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segunda-feira, janeiro 31, 2005


JANAÍNA

A Janaína, cunhada da Paula Regina, levantou às 4 da manhã para limpar o cocô do cachorrinho naquela chuva. Escorregou no quintal, lógico, abriu a cabeça. O noivo dela, o Rodolfo Henrique (irmão da Paula Regina), levantou correndo, mesmo engessado, para correr com ela para um pronto-socorro. O pai dela não achava a chave do portão, depois foi a chave do carro que sumiu, não se tinha a mais remota noção de onde estaria a carteirinha do plano de saúde, enfim, naquela chuva e naquele frio, àquela hora da madrugada, ninguém era de ninguém. Chegando ao pronto-socorro, ainda queriam prender o Rô, porque aquela história estava mal contada, esse negócio de cachorro era absurdo (convenhamos, é esquisito mesmo) e aquele sangue esguichando da cabeça da moça tinha que ser resultado de espancamento. No final não prenderam ninguém, mas o médico raspou metade da cabeça da Jana, para dar os 11 pontos, sem levar em consideração que ela havia gasto 70 reais fazendo decapagem e reflexo no cabelo, depois de pintá-lo de preto por 15 anos. Enfim, quando eles voltaram para casa, o sol já estava alto. A Jana estava cheia de hematomas e meio careca e todo mundo estava com sono, cansado, com fome e mal-humorado. Qual a conclusão da Paula Regina, vendedora da Natura, piloto de provas da Elizabeth Arden, viciada terminal em cremes milagrosos, ácidos glicólicos, tintas variadas para cabelo e rímel incolor?
- Tá vendo, Lindíssima, a gente com tanta vaidade, e nada nesse mundo vale nada. Não cai uma folha da árvore se Deus não quiser.


COMENTE! | 20:58

 


domingo, janeiro 30, 2005

Era um domingão

Quando o presidente do Citibank diz que vc é um exemplo para o mundo, reflita sobre o que vc tá fazendo da sua vida. E da vida dos outros.
*
O inferno não conhece fúria maior, titio Guilherme já dizia. E ele estava sempre certo.
*
Ah, uia, que diliça, essa é uma minúscula parte da biblioteca do Claudim Luiz.
:o)))


*
Como não amar essa mulher?

"Sorte de quem já aprendeu que nessa vida se deve esperar. Esperar que tudo aconteça. Às vezes a espera é curta, mas na maior parte das vezes a espera é longa, longa, longa. Às vezes dura para sempre. Quem diz que o certo é fazer acontecer, ir atrás, pode acabar atropelado no meio do caminho, esfalfelado e acabado. A menos que se saiba blefar muito bem, mas muito bem mesmo."
*
Berta e seu bichinho

"Há quem diga que os gatos são furtivos, maus e cruéis. É verdade, e eles também têm muitas outras qualidades"
Missy Dizick

*
A Meg mandou as flores mais lindas e o bolo de canela e nozes mais perfeito. Eu vou mostrar a fota, mas não agora, pq não consigo subí-la aqui pra rede. A fota da flores, eu quero dizer, porque a fota do bolo num deu pra tirar. Ele foi impiedosamente es-tra-ça-lha-do.
*
Pelas gargalhadas do Alexandre, o Pânico deve estar sensacional hoje.
*
Fátima Bernardes declamando Lulu Santos não dá.
*
Elcimar Coutinho entrevistado na Marília Gabriela. Um dos pouquíssimos casos em que papai tinha razão.
*

Foi. De colher.
*
Boa semana
*


COMENTE! | 22:08

 


sexta-feira, janeiro 28, 2005

Fal e a DECLARAÇÃO.


COMENTE! | 10:39

 


quinta-feira, janeiro 27, 2005

Quase Sexta-feira

"todos os dias que depois vieram eram tempo de doer. quando chegava o poder de chorar, era até bom - enquanto estava chorando, parecia que a alma toda se sacudia, misturando ao vivo todas as lembranças, as mais novas e as muito antigas."
G. Rosa
(obrigada Vera)

Essa foi uma semana estranha. Boa, mas estranha. Cheia de fantasmas e suas correntes. Mas com cartas lindas, gente amada aparecendo, e eu, que tou quase boa.

Eu recebi tanto e-mail fofo, falando sobre bichinhos, pessoas e até plantinhas, seres amados que se foram, todo mundo divindo comigo. Fico tão emocionada com todo esse carinho, grata, feliz. Embora eu tenha uma vozinha malvada no fundo da minha cabeça dizendo que eu não mereço não. Mas agradeço muito, muito.


"Imaginei existir um grau ou seis de sofisticação, na área, que fosse liberador, não restritivo. Que todo mundo fizesse circular suas divagações, incoerências,
reticências, sem maiores pudores."

É Nelsinho, vc imaginou, mas né assim, não, fiote lindo da titia.
É compricaaaaaaado, diria Craudião, dileto funcionário do Tio Rui.
É muito compricaaaaaado.

Como diz a lindíssima Funny, tem mesmo gente que nem pra se fazer de morta serve. É incrível, mas tem.

Angel, a Vera é minha mãe sim, em mais sentidos, jeitos e esferas do que vc pode imaginar.
E eu a Cam, é carinho, apelidos de amor, sabe né, quando a gente namora a gente tem apelidinhos tchutchuca, esquilinha, funfunca, aquelas barbaridades..... os nossos apodos de amor são Rafaela e Virgínia.
:o))))))


COMENTE! | 22:11

 



Cuti-cuti

Olha o que a Giu adotou:

Permita-se essa felicidade, venha aqui e faça a coisa certa.


COMENTE! | 13:52

 


quarta-feira, janeiro 26, 2005

Escreve feito um danado, uia:

"Inglês do B

Inglês limitado é "ação afirmativa". E para o ministro das Relações Exteriores Celso Amorin, do PT, o fim do teste eliminatório vai democratizar o acesso à carreira. O primata disse ainda que o Itamaraty pretende assumir os custos de formar potenciais futuros diplomatas que não "trouxeram o conhecimento da língua estrangeira do berço".


COMENTE! | 15:02

 



Correspondência Secreta
"Há uns anos atrás, meu filho mais novo, tinha uns 10 anos, andou chegando morto de fome em casa. E pediu mais lanches e eu fazia. Tão gorduchinho, mas estava com fome.
Depois, numa reunião de pais, descobri que meu filho (e outros) levava lanches para o amiguinho que não conseguia sair da sala de aula. Até que foi diagnosticada a doença do inferno.
O menino estava com síndrome do pânico e inventava desculpas para ficar na classe. Os amiguinhos, prometendo guardar segredos, colaboraram com ele. Ficavam na classe. Dividiam os lanches para não perder tempo comprando salgados na cantina. Jogavam Trunfo.
Ô Fal, mas chorei, emocionada pela solidariedade das crianças e de compaixão.
As crianças, Fal, simplesmentes ficavam ali, como se nada de anormal estivesse acontecendo, prontos para acudir o amigo e
festejaram com gritos pelo corredor no dia em que ele saiu da
sala.
Às vezes é tão fácil acudir alguém...
Lígia"

Ah, Lígia, que coisa mais doce essa hitória. :o))
*
Mais correspondência secreta
"Ulha, e falando nisso, peguei um livro na biblioteca e estava lá “Para Falcão, que ama a poesia, Adélia Prado”...ô meu Deus, quem é esse ímpio que doou o livro?????? Fiquei imaginando que o pobre deve ter passado para o terceira margem do rio e alguém se livrou do entulho...só pode ser
isso.
Lígia"

Hahahha, eu num sei, a doce Lu me mandou um livro autografado do LFVerissimo, que ela comprou num sebo! Essa gente não tem religião.


COMENTE! | 14:00

 



Consolação

Ro diz:
O Ale só puxa o cordão
Ro diz:
o cordão looooooooooooongo
Ro diz:
dos apaixonados pela fal
fal diz:
ououou, beibe, não me faça chorar
Ro diz:
chora não, lembra que o clodovil está em péssima situação e precisa da sua força


Huahuahua!!!! Uia que farta de respeito com o tio Clodovil?
*
Gorpe do bau

A Ângela me mandou uma fota da biblioteca dela. òia que coisa mais deliciosa?

Vou pedi-la em casamento. Com comunhão universal de bens, sure.


COMENTE! | 11:09

 



madrugada
Sim, titia Fal com a maior insônia do planeta. E cansada e de saco cheio e indignada de ouvir os fariseus-de-pouca-leitura atacarem Drummond, me consolo com a opinião duma intelectual da envergadura da professora Rose. Finardecontas, eu não tou tão doida assim. Só um pouquinho.
"Estudei - faz muito tempo - na PUC. Li muitos livros teóricos dos irmãos Campos. Gostei do curso e fiz amizada com as professoras. Aprendi a ler poesia, a entender a modernidade , presente, nesse ou naquele poeta. Estudei Sousândrade, como representante do romantismo; li O ABC do Ezra Pound. Ouvi que Drummond não mereceria ser estudado porque seus textos não alcançavam o universalismo. Aceitei. Resumo: agradeço aos céus ter estudado na Puc, ter aperfeiçoado o rigor metodológico, ter conhecido professoras magníficas como Samira Chalhub - falecida. Com relação ao Drummond: tive de sair da Puc pra reler a obra dele.Eu jamais dispensaria ter um versinho - rasgado, numa folhinha suja - que fosse do mineiro de Itabira."

Rose, querida, vc é um alento pra minh'alma cansada. Adorei o e-mail.
*
Ruizim, coisica. Faz 5 anos, Rui, que eu comecei minha lenta, doloridíssima e inexorável caminhada pra fora da tenda. Quem nunca teve, não sabe o que é, como a maior parte das cousas dessa vida. Ouço muita gente por aí, tendo as mais arrogantes opiniões sobre síndrome de pânico, principalmente agora que virou moda. Minha opinião? Só falam merda. E merda pesada. Já ouvi muito profissional diplomado dando entrevista pelos aí que, cara, me faz ter muita pena dos pacientes que essa gente assiste. E mais ainda, muito não-profissinal, gente que tem como profissão emitir conceitos equivocados, análises superficiais e maldosas da cousa, como se uma doença mental dessas fossem assunto pra almoço. Eu abençôo cada passo que a santa dra Liliana Seger dá, e me arrepio de pensar o que é que poderia ter aontecido comigo se eu tivesse caído nas mãos (e no divã) dum picareta desses que andam por aí, diplomados ou não, bem intencionados ou não. Tem de tudo nesse mundo. É duro pra cacete. É uma porra duma doença cruel, escrota, é um auto-sequestro, é uma merda. Faz cinco anos que eu caminho por esse mundo, de cabeça mais ou menos erguida. Que vou a um cinema aqui, uma festa acolá, que tenho coragem de ir à farmácia. Ah, querido, só quem já sentiu desespero pra descer do carrro e comprar umas aspirinas sabe do que eu falo. Eu faço compras, ando de avião (QUATRO vezes em menos de dois meses!!!), imagine, atendo alunos aqui e na casa ou no trabalho deles (!!!), vou com a velha ao médico e ainda falo com as pessoas, qrr pessoa. Estou cada dia melhor. Quarta passada almocei com a Ana num restaurante que fervia de gente, um treco desses enormes, com sei lá, 100 ou mais pessoas comendo ao mesmo tempo. E eu ali, firme. Só na hora de pagar o carro, foi que a Ana socou meu ombro e disse qrr coisa fina e bem educada como "caralho, como vc tá boa". E aí que eu atentei no meu feito heróico. Parece bobagem, ir a um restaurante ou à uma missa, mas deus, eu não conseguia nem sair do quarto. E não faz tanto tempo assim. Eu me lembro do dia em que desci do carro, atravessei uma rua e depois um pátio pequeno, feio e acimentado e fiz minha matrícula no curso de letras. Depois eu corri pra terapia e chorei, chorei. De medo, de susto, de orgulho, de felicidade, de tudo. É uma viagem, meu amor. A cada dia, uma viagem. Graças a deus eu tenho gente como vc pra me servir de exemplo.
A missa do Cidão foi muito triste, muito. 6 anos que aquele gordo imprestável morreu, e todo mundo que tava lá chorava como se tivesse sido semana passada. Vi a Carmem (lindíssima), a Isabel e o Arthur, a Lúcia, o Guima. A Ana só chegou no finalzinho. No altar, a família colocor montes de fotos e estávamos todos lá. Vc, as crianças, a helena, o Júnior, o Souza, a Lia. Nós sentados ali na praça Benedito Calixto, com atas de cerveja na mão, gazeteando antes dalgum trabalho. Vc com o Patrick na frente da produtora, com as rosas da SÔnia tão lindas. E eu chorei, Ruizim. Chorei por cada sorriso, por cada esperança, pelo Cidão ter ido tão moço, pela filhinha com quem ele conviveu tão pouco (e que, pelo que tenho visto das meninas de 9, 10 anos desse mundo assustador, parece ser extremamente bem educada). Chorei pelo que fizemos e pelo que não fizemos, chorei muito de saudades suas, chorei pelas coisas que eu acreditava e se perderam, pelo que eu fui, pelo que eu nunca serei. Chorei, chorei. E depois de parar de chorar, me senti estranhamente forte. Sortuda. Corajosa, como vc disse. O Padre que realizou a missa eu não conhecia, mas o padre Mário estava lá. Ele falou bem de vc, muito emocionado, tentou me converter um pouquinho e, depois que a Ana chegou a bordo da mini-saia mais escandalosa do mundo, deu um jeito de escapulir - as pernas da Ana são tentação demais prum pobre padre.
A mãe do Cidão continua sendo a velhinha mais pirada do planeta, agora ela estuda budismo numa faculdade da terceira idade e tem um grupo de amigas com quem viaja pra Chapada, pros Lençóis Maranhenses e sei lá eu mais pra onde. Ela também se lembrou de vc, disse que vc era muito querido e mandou montes de beijos.Enfim. Vc é um tratante e todo mundo te ama.
O fio da Carina tá um cavalo de grande, dançando balé incrivelmente bem e deixando a cá doidona na pré-aborrescência dele.
*
Focos da Fal
*


COMENTE! | 01:05

 


terça-feira, janeiro 25, 2005

Post roubado, seguindo a velha trilha do pra que-que eu vou dizer algo, se gente com muito mais talento já falou?

Não sei mesmo se vou tomar o tal café ou não. Só sei que a menina de vinte e poucos anos que eu fui se sentiria traída como o diabo. Eu não tenho mais quase nada dela, mas ainda escuto seus sussurros.

Ah, beibe. Essa é a mais velha dúvida do universo, eu acho. Tomar aquele café ou não? Tout les temps que je vais, je fait des bêtise. Tout les temps que je ne vais pas, aussi.


COMENTE! | 15:03

 


segunda-feira, janeiro 24, 2005

Amigos paulistanos, acabo de pagar 80 reau em taxa de lixo e estou exultante.
Amém nóis tudim.


COMENTE! | 19:31

 



Segunda-feira

Relou.
Beijos pra turma ali no LV. Todos bons, como diz a Vera?
Tereza, meu amor, estamos todos aqui, beibe.
Eduardo, deixe de ser gay.
*
O céu aqui tá azul-claro. E cai uma chuva de filme, de deixar o horizonte cinza. Em São Paulo chove mesmo com céu azul que é pra negada não perder o hábito.

*
Sou informada do jeito mais abrupto que o jornal impresso onde eu escrevia matou nosso caderno. Juntando com todo o resto, a pergunta é: Que porra de mês imbecil é esse?

*
Aê, moçada de Belzonte!!!! Quinta tem abertura da expô "Para quem não entende o glamour" by Patty Caetano, no Café com letras. A Patoca é uma das mais talentosas, glamurosas, apaixonantes ilustradoras em atividade, ela é um assombro. Ah, ela não ilustra minha coisas, claro, pq ela não se dá com pobre, mas deixa ela.
Infos: 91034176

Olha que lindo: (ela num sabe, mas um dia eu vou ter um livro com essa capa)

Patty Caetano
*
Madrugada de domingo pra segunda, três da manhã, acordo com uns gritos na tv. Alexandre tá assistindo aquele fime, Entre o Céu e a Terra (filmão, direção do Stone), mas eu não reconheço, vejo umas japinhas gritando num idioma desconhecido, pergunto o que é e o Alexandre manda " é um estudo sociológico da raparigagem vietnamita, vai dormir". Tive um ataque de riso, claro, perdio sono, óbvio e cinco e meia da manhã, cada vez que eu lembrava da explicação eu ainda ria. Êê vida besta.
*
Bão, eu ouço relatórios de terceira ou quarta mão do convívio e mesmo a essa distância segura, engasgo. As pessoas tão mesmo idiotizadas ou sou eu que sou uma velha chata? Meu adorável Alexandre acha que eu sou uma velha chata e que as pessoas tão mesmo idiotizadas. E cegas. E comendo lixo. E como ele é o rei do otimismo-feliz-tudo-vai-dar-certo-não-é-tão-ruim-assim, eu me consolo um pouco. Posso ser uma velha chata, mas tão todos ficando doidos.

*
"Existem dois modos de fugir das desgraças da vida: música e gatos"Albert Schweitzer


(Deitadinho lá no fundo, o finado Comida de Cachorro, sentado com cara de nojo, Bisteca Antônio e em primeiro plano, Bolívar Piscininha Spitz, abril de 2004)
*
Eu recebo mesmo as cartas mais deliciosas, não tem pra ninguém.... e como essa reúne vários momentos de sabedoria, divido trechos com vcs:

"Está dizendo que não sou velha?
Aceito mas não vou bitolar no elogio. Porque vai me estorvar.
Acabo de vir da pizzaria. Lá encontrei umas garotas, regulando assim com a minha idade. O papo descambou pra tevê e uma de nós lembrou o programa Pulman Júnior! Outra cantou a música do Pim Pam Pum. Sou velha sim.
Portanto, achei de proveito fazer uma receita pros velhos. O título da receita é : Para viver uma grande velhice ou Antes que acabe mal.
A base da proposta é ir na contramão do seja jovial. Lema: ser contra a noção de que os velhos também amam etc. Não! Velho tem é que pegar o terço, ou o livro. Velho tem de ser sábio, custe o que custar. Nada de depravações na velhice. Faz mal.
E digo: se você chegar à velhice, sem sabedoria, dá um jeito, anda de joelho, fica uma semana bebendo sopa fria na caneca. Esquece as paixões. O coração do velho não pode ficar congestionado.
Outro dia meu psicanalista falou que quem acolhe a velhice sem ter resolvido problemas de sexo pode ficar um velho tarado.
Idéia boba. Tenho uma tia que sempre foi frustrada. Namorou um aviador que foi pra guerra e não voltou. Nunca mais minha tia namorou ninguém. Tem de ver que velha descolada! Magrinha, espevitada e alegríssima.Já não posso dizer o mesmo de minha mãe. Alegre até que é....
Digo tudo isso porque acabo de achar uma caixa de bombons finos e caros embaixo da cama dela. Meu cachorro achou. Ela quer o prazer de qualquer jeito, nada de ir à igreja, nada de uma bíblia ou um Kardec. É só guloseimas ...a TV e a paixão! Está apaixonada por um dos seus serviçais! Como a paixão na idade dela enrodilha-se em si mesma, sim, porque não vai rolar nada; o cara é jovem e casado. Ela então se entope de comida, um perigo na idade dela.
(Quero morrer feito meu pai: magro e dormindo).
Fora que ela obriga o cara - que tem outro serviço noturno - a encarar 4 horas de viagem e voltar no mesmo dia só pra passear com ele de carro. Pegam estrada. Peguei muita estrada quando jovem. Acabei em barranco e em atoleiro.
Resumo: dormir cedo, caminhar, chá de boldo, acreditar em Deus a todo custo, ter uma certa moral, arrancar parede com unha, mas descobrir a alma, porque o corpo e seus prazeres, os dois vão derribar no chão..."



COMENTE! | 13:06

 


sexta-feira, janeiro 21, 2005

Dor de corno
É isso, perdi o Nelsinho pra ela. Mas que é que pode culpá-lo?
Ela é uma diva mesmo.
Isso é concorrência desleal.


COMENTE! | 14:47

 



Hum

"Os gatos servem para nos ensinar que nem tudo na natureza tem uma finalidade"

Garrison Keillor, no maravilhoso livro Os gatos nem sempre caem de pé, editora Publifolha

Bárbara Manteguinha Batatinha. Ela não serve pra nada. Mas tem 1001 utilidades.
*
Ela está de casa nova, vcs já foram lá? Boa sorte garouta, boa sorte aí.
update: ela tem perguntinhas!

E este menino amado reformou seu pequeno cafofo.


COMENTE! | 11:03

 


quinta-feira, janeiro 20, 2005

Ela é boa.


COMENTE! | 21:40

 


quarta-feira, janeiro 19, 2005

Pergunta da doce Déia
Alguém lembra o nome do filme que a personagem tem tumor no cérebo e diz que sente cheiro de queimado?


COMENTE! | 15:24

 


terça-feira, janeiro 18, 2005

Ô Deus
Ficou assim: depois que rebocaram o Clodovil do pograma, botaram aquela japinha bonita na apresentação e a empregada meio exagerada voltou. Agora a Japa tá lá fazendo pano de fundo pruma tiazinha que tá faz uns doces feiosos.
É o fim da civilização ocidental.
Resultado, eu liguei pro cliente e disse que a tradução dele vai no prazo sim. Só me resta trabalhar, né? Que horror, amiguinhos.


COMENTE! | 13:46

 



CONCERTOS PARA A JUVENTUDE

Ryta, é no segundo ato:

"Credo in un Dio crudel che m'ha creato
simile a sè e che nell'ira io nomo.
Dalla viltà d'un germe o d'un atòmo vile son nato. Son scellerato
perchè son uomo;
e sento il fango originario in me.
Si! questa è la mia fè! "



COMENTE! | 11:10

 



EU MERESO
A principal utilidade dum trem como o MSN é permitir que uma analfabeta funcional como eu importune amigos, marido e patrões o dia todo, perguntando a grafia correta de "teste", "maciço", "meço" e "excesso".


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CREDO IN UN DIO CRUDEL

You're a Cafe Mocha.
You're a Cafe Mocha!


What Kind of Coffee are You?
brought to you by Quizilla

A deliciosa Cam pegou esse teste daqui. Olha que blógue mais fofo?
É uma graça de teste, mas deu errado, imagina, o único teste desses que deu certo pra mim foi aquele que disse que eu era o Iago.

Iago
You are Iago from Othello! You aren't afraid to get
what you want - even if it comes at a high
price. Dark, dark soul, you.


a (real) shakespearean quiz
brought to you by Quizilla

Não, minto, a parte da decadência tá certa. Hum, e que eu ando pela vida atrás de sobremesas tb. Tudo bem.


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segunda-feira, janeiro 17, 2005

Uma promessa, é uma promessa, é uma promessa.


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Calça de Veludo
Brasil. O país dos diplomatas que não falam inglês. É elitista. Tá certo. Vamos abolir tb o uso de talheres e calças, tudo fruto dum elitismo americanizado e alienado. Só pode bata branca. Vamos lá, todos, comendo com as mãos e andando de bunda de fora. Mas votando no PT, claro.
Sinceramente, tenho pensado em me converter pruma dessas religiões que proíbem a gente de ver TV, ler jornal, escutar notícia, raspar o sovado e usar batom. Papo sério.


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Correspondência Secreta
"quanto ao roberto justus, devo ter achado o homem da minha vida. eu sempre disse que acampar só no copacabana palace, que é o mais longe a que minha vida mais ou menos poderia aspirar. entao, acampar, nao, obrigada, já tive minha cota de pobreza na infancia. oooi, turma, beijos. vera"


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sábado, janeiro 15, 2005

POTOCAS
Que calor insuportável, nem os gatos conseguem se mexer nesse tempo. Ou como disse meu charmoso marido aqui do lado "chove logo, caralho!". Podemos não ser a mais fina das famílias, mas vc há de concordar que temos o dom da síntese.
*
Cláudio Luiz está instaladíssimo no Porto. Um homem chique, talentoso, bem-educado e fino morando numa bela cidade. Às vezes Deus é justo.
*
Palavra de honra que vcs compram mais cerveja pq o Carlinho Brown canta aqueles troços lá?
*
Nada te arranca da dor e da tristeza do luto tão rápido quanto ver o presidente do seu país pregando a luta de classes em rede nacional. Palavra de honra, quem é que forma a equipe dele? Quem escreve os discursos, quem cuida desse homem, meu deus do céu? Oia, eu tou aqui, à disposição, minha hora é baratinha, me chama seu presidente, falando sério. O senhor nunca mais aparecerá em público falando as cousas que eu vi o senhor dizendo no jornal essa semana. Pode até pensar, mas pela mãe de deus, não vai dizer. Já é alguma coisa.
*
Eu num tou vendo esse biguebróder pq a Funny só me ignora e assim sendo eu num tenho mais com que fazer fofoca.
*
Fabia, pra que tanto trabalho de ficar toda hora andando com esse copo na mão, fia? Traz a garrafa pra beira da cama!
*
O articulado R. Justos disse e a Veja repetiu:
"O único lugar bacana pra acampar que eu conheço é o Ritz Carlton".
Temos um novo rei.
*
Demorei tanto pra escrever isso aqui que as preces do Alexandre foram atendidas. Choveu.
*
Ah, Bia Badaud, minha bela, que dizer da situação Clodovil? Eu confesso que não vi, mas tb eu num vi nada essa semana, depois que vc falou eu fui lá no uol futucar. ENtão despediram o cara pq ele vaticinou um futuro de playboy pra moça? Mas isso não é ótimo, não se compra apartamento, casa, carro, educação e até amor verdadeiro, o Dr. Reis já nos ensinou, com a grana de fotos desinibidas? Creio que nosso guru master foi mal interpretado por seus desafetos, as pessoas num tavam atentando pro que ele tava dizendo, só pode ser isso. Enfim, baixou uns 15 pontos do QI geral da televisão brasileira essa demissão, é lamentável. Vamos esperar que algum empresário de visão contrate Clodovil em breve e deixe que ele brilhe para nós novamente. Quero dizer, o que é que eu vou fazer a tarde inteira de agora em diante? Trabalhar????
*
Afasta de mim esse cálice? Mas se num der pra afastar, meu, bota mais um limão, pq tá foda.


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sexta-feira, janeiro 14, 2005

Muito obrigada por tudo, vcs são muito fofos.


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terça-feira, janeiro 11, 2005

Comidinha de Cachorro
*26-09-2003
+11-01-2005

nunca houve gatinho tão fofo e tão querido


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segunda-feira, janeiro 10, 2005

Fal no chuveiro


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sexta-feira, janeiro 7, 2005

Enquete
Posto que a NET está me tratando como um lixo, como se eu fosse um ninguém, como se eles estissem fazendo o favor de me conceder tv a cabo gratuita, a pergunta que não quer calar é: alguém aqui tem TVA? E como é? Falha muito? E quando falha ele vêm e arrumam no ato ou ficam cozinhando o galo, opa, no caso a galinha, eu, dias e dias? E quando vc liga na central de atendimento, as moças falam direito com vc, ou ficam repetindo feito um disco quebrado "senhora, foi aberta uma ocorrêêêêência"?
Sério, quem tem TVA, me conta se vale a pena.


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Tã-tã
Adoro essa palavra, tã-tã. Adoro dizer que alguém é tã-tã. Adoro dizer que estou completamente tã-tã. Não, eu não adoro estar tã-tã, só a palavra.
Deu pra entender?


COMENTE! | 12:19

 


quinta-feira, janeiro 6, 2005

Correspondência Secreta e sem-loção

"Falzuca, preciso dos seus conselhos, não, preciso da sua bronca, porque a única saída que eu vejo pro meu caso, sem pecar assim, ao vivo e a cores, é arruma rum belo namorado virtual, sabe, um cara que me mande recadinhos engraçadinhos e fofos durante o dia todo, que encha minha bola, que me dê algum motivo pra sonhar, que motive minha dieta, minhas compras de roupa nova, e que não queira aparecer aqui nesse fim de mundo e estragar tudo com a vida real.
Eu sou uma louca, né?
beijos
T."

huahuauha, sábios conselhos, T., bronca? Pirou? Dou a maior força, se você arrumar um namorado virtual gracinha desses, pregunta se ele num tem um irmão mais velho pra escrever pra mim, ara!
Ninguém, com um pingo de juízo, me pede conselhos sensatos.
*
Te amar demais/ser um bom rapaz/foi o meu mal


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Focos da Fal


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quarta-feira, janeiro 5, 2005

Além de fofa, ela mora num paraíso.


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Tia Fal trabaiando, fios.


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terça-feira, janeiro 4, 2005

E num é?

Ângela says:
Te conheco ha quantos anos, Fal?
fal says:
2 e meio
Ângela says:
3?
fal says:
Por aí
Ângela says:
Já podiamos ter um filho que andasse!!
fal says:
Huahuhauauhuah!


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segunda-feira, janeiro 3, 2005

Enquanto isso, na Sala da Justiça, papo inspiracional, na primeira segundona do ano, com nossa Guru:

fal says:
E aí, An, altas resoluções de ano novo?
Ângela says:
De mim, Fal?
Ângela says:
Pelo amor de deus, vc acha que eu actedito em ano novo?
Ângela says:
No ano da galinha?
Ângela says:
É um dia depois do outro e entre um e outro umas pessoas jogam flores no mar
Hum, e voltam no dia seguinte para emporcalhar as praias.
Nos obrigam a comer lentilhas...
fal says:
... e a aturar sua arrogância
fal says:
ou seria melhor dizer "suas arrogâncias?", hohohoho.
Ângela says:
Nunca se sabe, vou consultar o Ruy Goiaba
fal says:
Te amo, An. que sua lucidez me guie durante todo o ano. E que eu me meta em cada vez menos roubadas e faça cada vez menos bobagens. Amém nóis tudim.


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domingo, janeiro 2, 2005

Picos Nevados
Como todas as grandes cidades do mundo, Santiago tem crimes, prostituição, drogas a granel, assaltos, medo, solidão e dor.
Como todas as capitais do mundo, ela é uma mistura de executivos bem-vestidos, executivos mal-vestidos, donas de casa gordotas, crianças, ambulantes, adolescentes arrogantes (e tão jovens, tão jovens, ninguém nunca foi tão jovem assim) singrando as ruas em hordas rebeldes, moças altas e magras e lindas, ricos, pobres, moradores de rua. Como em todas as outras capitais, as pessoas esbarram em você, mal olham na sua cara e são rudes, são grossas, são distantes.
Mas os dois estrangeiros perdidos em suas avenidas na noite do dia 31 de dezembro, olhando as luzes do Palácio La Moneda, foram beijados e abraçados como velhos amigos, como irmãos, como se aquela não fosse uma metrópole, como se as pessoas não fossem estranhas, como se houvesse uma outra vida(o mesmo La Moneda onde, lhes explicou engajado motorista de taxi, el compañero Allende, foi cercado e morto por compatriotas e o mesmo onde a menina e o irmãozinho em visita com o pai ao Chile sob a ditadura militar, viram tanques de guerras, bombas de gás lacrimogêneo e policiais dando porrada com cacetetes, "isso é o que faz uma ditadura", o papai lhes revelaria no hotel) .
Ao amanhecer dum novo ano, os dois estrangeiros puderam ver os picos nevados da cordilheira dos Andes, visão que torna Santiago única dentre todas as outras capitais do mundo, e como a neve lá de cima, se sentiram eternos. Por alguns minutos houve mesmo uma outra vida.


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