que raciocinam, que usam a razão. Sim, porque se a gente pensar em termos de animais irracionais, a solução seria muito simples: esterilização em massa, ao menos depois do primeiro parto de pai desconhecido, sem as mais mínimas condições de gestar e criar um bebê.
Tanto quanto se possa acreditar nas estatísticas, nossa questão demográfica melhorou muito nos últimos anos, sem deixar de ser ainda muito grave. Uma coisa era ter doze filhos no interior batido pelo sol, com água de mina, frutas nos pomares, porquinho de ceva, horta de couve e leite dado pela fazenda, oficialmente dois litros por dia, transportados na prática em recipientes para cinco litros, de plástico, usados e ganhados nas cidades.
Nos muitos anos em que morei na roça, em fazendas próprias, nunca perdi uma criança, mesmo considerando aquelas de sobrevivência improvável, como a filha do Zé Ribeiro que nasceu com o fígado maior que o torso. Médicos amigos, de passagem pela fazenda, prontificavam-se a internar a menina, de graça, para os exames e a pesquisa que se fizessem necessários. Mas o Zé tinha princípios e achava que filho de menor deve ficar com os pais. Paciência.
Coisa muito diferente é parir nas condições infra-humanas de certas favelas. Portanto, além do Fome Zero, que até hoje não saiu do zero, a não ser na propaganda, alguém deve cuidar do projeto Filho Zero. À luz das estatísticas, a taxa brasileira de fecundidade baixou de 6,28 filhos por mulher, na década de 60, para 2,3 filhos por mulher em 1999. Lindo, não é? Também acho, mas me preocupa o fato de Michelle Fátima, de 15 anos, residente na Vila Sônia, estar esperando seu terceiro filho. Por mais que me esforce, não me sinto responsável, direita ou indiretamente, pelos filhos de Michelle, persuadido de que se trata de criatura racional. Caso contrário, laqueadura nela com urgência.
Eduardo Almeida Reis"
Saldo da semana: joelho esquerdo com uma enorme mancha roxa, três cortes superficiais nas mãos, um corte profundo na mão, inúmeras batidas de cabeça nas quinas, uma delas com sangramento, um dedão do pé amassado por uma lata de comidinha de gato, joelho direito torcido ao descer da escada, umas cinco picadas de mosquito, inúmeras dores de cabeça, palma da mão direita com queimaduras sérias.
Essa casa tá tentando me matar.
Aquela maravilhosa da Nigella aqui na minha TV assando os mais deliciosos bolos, toda ela peitos, ancas e curvas e meu marido:
"Poxa, fazia tempo que não aparecia uma mulher tão linda e gostosa na TV, e ela come com uma boca boa, né?"
Ai, eu já disse que adoro o Alê??
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Por falar em marido perfeito, esse santo homem deu um jeito de fazer as prateleiras ficarem firmes nas paredes - só Deus saberá como - mas o fato é que arrumei um punhadão de livros, tomei um banho, vim aqui namorar vcs e depois vou lá arrumar mais um punhado.
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Sei que tenho que responder toneladas de mails e arrobas de recados no guest, calma, muita calma nessa hora, eu vou responder tudim, tim-tim-por-tim-tim, vcs sabem.
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Os gatinhos estão lindos, galopam pelo apartamento, Comida de Cachorro, como sabiamente previu a doce Petita é o maior, o mais gordo, o mais esperto, o mais fofo, sobe no meu pé e chora. Esse não sai daqui nem por cima do meu cadáver.
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O tempo esfriou, as roupas foram parcialmente guardadas, a Vera voltou, falei com o Rui no telefone, a Mi está na ativa de novo e, apesar da absoluta falta de dinheiro, as coisas vão bem.
(Mi, assista a pavorosa novela das oito de hoje, ponha reparo no cabelo do T.F. e depois me conte)
Oiem, vim só dar uma sastifação báseca: nenhuma parede do meu apartamento é furável, são feitas do mesmo concreto que faz a casa do superhómi e eu não achei broca de criptonita pra comprar, o resto das araras chegou e o quarto do Pedrinho parece um mar de ropa-para-pendurar, os gatinhos agora andam, eles vagam pela casa mugindo e a cada 3 minutos eu tenho que parar tudo pra catá-los, queimei um quilo e meio de carne moída e os vzinhos quase chamaram os bombeiros e o Pedrinho tem 3 lições de inglês gigantes pra fazer - comigo do lado, sure- de modos que hoje eu nem passei por aqui, vi todos os recados lindos, amanhã eu leio tudo, respondo, pego a Deh no colo e digo pro Ique parar com essa viadagem e me dar logo o endereço dele que eu mando o livro.
PS: Petita, manda vc o gatinho fofo pra essas criaturas amadas, pq o gênio aqui deletou a porra do mail. Eu sou um cavalo.
Não, eu não vou falar sobre o cabelo do Taumaturgo Ferreira. Minha religião não permite, meu médico proibiu, e eu parei de mexer com drogas aos 20 anos, não recomeçarei aos 32. Desistam.
Correspondência secreta: "Aí, começa o papo cabeça, os caras falando coisas horríveis um pro outro, mas com um meio sorriso no rosto, de modos que não dá pra saber se eles estão mesmo se ofendendo de morte ou se é só pra doer um pouquinho, e eu, gorda e inadequada, dentro das minhas roupinhas de costureira, pego meu emborná e volto pra casa, aquela conversa mole do somos pobres, porém limpinhos etc etc..."
“Sister, you’ve been on my mind
Sister, we’re two of a kind
So sister, I’m keepin’my eyes on you”
Miss Celie’s Blues- Q. Jones/R. Temperton/L.Richie
Correspondência Secreta
"E é isso, Lindíssima! Eu vou indo. Indo? Essa expressão é muito engraçada. Ela me lembra o temor, o pânico que tinham aqueles bravos e temerários rapazes que, no século XV, exploravam esse vasto e insano planeta. Eles morriam de medo de navegar até o fim do mundo e cair no precipício cósmico. É uma idéia que me seduz muito. Anyway... enquanto não me aparece nenhum precipício, cósmico ou não, eu vou seguindo. Eu já nem lembro pra onde mesmo que vou, mas vou até o fim (Chico Buarque é eterno).
Se eu ainda penso? Ora Regina Paula, é claro que sim!!, lógico! E ainda jogo o jogo dos mal sucedidos, o jogo do "se ao menos". Ficou aquele gosto amargo, o sabor da promessa desfeita, de um romance que nunca aconteceu, nunca vai acontecer. Porque, lindíssima, é claro que ele só continua lindo, perfeito, instigante, estimulante, inebriante e outros antes da vida, porque nunca tivemos nada. Caso contrário ele, no máximo, seria lembrado como "aquele idiota que apertava a pasta de dentes no meio do tubo". A vida é assim. Foi-se o tempo em que eu cantava "você precisa saber o que eu sei e o que eu não sei mais" em rodinhas de violão. Naquele tempo, eu acordava com Pérola Negra, " tente me amar, pois estou te amando", e ia dormir com "ah, que esse cara tem me consumido". Menina boba.Não existe mais nenhum cara com olhos de bandido. Só bandidos com olhos de bom moço….e eles acabavam sempre me enganando e me magoando…então eu desisti deles. De todos eles, sem excessão. Fico aqui, quietinha, esperando…esperando. Vou à locadora sozinha, escolher sozinha filmes que assisto sozinha. Ninguém me cutuca durante a noite para irmos tomar sopa de cebola na Casa do Padeiro, lá na Consolação. Ninguém me liga no meio do dia perguntando se precisa trazer leite quando vier para casa à noite. Ninguém traz a toalha que eu esqueci. Ninguém. Nem existe mais aquela emoção familiar, uma promessa escondida, um telefone que pode tocar a qualquer momento. E dói, viu? Toda opção carrega sua dor, como você bem sabe. A minha não seria diferente da sua. Li uma vez a respeito da dor que de tão familiar já não incomoda mais. É isso. Eu fico aqui, esperando algo tranquilo, com sabor de fruta mordida. E lembrando velhas canções, porque enquanto uso emoções alheias, não tenho que usar as minhas.
Escreva logo! Não tenho nada na cabeça, além de você e desse magnífico cabelo.
Bibi"
Você aí reclamando do trânsito, da segundona, do horário de verão, da falta de grana, de emprego, de falta de motivação e de perspectiva, e o mundo cheio de questões mais sérias, transcedentais, urgentíssimas pra resolver. Seu egoísmo pequeno-burguês não vai te levar a lugar nenhum, entendeu?
Vc não odeia qd te contam alguma coisa altamente espalhável e pedem "mas não conta pra ninguém!"? Eu detesto. Eu abomino. Eu acho isso uma sacanagem. Eu adoro fofoca.
Começou o horário de verão. Esses calhordas roubam uma hora da minha vida e meu único protesto é não mudar a hora do relógio da cozinha. Eu sou uma guerrilheira de merda.
Use um pouquinho do seu precioso tempo garimpando na minha lista aí do lado, pq tem dúzias e dúzias de deliciosos linques e hoje eu botei mais um montão!
Levanto às 4 da manhã pra fazer o meu proverbial xixizinho da madrugada e qualé o filme-trash da Rede Bobo?
Certo, Instinto Selvagem.
Evidentemente, não dormi mais.
Vejo a Débora Evelyn de destaque absoluto na novela das oito, com milhares de falas, geralmente em close, lentes de contato claríssimas, papel relevante na trama e não entendo cumé que tem gente que fala mal de casamento. Pelo amor de Deus, gente, casamento é uma instituição maravilhosa. Principalmente quando se é casada com o diretor da novela.
Uiem aqui: O All About Eve foi deletado pela autora no dia 8 de outubro. Algum espertinho usou o mesmo nome pra usar de trampolim prum novo blog. A moça não se responsabiliza, certo?
Aparece cada um nessa internet, que se me contam eu digo que é mentira. Só acredito pq tou vendo.
Fui levar meu doce hóspede, o Pê, ao balé.
Sai aquele pedaço de menininho, que eu vi nascer, de meia, camiseta e sapatilha, e começa a dançar. Lindo. NO ritmo, mãos perfeitas, braços exatos, pernas muito boas (hei, vcs sabiam que eu entendo de verdade de balé? hahaha, eu sou cheia de predicados que vcs desconhecem). Evidentemente eu tive um ataque de choro, e fui socorrida pela secretária da academia no banheiro. Afinal de contas, tia que é tia tem que dar um vexamezinho.
***
Fiquei sem conexão até agora. Ainda bem que o Terra é de graça, o Speedy é de graça, eles tão me fazendo um enorme favor, me dando internet e mesada e eu tenho mais é que ficar quieta, é isso? Não, porque é assim que o pessoal do suporte faz vc se sentir. Uma prima pobre.
***
"Já descoberto tínhamos diante,
Lá no novo Hemisfério, nova estrela,
Não vista de outra gente, que, ignorante,
Alguns tempos esteve incerta dela.
Vimos a parte menos rutilante
E, por falta de estrelas, menos bela
Do Pólo fixo, onde inda se não sabe
Que outra terra comece ou mar acabe"
Os Lusíadas - Camões
Canto Quinto, estrofe 14
Obrigada a todas as almas caridosas que me enviaram mensagens ensinando onde comprar araras, oferecendo as encostadas, oferecendo-se pra ir comigo na Zé Paulino comprar, contando historinhas deliciosas sobre guarda-roupas que desabam no meio da madrugada com cupins do tamanho de gatos, sobre mudanças e falta de grana e/ou espaço para guarda-roupas, com dicas de como dobrar e guardar roupas, e, em especial, à Antônia, mãe da Felipa, que deixou um saco de sachês aqui na minha portaria. Nem sei o que dizer.
Vcs são uma maravilhosa confraria.
É o velho blábáblá de peças de roupa contando a vida da gente, mas fazer o quê? É isso mesmo. E desistir de uma delas, é desistir dum pedaço da história, duma coisa que foi feita, duma coisa que se sentiu.
Ou não? Ou guardar uma peça de roupa pq ela te lembra alguém ou alguma coisa, ou mesmo um pedaço da sua vida, é bobagem e vc devia guardar os sentimentos noutro lugar?
Eu já comprei roupas das quais me arrependi, e muito. E já dei roupas pra me arrepender depois. Rá, alguém mais já fez isso? Daí toca vc a ficar com saudades da roupa que deu... Ás vezes me pego na frente do armário escolhendo roupa pra sair e pensando, mesquinhamente "eu não devia ter dado aquela saia azul..."
Por outro lado, eu sou neta da Dona Cida: detesto coisa amarfanhada, sem uso, bololô de cousa em fundo de gaveta...
Mas, enfim, é sempre divertido. Eu e o Pê, meu pequeno hóspede, que não tem aula hoje, estamos aqui, fazendo um desfile de moda. :o)))
Condomínio: 360,00 reais Taxa de instalação do gás de rua: 6 X 64,00 reais Aluguel da vaga extra de garagem: 70,00 reais Flagrar seu vizinho, às sete da manhã, botando o lixo pra fora só de cuequinha branca e cantando "Como uma deusa, vc me mantém": Não tem preço.
Dra. Marli, minha mãe, foi aos médicos vários, fez os exames inúmeros e o resultado é um só: a véia tá saudável feito um cavalo.
*** "Da geladeira de gelo até hoje tivemos uma porção de objetivos imediatos e inadiáveis, sem os quais a nação ameaçava sossobrar. Diretas-já, anistia geral, reconstitucionalização na década de 40, abertura democrática, meta das 100 milhões de toneladas de grãos, construção e mudança da capital, democratização do ensino superior, erradicação do analfabetismo. Cada uma dessas metas prometia um novo Brasil e a situação é a que aí está.
É por isso que o Siqueira, aquele português da padaria no subúrbio do Rio, vive repetindo: 'Mudam as metas e a m. continua a mesma', o que é decerto um exagero, porque a m. parece ter piorado. Agora, então, com a promessa de um salário mínimo por idoso, todo mundo vai querer ficar idoso.
Falta ao país, apenas, encontrar uma forma de agregar valor ao idoso: quem sabe transformá-lo em sabão? Sim, porque um salário mínimo é pouco em termos de agregação de valor. Mas o idoso transformado em sabão talvez valha um pouco mais, sobretudo quando exportado para Cuba, que se ressente da falta de sabonetes, sabões, papéis higiênicos e pastas de dentes. Claro que, ainda aí, seria preciso agregar valor ao sabão. Mas se é possível agregar valor ao boi do frigorífico e ao café da torrefadora, idoso transformado em sabão, com valor agregado, vai ser um sucesso de exportação."
Ëduardo Almeida Reis
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Educadora sexual de nossas relações, foi dar uma palestra num colégio estadual da Vila Sônia ontem, domingo frio em São Paulo.
O público? 157 crianças de 11 a 17 anos, estudantes da escola ou moradoras da comunidade.
Nossa amiga educadora teve a pachorra (ainda usa-se "pachorra", Vera, Eduardo?) de fazer um rápido levantamento. Das 157 crianças presentes, 87 eram do sexo feminino. Destas, 56 já eram mães de pelo menos uma criancinha ainda mas criança que elas. Assustador?
E o mais legal: a palestra, inicialmente, era pra ser feita pra mais de 200 crianças, mas mais de 60 crianças do tal colégio, são órfãos que moram numa instituição religiosa. E não lhes foi permitido assistir a palestra.
Que bom, né?
Fim-de-novela.
Carla, eu queria ver uma professora do Colégio Gávea, aos brados, na festa de formatura do colegial, anunciando que tava grávida de um dos meninos. Ia ser a Laura Góes caindo prum lado e o Paul pro outro. Mas a Lorena achou lindo, a Muié Apito tamém... achei muderno. Muito, muito muderno.
O Boletim do tempo informa: chuva maravilhosa, frio redentor, vento que zune na vila sônia. Estamos todos felizinhos.
Hohohohoho, a repórter da TV acaba de informar que o sabonete é feito de "pedaços de águas marinhas". Eu mereço.
Conclusão a que chegamos aqui no solar dos Vitiello Azevedo, é que se o Renato Aragão tivesse sido interpretado a novela inteira por uma cartolina pintada, não teria feito a menor diferença pra trama, confere? Aliás, a novela acabou, e eu não entendi um trem: cumé que ainda tinha hóspede no Trapa Hotel? Sim, pq quando não tinha rodinha de funcionário fofocando naquele saguão, era nego passando armado, esfaqueado, de maca, pingando sangue, tomando pescoção de pai, fazendo escândalo, polícia pra lá e pra cá. Suspeito. Acho que renato Aragão usava aquele hotel pra lavar dinheiro da Máfia.