guestbook
email


maio 2008
abril 2008
março 2008
fevereiro 2008
janeiro 2008
dezembro 2007
novembro 2007
outubro 2007
setembro 2007
agosto 2007
julho 2007
junho 2007
abril 2007
março 2007
fevereiro 2007
janeiro 2007
dezembro 2006
novembro 2006
outubro 2006
setembro 2006
agosto 2006
julho 2006
junho 2006
maio 2006
abril 2006
março 2006
fevereiro 2006
janeiro 2006
dezembro 2005
novembro 2005
outubro 2005
setembro 2005
agosto 2005
julho 2005
junho 2005
maio 2005
abril 2005
março 2005
fevereiro 2005
janeiro 2005
dezembro 2004
novembro 2004
outubro 2004
setembro 2004
agosto 2004
julho 2004
junho 2004
maio 2004
abril 2004
março 2004
fevereiro 2004
janeiro 2004
dezembro 2003
novembro 2003
outubro 2003
setembro 2003
agosto 2003
julho 2003
junho 2003
maio 2003
abril 2003
março 2003
fevereiro 2003
janeiro 2003
dezembro 2002
novembro 2002
outubro 2002
setembro 2002
agosto 2002
julho 2002
junho 2002
maio 2002
abril 2002
março 2002
<< current


100 sal
abobrinhas on line
acontece fazer o quê
acontecível
adão
afrodite
alakazan*
alexandre soares silva
alto lá, cara pálida*
amargo
amarula com sucrilhos
amentecapta
amigos do joe
aquem da imaginação
aqui tem coisa
arquimimo*
arroz de leite
asterix
a teus pés
ATÉ O OSSO***
áurea
bananaetc
bar do moe
baseado nisso*
batata
batatada
bem feitinho*
bernardo
beth
bia badaud
biametta*
bianatriz
bilhetinho azul
biscoito doce
blocos da leila*
bloggete
bloggi
blogonews
blowg
bocozices da angélica
boneca de vestir I
boneca de vestir II e III
bonequinha da vovó
bricabraque
brinquedos lindos*
buscapé
cachaceiro*
caderno de sonhos
café com leite
café pinheiros
café
calvin e haroldo
caminhando e cantando*
carambolices
carolina porto*
canalha!
carol:life is life*
carolina porto*
carta aberta
casa da pri
casos e acasos
cat gallery
catarro verde
cavanhaque*
caverna da ogra
chá
changing rooms I
changing rooms II
chatterbox
cherish the day
chico buarque
classe média
clio
CLUBE DA LULU***
colombina
coluna brasil do bruno
COLUNA NO MEIO NORTE***
cora ronái
coral dos cavalinhos
correios
cria-minha
cybercook
daily
dani
danicast
daniel
dedo de moça
diário clandestino
diário do elir
diário de um bobo
diário do otaviano
dias de chuva
digital images
dilbert
disdizendo*
distraídos venceremos
doa a quem doer
dona dos gatos
dona maria da laura
dona meg
doutora tosca
dr.reis
dri spaca
dudi
eisenhart
elas
ella
elis
enfant de fleur
eninho
ensaios*
entrelinhas*
erika
ervilhas
escape da marly*
escrever por escrever*
escrotório
escuro
esquilinhos
estágio em jornalismo
ester
et alors
eu hein
eu pensando
eu que fiz
fabio
fagulhas
fernanda
fernanda rena
filmes glst
fique gelo
flor de baunilha*
flora
foco seletivo
folha
fotos da cristina carriconde*
fragmentos de mim*
fubangos & varzeanos
full giu
funny
futuro do presente*
fuso horário I*
fuso horário II
gabi
garota marota
gatinhos da liberdade
gatinhos de niterói
gato fedorento
gatos da Fabi
getty images
gilberto
gmerengue
google
guia dos curiosos
hallmarks of felinity
hannah
helenice*
heranças
hilda
idade da loba
imponderável
inagaki
interlúdio*
interney
interlóquio
ipsis
jobim na rede
joguinhos*
kaleidoscópio
kelzinha
kibe
la fille mal gardee
lado b*
laerte
lady
lanterna de diógenes
lau
leda cruz
leonel
letícia
letra morta
levanta rio
limite da razão
língua de fel
literato
livro da razão da mani
lu laredo*
lúcida casual da carla
lucila
lúcio lasca o léxico
macaca*
madureira
mãe ao quadrado
mãe de gêmeas*
mães
mafalda*
mais canela*
malouca
marca da zorra
marcinha
marianíssima
marília: my chronicles
marinilda
mário e patamona
marioca
marionete
matilda
mato tu onda
matraquilhos*
matusca
mau humor
megazona
MEGERAS***
melancolia
melzinha
menina da lua
meninas de 30
mess blog da deh
metade de mim*
meu lado meg
mil por hora
milady
milex
minduim
mmundo da lu
a moça e a criatura
momento da gilda*
monstrinhos*
mothern
mução
muié do mei do mato*
muitas de mim
museo nacional del prado
nadas
nan
não discuto
naty*
nega do leite
nem que chova
nervocalm
nhenhenhem
nigella I
norte sul*
noves da gin
oitava casa da vida da cons
observador
oncinha
one more
ora bolas
orelhão
outra parte*
pai da Tela
palavras tortas
palavras vivas
palmeiras centenárias*
papel de pão
paper toys*
parenteses da Van
pasquale
patinhos de borracha
pat na austr?lia
paula
paulinha c'est la vie
paz na terra da suely
pedra brasileira da li*
pequenas observações*
perdendo o juízo
periplus da adri paiva
pérola negra*
perolada
pessoas do século passado
picadinho diário
pinacoteca
pirão sem dono
piores blogs
pirata
pixels*
placebo
plástico bolha 1
plástico bolha 2
pó de estrada
ponto de fuga
por acaso
post scriptum
poucas e boas*
praia do nelson
priscilla
primavesi
prosa caotica
ps do ps
pura goiaba
puttanesca*
quem tem medo de baby jane
querido leitor
Rafael
razão e sensibilidade da bianca*
recanto da lua
reclames
relelot
relógio
reorganizer
revista speak up
rosa choque
rubens
rubia
rufus*
salón comedor
santo de casa
santo mário social club
saudade do presidente figueiredo
saudades dos 80
savoir faire
secretina
segredos
simplesassim
siri
só delírio da nanne
solo mio
sounds of silence*
slowly
tantos filmes
telinha
tem mas acabou
tempoimagin?rio
terra do nunca
terras do nunca
teruska
thomaz
tom
tralala
trapos coloridos
time
TSC TSC TSC***
tudinovo
uia a yara
ultramontano
universo corpo
vadiando
varal
vandinha
veia
verso avesso*
vida de bete
vita brevis
walkwoman
weno
wumanity
zazoeira

zel

online



web design

 

« abril 2005 | Principal | junho 2005 »

terça-feira, maio 31, 2005

A quem interessar possa venho por meio desta informar a todos os amigos, sócios, clientes e fornecedores, que hoje foi uma lenha. Trabalhei pra caralho. E ainda não acabou. E, eu sei, o L.V. num abre. Mas, é melhor assim. Vão pra casa jantar e brincar com as criança, seus vagabundos bêbedos.


COMENTE! | 20:04

 



Ei?
De quem é aquela poesia que fala "além do sonho e da rua (...) que carrega nos bolsos doces geografias" ???? Deu branco ni nóis aqui.


COMENTE! | 18:24

 


segunda-feira, maio 30, 2005

MOMENTO CARAS

É assim, as veis os ricos e famosos me dão a honra. Daí que eu brindo vcs com o momento caras, as décadas da Flávia Guimarães, atriz chiquéééérrima, cabecéssimaaaaaa, linda, fofa, amada, gostosa e minha futura esposa.

(Flavinha, exigimos sues anos 90, fia)

"Ó,
Eu nasci em 1971. Dia 20 de maio, de 1971. Outono no Rio de Janeiro. Nasci no Jardim Botânico e lá fiquei até os oito anos.
Eu e minha irmã tínhamos o Feijãozinho, mas só ela tinha a Papinha, e isso me matava de inveja.
Eu almoçava em frente à TV e amava Josie and the pussy cats.
A 1ª novela que eu lembro foi Estúpido Cupido. Eu e o meu amigo Dedé brincávamos de Françoise Forton e Ricardo Blat. Hohoho. O Dedé é um capítulo à parte na minha infância. Ele era meu capacho, meu esparro, eu era a raposa e ele, o gato. Nos amávamos, mas como ele sofreu na minha mão, pobre Dedé... Nunca mais na vida eu soube dele.
Eu usava as indefectíveis botinhas ortopédicas de couro marrom para endireitar os pezinhos tortos.
Minha mãe tinha uma confecção badalada na época, e eu lembro do clima dos desfiles, o frisson, umas mulheres que eu achava lindas, Maria Rosa de batom vermelho-maçã, cheia de brilhos, muitos fotógrafos, eu banguela, minha mãe esplendorosa.
Aos 9 anos mudamos para a Min.Armando Alencar. Uma rua sem saída, na Lagoa. Eu ia ao Maracanã, na arquibancada do Flamengo com meu pai pra ver o Júnior e o Zico jogarem. E nooossa...Eu amava o Zico! Num bingo no Jacobina fiz minha mãe gastar os tubos numa bandeira com o autógrafo dele, que me roubaram no jogo seguinte. Um botafoguense féla, mordido por conta dos 2 X 0 que a gente tinha metido neles, levou a minha bandeira e o autógrafo junto...
Fiz o primário e parte do ginásio no Instituto Souza Leão. Minha irmã foi aluna da Ana Cristina César. Anos depois eu também passei a invejá-la por conta disso. Na hora do recreio a gente pulava elástico e jogava handball. Eu tinha o álbum do Amar é... e sabia desenhar o Snoopy. Numa temporada de sarampo eu descobri o real prazer da leitura. E pedia em catálogos livros que me entregavam em casa! Lia compulsivamente. Condessa de Segur, A Inspetora, coleção Vaga-lume, Laura Ingalls Wilder (aaah). Pedi pros meus pais um Atari, mas não ganhei. Aos 10 eles me levaram pra Disney e pra Nova York. Uma viagem um tanto quanto caótica.
Nos fins de semana meus avós, Biba e Fernando, levavam a gente pra passear. Tivoli, zôo, parque da Cidade, Tablado, lanche no Gordon de Ipanema. Eu assisti aos Saltimbancos lá no Canecão. Lembro da Nara Leão entrando no palco em cima de uma árvore de papelão. Eles também me levavam à missa aos sábados. Preu ficar quieta meu avô dava um dinheirinho e eu comprava um Sugus e um Sem Parar.
Férias eram no Capoeirão, sítio dos meus outros avós, Hilda e Luiz. Caloi vermelha pra cima e pra baixo, casa fantasma no sótão, acampamento no jardim. Com uma caneta, meu primo Luca me mostrou como é que os garotos faziam pra ficar de pinto duro.hehe.
Carnaval era com Dedé e Lalá. Dedé e Lalá, você não sabe... Dedé e Lalá eram tudo nessa vida! Irmãs gêmeas da Bióia, minha bisavó amada, e Rainhas da Banda de Ipanema. Elas eram as estrelas da família, para desespero do meu avô, que achava aquilo muito assanhamento pra quem tinha nascido em 1900. Mas elas nem ligavam. Ano todo a gente separava papéis brilhantes de bala, presente, sorvete, qualquer coisa, que elas, munidas de um furador de papel, transformavam nos confetes mais coloridos do carnaval. E a gente morria de orgulho e matava as amigas de inveja, quando elas apareciam estampadas na Manchete.
O começo dos anos 80 me pegou de patins no Roxy Roller ao som de Lança Perfume. Eu achava o Fábio Júnior lindo e não perdia um capítulo de Dancing Days. A Globo, na época, lançou um álbum de todas as novelas que foi o único que eu completei na vida.
Em 84 saí do Souza Leão e fui para o Andrews, lugar aonde realmente caí na vida e fiz meus melhores amigos. Nós éramos felizes e sabíamos.
Mudei pra Gávea em 86, aos 15 anos e estava, portanto, muito perto do olho do furacão. Sagres, RA, Guanabara e Garota do Leblon. Cinco vezes por semana, religiosamente. Balançando o esqueleto no Morro da Urca, na Mariozin e no African Bar. Shows antológicos. Legião, Titãs, Paralamas, RPM, Barão, Cazuza.
Matava todas as aulas de Ciências, já completamente distante da razão, no Centro da cidade.
Desprezo mortal eu tinha pelas garotas que gostavam de Menudo. Já havia me iniciado em algumas loucuras da vida e ouvia Pink Floyd delirantemente. E Supertramp sempre. Police, Cat Stevens, Fleetwood Mac, tardes inteiras gravando fitas incríveis no meu som, que eu ganhei fazendo cara de infeliz na separação de papai e mamãe. Isso foi em 87.
Em 87 eu dei. E comecei a fazer teatro. Fazia aula ali no Circo Delírio, ao lado do planetário. Com meu grupo, o D’Oscar em Diante (nossa 1ª peça tinha sido O Fantasma de Canterville), eu entrei em contato com o povo do bas fond total, o povo do teatro. E conheci muita gente douda e inteligente, que me levou a querer outras coisas na vida.
Bom daí... Daí em 89 eu fiz vestibular pra comunicação social. Passei só mermo pra Faculdade da Cidade. Três períodos depois, o homem que viria a ser o pai da minha filha, me chamou para fazer Bonitinha, mas ordinária. Depois disso... chegamos em 1990. Uél, os 90 são ooooutra história...

Tá enorme isso, né Falzita? Teve paciência de chegar ao fim? É que isso foi um tanto quanto catártico. Me fez um bem, ce nem sabe... Obrigada, amore... Você é linda...Beijo...
Flá"


COMENTE! | 19:45

 



Os babacas e as teorias deles, hahahahahah!

"Oiee Fall
Nossa!!!!!!!
uma dúvida,será que o livro Brumas de avalon que ele fala é o mesmo que eu li?
sei não..rs
e ainda bem que é passado,vc terminou depois que ele soltou esta pérola?
ehehehe.
bjos e bom domingo.
hj é niver da minha mãe Vera.
bjos p/ela tb.
Moniquinha/cps "

(Moniquinha linda, muitos beijos pra sua mamãe)

"Fal, acho que já te contei isso. Mas o ex-amor da minha vida tinha essa tchiuria: " Sou bonito demais. Não é justo privar as outras mulheres de mim.".Aos 20 anos, eu era burra e socializei o cara.
Rose"

"Uma vez, Fal, eu li algo muito interessante que me marcou: "Certos homens são como roupas da moda, um dia a gente olha a gente com eles numa fotografia e se pergunta:como foi que eu tive coragem de sair com isso?"
A grande vantagem de namorar babacas, cafajestes e outros tipos inomináveis é que o dia que a gente encontra um decente sabe reconher! E quer ficar com ele pra sempre!
Beijos e boa semana a todos.
Gisela "

"olha, babaca foi minha especialidade antes de encontrar o meu amor. Só dava babaca. com excessão do psicopata, que tentou me matar, o resto era babaca e canalha. hahaha
rosa "

"Era justamente essa a mensagem q a "dona mãe de todas as wiccas diânicas" queria passar...eu hein...
Namorar babacas...eu tive um q não escutava Wagner - eu disse Wagner, não Fagner - por causa do Hitler. E que achava legal a "música feita pro filme Amadeus"...Sim, Mozart.:P
Como dizem, homem é mesmo palhaço:D
Ana Quindim da Borgonha "

"oooooi, fal, oooooi, turma! moniquinha, beijos para a xará. nao me lembro de ter dispensado babaca. mas impliquei com um que tinha pé pequeno e com outro que era pra ser tudo de om, mas, sei lá, aquele lance de pele, sabe? beijos. quero rui, patrick e soninha.
Vera"

"Hahahahahaha!! Então somos duas: cada babaca que eu vou te contar! Perdi as contas!
Eu vou te escrever com calma sobre aquele curso de culinária... aguarde!
Beijos pra todos daqui!
bibiela"

"Estou achando que o cara não leu o livro, não...
E lendo o comentário da Moniquinha aqui embaixo lembro que uma vez terminei com um sujeito que bateu o pé dizendo que nunca tinha ido ao teatro, que não gostava de teatro. E eu chocada.
- Mas nem um chapeuzinho vermelho na infância??
- Não.
Ah, não aguentei.
beijos
::Fer:: "



Vai lá no LV, fio, vai lá que tem isso e muito mais.
Boa segunda, pipou!!


COMENTE! | 14:15

 


domingo, maio 29, 2005

Os anos 60 do Cara da Sopa
"Os anos 60 foram um tédio. Uma vez a cada 50-60 dias um de nós saia por um
longo corredor e nadava até cair num modess modelo grosso, sem abas,
antiquíssimo. De vez em quando ouviamos o Roberto Carlos cantar, era um som
meio abafado, mas igualmente ruim... o que sempre foi uma tortura e que
induziu-me ao desgosto eterno pela voz do pobre viúvo. E assim se passaram
os 10 anos em quem esperei para nascer, e não nasci. Nem eu, nem nenhum dos meus companheiros de ovário."


Bestão. :o)))))


COMENTE! | 22:41

 



Lembrança
Namorei um menino que dizia que "Brumas de Avalon" retratava bem como as mulheres e o poder eram incompatíveis.
Eu namorei cada babaca que vou te contar.


COMENTE! | 01:18

 


sábado, maio 28, 2005

MOMENTO CARAS

É assim, as veis os ricos e famosos me dão a honra. Daí que eu brindo vcs com o momento caras, as décadas da Flávia Guimarães, atriz chiquéééérrima, cabecéssimaaaaaa, linda, fofa, amada, gostosa e minha futura esposa.

(Flavinha, exigimos sues anos 90, fia)

"Ó,
Eu nasci em 1971. Dia 20 de maio, de 1971. Outono no Rio de Janeiro. Nasci no Jardim Botânico e lá fiquei até os oito anos.
Eu e minha irmã tínhamos o Feijãozinho, mas só ela tinha a Papinha, e isso me matava de inveja.
Eu almoçava em frente à TV e amava Josie and the pussy cats.
A 1ª novela que eu lembro foi Estúpido Cupido. Eu e o meu amigo Dedé brincávamos de Françoise Forton e Ricardo Blat. Hohoho. O Dedé é um capítulo à parte na minha infância. Ele era meu capacho, meu esparro, eu era a raposa e ele, o gato. Nos amávamos, mas como ele sofreu na minha mão, pobre Dedé... Nunca mais na vida eu soube dele.
Eu usava as indefectíveis botinhas ortopédicas de couro marrom para endireitar os pezinhos tortos.
Minha mãe tinha uma confecção badalada na época, e eu lembro do clima dos desfiles, o frisson, umas mulheres que eu achava lindas, Maria Rosa de batom vermelho-maçã, cheia de brilhos, muitos fotógrafos, eu banguela, minha mãe esplendorosa.
Aos 9 anos mudamos para a Min.Armando Alencar. Uma rua sem saída, na Lagoa. Eu ia ao Maracanã, na arquibancada do Flamengo com meu pai pra ver o Júnior e o Zico jogarem. E nooossa...Eu amava o Zico! Num bingo no Jacobina fiz minha mãe gastar os tubos numa bandeira com o autógrafo dele, que me roubaram no jogo seguinte. Um botafoguense féla, mordido por conta dos 2 X 0 que a gente tinha metido neles, levou a minha bandeira e o autógrafo junto...
Fiz o primário e parte do ginásio no Instituto Souza Leão. Minha irmã foi aluna da Ana Cristina César. Anos depois eu também passei a invejá-la por conta disso. Na hora do recreio a gente pulava elástico e jogava handball. Eu tinha o álbum do Amar é... e sabia desenhar o Snoopy. Numa temporada de sarampo eu descobri o real prazer da leitura. E pedia em catálogos livros que me entregavam em casa! Lia compulsivamente. Condessa de Segur, A Inspetora, coleção Vaga-lume, Laura Ingalls Wilder (aaah). Pedi pros meus pais um Atari, mas não ganhei. Aos 10 eles me levaram pra Disney e pra Nova York. Uma viagem um tanto quanto caótica.
Nos fins de semana meus avós, Biba e Fernando, levavam a gente pra passear. Tivoli, zôo, parque da Cidade, Tablado, lanche no Gordon de Ipanema. Eu assisti aos Saltimbancos lá no Canecão. Lembro da Nara Leão entrando no palco em cima de uma árvore de papelão. Eles também me levavam à missa aos sábados. Preu ficar quieta meu avô dava um dinheirinho e eu comprava um Sugus e um Sem Parar.
Férias eram no Capoeirão, sítio dos meus outros avós, Hilda e Luiz. Caloi vermelha pra cima e pra baixo, casa fantasma no sótão, acampamento no jardim. Com uma caneta, meu primo Luca me mostrou como é que os garotos faziam pra ficar de pinto duro.hehe.
Carnaval era com Dedé e Lalá. Dedé e Lalá, você não sabe... Dedé e Lalá eram tudo nessa vida! Irmãs gêmeas da Bióia, minha bisavó amada, e Rainhas da Banda de Ipanema. Elas eram as estrelas da família, para desespero do meu avô, que achava aquilo muito assanhamento pra quem tinha nascido em 1900. Mas elas nem ligavam. Ano todo a gente separava papéis brilhantes de bala, presente, sorvete, qualquer coisa, que elas, munidas de um furador de papel, transformavam nos confetes mais coloridos do carnaval. E a gente morria de orgulho e matava as amigas de inveja, quando elas apareciam estampadas na Manchete.
O começo dos anos 80 me pegou de patins no Roxy Roller ao som de Lança Perfume. Eu achava o Fábio Júnior lindo e não perdia um capítulo de Dancing Days. A Globo, na época, lançou um álbum de todas as novelas que foi o único que eu completei na vida.
Em 84 saí do Souza Leão e fui para o Andrews, lugar aonde realmente caí na vida e fiz meus melhores amigos. Nós éramos felizes e sabíamos.
Mudei pra Gávea em 86, aos 15 anos e estava, portanto, muito perto do olho do furacão. Sagres, RA, Guanabara e Garota do Leblon. Cinco vezes por semana, religiosamente. Balançando o esqueleto no Morro da Urca, na Mariozin e no African Bar. Shows antológicos. Legião, Titãs, Paralamas, RPM, Barão, Cazuza.
Matava todas as aulas de Ciências, já completamente distante da razão, no Centro da cidade.
Desprezo mortal eu tinha pelas garotas que gostavam de Menudo. Já havia me iniciado em algumas loucuras da vida e ouvia Pink Floyd delirantemente. E Supertramp sempre. Police, Cat Stevens, Fleetwood Mac, tardes inteiras gravando fitas incríveis no meu som, que eu ganhei fazendo cara de infeliz na separação de papai e mamãe. Isso foi em 87.
Em 87 eu dei. E comecei a fazer teatro. Fazia aula ali no Circo Delírio, ao lado do planetário. Com meu grupo, o D’Oscar em Diante (nossa 1ª peça tinha sido O Fantasma de Canterville), eu entrei em contato com o povo do bas fond total, o povo do teatro. E conheci muita gente douda e inteligente, que me levou a querer outras coisas na vida.
Bom daí... Daí em 89 eu fiz vestibular pra comunicação social. Passei só mermo pra Faculdade da Cidade. Três períodos depois, o homem que viria a ser o pai da minha filha, me chamou para fazer Bonitinha, mas ordinária. Depois disso... chegamos em 1990. Uél, os 90 são ooooutra história...

Tá enorme isso, né Falzita? Teve paciência de chegar ao fim? É que isso foi um tanto quanto catártico. Me fez um bem, ce nem sabe... Obrigada, amore... Você é linda...Beijo...
Flá"


COMENTE! | 22:48

 



FLÁVIA DE MONTES CLAROS, PRECISO FALAR URGENTE COM VC PRA SABER DA SUA VIDA AQUI EM SP EM JULHO.
ESCREVE PRA fal.dropsarrobagmail.com, pelamordedeus.


COMENTE! | 20:49

 



UOL!!!
Gentem, deixa eu pedir de novo: NÃO ESCREVAM PRO MEU UOL.
O uol trava todo o computador da tia Fal, tá um inferno.
Escrevam para: fal.dropsarrobagmail.com

Monique, eu vi que tem email seu sobre as fotos, querida, manda presse end novo? Eu não consegui abrir.
:o)))))


COMENTE! | 13:40

 


sexta-feira, maio 27, 2005

e calma lv, emails, recados de amor, fofuras todas, calma que eu chego lá.... tou no meio duma tradução bandida, com prazo, e duns alunos fofos, eu volto já.


COMENTE! | 17:49

 



ALERTA GERAL
Caras, a gorda precisa tirar uma fota. Daquelas profissas, em estúdio, com um cara que seja meio santo milagreiro e me faça ficar apresentável. Quem faz? Quem tem contato? É meio pra ontem. Não me deixem só.


COMENTE! | 17:32

 


quinta-feira, maio 26, 2005


Os anos 70 da Leilinha
(Ô querida, que coisa mais doce isso)

"Hahahahahah!
Adororei o teu jogo com as palavras: eu roubei, mas assim, descaradamente.
Tu és mesmo um saaarro, amada Fal!
Te confesso que me deu um friosão na barriga constatar que o que eu escrevi foi lido por uma infinidade de gente que não conheço.
Mas fiquei muito orgulhosa por teres gostado dos meus anos 60. Confeso-te: após ter passado um maravilhoso happy hour e noite de domingo entre alguns que eu não via há 38 anos, aqueles do Viva a Gente que eu já estava encabeçando uma agitação desde abril para nos reencontrarmos, ser homenageada desta forma por ti, uma pessoa que valorizo tanto pelo e como escreve, me fez mais feliz do que eu já tinha sido naquele dia.
Aí vão os outros 10. Somados são 20, praticamente a metade da minha vida. Até hoje considerei que os outros 3 da minha família tinham uma memória fantástica para detalhes fatos passados. Então, não encontrarei as palavras pra te dizer o quanto foi sublime para mim tirar um tempo para recordar, ordenar as lembranças e refletir. Grazie, mille grazie.
71 – Entrei no Clássico. Assumi minha maior limitação: o
cérebro nasceu com o lado esquerdo atrofiado. Só havia no noturno. Sorte "mio véio" ter ensinado cedo a "manejar un coche" e emprestar o fusca 63 azul jeans na maior confiança. Eu poderia ir e vir sem medo, desde me desviasse de qualquer tipo de polícia, pois ele não pretendia ter que entrar em qualquer delegacia pra safar o "bom nome de família".
No primeiro dia, por aquelas cosas do nada, sentei do lado esquerdo na metade pra trás da sala ao lado de 3 gurias que mudaram o prumo da minha vida. Vinham de um colégio Sinodal e tinham aprendido a gostar de estudar para apreender e tirar as melhores notas.
No dia 30/07 a mais abastada me convidou para uma reunião dançante na garagem da em sua casa. Pela primeira vez na vida um sujeito, alto (um palmo a mais que eu) e magro, castanho claro de olhos azuis, me convidou para dançar. Arrogante, pelo jeito de caminhar pré conceituei. Porém foi o único que teve a ousadia de dançar corpo todo colado comigo.
(64 - Esqueci de contar que aos nove anos, passado o verão sem chance de continuar gastando as energias ilimitadas numa piscina (não havia as térmicas), me matricularam na escola infanto-juvenil de tênis.)
Eu tive a nítida impressão que já o conhecia. Conversa vai e vem, ele "arrotando grosso" do avô materno predileto que tinha uma fazenda e morrera de enfarte logo após a Copa de 70, do cavalo que sabia montar, que até sabia esquiar, descobrimos que ele tinha aprendido a jogar tênis no mesmo clube aos seus 11 anos. Meu pai foi me buscar e ficou desconfiado daquele moço me acompanhar até o carro. Ele saiu dali na DKW (vemaguete) verde azulada do avô paterno, daquelas que abria as portas invertidas.
Nosso segundo encontro teria sido uma partida de tênis, se não tivesse chovido. Fomos ao cinema sozinhos. Uma semana depois, 17/08, ele me pediu em namoro, com a anuência dos meus pais, afinal... os meus conheciam os dele (nossos 8 avós também foram contemporâneos) por terem freqüentado os mesmos bailes nas diversas pequenas cidades próximas e todas as referências eram ótimas.
Rose di Primo inventou por acidente a tanga e Florinda Bolkan fazia sucesso na Europa.
72 – Ele me ensinou a cavalgar. Graças a uma linda mestre morena já falecida (não lembro nome, mas tenho a imagem dela com a sala toda e todos agora), numa matéria que era algo parecido com introdução à filosofia, decidi que fazer Psicologia talvez fosse fascinante. Ele, cada vez mais enciumado, pois sua futura mulher não deveria nem necessitaria "trabalhar fora". Se fosse como uma espécie de lazer, o máximo que seria aceitável é que fosse uma professora. Nos findis passeávamos de carro. Gastar em gasolina era muito mais barato do que jantar fora. Com o Gálaxi do seu papi, me achando uma "maria gasolina" sem querer me ensinou a circular por todas as ruas de Porto Alegre.
Émerson Fittipaldi, "o Rato Voador" carimba o nome do Brasil na Fórmula I. E Dorival Caymmi homenageia os 50 anos da mãe-de-santo baiana com a canção "Meninha do Gantois".
73 – Pior do que um vestibular na Universidade do Vale do Sinos, os jesuítas fabricaram um funil (todo mundo entrava mas poucos saiam), era conseguir passar no psicotécnico pra cursar a faculdade de Psico.
Quem faz sucesso é o Raul Seixas.
74 – Fiz as 5 as cadeiras do básico. Até tinha me matriculado na tal de Matemática. Afinal tinham me condicionado de que sem ela não se sobrevive...
Entretanto como na primeira aula não entendi lhufas, acabei fazendo uma bela amizade com umas gurias de Venâncio Aires, mais interioranas que eu, que fumavam Charm like me. Recuperei o atrasado fazendo a cadeira de Lógica no intensivo. Adorei. Entrei lépida e faceira pra melhor escolha que fiz na vida.
17/08 –Aos 3 anos de namoro, programamos um churrasco daqueles supimpas que só meu pai sabe fazer com as picanhas em formato de orelha e mal passadas no chalé da praia. Só seis. Os pais dele chegaram atrasados. Descendo uma lombona inter citys, o Galáxi abriu o capô inesperadamente e tiveram que voltar para pegar um TL beije emprestado. Secretamente por baixo da mesa trocamos as alianças. Quando os "velhos" se deram conta, para a surpresa das famílias estávamos noivos.
Morre Lupicínio Rodrigues. Alexander Soljenitsin é banido da URSS e o russo Mickail Baryshnikov deserta durante uma turnê no Canadá.
75 – Entre casar antes ou depois dos estágios, nos quais eu já sabia que queria dedicar o máximo e dar do melhor pra tornar me tornar no mínimo uma boa profissional, só sei fazer bem duas cosas das leves ao mesmo tempo, decidi casar antes pra poder me focar na empreitada mais árdua e me formar o mais breve possível. Tive tranqüilos sete meses para organizar o novo lar, um apartamento apertado. Por uma absoluta questão de prioridade, nossa primeira aquisição foi uma máquina de lavar roupas da Brastemp. (Sem ela eu tinha me negado a casar.) Depois mio papi "paitrocinou" uma máquina de costura elétrica da Elgin na qual costurei todo o enxoval básico, a exceção das toalhas de banho, e os móveis dos mais simples e baratos que duraram uns 20 anos. Graças ao nosso bom anjo da guarda todos os presentes de casório nos propiciaram uma vida repleta com o mínimo conforto e duraram esse tanto. Porque seus avós paternos comemoravam 50 anos, porque a igreja já estaria toda enfeitada para o advento de mais um Natal, casamos num 19 de dezembro. (Nossos Natais dão outros capítulos à parte, pois pelo que vês foram excepcionalmente marcantes. Depois de ler o teu blog, minha mana ficou por dias lembrando de ti toda ouriçada catando um daqueles calendários de papelão em que se abre uma janelinha para cada dia. Ela até encontrou, mas não teve como te avisar.) Foram enviadas 500 "participações de casamento" pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, e apenas entregues em mãos 150 convites para a festa. Na capinha um desenho à nanquim, nos escritos um texto único especial para aquele dia, feitos por mim. Recebemos tantos buquês de flores, que não couberam naquele living que agora já tinha parque e uma lareira que nunca foi acessa. Na última hora mio papi super lotou a Kombi e serviram como decoração para a escadaria do nosso clube. Eu nunca tinha imaginado uma festa de casório tão grandona onde eu serviria de atração principal. Eu era muito muito mais tímida. Uma fatia de torta, uma taça de champ com um brinde alegre e sincero per capita me teria sido o suficiente. Porém a sogra não deixaria o filhote sanduíche, e predileto, casar sem um grande auê. Escolhi um vestido branco dos mais simples, enfeitado com poucas margaridas (que nascem espontaneamente nos campos no princípio do verão) de tecido. Nem grinalda tinha, apenas uma guirlanda das margaridas nos cabelos. Naquela época, festas sem camarões gigantes era cosa de "quem qué e não pode". Então ... providenciaram. Fugimos sorrateiramente, para que os amigos dele não fizessem conosco como nos casamentos anteriores, acompanhar até o hotel e ficar a noite toda zueirando só pra infernizar a primeira noite do casal. Alugamos um carro como disfarce e nos refugiamos para a primeira noite no novo apto com tudim cheirando a fresco. Os amigos jamais nos perdoaram. A miúda lua de mel de três dias foi no chalé da praia. Não queríamos perder as festas de Natal e Ano Novo entre família.
76 – 02/01 Acordei feliz e preparei em todos os equipamentos novos uno bellíssimo café da manhã. Foi como um "balde de água fria" quando ele disse: huuumm eu não tou acostumado a tomar café de manhã, nem assim. (O próximo foi em 89.)
Saíamos de casa às 7:30 da matina. Ele para trabalhar e eu para estudar. Como eu voltava tarde da noite, ele resolveu fazer uma faculdade também. Só havia oferta para estágios em Porto Alegre, cidadezinha velha conhecida como a palma da minha mão. Durante 3 anos diariamente eu percorria nas apenas duas pistas da suicidande BR 116 os 60 km de ida e mais os da volta.
Nestes tempos aconteceu o primeiro carro 0 quilômetros, um chevete "pé de boi" cujo limpador de para brisa nunca funcionou bem, e a primeira lancha pequena tipo catamarã. E não é que o dito cujo sabia mesmo esquiar e super bem? Todos os seus "arrotos" se confirmaram. Ele me ensinou a esquiar.
O tenista sueco Bjorn Borg, apelidado pela frieza de Iceborg, com apenas 20 anos vence o Rolando Garros, a Taça Davis e Wimblendon. Silvester Stallone faz o maior sucesso com o primeiro Rocky, o Lutador (Tem gente que nunca vou dizer quem, faz 30 anos e ainda é fã, heheheheh.)
Ainda bem que durante a faculdade me juntei com outros três que tinham um enorme prazer de estudar para competir. Além da sorte de ter tido mestres geniais e exigentes e afetuosos. No último estágio de empresa numa revenda da Fiat, me convidaram a permanecer.
80 – O diretor daquela empresa familiar, pouco acreditava em psicólogos. Mas o seu gerente de vendas sim e me apresentou no final de fevereiro um raro cliente de Alfa Romeu empresário duma empresa de calçados que morava no Vale dos Sinos. Tomamos um cafezinho de hora e meia. Em meados de março mudei de empresa e de ramo, nem estava formada ainda. (Só sai dela 18 anos mais tarde. O que te renderiam mais uns 25 anos e três meses de bellas histórias.)
22/08 Eu não fui na formatura do então marido e nem ele na minha. Por estas causalidades do destino nos formamos no mesmo dia. O pai dele foi na dele e a mãe dele na minha. Até hoje considero este o dia mais empolgante, emocionante e marcante da minha vida.
Um grande beijo e um abraço apertadão.
Leila"

*
Os anos 80 da Carlinha San

"Fal, já q tanta gente contou sobre a infância e tanto foi dito sobre os anos 60 e 70 eu quero q os anos 80 também sejam representados.

Mas vamos do princípio:

1974: Eu nasci, primeira filha, primeira neta, primeira sobrinha de uma família imensa, cheia de tios e primos de segundo grau muito presentes. E na ocasião, a criança mais nova do nosso clã, estava com 10 anos. Ou seja, eu fui paparicada de todas as formas q uma criança pode ser, com carinhos, afagos, presentes, quitutes, e principalmente cercada de atenção. Todo mundo queria brincar comigo!!!!...rs.... Eu era a mascote deste povo todo.

As melhores lembranças que tenho da infância são das brincadeiras com eles, faziam casas de boneca, transformavam lençóis e vassouras em cabanas de índio, me levantavam pra que eu pudesse subir nas árvores ( isso sem a autorização da minha mãe, lógico!).

Quando meu irmão nasceu, eu dividi as atenções com ele, mas devido ao seu temperamento tímido, grudado à minha mãe o tempo todo, eu continuei reinando durante muito tempo. Até hoje eles dizem que sou um pouco filha deles também.

Eu tinha muitos brinquedos, mas nenhum deles se comparava à companhia destes primos e tios tão queridos, que me levavam pra cima e pra baixo como um chaveiro. Por causa deles eu acampei, aprendi a nadar, a pegar onda, a pescar, a andar de perna de pau, a mergulhar com snork, a jogar frescobol, a ler, (fui alfabetizada com 4 anos pelas tias professoras) a gostar de música, a contar estórias, a curtir a natureza, a gostar de livros, a ler enciclopédias (adoro até hoje) a acreditar que você pode ser e fazer o que quiser na vida e se por acaso não der certo, eu teria sempre pra onde voltar.

1980: Me puseram na escola. E foi um quiprocó danado.

A diretora da escola queria q eu fizesse o C.A. novamente, pois era muito nova pra entrar na primeira série. Meu corpo docente particular, totalmente revoltado, foi em comitiva “provar” pra diretora, que eu sabia ler, escrever, realizar operações matemáticas, possuía conhecimentos de ciências, como também poderia acompanhar tranqüilamente uma turma de crianças de mais idade, pois eu sempre me relacionei diretamente com pessoas mais velhas, o que me tornou precoce de uma tal forma, que seria prejudicial me manter com crianças da mesma idade, pois eu precisaria de maior estímulo para me desenvolver. A conversa durou horas, fui sabatinada de todas as formas pela escola para tentar provar pra minha família, que o que eu tinha de diferente das outras crianças, era ser querida por eles.

Isso foi discutido até o momento em que eu perguntei quando iríamos embora porque eu queria ver a sessão da tarde, pois iria passar Moby Dick. Ouvindo isso a diretora perguntou o que era Moby Dick.

- É uma baleia.

- E vc gosta de peixes?

- Gosto, mas baleia não é peixe!!! Mãe, esta escola não sabe q baleia é um mamífero, eu não quero mais estudar aqui, vou ficar burra!!!!

Fui aceita na primeira série cinco minutos depois...rs...

Eu passei nesta escola a praticamente toda a década de 80. Pulava elástico, jogava queimado, pique bandeira, brincava de ludo, banco imobiliário, gênius, trunfo, bafo, tinha caderno de perguntas e respostas dos amigos, diário, coleção de papel de carta, walkman, álbum de figurinhas. E depois vieram as festinhas. As bandas que faziam sucesso na época eram o Ultraje a Rigor, Barão Vermelho, Titãs, Paralamas, Kid Abelha, João Penca e seus Miquinhos Amestrados, Dominó, o Menudo. Ai o Menudo!!!! Até pirulito com a cara do Ray eu comprei!!!!! Por influência dos tios eu também gostava de The Smiths, Rolling Stones, Fred Mercury e outros artistas q normalmente as crianças desconheciam.

Eu fui no primeiro Rock’n’Rio!!!!! Meus tios me levaram pendurada dos ombros e eu vi Fred Mercury cantando “ We are the champions”, e não esqueço da vibração do lugar até hoje. Fui à muitos shows com eles. Sempre amei música e a coisa não era como agora. Não havia tanto perigo. Assim, eu tinha contato com os dois mundos, o de criança através da escola e o dos adultos através da minha família.

E como todo mundo sabe, em colégio de freira, praticamente TUDO é proibido. Acho q era por isso que aprontávamos tanto. Lembro q todos os dias antes da aula rezávamos, cantávamos o hino nacional e depois subíamos pra aula. Um dia trocamos a fita do Hino por uma q continha a música “Sexo!” do Ultraje a Rigor. Quem lembra da música sabe q começa com o Roger berrando a plenos pulmões: “Sexoooooo!!!! Eu quero Sexoooo!!!

A diretora levou uns minutos até se recompor do susto, mas eu achei q ela fosse ter um troço, pois ficou vermelha e até deu pulinhos de tão nervosa...rs...

Eu também me recordo das roupas dos anos 80. Infelizmente me recordo...rs... Saias Balonê, calça baggy, tênis allstar (isso foi bom!!!) suspensórios estiveram na moda, ombreiras imensas, parecíamos jogadores de futebol americano. O cabelo quanto mais alto e eletrizado melhor, era uma coisa horrorosa!!!!! As escolas de moda devem intitular a década de 80 como o buraco negro do bom gosto....rs...

Na televisão, o programa preferido da criançada, era assistir aos Trapalhões, a formação original. Nossa, como eram divertidos!!! Havia o Tio Sílvio, distribuindo tênis Montreal no domingo no parque. Ainda não existia aquela tragédia chamada Domingo legal, o ainda era Domingo no Parque. Quando eu enrolava minha mãe, podia ver um pouquinho de Viva o Gordo, q eu adorava!!!! O programa do Daniel Azulay também era um dos meus preferidos. Havia desenhos de verdade na tv, como A corrida maluca, Zé Colméia, Pepe Legal, Os Jetsons, Os Flintstones, Família Barbapapa, Gênio Maluco, e outros que apenas nos divertiam e não nos assustavam como os de hoje, que promovem mais a violência do que a imaginação da criança.

O meu pai todos os dias chegava com um saquinho de jujubas ou delicados pra mim.O Wafler, ainda se chamava Mirabel, e tinha sabor de uva, morango, chocolate e limão. Eu Acho q tinha mais um sabor, mas não me lembro agora. O Toddy era horroroso, mas sepre tinha um brinquedo legal nele, e eu pedia pra minha mãe comprar.

Ainda se vendiam os biscoitos da piraquê em varejos, vc poderia comprar por quilo. Meu pai toda semana levava a mim e ao meu irmão pra escolher quais os biscoitos que queríamos. Eu voltava pra casa com pelo menos 5 tipos diferentes, e o meu pai com a certeza de uma bronca da minha mãe...rs... Todo sábado tinha pizza, pastel, empadão, torta, rocambole salgado, sanduíches, salgadinhos, e todo tipo de besteira. Aos finais de semana não se jantava na minha casa. E nós podíamos ficar acordados enquanto agüentássemos. No domingo de manhã, preparávamos a casa pra receber a família ou íamos almoçar na casa da minha avó. Meu tio tinha um fusca azul calcinha, e vinha cedo pra levar as crianças pra dar um passeio no parque ou na praia enquanto o almoço ficava pronto. Era uma farra. Os meus primos diretos não pegaram esta fase. Qdo nasceu o primeiro eu já tinha 10 anos, e o ritmo da família já era outro.
Eu tive uma infância muito feliz, apesar de ter passado por períodos conturbados causados pela separação dos meus pais, ou pela possibilidade de mudar para Belém, coisa q o estrupício do pai da minha mãe queria q fizéssemos. Mas eu fui feliz a maior parte do tempo. Hoje tenho esta consciência e muita saudade.
Bjs Falzoca
Carla"


COMENTE! | 17:12

 


quarta-feira, maio 25, 2005

Quarta no xópim com mamãe, e, acreditem ou não, quando meu paniquinho tá sob controle, poucos pogramas me fazem mais feliz que esse.
O ritual começa conosco descendo do carro: temos que cantar a musiquinhas do smurfs. Sempre. Lá-lá-lá-lá-lá.... é através desta bela peça musical, que externamos nosso contentamento por fazermos parte dessa sociedade capitalista, injusta, decadente e podre. Daí, abraçadas pelo corredor no xópim, babamos em todas as vitrinas (é, chamamos vitrines de vitrinas, aqui em casa, assim como marrom de marrão, garçom de garção, frango de frangolino, cu de micula, coca-cola de totacola ou cueca-cuela, tiara de travessa, bala de confeito, barriga de buchinho, cigarro de chupetinha do capeta (essa é do Stanislaw Ponte Preta e nós adotamos), bebê de menino de braço, roupa de ficar em casa de mudinha, dedinho do pé de capacetinho, piquenique de piniquique, adoçante de suíta, dourado de doirado e loiros de louros), paramos no dânquimdonitis pra comer rosquinhas, na Ofner pra comer bolinho de bacalhau, na loja de bolsa onde eu comprei as mais belas bolsas do universo, na loja da indiana, onde eu adotei Geraldo, o gato - peça linda, linda, linda, na Saraiva pra estourar o cartão de crédito e vamos pro cinema. Sim, sim, sim, adentramos naquele templo da sétima arte, munidas de pipoca, cueca-cuela, mentex (mentex no cinema é um crássico) e diveeeeeeersas sacolinhas das Americanas, com bagulhos mis, que insistimos em namorar com as luzes apagadas, deixando cair tudo, perdendo caixinhas com fivelas de cabelo e enlouquecendo os circunstantes. O filme começa e aí temos que comentar todas as cenas e ter vários ataques de riso, claro.
Hoje vimos Cruzada, que mamã num tinha visto, filme muito do bem feito, os chatos se retorcem na cadeira, mas é bem feito sim, belas cenas de batalha, um Saladino muito do gato (sério, o tiozinho era altamente palatável, aliás, como todos os muçulmanos do filme, beti faria sem pestenejar) e bem fiel, o Saladino do filme tá justim com o Saladino da vida real, eu adorei.
Claro que além da barulheira dos saquinhos de bala, das crises de riso e dos "Meu Deus, que homem lindo" da minha mãe (minha mãe nunca diz que o cara é totoso, minha mãe tem classe, fariseus), eu inda perdi um brinco, mas depois mamãe achou.
Enfim, um dia encantado.
E eu ainda ganhei tartaruguinhas de chocolate do Juca, obrigada, querido!
Amém nóis tudm, môs fiotes.


COMENTE! | 17:17

 


terça-feira, maio 24, 2005

CORRESPONDÊNCIA RIMADA E SECRETA
"E aí Fal?
Aqui tá tudo igual...
No normal...
Chove uma arca cinza...
e um mundo ainda...
Adoro a linha do equador
que risca o não amor...e a dor...

À toa com a Cida no fogão
Feliz da vida com feijão...
E bolo q ela esqueceu de pôr fermento...

Alguei a sala de dentro...
O orçamento eu aumento...
Unguento lento.....pra
esse Brasil na ponta do olho dos doido ...

Estou louca...
de ócio...
Nada fiz
Nada posso.........

Faltaram uns
dispensei outros
Pela vida afora
Fui filha da Aurora
Que era preta...

E agora vou embora...
Amanhã tu não sabe
Vem um poeta
trazer um livro pra eu revisar


Mas o que é de espantar...
fez reposição hormonal!!!
aos 65 parece imortal
nos 40
quem é que aguenta:
- Minha mulher professora não está aguentando.
- Melhor hormônio prela , né , seu poeta?
O Senhor virou atleta! ( ele está trepando!)

- É real , Fal
Com hormônio o homem
Ficou o tal...contando vantagem...
Uau! trilegal!

Será que tomar essa beberagem
tem consequência?

Na hora da menopausa ...
Hum...como é que será?
Vou pegar o endereço do médico dele.

E isso não é poema.
É demência.

beijos
Rose"


COMENTE! | 18:55

 



O autor! O autor!
"É o que eu sempre digo: eu bem queria o Manoel Carlos para escrever o roteiro da minha vida, mas alguém contratou um mexicano...
Fabby"


COMENTE! | 12:53

 


segunda-feira, maio 23, 2005

CARAS, SOCORRO. ALGUÉM ME INDICA UM DESPACHANTE URGENTE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


COMENTE! | 21:58

 



AAAAAHHHHHHHH!!!!!! Rose, morri com o que vc escreveu pra mim, meu bem, que coisa doce, vou botar aquilo no meu curriculo. Amor, amores, Carmella, Carla, Maloca, Vera e todo mundo, tou adorando o papo, achando lindo, acho muito bom que se fale dessas coisas, falar sobre elas, eu acredito firmemente nisso, é prugá-las, falem do que quiserem, o LV é de vcs. É linda a história da Princesa, Rose, vc é um pão de mel de pessoa mesmo. E se eu comento menos do que deveria, é pq pra inda é difícil de falar nessas coisas, tenho essas questões muito perto de mim ainda.
falem mais, falem sempre, e, pelamordedeus, continuem falando dos anos 60 (e 70 e 80) de vcs, que o trem é sensacional.
Carmella, nega, obrigada tb, muit, muito. E qualé o blog da sua filha? Vamos lá encher o saco dela.


COMENTE! | 16:39

 



AAAAAHHHHHHHH!!!!!! Rose, morri com o que vc escreveu pra mim, meu bem, que coisa doce, vou botar aquilo no meu curriculo. Amor, amores, Carmella, Carla, Maloca, Vera e todo mundo, tou adorando o papo, achando lindo, acho muito bom que se fale dessas coisas, falar sobre elas, eu acredito firmemente nisso, é prugá-las, falem do que quiserem, o LV é de vcs. É linda a história da Princesa, Rose, vc é um pão de mel de pessoa mesmo. E se eu comento menos do que deveria, é pq pra inda é difícil de falar nessas coisas, tenho essas questões muito perto de mim ainda.
falem mais, falem sempre, e, pelamordedeus, continuem falando dos anos 60 (e 70 e 80) de vcs, que o trem é sensacional.
Carmella, nega, obrigada tb, muit, muito. E qualé o blog da sua filha? Vamos lá encher o saco dela.


COMENTE! | 16:39

 


domingo, maio 22, 2005

Quarta no xópim com mamãe, e, acreditem ou não, quando meu paniquinho tá sob controle, poucos pogramas me fazem mais feliz que esse.
O ritual começa conosco descendo do carro: temos que cantar a musiquinhas do smurfs. Sempre. Lá-lá-lá-lá-lá.... é através desta bela peça musical, que externamos nosso contentamento por fazermos parte dessa sociedade capitalista, injusta, decadente e podre. Daí, abraçadas pelo corredor no xópim, babamos em todas as vitrinas (é, chamamos vitrines de vitrinas, aqui em casa, assim como marrom de marrão, garçom de garção, frango de frangolino, cu de micula, coca-cola de totacola ou cueca-cuela, tiara de travessa, bala de confeito, barriga de buchinho, cigarro de chupetinha do capeta (essa é do Stanislaw Ponte Preta e nós adotamos), bebê de menino de braço, roupa de ficar em casa de mudinha, dedinho do pé de capacetinho, piquenique de piniquique, adoçante de suíta, dourado de doirado e loiros de louros), paramos no dânquimdonitis pra comer rosquinhas, na Ofner pra comer bolinho de bacalhau, na Saraiva pra estourar o cartão de crédito e vamos pro cinema. Sim, sim, sim, adentramos naquele templo da sétima arte, munidas de pipoca, cueca-cuela, mentex (mentex no cinema é um crássico) e diveeeeeeersas sacolinhas das Americanas, com bagulhos mis, que insistimos em namorar com as luzes apagadas, deixando cair tudo, perdendo caixinhas com fivelas de cabelo eenlouquecendo aos circunstantes. O filme começa e aí temos que comentar todas as cenas e ter vários ataques de riso, claro.
Hoje vimos Cruzada, que mamã num tinha visto, em vez de cueca-cuela bebemos ispráite e não compramos fivelças na Americanas pq estamos de cabelos curtinhos.
Mas o resto foi inguar.
Amém nóis tudm, môs fiotes.


COMENTE! | 22:04

 


sábado, maio 21, 2005

Da série: "E depois vcs me perguntam por que-que eu bebo


"deixa contar pra voces. ultimamente tive um insight de como é nossa vida (um dos aspectos). acredito que nascemos dentro de um circulo de possibilidades e limitaçoes (determinismo). existem outros círculos ao redor desse, cada vez maiores, mais refinados, mais sofisticados, mais poderosos, mais mais mais qualquer coisa. por esforço/interesse/vocaçao, a gente vai rompendo os limites de um círculo e passando para outro. mas os círculos tb sao divididos por setores. entao cada pessoa rompe um limitee dentro de um setor.
Vera"

Vá se catar, Vera, por me fazer nessas coisas sérias e dolorosas.
Sua teoria é mais que brilhante. É um fato.
Bela sacada.
Mas, mesmo assim, vá se catar.

apideite comentário da Lígia;
"Mas olhe só o que eu fiz na sexta. Fui numa festada facul. Eu, a tia, no meio daqueles brotos, trocentas pessoas, todos trincando de bêbados..voltei as 3:30 damatina. Esse círculo eu quebrei. O do bom senso...ah, ah, ah"
***
Ei!!!!! Parabéns, Cris Carriconde, querida!!!!!
Parabéns, PAULO JOSÉ, nosso favorito!!!!!!


COMENTE! | 19:57

 



A frente fria vem aí - láláiá láialáiá

Tá bacana esse negócio de recuerdos, né Terezoca? Vc é socióloga, manda seus trajetos cabeuças pra nóis, manda? Saber que, afinal, existem sociólogos como vc, me fizeram acreditar em alguma espécie de deus, Tere, vc sabe. Eu tinha NOJO da raça. Quer dizer, o pai duma amiga de infância, que é sociólogo, seu Zé Martins, eu amava, então eu sabia que tinha um outro que prestava. Mas no geral, achava todos impraticáveis. E extremamente malvados. E doidos. E neuróticos, veja vc. Mas vc me abriu os olhos. Eu tava errada. Até na sociologia, tem gente boa, hauuahuahu. Te amo. Manda o texto.
*
Lu, jura pela cabeça do Rui que existe sonho de valsa morango? Mais um passo na minha iluminação, agora eu tenho certeza que Jesus me ama. Vou procurar!!!!!
*
Essa mulher é como a Tereza e a Rose. Ela é um pão de mel, ela escreve pra caraio e ela não tem blog. Como a tereza e ao contrário da Rose, que me dá trela até demais, ela não me dá bola via email.
Mas, como as outras duas, ela escreve as coisas mais lindas aqui no LV. Ela é sempre doce e gentil e querida. E eu nunca falo dela direito, feito gente. Eu sou um cavalo. Linda, amada, perfumada Carnmella, vc é nossa, ninguém tasca e aquelas horrorosas da Megeras que se rasguem de ciúmes.
Os anos 60 da Carmella
"ANOS 60! Eu já era uma adolescente.Alta,magra,uma mistura de Audrey com Jackie Kenedy. Que azar! naquela época as gostosas eram gordinhas.Eu era sempre a última da fila: na escola,na catequese,na formatura do ginásio...cacete!
Bailes de formatura no clube Pinheiros, no aeroporto,orquestra do Sílvio Mazuca e do Osmar Milani.
Ah! eu sou da época da wanderléia e assistia à jovem guarda lá mesmo no teatro record.Subia nas cadeiras e gritava como uma louca pro Erasmo e pro Roni Von.Éramos as garotas IEIEIE.
Aí lá pelos dezoito anos(66)Sao Paulo foi sendo tomado pelas discotecas: Tonton Macoute,Le Moustache, Raposa Vermelha, Dobrão e se dançava loucamente ao som dos Beatles e dos Rolling Stones.Isso tudo acontecendo junto com a entrada na universidade,no meu caso fazia Direito no Mackenzie que era do lado da faculdade de filosofia da Usp na Maria Antonia, na época reduto da esquerda brasileira. Muito sangue vi rolar nas brigas entre os estudantes e os militares que chegavam de brucutu.Até o chico Buarque que vivia bêbado depois de passar a noite no "bar sem nome", era levado pro xilindró.Mas na realidade a gente não tinha a exata noção do que estava acontecendo, pois escapei de cada uma...ia às reuniões secretas, só pq um bonitinho que eu estava interessada era presidente do centro acadêmico. Até que o destino me fez conhecer o homem com quem eu me casei e larguei por 20 anos a minha faculdade.
Enfim, os anos 60 foram os anos das minhas descobertas.Muito beijo na boca, muita música, muito carnaval de rua nas praias de santos. Em 68 aos 21 anos me casei e fui morar no Rio de Janeiro e então tomei consciência de outra realidade. Mulheres liberadas, que estavam absolutamente determinadas a serem iguais à Leila Diniz atacavam de todos os lados os 'incautos" maridos.

É, hoje tanto tempo depois, morando em Porto Alegre, graças ao seu blog Fal,eu pude revisitar parte da minha vida e voltar a sentir o doce sabor de um beijo de amor.

obrigada e muitos beijos
Carmella"


COMENTE! | 12:12

 


sexta-feira, maio 20, 2005


Seus belos olhos, Flávia, vaquinha adorada.
(desculpa, Ân, mas ela tb é vaquilda do coração)
Suas tiradas debilóides.
Sua infância, querida, seu sorriso de menininha.
Sua postura, seu humor bão demais.
Seus livros estonteantes, seus filhos que parecem morar na capa duma revista de tão lindos.
Seu talento.
Seu gancho de direitas nas brigas.
Os emails que vc gentilmente, amorosamente, vive me enviando e me livrando, ainda que momentaneamente, do caos.
As saudades da sua mãe.
Sua falta de pudor, de esnobismo, de arrogância.
Hum, e seu marido que é "macho-da-cabeça-chata", que nem o meu.
As coisas mirabolantes que acontecem com aquela sua amiga.
Sua pele.
O bem que vc nos faz.
Sua rapidez de raciocínio, que muitas e muitas vezes me resgatou do lamaçal da carência afetiva.
E seu dom, de iluminar, da fila láááá de trás, até o pessoal das coxias.
Ah, Flávia, dona Flávia, os que vão te amar, te saúdam.

FELIZ ANIVERSÁRIO DA TURMA DO DROPS, NÓS TE AMAMOS
(O modesto Alexandre disse que vc é tão linda e bem humorada pq é casada com um homem de verdade)


COMENTE! | 13:31

 


quinta-feira, maio 19, 2005


Tá gostoso esse trem, né, Terezoca? Falta seu texto, amada, manda, manda. Vc é socióloga, manda seus trajetos cabeuças pra nóis, manda? Saber que, afinal, existem sociólogos como vc, me fizeram acreditar em alguma espécie de deus, Tere, vc sabe. Eu tinha NOJO da raça. Quer dizer, o pai duma amiga de infância, que é sociólogo, seu Zé Martins, eu amava, então eu sabia que tinha um outro que prestava. Mas no geral, achava todos impraticáveis. E extremamente malvados. E doidos. E neuróticos, veja vc. Mas vc me abriu os olhos. Eu tava errada. Até na sociologia, tem gente boa, hauuahuahu. Te amo. Manda o texto.
*
Lu, jura pela cabeça do Rui que existe sonho de valsa morango? Mais um passo na minha iluminação, agora eu tenho certeza que Jesus me ama. Vou procurar!!!!!
*
Essa mulher é como a Tereza e a Rose. Ela é um pão de mel, ela escreve pra caraio e ela não tem blog. Como a tereza e ao contrário da Rose, que me dá trela até demais, ela não me dá bola via email.
Mas, como as outras duas, ela escreve as coisas mais lindas aqui no LV. Ela é sempre doce e gentil e querida. E eu nunca falo dela direito, feito gente. Eu sou um cavalo. Linda, amada, perfumada Carnmella, vc é nossa, ninguém tasca e aquelas horrorosas da Megeras que se rasguem de ciúmes.
Os anos 60 da Carmella
"ANOS 60! Eu já era uma adolescente.Alta,magra,uma mistura de Audrey com Jackie Kenedy. Que azar! naquela época as gostosas eram gordinhas.Eu era sempre a última da fila: na escola,na catequese,na formatura do ginásio...cacete!
Bailes de formatura no clube Pinheiros, no aeroporto,orquestra do Sílvio Mazuca e do Osmar Milani.
Ah! eu sou da época da wanderléia e assistia à jovem guarda lá mesmo no teatro record.Subia nas cadeiras e gritava como uma louca pro Erasmo e pro Roni Von.Éramos as garotas IEIEIE.
Aí lá pelos dezoito anos(66)Sao Paulo foi sendo tomado pelas discotecas: Tonton Macoute,Le Moustache, Raposa Vermelha, Dobrão e se dançava loucamente ao som dos Beatles e dos Rolling Stones.Isso tudo acontecendo junto com a entrada na universidade,no meu caso fazia Direito no Mackenzie que era do lado da faculdade de filosofia da Usp na Maria Antonia, na época reduto da esquerda brasileira. Muito sangue vi rolar nas brigas entre os estudantes e os militares que chegavam de brucutu.Até o chico Buarque que vivia bêbado depois de passar a noite no "bar sem nome", era levado pro xilindró.Mas na realidade a gente não tinha a exata noção do que estava acontecendo, pois escapei de cada uma...ia às reuniões secretas, só pq um bonitinho que eu estava interessada era presidente do centro acadêmico. Até que o destino me fez conhecer o homem com quem eu me casei e larguei por 20 anos a minha faculdade.
Enfim, os anos 60 foram os anos das minhas descobertas.Muito beijo na boca, muita música, muito carnaval de rua nas praias de santos. Em 68 aos 21 anos me casei e fui morar no Rio de Janeiro e então tomei consciência de outra realidade. Mulheres liberadas, que estavam absolutamente determinadas a serem iguais à Leila Diniz atacavam de todos os lados os 'incautos" maridos.

É, hoje tanto tempo depois, morando em Porto Alegre, graças ao seu blog Fal,eu pude revisitar parte da minha vida e voltar a sentir o doce sabor de um beijo de amor.

obrigada e muitos beijos
Carmella"


COMENTE! | 12:17

 



LUNCH BOX

FAL NO FOCANDO
*
Gente, é muito sério isso: eu tou com grandes problemas na UOL. Quendo eu entro lá, a tela congela, eu não consigo ver os emails, nada. Não escrevam mais pra lá. Escrevam suas cartas de amor e luxúria pra cá: fal.dropsarroubagmail.com, por favor, amores.
*
Bis, sabor morango. Pouco ortodoxo, eu sei. Mas bão. Muito bão.
*
Essa coisa fofa voltou e ng me avisa nada? Vcs são uns incompetentes, caras. Eu nem sei pq ainda falo com vcs. Sério.
*
Clau, vera, beijos.
*
ISA!!!!!! Claro que pode!! Conte-nos tudo sobre sua infância em Lisboa!
*
Anos 60-70 da Gin!!!
(ai que luxo, combinemos que a Gin dando aparte em blog de pobre é dum luxo in-su-por-tá-vel)

"Eu tumém senti saudades. Adorava imitar Leno e Lilian (hehehehe), amava as músicas dos Beatles e Rolling Stones (sabia cantar um monte em embromation: claro, Fal, era muito pequena *blé!*). Jogar Banco Imobiliário (num aprendi nadica), montar coisas com um tipo de lego ou aqueles bloquinhos de madeira coloridos, imitando partes da construção. Fazer experiências com o jogo do Químico (queimei uns dedos, hauhauau) e montar bijuterias com os kits peruinha da época (agora são féxion, santa!).
Hehehe, era bão de danar!! Jogar queimada na rua, sem medo (maior saudade é essa); calçadinha minha, salada-de-frutas ou pera uva ou maçã(eita que era beijo pra todo lado). Que mais? Ixi, tem é coisa.
O melhor de tudo era poder desfrutar da liberdade das ruas sem assaltos, comprar maria mole fiado na mercearia, pular corda na calçada até tarde da noite e brincar de pique-esconde no quintal, entre as árvores.
Fal, era Bão Dimaizi!
Beijos amole :c)
Gin"


COMENTE! | 12:17

 


quarta-feira, maio 18, 2005

Claudinho, amado, Petita, linda, os mais incríveis gêmeos portugueses.
Amo vcs.
Parabéns.


COMENTE! | 22:01

 



TREMEI SANTA MADRE IGREJA
Minha mãe foi a missa do Padre Marcelo. Pronto, era o que faltava.


COMENTE! | 20:35

 



Os anos 60 da Maloca!
(ah, beibe, que delícia, :o))), muito obrigada)

"Titia Fal,

você ainda está interessada em “crianças na década de 60”?

Se não, pode fechar essa mensagem e desculpe aí pela demora em te responder. Eu só li o seu post no Drops hoje de manhã, no trabalho. Meu dia foi corrido e num deu tempo de te escrever.

Se sim, vamos lá...

Escuta, vc foi criança na década de 60?

Sim, eu fui (nasci em 1959).

E vc brincava com o que?

Eu nasci e morei até os 20 anos nos bairros Vila Sônia e Vila Morse, na zona sudoeste (?) de São Paulo.

Naquela época (eita! isso parece conversa de gente antiga), as crianças podiam brincar na rua, tranquilamente, pois os carros eram poucos e a violência bemmm menor que nos dias atuais.

As meninas normalmente brincavam de casinha, de boneca, de amarelinha e de pular corda.

Eu gostava muito de brincar com barro, isto é, pegava terra do quintal de casa, misturava água e fazia um montão de coisinhas. Depois, era só esperar secar e brincar enquanto as peças durassem. Uma vez, meu irmão fez para mim uma casinha de 2 andares!

Lá em casa, nós jogávamos baralho (rouba-monte, mico, porca e buraco). Isso foi influência da minha tia Anna, cujos patrões (judeus) jogavam frequentemente (a dinheiro, obviamente!) e os baralhos eram “descartados” ainda com pouco uso, para não ficar “marcado” (?!).

Os meninos brincavam de futebol, soltavam pipa, jogavam pião, andavam de carrinho de rolimã, faziam guerra de mamona, jogavam “taco” (com uma bola, um dos meninos tinha que derrubar a casinha do adversário e este, por sua vez, tinha que, usando um pedaço de pau, rebater a bola o mais longe que conseguisse).

Alguns meninos faziam e soltavam balões; quando não podiam comprar papel de seda, faziam os balões com jornal, mesmo.

Os meninos também gostavam de lutar, tanto que o gramado lá de casa era o “ringue oficial” da rua. O cercado do ringue era feito de bambu...

Outra coisa que só os meninos faziam era nadar numas lagoas, que ficavam próximas ao Palácio dos Bandeirantes, no bairro do Morumbi (hoje, as lagoas não existem mais).

Meninas e meninos brincavam juntos de: queimada, pega-pega, esconde-esconde. Também costumávamos “escorregar na terra” - isso só acontecia quando despejavam terra em algum dos terrenos baldios da rua (daquela terra vermelha, sabe?).

Via quais programas de tv?

hmmm... lá em casa, a TV só chegou no início da década de 70...

Entretanto, os vizinhos tinham televisão e, de vez em quando, eu assistia algum programa na casa de alguém.

Eu me lembro muito dos programas da Jovem Guarda, que meus irmãos mais velhos e sua turma iam assistir num bar/mercearia perto de casa.

Os jogos da Copa de 1970 também foram marcantes (pudera! eu já tinha quase 11 anos!). Eu assisti todos os jogos na casa de uma vizinha.

De programas e/ou desenhos, eu quase não me lembro.

Talvez, pelo fato de não termos TV, lá em casa nós ouvíamos muiiiiiiito rádio. Durante a semana era música e novela-de-rádio; no domingo, jogo de futebol.

Também gostávamos de ler gibi (trazidos pela minha tia Anna da casa dos patrões dela). Me lembro dos esquilos Tico e Teco, do Donald&família, do Mickey e Pateta e da Luluzinha&sua turma.

Ufa!

Fal, não sei se isso aqui vai te servir para alguma coisa, mas para mim foi ótimo relembrar e recordar.

Beijo,
Marlene (Maloca)."


COMENTE! | 12:00

 


terça-feira, maio 17, 2005

Conclusão
A única passagem que mais ou menos protegeu algum fiapo da minha dignidade durante todo o evento, foi o fato de Deus ter me dado 1,72 de altura, enquanto mal deu 1,50 pra ela. E eu ainda estava de saltos. Assim eu pude olhar a moça de cima, agradecendo à providência divina por, de alguma forma, permirtir que eu mantenha as danielas desse mundo à distância.
Por que é que eu me meto nessas encrencas, Santa Terezinha, eu apareço no radar de todas as pessoas desagradáveis do planeta.

update: Ah, Rose, se vc diz que num dianta, amor, é pq vc nunca olhou de cima pra baixo pra alguém que tava te enchendo o saco. Vá por mim, é muito bom.

up-update: Ah, Soninha, só vc pra lembrar disso. E obrigada amor, vc é uma exagerada generosa, mas obrigada.
Rose, às vezes a vida não nos dá a oportunidade de sermos mais fulminantes, querida. Daí, se vc é mais alto que o inseto, vc gela ele de cima. Como hoje. Se vc é mais baixo que o cretino (e acredite, isso tb acontece comigo muitas e muitas vezes), eu engulo e vou pra casa, chorar e como vc disse (e eu amei, vou adotar) roer a patinha, fazer o que. Mas, meu bem, qd dá pra olhar de cima é bão. Cara, é muito bão mesmo. Foi meu único consolo hoje. :o))))
Ah, Vera, vc transcende. E depois, amor, quem é que ia querer te judiar, boneca?
Lulu, nada contra, até pq meu marido é mais baixo que eu. Altura (e o resto do corpo, hahaha), às vezes é uma benção. Ás vezes é uma maldição. Hoje, foi uma benção. Amanhã, who knows?
Beth, nosso marido tá podre de tendinite, mas é teimoso feito uma mula.
Lu, Carla, Isa, Alma, Renata, beijos e mais beijos.


COMENTE! | 19:48

 



Vai trabalhar vagabundo
Giloca informa: vaga pra programador
fullgiu@gmail.com - escreva e se candidate


COMENTE! | 14:34

 



Bás tarde

* Iolanda, As meninas do Capevi, caraio! Eu fui ao casamento da Cinira, faz o que, uns 3 anos, ela casou com aquele menino, o lúcio, como vc sabe disso?
Vc tem blog, email, criatura?
Olha, eu ouvi falar pela primeira vez do Jogo do Curriculo no blog da Marina W., assim que eu comecei no mundo dos blogs, até onde eu sei, foi ela que inventou. O linque prela taí do lado, é o Blowg,