A quem interessar possa venho por meio desta informar a todos os amigos, sócios, clientes e fornecedores, que hoje foi uma lenha. Trabalhei pra caralho. E ainda não acabou. E, eu sei, o L.V. num abre. Mas, é melhor assim. Vão pra casa jantar e brincar com as criança, seus vagabundos bêbedos.
É assim, as veis os ricos e famosos me dão a honra. Daí que eu brindo vcs com o momento caras, as décadas da Flávia Guimarães, atriz chiquéééérrima, cabecéssimaaaaaa, linda, fofa, amada, gostosa e minha futura esposa.
(Flavinha, exigimos sues anos 90, fia)
"Ó,
Eu nasci em 1971. Dia 20 de maio, de 1971. Outono no Rio de Janeiro. Nasci no Jardim Botânico e lá fiquei até os oito anos.
Eu e minha irmã tínhamos o Feijãozinho, mas só ela tinha a Papinha, e isso me matava de inveja.
Eu almoçava em frente à TV e amava Josie and the pussy cats.
A 1ª novela que eu lembro foi Estúpido Cupido. Eu e o meu amigo Dedé brincávamos de Françoise Forton e Ricardo Blat. Hohoho. O Dedé é um capítulo à parte na minha infância. Ele era meu capacho, meu esparro, eu era a raposa e ele, o gato. Nos amávamos, mas como ele sofreu na minha mão, pobre Dedé... Nunca mais na vida eu soube dele.
Eu usava as indefectíveis botinhas ortopédicas de couro marrom para endireitar os pezinhos tortos.
Minha mãe tinha uma confecção badalada na época, e eu lembro do clima dos desfiles, o frisson, umas mulheres que eu achava lindas, Maria Rosa de batom vermelho-maçã, cheia de brilhos, muitos fotógrafos, eu banguela, minha mãe esplendorosa.
Aos 9 anos mudamos para a Min.Armando Alencar. Uma rua sem saída, na Lagoa. Eu ia ao Maracanã, na arquibancada do Flamengo com meu pai pra ver o Júnior e o Zico jogarem. E nooossa...Eu amava o Zico! Num bingo no Jacobina fiz minha mãe gastar os tubos numa bandeira com o autógrafo dele, que me roubaram no jogo seguinte. Um botafoguense féla, mordido por conta dos 2 X 0 que a gente tinha metido neles, levou a minha bandeira e o autógrafo junto...
Fiz o primário e parte do ginásio no Instituto Souza Leão. Minha irmã foi aluna da Ana Cristina César. Anos depois eu também passei a invejá-la por conta disso. Na hora do recreio a gente pulava elástico e jogava handball. Eu tinha o álbum do Amar é... e sabia desenhar o Snoopy. Numa temporada de sarampo eu descobri o real prazer da leitura. E pedia em catálogos livros que me entregavam em casa! Lia compulsivamente. Condessa de Segur, A Inspetora, coleção Vaga-lume, Laura Ingalls Wilder (aaah). Pedi pros meus pais um Atari, mas não ganhei. Aos 10 eles me levaram pra Disney e pra Nova York. Uma viagem um tanto quanto caótica.
Nos fins de semana meus avós, Biba e Fernando, levavam a gente pra passear. Tivoli, zôo, parque da Cidade, Tablado, lanche no Gordon de Ipanema. Eu assisti aos Saltimbancos lá no Canecão. Lembro da Nara Leão entrando no palco em cima de uma árvore de papelão. Eles também me levavam à missa aos sábados. Preu ficar quieta meu avô dava um dinheirinho e eu comprava um Sugus e um Sem Parar.
Férias eram no Capoeirão, sítio dos meus outros avós, Hilda e Luiz. Caloi vermelha pra cima e pra baixo, casa fantasma no sótão, acampamento no jardim. Com uma caneta, meu primo Luca me mostrou como é que os garotos faziam pra ficar de pinto duro.hehe.
Carnaval era com Dedé e Lalá. Dedé e Lalá, você não sabe... Dedé e Lalá eram tudo nessa vida! Irmãs gêmeas da Bióia, minha bisavó amada, e Rainhas da Banda de Ipanema. Elas eram as estrelas da família, para desespero do meu avô, que achava aquilo muito assanhamento pra quem tinha nascido em 1900. Mas elas nem ligavam. Ano todo a gente separava papéis brilhantes de bala, presente, sorvete, qualquer coisa, que elas, munidas de um furador de papel, transformavam nos confetes mais coloridos do carnaval. E a gente morria de orgulho e matava as amigas de inveja, quando elas apareciam estampadas na Manchete.
O começo dos anos 80 me pegou de patins no Roxy Roller ao som de Lança Perfume. Eu achava o Fábio Júnior lindo e não perdia um capítulo de Dancing Days. A Globo, na época, lançou um álbum de todas as novelas que foi o único que eu completei na vida.
Em 84 saí do Souza Leão e fui para o Andrews, lugar aonde realmente caí na vida e fiz meus melhores amigos. Nós éramos felizes e sabíamos.
Mudei pra Gávea em 86, aos 15 anos e estava, portanto, muito perto do olho do furacão. Sagres, RA, Guanabara e Garota do Leblon. Cinco vezes por semana, religiosamente. Balançando o esqueleto no Morro da Urca, na Mariozin e no African Bar. Shows antológicos. Legião, Titãs, Paralamas, RPM, Barão, Cazuza.
Matava todas as aulas de Ciências, já completamente distante da razão, no Centro da cidade.
Desprezo mortal eu tinha pelas garotas que gostavam de Menudo. Já havia me iniciado em algumas loucuras da vida e ouvia Pink Floyd delirantemente. E Supertramp sempre. Police, Cat Stevens, Fleetwood Mac, tardes inteiras gravando fitas incríveis no meu som, que eu ganhei fazendo cara de infeliz na separação de papai e mamãe. Isso foi em 87.
Em 87 eu dei. E comecei a fazer teatro. Fazia aula ali no Circo Delírio, ao lado do planetário. Com meu grupo, o D’Oscar em Diante (nossa 1ª peça tinha sido O Fantasma de Canterville), eu entrei em contato com o povo do bas fond total, o povo do teatro. E conheci muita gente douda e inteligente, que me levou a querer outras coisas na vida.
Bom daí... Daí em 89 eu fiz vestibular pra comunicação social. Passei só mermo pra Faculdade da Cidade. Três períodos depois, o homem que viria a ser o pai da minha filha, me chamou para fazer Bonitinha, mas ordinária. Depois disso... chegamos em 1990. Uél, os 90 são ooooutra história...
Tá enorme isso, né Falzita? Teve paciência de chegar ao fim? É que isso foi um tanto quanto catártico. Me fez um bem, ce nem sabe... Obrigada, amore... Você é linda...Beijo...
Flá"
"Oiee Fall
Nossa!!!!!!!
uma dúvida,será que o livro Brumas de avalon que ele fala é o mesmo que eu li?
sei não..rs
e ainda bem que é passado,vc terminou depois que ele soltou esta pérola?
ehehehe.
bjos e bom domingo.
hj é niver da minha mãe Vera.
bjos p/ela tb. Moniquinha/cps "
(Moniquinha linda, muitos beijos pra sua mamãe)
"Fal, acho que já te contei isso. Mas o ex-amor da minha vida tinha essa tchiuria: " Sou bonito demais. Não é justo privar as outras mulheres de mim.".Aos 20 anos, eu era burra e socializei o cara. Rose"
"Uma vez, Fal, eu li algo muito interessante que me marcou: "Certos homens são como roupas da moda, um dia a gente olha a gente com eles numa fotografia e se pergunta:como foi que eu tive coragem de sair com isso?"
A grande vantagem de namorar babacas, cafajestes e outros tipos inomináveis é que o dia que a gente encontra um decente sabe reconher! E quer ficar com ele pra sempre!
Beijos e boa semana a todos. Gisela "
"olha, babaca foi minha especialidade antes de encontrar o meu amor. Só dava babaca. com excessão do psicopata, que tentou me matar, o resto era babaca e canalha. hahaha rosa "
"Era justamente essa a mensagem q a "dona mãe de todas as wiccas diânicas" queria passar...eu hein...
Namorar babacas...eu tive um q não escutava Wagner - eu disse Wagner, não Fagner - por causa do Hitler. E que achava legal a "música feita pro filme Amadeus"...Sim, Mozart.:P
Como dizem, homem é mesmo palhaço:D Ana Quindim da Borgonha "
"oooooi, fal, oooooi, turma! moniquinha, beijos para a xará. nao me lembro de ter dispensado babaca. mas impliquei com um que tinha pé pequeno e com outro que era pra ser tudo de om, mas, sei lá, aquele lance de pele, sabe? beijos. quero rui, patrick e soninha. Vera"
"Hahahahahaha!! Então somos duas: cada babaca que eu vou te contar! Perdi as contas!
Eu vou te escrever com calma sobre aquele curso de culinária... aguarde!
Beijos pra todos daqui! bibiela"
"Estou achando que o cara não leu o livro, não...
E lendo o comentário da Moniquinha aqui embaixo lembro que uma vez terminei com um sujeito que bateu o pé dizendo que nunca tinha ido ao teatro, que não gostava de teatro. E eu chocada.
- Mas nem um chapeuzinho vermelho na infância??
- Não.
Ah, não aguentei.
beijos ::Fer:: "
Vai lá no LV, fio, vai lá que tem isso e muito mais.
Boa segunda, pipou!!
Os anos 60 do Cara da Sopa "Os anos 60 foram um tédio. Uma vez a cada 50-60 dias um de nós saia por um
longo corredor e nadava até cair num modess modelo grosso, sem abas,
antiquíssimo. De vez em quando ouviamos o Roberto Carlos cantar, era um som
meio abafado, mas igualmente ruim... o que sempre foi uma tortura e que
induziu-me ao desgosto eterno pela voz do pobre viúvo. E assim se passaram
os 10 anos em quem esperei para nascer, e não nasci. Nem eu, nem nenhum dos meus companheiros de ovário."
Lembrança
Namorei um menino que dizia que "Brumas de Avalon" retratava bem como as mulheres e o poder eram incompatíveis.
Eu namorei cada babaca que vou te contar.
É assim, as veis os ricos e famosos me dão a honra. Daí que eu brindo vcs com o momento caras, as décadas da Flávia Guimarães, atriz chiquéééérrima, cabecéssimaaaaaa, linda, fofa, amada, gostosa e minha futura esposa.
(Flavinha, exigimos sues anos 90, fia)
"Ó,
Eu nasci em 1971. Dia 20 de maio, de 1971. Outono no Rio de Janeiro. Nasci no Jardim Botânico e lá fiquei até os oito anos.
Eu e minha irmã tínhamos o Feijãozinho, mas só ela tinha a Papinha, e isso me matava de inveja.
Eu almoçava em frente à TV e amava Josie and the pussy cats.
A 1ª novela que eu lembro foi Estúpido Cupido. Eu e o meu amigo Dedé brincávamos de Françoise Forton e Ricardo Blat. Hohoho. O Dedé é um capítulo à parte na minha infância. Ele era meu capacho, meu esparro, eu era a raposa e ele, o gato. Nos amávamos, mas como ele sofreu na minha mão, pobre Dedé... Nunca mais na vida eu soube dele.
Eu usava as indefectíveis botinhas ortopédicas de couro marrom para endireitar os pezinhos tortos.
Minha mãe tinha uma confecção badalada na época, e eu lembro do clima dos desfiles, o frisson, umas mulheres que eu achava lindas, Maria Rosa de batom vermelho-maçã, cheia de brilhos, muitos fotógrafos, eu banguela, minha mãe esplendorosa.
Aos 9 anos mudamos para a Min.Armando Alencar. Uma rua sem saída, na Lagoa. Eu ia ao Maracanã, na arquibancada do Flamengo com meu pai pra ver o Júnior e o Zico jogarem. E nooossa...Eu amava o Zico! Num bingo no Jacobina fiz minha mãe gastar os tubos numa bandeira com o autógrafo dele, que me roubaram no jogo seguinte. Um botafoguense féla, mordido por conta dos 2 X 0 que a gente tinha metido neles, levou a minha bandeira e o autógrafo junto...
Fiz o primário e parte do ginásio no Instituto Souza Leão. Minha irmã foi aluna da Ana Cristina César. Anos depois eu também passei a invejá-la por conta disso. Na hora do recreio a gente pulava elástico e jogava handball. Eu tinha o álbum do Amar é... e sabia desenhar o Snoopy. Numa temporada de sarampo eu descobri o real prazer da leitura. E pedia em catálogos livros que me entregavam em casa! Lia compulsivamente. Condessa de Segur, A Inspetora, coleção Vaga-lume, Laura Ingalls Wilder (aaah). Pedi pros meus pais um Atari, mas não ganhei. Aos 10 eles me levaram pra Disney e pra Nova York. Uma viagem um tanto quanto caótica.
Nos fins de semana meus avós, Biba e Fernando, levavam a gente pra passear. Tivoli, zôo, parque da Cidade, Tablado, lanche no Gordon de Ipanema. Eu assisti aos Saltimbancos lá no Canecão. Lembro da Nara Leão entrando no palco em cima de uma árvore de papelão. Eles também me levavam à missa aos sábados. Preu ficar quieta meu avô dava um dinheirinho e eu comprava um Sugus e um Sem Parar.
Férias eram no Capoeirão, sítio dos meus outros avós, Hilda e Luiz. Caloi vermelha pra cima e pra baixo, casa fantasma no sótão, acampamento no jardim. Com uma caneta, meu primo Luca me mostrou como é que os garotos faziam pra ficar de pinto duro.hehe.
Carnaval era com Dedé e Lalá. Dedé e Lalá, você não sabe... Dedé e Lalá eram tudo nessa vida! Irmãs gêmeas da Bióia, minha bisavó amada, e Rainhas da Banda de Ipanema. Elas eram as estrelas da família, para desespero do meu avô, que achava aquilo muito assanhamento pra quem tinha nascido em 1900. Mas elas nem ligavam. Ano todo a gente separava papéis brilhantes de bala, presente, sorvete, qualquer coisa, que elas, munidas de um furador de papel, transformavam nos confetes mais coloridos do carnaval. E a gente morria de orgulho e matava as amigas de inveja, quando elas apareciam estampadas na Manchete.
O começo dos anos 80 me pegou de patins no Roxy Roller ao som de Lança Perfume. Eu achava o Fábio Júnior lindo e não perdia um capítulo de Dancing Days. A Globo, na época, lançou um álbum de todas as novelas que foi o único que eu completei na vida.
Em 84 saí do Souza Leão e fui para o Andrews, lugar aonde realmente caí na vida e fiz meus melhores amigos. Nós éramos felizes e sabíamos.
Mudei pra Gávea em 86, aos 15 anos e estava, portanto, muito perto do olho do furacão. Sagres, RA, Guanabara e Garota do Leblon. Cinco vezes por semana, religiosamente. Balançando o esqueleto no Morro da Urca, na Mariozin e no African Bar. Shows antológicos. Legião, Titãs, Paralamas, RPM, Barão, Cazuza.
Matava todas as aulas de Ciências, já completamente distante da razão, no Centro da cidade.
Desprezo mortal eu tinha pelas garotas que gostavam de Menudo. Já havia me iniciado em algumas loucuras da vida e ouvia Pink Floyd delirantemente. E Supertramp sempre. Police, Cat Stevens, Fleetwood Mac, tardes inteiras gravando fitas incríveis no meu som, que eu ganhei fazendo cara de infeliz na separação de papai e mamãe. Isso foi em 87.
Em 87 eu dei. E comecei a fazer teatro. Fazia aula ali no Circo Delírio, ao lado do planetário. Com meu grupo, o D’Oscar em Diante (nossa 1ª peça tinha sido O Fantasma de Canterville), eu entrei em contato com o povo do bas fond total, o povo do teatro. E conheci muita gente douda e inteligente, que me levou a querer outras coisas na vida.
Bom daí... Daí em 89 eu fiz vestibular pra comunicação social. Passei só mermo pra Faculdade da Cidade. Três períodos depois, o homem que viria a ser o pai da minha filha, me chamou para fazer Bonitinha, mas ordinária. Depois disso... chegamos em 1990. Uél, os 90 são ooooutra história...
Tá enorme isso, né Falzita? Teve paciência de chegar ao fim? É que isso foi um tanto quanto catártico. Me fez um bem, ce nem sabe... Obrigada, amore... Você é linda...Beijo...
Flá"
UOL!!!
Gentem, deixa eu pedir de novo: NÃO ESCREVAM PRO MEU UOL.
O uol trava todo o computador da tia Fal, tá um inferno.
Escrevam para: fal.dropsarrobagmail.com
Monique, eu vi que tem email seu sobre as fotos, querida, manda presse end novo? Eu não consegui abrir.
:o)))))
e calma lv, emails, recados de amor, fofuras todas, calma que eu chego lá.... tou no meio duma tradução bandida, com prazo, e duns alunos fofos, eu volto já.
ALERTA GERAL Caras, a gorda precisa tirar uma fota. Daquelas profissas, em estúdio, com um cara que seja meio santo milagreiro e me faça ficar apresentável. Quem faz? Quem tem contato? É meio pra ontem. Não me deixem só.
Os anos 70 da Leilinha
(Ô querida, que coisa mais doce isso)
"Hahahahahah!
Adororei o teu jogo com as palavras: eu roubei, mas assim, descaradamente.
Tu és mesmo um saaarro, amada Fal!
Te confesso que me deu um friosão na barriga constatar que o que eu escrevi foi lido por uma infinidade de gente que não conheço.
Mas fiquei muito orgulhosa por teres gostado dos meus anos 60. Confeso-te: após ter passado um maravilhoso happy hour e noite de domingo entre alguns que eu não via há 38 anos, aqueles do Viva a Gente que eu já estava encabeçando uma agitação desde abril para nos reencontrarmos, ser homenageada desta forma por ti, uma pessoa que valorizo tanto pelo e como escreve, me fez mais feliz do que eu já tinha sido naquele dia.
Aí vão os outros 10. Somados são 20, praticamente a metade da minha vida. Até hoje considerei que os outros 3 da minha família tinham uma memória fantástica para detalhes fatos passados. Então, não encontrarei as palavras pra te dizer o quanto foi sublime para mim tirar um tempo para recordar, ordenar as lembranças e refletir. Grazie, mille grazie.
71 – Entrei no Clássico. Assumi minha maior limitação: o
cérebro nasceu com o lado esquerdo atrofiado. Só havia no noturno. Sorte "mio véio" ter ensinado cedo a "manejar un coche" e emprestar o fusca 63 azul jeans na maior confiança. Eu poderia ir e vir sem medo, desde me desviasse de qualquer tipo de polícia, pois ele não pretendia ter que entrar em qualquer delegacia pra safar o "bom nome de família".
No primeiro dia, por aquelas cosas do nada, sentei do lado esquerdo na metade pra trás da sala ao lado de 3 gurias que mudaram o prumo da minha vida. Vinham de um colégio Sinodal e tinham aprendido a gostar de estudar para apreender e tirar as melhores notas.
No dia 30/07 a mais abastada me convidou para uma reunião dançante na garagem da em sua casa. Pela primeira vez na vida um sujeito, alto (um palmo a mais que eu) e magro, castanho claro de olhos azuis, me convidou para dançar. Arrogante, pelo jeito de caminhar pré conceituei. Porém foi o único que teve a ousadia de dançar corpo todo colado comigo.
(64 - Esqueci de contar que aos nove anos, passado o verão sem chance de continuar gastando as energias ilimitadas numa piscina (não havia as térmicas), me matricularam na escola infanto-juvenil de tênis.)
Eu tive a nítida impressão que já o conhecia. Conversa vai e vem, ele "arrotando grosso" do avô materno predileto que tinha uma fazenda e morrera de enfarte logo após a Copa de 70, do cavalo que sabia montar, que até sabia esquiar, descobrimos que ele tinha aprendido a jogar tênis no mesmo clube aos seus 11 anos. Meu pai foi me buscar e ficou desconfiado daquele moço me acompanhar até o carro. Ele saiu dali na DKW (vemaguete) verde azulada do avô paterno, daquelas que abria as portas invertidas.
Nosso segundo encontro teria sido uma partida de tênis, se não tivesse chovido. Fomos ao cinema sozinhos. Uma semana depois, 17/08, ele me pediu em namoro, com a anuência dos meus pais, afinal... os meus conheciam os dele (nossos 8 avós também foram contemporâneos) por terem freqüentado os mesmos bailes nas diversas pequenas cidades próximas e todas as referências eram ótimas.
Rose di Primo inventou por acidente a tanga e Florinda Bolkan fazia sucesso na Europa.
72 – Ele me ensinou a cavalgar. Graças a uma linda mestre morena já falecida (não lembro nome, mas tenho a imagem dela com a sala toda e todos agora), numa matéria que era algo parecido com introdução à filosofia, decidi que fazer Psicologia talvez fosse fascinante. Ele, cada vez mais enciumado, pois sua futura mulher não deveria nem necessitaria "trabalhar fora". Se fosse como uma espécie de lazer, o máximo que seria aceitável é que fosse uma professora. Nos findis passeávamos de carro. Gastar em gasolina era muito mais barato do que jantar fora. Com o Gálaxi do seu papi, me achando uma "maria gasolina" sem querer me ensinou a circular por todas as ruas de Porto Alegre.
Émerson Fittipaldi, "o Rato Voador" carimba o nome do Brasil na Fórmula I. E Dorival Caymmi homenageia os 50 anos da mãe-de-santo baiana com a canção "Meninha do Gantois".
73 – Pior do que um vestibular na Universidade do Vale do Sinos, os jesuítas fabricaram um funil (todo mundo entrava mas poucos saiam), era conseguir passar no psicotécnico pra cursar a faculdade de Psico.
Quem faz sucesso é o Raul Seixas.
74 – Fiz as 5 as cadeiras do básico. Até tinha me matriculado na tal de Matemática. Afinal tinham me condicionado de que sem ela não se sobrevive...
Entretanto como na primeira aula não entendi lhufas, acabei fazendo uma bela amizade com umas gurias de Venâncio Aires, mais interioranas que eu, que fumavam Charm like me. Recuperei o atrasado fazendo a cadeira de Lógica no intensivo. Adorei. Entrei lépida e faceira pra melhor escolha que fiz na vida.
17/08 –Aos 3 anos de namoro, programamos um churrasco daqueles supimpas que só meu pai sabe fazer com as picanhas em formato de orelha e mal passadas no chalé da praia. Só seis. Os pais dele chegaram atrasados. Descendo uma lombona inter citys, o Galáxi abriu o capô inesperadamente e tiveram que voltar para pegar um TL beije emprestado. Secretamente por baixo da mesa trocamos as alianças. Quando os "velhos" se deram conta, para a surpresa das famílias estávamos noivos.
Morre Lupicínio Rodrigues. Alexander Soljenitsin é banido da URSS e o russo Mickail Baryshnikov deserta durante uma turnê no Canadá.
75 – Entre casar antes ou depois dos estágios, nos quais eu já sabia que queria dedicar o máximo e dar do melhor pra tornar me tornar no mínimo uma boa profissional, só sei fazer bem duas cosas das leves ao mesmo tempo, decidi casar antes pra poder me focar na empreitada mais árdua e me formar o mais breve possível. Tive tranqüilos sete meses para organizar o novo lar, um apartamento apertado. Por uma absoluta questão de prioridade, nossa primeira aquisição foi uma máquina de lavar roupas da Brastemp. (Sem ela eu tinha me negado a casar.) Depois mio papi "paitrocinou" uma máquina de costura elétrica da Elgin na qual costurei todo o enxoval básico, a exceção das toalhas de banho, e os móveis dos mais simples e baratos que duraram uns 20 anos. Graças ao nosso bom anjo da guarda todos os presentes de casório nos propiciaram uma vida repleta com o mínimo conforto e duraram esse tanto. Porque seus avós paternos comemoravam 50 anos, porque a igreja já estaria toda enfeitada para o advento de mais um Natal, casamos num 19 de dezembro. (Nossos Natais dão outros capítulos à parte, pois pelo que vês foram excepcionalmente marcantes. Depois de ler o teu blog, minha mana ficou por dias lembrando de ti toda ouriçada catando um daqueles calendários de papelão em que se abre uma janelinha para cada dia. Ela até encontrou, mas não teve como te avisar.) Foram enviadas 500 "participações de casamento" pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, e apenas entregues em mãos 150 convites para a festa. Na capinha um desenho à nanquim, nos escritos um texto único especial para aquele dia, feitos por mim. Recebemos tantos buquês de flores, que não couberam naquele living que agora já tinha parque e uma lareira que nunca foi acessa. Na última hora mio papi super lotou a Kombi e serviram como decoração para a escadaria do nosso clube. Eu nunca tinha imaginado uma festa de casório tão grandona onde eu serviria de atração principal. Eu era muito muito mais tímida. Uma fatia de torta, uma taça de champ com um brinde alegre e sincero per capita me teria sido o suficiente. Porém a sogra não deixaria o filhote sanduíche, e predileto, casar sem um grande auê. Escolhi um vestido branco dos mais simples, enfeitado com poucas margaridas (que nascem espontaneamente nos campos no princípio do verão) de tecido. Nem grinalda tinha, apenas uma guirlanda das margaridas nos cabelos. Naquela época, festas sem camarões gigantes era cosa de "quem qué e não pode". Então ... providenciaram. Fugimos sorrateiramente, para que os amigos dele não fizessem conosco como nos casamentos anteriores, acompanhar até o hotel e ficar a noite toda zueirando só pra infernizar a primeira noite do casal. Alugamos um carro como disfarce e nos refugiamos para a primeira noite no novo apto com tudim cheirando a fresco. Os amigos jamais nos perdoaram. A miúda lua de mel de três dias foi no chalé da praia. Não queríamos perder as festas de Natal e Ano Novo entre família.
76 – 02/01 Acordei feliz e preparei em todos os equipamentos novos uno bellíssimo café da manhã. Foi como um "balde de água fria" quando ele disse: huuumm eu não tou acostumado a tomar café de manhã, nem assim. (O próximo foi em 89.)
Saíamos de casa às 7:30 da matina. Ele para trabalhar e eu para estudar. Como eu voltava tarde da noite, ele resolveu fazer uma faculdade também. Só havia oferta para estágios em Porto Alegre, cidadezinha velha conhecida como a palma da minha mão. Durante 3 anos diariamente eu percorria nas apenas duas pistas da suicidande BR 116 os 60 km de ida e mais os da volta.
Nestes tempos aconteceu o primeiro carro 0 quilômetros, um chevete "pé de boi" cujo limpador de para brisa nunca funcionou bem, e a primeira lancha pequena tipo catamarã. E não é que o dito cujo sabia mesmo esquiar e super bem? Todos os seus "arrotos" se confirmaram. Ele me ensinou a esquiar.
O tenista sueco Bjorn Borg, apelidado pela frieza de Iceborg, com apenas 20 anos vence o Rolando Garros, a Taça Davis e Wimblendon. Silvester Stallone faz o maior sucesso com o primeiro Rocky, o Lutador (Tem gente que nunca vou dizer quem, faz 30 anos e ainda é fã, heheheheh.)
Ainda bem que durante a faculdade me juntei com outros três que tinham um enorme prazer de estudar para competir. Além da sorte de ter tido mestres geniais e exigentes e afetuosos. No último estágio de empresa numa revenda da Fiat, me convidaram a permanecer.
80 – O diretor daquela empresa familiar, pouco acreditava em psicólogos. Mas o seu gerente de vendas sim e me apresentou no final de fevereiro um raro cliente de Alfa Romeu empresário duma empresa de calçados que morava no Vale dos Sinos. Tomamos um cafezinho de hora e meia. Em meados de março mudei de empresa e de ramo, nem estava formada ainda. (Só sai dela 18 anos mais tarde. O que te renderiam mais uns 25 anos e três meses de bellas histórias.)
22/08 Eu não fui na formatura do então marido e nem ele na minha. Por estas causalidades do destino nos formamos no mesmo dia. O pai dele foi na dele e a mãe dele na minha. Até hoje considero este o dia mais empolgante, emocionante e marcante da minha vida.
Um grande beijo e um abraço apertadão.
Leila"
* Os anos 80 da Carlinha San
"Fal, já q tanta gente contou sobre a infância e tanto foi dito sobre os anos 60 e 70 eu quero q os anos 80 também sejam representados.
Mas vamos do princípio:
1974: Eu nasci, primeira filha, primeira neta, primeira sobrinha de uma família imensa, cheia de tios e primos de segundo grau muito presentes. E na ocasião, a criança mais nova do nosso clã, estava com 10 anos. Ou seja, eu fui paparicada de todas as formas q uma criança pode ser, com carinhos, afagos, presentes, quitutes, e principalmente cercada de atenção. Todo mundo queria brincar comigo!!!!...rs.... Eu era a mascote deste povo todo.
As melhores lembranças que tenho da infância são das brincadeiras com eles, faziam casas de boneca, transformavam lençóis e vassouras em cabanas de índio, me levantavam pra que eu pudesse subir nas árvores ( isso sem a autorização da minha mãe, lógico!).
Quando meu irmão nasceu, eu dividi as atenções com ele, mas devido ao seu temperamento tímido, grudado à minha mãe o tempo todo, eu continuei reinando durante muito tempo. Até hoje eles dizem que sou um pouco filha deles também.
Eu tinha muitos brinquedos, mas nenhum deles se comparava à companhia destes primos e tios tão queridos, que me levavam pra cima e pra baixo como um chaveiro. Por causa deles eu acampei, aprendi a nadar, a pegar onda, a pescar, a andar de perna de pau, a mergulhar com snork, a jogar frescobol, a ler, (fui alfabetizada com 4 anos pelas tias professoras) a gostar de música, a contar estórias, a curtir a natureza, a gostar de livros, a ler enciclopédias (adoro até hoje) a acreditar que você pode ser e fazer o que quiser na vida e se por acaso não der certo, eu teria sempre pra onde voltar.
1980: Me puseram na escola. E foi um quiprocó danado.
A diretora da escola queria q eu fizesse o C.A. novamente, pois era muito nova pra entrar na primeira série. Meu corpo docente particular, totalmente revoltado, foi em comitiva “provar” pra diretora, que eu sabia ler, escrever, realizar operações matemáticas, possuía conhecimentos de ciências, como também poderia acompanhar tranqüilamente uma turma de crianças de mais idade, pois eu sempre me relacionei diretamente com pessoas mais velhas, o que me tornou precoce de uma tal forma, que seria prejudicial me manter com crianças da mesma idade, pois eu precisaria de maior estímulo para me desenvolver. A conversa durou horas, fui sabatinada de todas as formas pela escola para tentar provar pra minha família, que o que eu tinha de diferente das outras crianças, era ser querida por eles.
Isso foi discutido até o momento em que eu perguntei quando iríamos embora porque eu queria ver a sessão da tarde, pois iria passar Moby Dick. Ouvindo isso a diretora perguntou o que era Moby Dick.
- É uma baleia.
- E vc gosta de peixes?
- Gosto, mas baleia não é peixe!!! Mãe, esta escola não sabe q baleia é um mamífero, eu não quero mais estudar aqui, vou ficar burra!!!!
Fui aceita na primeira série cinco minutos depois...rs...
Eu passei nesta escola a praticamente toda a década de 80. Pulava elástico, jogava queimado, pique bandeira, brincava de ludo, banco imobiliário, gênius, trunfo, bafo, tinha caderno de perguntas e respostas dos amigos, diário, coleção de papel de carta, walkman, álbum de figurinhas. E depois vieram as festinhas. As bandas que faziam sucesso na época eram o Ultraje a Rigor, Barão Vermelho, Titãs, Paralamas, Kid Abelha, João Penca e seus Miquinhos Amestrados, Dominó, o Menudo. Ai o Menudo!!!! Até pirulito com a cara do Ray eu comprei!!!!! Por influência dos tios eu também gostava de The Smiths, Rolling Stones, Fred Mercury e outros artistas q normalmente as crianças desconheciam.
Eu fui no primeiro Rock’n’Rio!!!!! Meus tios me levaram pendurada dos ombros e eu vi Fred Mercury cantando “ We are the champions”, e não esqueço da vibração do lugar até hoje. Fui à muitos shows com eles. Sempre amei música e a coisa não era como agora. Não havia tanto perigo. Assim, eu tinha contato com os dois mundos, o de criança através da escola e o dos adultos através da minha família.
E como todo mundo sabe, em colégio de freira, praticamente TUDO é proibido. Acho q era por isso que aprontávamos tanto. Lembro q todos os dias antes da aula rezávamos, cantávamos o hino nacional e depois subíamos pra aula. Um dia trocamos a fita do Hino por uma q continha a música “Sexo!” do Ultraje a Rigor. Quem lembra da música sabe q começa com o Roger berrando a plenos pulmões: “Sexoooooo!!!! Eu quero Sexoooo!!!
A diretora levou uns minutos até se recompor do susto, mas eu achei q ela fosse ter um troço, pois ficou vermelha e até deu pulinhos de tão nervosa...rs...
Eu também me recordo das roupas dos anos 80. Infelizmente me recordo...rs... Saias Balonê, calça baggy, tênis allstar (isso foi bom!!!) suspensórios estiveram na moda, ombreiras imensas, parecíamos jogadores de futebol americano. O cabelo quanto mais alto e eletrizado melhor, era uma coisa horrorosa!!!!! As escolas de moda devem intitular a década de 80 como o buraco negro do bom gosto....rs...
Na televisão, o programa preferido da criançada, era assistir aos Trapalhões, a formação original. Nossa, como eram divertidos!!! Havia o Tio Sílvio, distribuindo tênis Montreal no domingo no parque. Ainda não existia aquela tragédia chamada Domingo legal, o ainda era Domingo no Parque. Quando eu enrolava minha mãe, podia ver um pouquinho de Viva o Gordo, q eu adorava!!!! O programa do Daniel Azulay também era um dos meus preferidos. Havia desenhos de verdade na tv, como A corrida maluca, Zé Colméia, Pepe Legal, Os Jetsons, Os Flintstones, Família Barbapapa, Gênio Maluco, e outros que apenas nos divertiam e não nos assustavam como os de hoje, que promovem mais a violência do que a imaginação da criança.
O meu pai todos os dias chegava com um saquinho de jujubas ou delicados pra mim.O Wafler, ainda se chamava Mirabel, e tinha sabor de uva, morango, chocolate e limão. Eu Acho q tinha mais um sabor, mas não me lembro agora. O Toddy era horroroso, mas sepre tinha um brinquedo legal nele, e eu pedia pra minha mãe comprar.
Ainda se vendiam os biscoitos da piraquê em varejos, vc poderia comprar por quilo. Meu pai toda semana levava a mim e ao meu irmão pra escolher quais os biscoitos que queríamos. Eu voltava pra casa com pelo menos 5 tipos diferentes, e o meu pai com a certeza de uma bronca da minha mãe...rs... Todo sábado tinha pizza, pastel, empadão, torta, rocambole salgado, sanduíches, salgadinhos, e todo tipo de besteira. Aos finais de semana não se jantava na minha casa. E nós podíamos ficar acordados enquanto agüentássemos. No domingo de manhã, preparávamos a casa pra receber a família ou íamos almoçar na casa da minha avó. Meu tio tinha um fusca azul calcinha, e vinha cedo pra levar as crianças pra dar um passeio no parque ou na praia enquanto o almoço ficava pronto. Era uma farra. Os meus primos diretos não pegaram esta fase. Qdo nasceu o primeiro eu já tinha 10 anos, e o ritmo da família já era outro.
Eu tive uma infância muito feliz, apesar de ter passado por períodos conturbados causados pela separação dos meus pais, ou pela possibilidade de mudar para Belém, coisa q o estrupício do pai da minha mãe queria q fizéssemos. Mas eu fui feliz a maior parte do tempo. Hoje tenho esta consciência e muita saudade.
Bjs Falzoca
Carla"
Quarta no xópim com mamãe, e, acreditem ou não, quando meu paniquinho tá sob controle, poucos pogramas me fazem mais feliz que esse.
O ritual começa conosco descendo do carro: temos que cantar a musiquinhas do smurfs. Sempre. Lá-lá-lá-lá-lá.... é através desta bela peça musical, que externamos nosso contentamento por fazermos parte dessa sociedade capitalista, injusta, decadente e podre. Daí, abraçadas pelo corredor no xópim, babamos em todas as vitrinas (é, chamamos vitrines de vitrinas, aqui em casa, assim como marrom de marrão, garçom de garção, frango de frangolino, cu de micula, coca-cola de totacola ou cueca-cuela, tiara de travessa, bala de confeito, barriga de buchinho, cigarro de chupetinha do capeta (essa é do Stanislaw Ponte Preta e nós adotamos), bebê de menino de braço, roupa de ficar em casa de mudinha, dedinho do pé de capacetinho, piquenique de piniquique, adoçante de suíta, dourado de doirado e loiros de louros), paramos no dânquimdonitis pra comer rosquinhas, na Ofner pra comer bolinho de bacalhau, na loja de bolsa onde eu comprei as mais belas bolsas do universo, na loja da indiana, onde eu adotei Geraldo, o gato - peça linda, linda, linda, na Saraiva pra estourar o cartão de crédito e vamos pro cinema. Sim, sim, sim, adentramos naquele templo da sétima arte, munidas de pipoca, cueca-cuela, mentex (mentex no cinema é um crássico) e diveeeeeeersas sacolinhas das Americanas, com bagulhos mis, que insistimos em namorar com as luzes apagadas, deixando cair tudo, perdendo caixinhas com fivelas de cabelo e enlouquecendo os circunstantes. O filme começa e aí temos que comentar todas as cenas e ter vários ataques de riso, claro.
Hoje vimos Cruzada, que mamã num tinha visto, filme muito do bem feito, os chatos se retorcem na cadeira, mas é bem feito sim, belas cenas de batalha, um Saladino muito do gato (sério, o tiozinho era altamente palatável, aliás, como todos os muçulmanos do filme, beti faria sem pestenejar) e bem fiel, o Saladino do filme tá justim com o Saladino da vida real, eu adorei.
Claro que além da barulheira dos saquinhos de bala, das crises de riso e dos "Meu Deus, que homem lindo" da minha mãe (minha mãe nunca diz que o cara é totoso, minha mãe tem classe, fariseus), eu inda perdi um brinco, mas depois mamãe achou.
Enfim, um dia encantado.
E eu ainda ganhei tartaruguinhas de chocolate do Juca, obrigada, querido!
Amém nóis tudm, môs fiotes.
CORRESPONDÊNCIA RIMADA E SECRETA "E aí Fal?
Aqui tá tudo igual...
No normal...
Chove uma arca cinza...
e um mundo ainda...
Adoro a linha do equador
que risca o não amor...e a dor...
À toa com a Cida no fogão
Feliz da vida com feijão...
E bolo q ela esqueceu de pôr fermento...
Alguei a sala de dentro...
O orçamento eu aumento...
Unguento lento.....pra
esse Brasil na ponta do olho dos doido ...
Estou louca...
de ócio...
Nada fiz
Nada posso.........
Faltaram uns
dispensei outros
Pela vida afora
Fui filha da Aurora
Que era preta...
E agora vou embora...
Amanhã tu não sabe
Vem um poeta
trazer um livro pra eu revisar
Mas o que é de espantar...
fez reposição hormonal!!!
aos 65 parece imortal
nos 40
quem é que aguenta:
- Minha mulher professora não está aguentando.
- Melhor hormônio prela , né , seu poeta?
O Senhor virou atleta! ( ele está trepando!)
- É real , Fal
Com hormônio o homem
Ficou o tal...contando vantagem...
Uau! trilegal!
Será que tomar essa beberagem
tem consequência?
Na hora da menopausa ...
Hum...como é que será?
Vou pegar o endereço do médico dele.
O autor! O autor! "É o que eu sempre digo: eu bem queria o Manoel Carlos para escrever o roteiro da minha vida, mas alguém contratou um mexicano... Fabby"
AAAAAHHHHHHHH!!!!!! Rose, morri com o que vc escreveu pra mim, meu bem, que coisa doce, vou botar aquilo no meu curriculo. Amor, amores, Carmella, Carla, Maloca, Vera e todo mundo, tou adorando o papo, achando lindo, acho muito bom que se fale dessas coisas, falar sobre elas, eu acredito firmemente nisso, é prugá-las, falem do que quiserem, o LV é de vcs. É linda a história da Princesa, Rose, vc é um pão de mel de pessoa mesmo. E se eu comento menos do que deveria, é pq pra inda é difícil de falar nessas coisas, tenho essas questões muito perto de mim ainda.
falem mais, falem sempre, e, pelamordedeus, continuem falando dos anos 60 (e 70 e 80) de vcs, que o trem é sensacional.
Carmella, nega, obrigada tb, muit, muito. E qualé o blog da sua filha? Vamos lá encher o saco dela.
AAAAAHHHHHHHH!!!!!! Rose, morri com o que vc escreveu pra mim, meu bem, que coisa doce, vou botar aquilo no meu curriculo. Amor, amores, Carmella, Carla, Maloca, Vera e todo mundo, tou adorando o papo, achando lindo, acho muito bom que se fale dessas coisas, falar sobre elas, eu acredito firmemente nisso, é prugá-las, falem do que quiserem, o LV é de vcs. É linda a história da Princesa, Rose, vc é um pão de mel de pessoa mesmo. E se eu comento menos do que deveria, é pq pra inda é difícil de falar nessas coisas, tenho essas questões muito perto de mim ainda.
falem mais, falem sempre, e, pelamordedeus, continuem falando dos anos 60 (e 70 e 80) de vcs, que o trem é sensacional.
Carmella, nega, obrigada tb, muit, muito. E qualé o blog da sua filha? Vamos lá encher o saco dela.
Quarta no xópim com mamãe, e, acreditem ou não, quando meu paniquinho tá sob controle, poucos pogramas me fazem mais feliz que esse.
O ritual começa conosco descendo do carro: temos que cantar a musiquinhas do smurfs. Sempre. Lá-lá-lá-lá-lá.... é através desta bela peça musical, que externamos nosso contentamento por fazermos parte dessa sociedade capitalista, injusta, decadente e podre. Daí, abraçadas pelo corredor no xópim, babamos em todas as vitrinas (é, chamamos vitrines de vitrinas, aqui em casa, assim como marrom de marrão, garçom de garção, frango de frangolino, cu de micula, coca-cola de totacola ou cueca-cuela, tiara de travessa, bala de confeito, barriga de buchinho, cigarro de chupetinha do capeta (essa é do Stanislaw Ponte Preta e nós adotamos), bebê de menino de braço, roupa de ficar em casa de mudinha, dedinho do pé de capacetinho, piquenique de piniquique, adoçante de suíta, dourado de doirado e loiros de louros), paramos no dânquimdonitis pra comer rosquinhas, na Ofner pra comer bolinho de bacalhau, na Saraiva pra estourar o cartão de crédito e vamos pro cinema. Sim, sim, sim, adentramos naquele templo da sétima arte, munidas de pipoca, cueca-cuela, mentex (mentex no cinema é um crássico) e diveeeeeeersas sacolinhas das Americanas, com bagulhos mis, que insistimos em namorar com as luzes apagadas, deixando cair tudo, perdendo caixinhas com fivelas de cabelo eenlouquecendo aos circunstantes. O filme começa e aí temos que comentar todas as cenas e ter vários ataques de riso, claro.
Hoje vimos Cruzada, que mamã num tinha visto, em vez de cueca-cuela bebemos ispráite e não compramos fivelças na Americanas pq estamos de cabelos curtinhos.
Mas o resto foi inguar.
Amém nóis tudm, môs fiotes.
Da série: "E depois vcs me perguntam por que-que eu bebo
"deixa contar pra voces. ultimamente tive um insight de como é nossa vida (um dos aspectos). acredito que nascemos dentro de um circulo de possibilidades e limitaçoes (determinismo). existem outros círculos ao redor desse, cada vez maiores, mais refinados, mais sofisticados, mais poderosos, mais mais mais qualquer coisa. por esforço/interesse/vocaçao, a gente vai rompendo os limites de um círculo e passando para outro. mas os círculos tb sao divididos por setores. entao cada pessoa rompe um limitee dentro de um setor.
Vera"
Vá se catar, Vera, por me fazer nessas coisas sérias e dolorosas.
Sua teoria é mais que brilhante. É um fato.
Bela sacada.
Mas, mesmo assim, vá se catar.
apideite comentário da Lígia; "Mas olhe só o que eu fiz na sexta. Fui numa festada facul. Eu, a tia, no meio daqueles brotos, trocentas pessoas, todos trincando de bêbados..voltei as 3:30 damatina. Esse círculo eu quebrei. O do bom senso...ah, ah, ah"
***
Ei!!!!! Parabéns, Cris Carriconde, querida!!!!!
Parabéns, PAULO JOSÉ, nosso favorito!!!!!!
Tá bacana esse negócio de recuerdos, né Terezoca? Vc é socióloga, manda seus trajetos cabeuças pra nóis, manda? Saber que, afinal, existem sociólogos como vc, me fizeram acreditar em alguma espécie de deus, Tere, vc sabe. Eu tinha NOJO da raça. Quer dizer, o pai duma amiga de infância, que é sociólogo, seu Zé Martins, eu amava, então eu sabia que tinha um outro que prestava. Mas no geral, achava todos impraticáveis. E extremamente malvados. E doidos. E neuróticos, veja vc. Mas vc me abriu os olhos. Eu tava errada. Até na sociologia, tem gente boa, hauuahuahu. Te amo. Manda o texto.
*
Lu, jura pela cabeça do Rui que existe sonho de valsa morango? Mais um passo na minha iluminação, agora eu tenho certeza que Jesus me ama. Vou procurar!!!!!
*
Essa mulher é como a Tereza e a Rose. Ela é um pão de mel, ela escreve pra caraio e ela não tem blog. Como a tereza e ao contrário da Rose, que me dá trela até demais, ela não me dá bola via email.
Mas, como as outras duas, ela escreve as coisas mais lindas aqui no LV. Ela é sempre doce e gentil e querida. E eu nunca falo dela direito, feito gente. Eu sou um cavalo. Linda, amada, perfumada Carnmella, vc é nossa, ninguém tasca e aquelas horrorosas da Megeras que se rasguem de ciúmes. Os anos 60 da Carmella "ANOS 60! Eu já era uma adolescente.Alta,magra,uma mistura de Audrey com Jackie Kenedy. Que azar! naquela época as gostosas eram gordinhas.Eu era sempre a última da fila: na escola,na catequese,na formatura do ginásio...cacete!
Bailes de formatura no clube Pinheiros, no aeroporto,orquestra do Sílvio Mazuca e do Osmar Milani.
Ah! eu sou da época da wanderléia e assistia à jovem guarda lá mesmo no teatro record.Subia nas cadeiras e gritava como uma louca pro Erasmo e pro Roni Von.Éramos as garotas IEIEIE.
Aí lá pelos dezoito anos(66)Sao Paulo foi sendo tomado pelas discotecas: Tonton Macoute,Le Moustache, Raposa Vermelha, Dobrão e se dançava loucamente ao som dos Beatles e dos Rolling Stones.Isso tudo acontecendo junto com a entrada na universidade,no meu caso fazia Direito no Mackenzie que era do lado da faculdade de filosofia da Usp na Maria Antonia, na época reduto da esquerda brasileira. Muito sangue vi rolar nas brigas entre os estudantes e os militares que chegavam de brucutu.Até o chico Buarque que vivia bêbado depois de passar a noite no "bar sem nome", era levado pro xilindró.Mas na realidade a gente não tinha a exata noção do que estava acontecendo, pois escapei de cada uma...ia às reuniões secretas, só pq um bonitinho que eu estava interessada era presidente do centro acadêmico. Até que o destino me fez conhecer o homem com quem eu me casei e larguei por 20 anos a minha faculdade.
Enfim, os anos 60 foram os anos das minhas descobertas.Muito beijo na boca, muita música, muito carnaval de rua nas praias de santos. Em 68 aos 21 anos me casei e fui morar no Rio de Janeiro e então tomei consciência de outra realidade. Mulheres liberadas, que estavam absolutamente determinadas a serem iguais à Leila Diniz atacavam de todos os lados os 'incautos" maridos.
É, hoje tanto tempo depois, morando em Porto Alegre, graças ao seu blog Fal,eu pude revisitar parte da minha vida e voltar a sentir o doce sabor de um beijo de amor.
Seus belos olhos, Flávia, vaquinha adorada.
(desculpa, Ân, mas ela tb é vaquilda do coração)
Suas tiradas debilóides.
Sua infância, querida, seu sorriso de menininha.
Sua postura, seu humor bão demais.
Seus livros estonteantes, seus filhos que parecem morar na capa duma revista de tão lindos.
Seu talento.
Seu gancho de direitas nas brigas.
Os emails que vc gentilmente, amorosamente, vive me enviando e me livrando, ainda que momentaneamente, do caos.
As saudades da sua mãe.
Sua falta de pudor, de esnobismo, de arrogância.
Hum, e seu marido que é "macho-da-cabeça-chata", que nem o meu.
As coisas mirabolantes que acontecem com aquela sua amiga.
Sua pele.
O bem que vc nos faz.
Sua rapidez de raciocínio, que muitas e muitas vezes me resgatou do lamaçal da carência afetiva.
E seu dom, de iluminar, da fila láááá de trás, até o pessoal das coxias.
Ah, Flávia, dona Flávia, os que vão te amar, te saúdam.
FELIZ ANIVERSÁRIO DA TURMA DO DROPS, NÓS TE AMAMOS
(O modesto Alexandre disse que vc é tão linda e bem humorada pq é casada com um homem de verdade)
Tá gostoso esse trem, né, Terezoca? Falta seu texto, amada, manda, manda. Vc é socióloga, manda seus trajetos cabeuças pra nóis, manda? Saber que, afinal, existem sociólogos como vc, me fizeram acreditar em alguma espécie de deus, Tere, vc sabe. Eu tinha NOJO da raça. Quer dizer, o pai duma amiga de infância, que é sociólogo, seu Zé Martins, eu amava, então eu sabia que tinha um outro que prestava. Mas no geral, achava todos impraticáveis. E extremamente malvados. E doidos. E neuróticos, veja vc. Mas vc me abriu os olhos. Eu tava errada. Até na sociologia, tem gente boa, hauuahuahu. Te amo. Manda o texto.
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Lu, jura pela cabeça do Rui que existe sonho de valsa morango? Mais um passo na minha iluminação, agora eu tenho certeza que Jesus me ama. Vou procurar!!!!!
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Essa mulher é como a Tereza e a Rose. Ela é um pão de mel, ela escreve pra caraio e ela não tem blog. Como a tereza e ao contrário da Rose, que me dá trela até demais, ela não me dá bola via email.
Mas, como as outras duas, ela escreve as coisas mais lindas aqui no LV. Ela é sempre doce e gentil e querida. E eu nunca falo dela direito, feito gente. Eu sou um cavalo. Linda, amada, perfumada Carnmella, vc é nossa, ninguém tasca e aquelas horrorosas da Megeras que se rasguem de ciúmes. Os anos 60 da Carmella "ANOS 60! Eu já era uma adolescente.Alta,magra,uma mistura de Audrey com Jackie Kenedy. Que azar! naquela época as gostosas eram gordinhas.Eu era sempre a última da fila: na escola,na catequese,na formatura do ginásio...cacete!
Bailes de formatura no clube Pinheiros, no aeroporto,orquestra do Sílvio Mazuca e do Osmar Milani.
Ah! eu sou da época da wanderléia e assistia à jovem guarda lá mesmo no teatro record.Subia nas cadeiras e gritava como uma louca pro Erasmo e pro Roni Von.Éramos as garotas IEIEIE.
Aí lá pelos dezoito anos(66)Sao Paulo foi sendo tomado pelas discotecas: Tonton Macoute,Le Moustache, Raposa Vermelha, Dobrão e se dançava loucamente ao som dos Beatles e dos Rolling Stones.Isso tudo acontecendo junto com a entrada na universidade,no meu caso fazia Direito no Mackenzie que era do lado da faculdade de filosofia da Usp na Maria Antonia, na época reduto da esquerda brasileira. Muito sangue vi rolar nas brigas entre os estudantes e os militares que chegavam de brucutu.Até o chico Buarque que vivia bêbado depois de passar a noite no "bar sem nome", era levado pro xilindró.Mas na realidade a gente não tinha a exata noção do que estava acontecendo, pois escapei de cada uma...ia às reuniões secretas, só pq um bonitinho que eu estava interessada era presidente do centro acadêmico. Até que o destino me fez conhecer o homem com quem eu me casei e larguei por 20 anos a minha faculdade.
Enfim, os anos 60 foram os anos das minhas descobertas.Muito beijo na boca, muita música, muito carnaval de rua nas praias de santos. Em 68 aos 21 anos me casei e fui morar no Rio de Janeiro e então tomei consciência de outra realidade. Mulheres liberadas, que estavam absolutamente determinadas a serem iguais à Leila Diniz atacavam de todos os lados os 'incautos" maridos.
É, hoje tanto tempo depois, morando em Porto Alegre, graças ao seu blog Fal,eu pude revisitar parte da minha vida e voltar a sentir o doce sabor de um beijo de amor.
FAL NO FOCANDO
*
Gente, é muito sério isso: eu tou com grandes problemas na UOL. Quendo eu entro lá, a tela congela, eu não consigo ver os emails, nada. Não escrevam mais pra lá. Escrevam suas cartas de amor e luxúria pra cá: fal.dropsarroubagmail.com, por favor, amores.
*
Bis, sabor morango. Pouco ortodoxo, eu sei. Mas bão. Muito bão.
*
Essa coisa fofa voltou e ng me avisa nada? Vcs são uns incompetentes, caras. Eu nem sei pq ainda falo com vcs. Sério.
*
Clau, vera, beijos.
*
ISA!!!!!! Claro que pode!! Conte-nos tudo sobre sua infância em Lisboa!
* Anos 60-70 da Gin!!!
(ai que luxo, combinemos que a Gin dando aparte em blog de pobre é dum luxo in-su-por-tá-vel)
"Eu tumém senti saudades. Adorava imitar Leno e Lilian (hehehehe), amava as músicas dos Beatles e Rolling Stones (sabia cantar um monte em embromation: claro, Fal, era muito pequena *blé!*). Jogar Banco Imobiliário (num aprendi nadica), montar coisas com um tipo de lego ou aqueles bloquinhos de madeira coloridos, imitando partes da construção. Fazer experiências com o jogo do Químico (queimei uns dedos, hauhauau) e montar bijuterias com os kits peruinha da época (agora são féxion, santa!).
Hehehe, era bão de danar!! Jogar queimada na rua, sem medo (maior saudade é essa); calçadinha minha, salada-de-frutas ou pera uva ou maçã(eita que era beijo pra todo lado). Que mais? Ixi, tem é coisa.
O melhor de tudo era poder desfrutar da liberdade das ruas sem assaltos, comprar maria mole fiado na mercearia, pular corda na calçada até tarde da noite e brincar de pique-esconde no quintal, entre as árvores.
Fal, era Bão Dimaizi!
Beijos amole :c)
Gin"
Os anos 60 da Maloca!
(ah, beibe, que delícia, :o))), muito obrigada)
"Titia Fal,
você ainda está interessada em “crianças na década de 60”?
Se não, pode fechar essa mensagem e desculpe aí pela demora em te responder. Eu só li o seu post no Drops hoje de manhã, no trabalho. Meu dia foi corrido e num deu tempo de te escrever.
Se sim, vamos lá...
Escuta, vc foi criança na década de 60?
Sim, eu fui (nasci em 1959).
E vc brincava com o que?
Eu nasci e morei até os 20 anos nos bairros Vila Sônia e Vila Morse, na zona sudoeste (?) de São Paulo.
Naquela época (eita! isso parece conversa de gente antiga), as crianças podiam brincar na rua, tranquilamente, pois os carros eram poucos e a violência bemmm menor que nos dias atuais.
As meninas normalmente brincavam de casinha, de boneca, de amarelinha e de pular corda.
Eu gostava muito de brincar com barro, isto é, pegava terra do quintal de casa, misturava água e fazia um montão de coisinhas. Depois, era só esperar secar e brincar enquanto as peças durassem. Uma vez, meu irmão fez para mim uma casinha de 2 andares!
Lá em casa, nós jogávamos baralho (rouba-monte, mico, porca e buraco). Isso foi influência da minha tia Anna, cujos patrões (judeus) jogavam frequentemente (a dinheiro, obviamente!) e os baralhos eram “descartados” ainda com pouco uso, para não ficar “marcado” (?!).
Os meninos brincavam de futebol, soltavam pipa, jogavam pião, andavam de carrinho de rolimã, faziam guerra de mamona, jogavam “taco” (com uma bola, um dos meninos tinha que derrubar a casinha do adversário e este, por sua vez, tinha que, usando um pedaço de pau, rebater a bola o mais longe que conseguisse).
Alguns meninos faziam e soltavam balões; quando não podiam comprar papel de seda, faziam os balões com jornal, mesmo.
Os meninos também gostavam de lutar, tanto que o gramado lá de casa era o “ringue oficial” da rua. O cercado do ringue era feito de bambu...
Outra coisa que só os meninos faziam era nadar numas lagoas, que ficavam próximas ao Palácio dos Bandeirantes, no bairro do Morumbi (hoje, as lagoas não existem mais).
Meninas e meninos brincavam juntos de: queimada, pega-pega, esconde-esconde. Também costumávamos “escorregar na terra” - isso só acontecia quando despejavam terra em algum dos terrenos baldios da rua (daquela terra vermelha, sabe?).
Via quais programas de tv?
hmmm... lá em casa, a TV só chegou no início da década de 70...
Entretanto, os vizinhos tinham televisão e, de vez em quando, eu assistia algum programa na casa de alguém.
Eu me lembro muito dos programas da Jovem Guarda, que meus irmãos mais velhos e sua turma iam assistir num bar/mercearia perto de casa.
Os jogos da Copa de 1970 também foram marcantes (pudera! eu já tinha quase 11 anos!). Eu assisti todos os jogos na casa de uma vizinha.
De programas e/ou desenhos, eu quase não me lembro.
Talvez, pelo fato de não termos TV, lá em casa nós ouvíamos muiiiiiiito rádio. Durante a semana era música e novela-de-rádio; no domingo, jogo de futebol.
Também gostávamos de ler gibi (trazidos pela minha tia Anna da casa dos patrões dela). Me lembro dos esquilos Tico e Teco, do Donald&família, do Mickey e Pateta e da Luluzinha&sua turma.
Ufa!
Fal, não sei se isso aqui vai te servir para alguma coisa, mas para mim foi ótimo relembrar e recordar.
Conclusão
A única passagem que mais ou menos protegeu algum fiapo da minha dignidade durante todo o evento, foi o fato de Deus ter me dado 1,72 de altura, enquanto mal deu 1,50 pra ela. E eu ainda estava de saltos. Assim eu pude olhar a moça de cima, agradecendo à providência divina por, de alguma forma, permirtir que eu mantenha as danielas desse mundo à distância.
Por que é que eu me meto nessas encrencas, Santa Terezinha, eu apareço no radar de todas as pessoas desagradáveis do planeta.
update: Ah, Rose, se vc diz que num dianta, amor, é pq vc nunca olhou de cima pra baixo pra alguém que tava te enchendo o saco. Vá por mim, é muito bom.
up-update: Ah, Soninha, só vc pra lembrar disso. E obrigada amor, vc é uma exagerada generosa, mas obrigada.
Rose, às vezes a vida não nos dá a oportunidade de sermos mais fulminantes, querida. Daí, se vc é mais alto que o inseto, vc gela ele de cima. Como hoje. Se vc é mais baixo que o cretino (e acredite, isso tb acontece comigo muitas e muitas vezes), eu engulo e vou pra casa, chorar e como vc disse (e eu amei, vou adotar) roer a patinha, fazer o que. Mas, meu bem, qd dá pra olhar de cima é bão. Cara, é muito bão mesmo. Foi meu único consolo hoje. :o))))
Ah, Vera, vc transcende. E depois, amor, quem é que ia querer te judiar, boneca?
Lulu, nada contra, até pq meu marido é mais baixo que eu. Altura (e o resto do corpo, hahaha), às vezes é uma benção. Ás vezes é uma maldição. Hoje, foi uma benção. Amanhã, who knows?
Beth, nosso marido tá podre de tendinite, mas é teimoso feito uma mula.
Lu, Carla, Isa, Alma, Renata, beijos e mais beijos.
* Iolanda, As meninas do Capevi, caraio! Eu fui ao casamento da Cinira, faz o que, uns 3 anos, ela casou com aquele menino, o lúcio, como vc sabe disso?
Vc tem blog, email, criatura?
Olha, eu ouvi falar pela primeira vez do Jogo do Curriculo no blog da Marina W., assim que eu comecei no mundo dos blogs, até onde eu sei, foi ela que inventou. O linque prela taí do lado, é o Blowg, ela tinha linque pro Jogo do Currículo até bem pouco tempo atrás, nem sei se ainda tem. Dá uma olhada, só de ler ali vc aprende a fazer. Do jeito que ela mostrou, vc faz um monte de declarações do tipo !eu nunca andei a cavalo, eu sou boa cozinheira, eu torço pro Flamengo...", com a seriedade e a profundida que vc quiser. É um belo exercício pra se fazer em grupo, mas é tb, muito revelador, se for feito a sério, então há que se saber com quem se fala. Ou melhor, pra quem se fala. Quando a Giu escrevia aqui no drops comigo, nós fizemos um, foi divertido. Um tempo atrás foi moda, tinha pelo menos uns 4 grupos de discussão com os membros trocando mails com o Jogo. Se tem algum grupo fazendo eu não sei, querida, mas vc pode começar um, pq não? Vc pode fazer tipo corrente pros blogs dos amigos irem respondendo, vc pode abrir um grupo de discussão, pode mandar por e-mail. Aliás, tempos atrás, a Colombina tb me mandou uma coisa meio assim, perguntinhas rápidas e respostas.
* E num é, Ana?
* "é mesmo, que coisas mais fofas! beijos pra eles. ô, fal, me dispensa de autobiografia, fia! comecei os anos 60 com 18 anos e terminei com 28, é diferença demais, muito maior que de 50 pra 60, né nao? em 1960 terminei (ou fui chutada de)um namoro que ia dar casamento e, por mágoa ou destino, me desviei para faculdade, política estudantil, farras, cigarro (sei que ninguém vai acreditar, mas atravessei os anos 60, tendo de 18 a 28 anos, sem conhecer size, colour, shape or smell de um toco de maconha - nem sei se se fala assim - e também nao sei se isso me desabona ou engrandece, ou NDA). enfim, fiz um monte de escolhas esquisitas, outras acertadíssimas, tenho 3 filhos melhores que eu, o mesmo marido há 37 anos, e venho sobrevivendo. ah, fal, nao sei fazer isso. de vez em quando, a partir de um tópico, extraio de mim algumas memórias. e estou adorando ler as dessas pessoas que sabem contar. turma, beeeeijos
Vera"
*"Oi Fal!A vaca aqui ficou uma hora na fila do correio. Tinha um homem de 65 anos q esperou tanto que disse que ia ter um treco. Falou q no Brasil não tem vantagem ter 65. Novas! Uma perua passou na minha frente:"só pra confirmar o código postal, tá?". De resto, tudo bem!
Rose"
* Iolanda, As meninas do Capevi, caraio! Eu fui ao casamento da Cinira, faz o que, uns 3 anos, ela casou com aquele menino, o lúcio, como vc sabe disso?
Vc tem blog, email, criatura?
Olha, eu ouvi falar pela primeira vez do Jogo do Curriculo no blog da Marina W., assim que eu comecei no mundo dos blogs, até onde eu sei, foi ela que inventou. O linque prela taí do lado, é o Blowg, ela tinha linque pro Jogo do Currículo até bem pouco tempo atrás, nem sei se ainda tem. Dá uma olhada, só de ler ali vc aprende a fazer. Do jeito que ela mostrou, vc faz um monte de declarações do tipo !eu nunca andei a cavalo, eu sou boa cozinheira, eu torço pro Flamengo...", com a seriedade e a profundida que vc quiser. É um belo exercício pra se fazer em grupo, mas é tb, muito revelador, se for feito a sério, então há que se saber com quem se fala. Ou melhor, pra quem se fala. Quando a Giu escrevia aqui no drops comigo, nós fizemos um, foi divertido. Um tempo atrás foi moda, tinha pelo menos uns 4 grupos de discussão com os membros trocando mails com o Jogo. Se tem algum grupo fazendo eu não sei, querida, mas vc pode começar um, pq não? Vc pode fazer tipo corrente pros blogs dos amigos irem respondendo, vc pode abrir um grupo de discussão, pode mandar por e-mail. Aliás, tempos atrás, a Colombina tb me mandou uma coisa meio assim, perguntinhas rápidas e respostas.
"ontem, mesmo, um dos cinzeiros sobreviventes foi assassinado pela quadrilha de rabo que mora lá em casa... um se esconde dentro de um vaso. outro fica deitado do meu lado do sofá, estratégicamente posicionado do lado do cinzeiro. aí, o do vaso pula lá de dentro. o do sofá finge que leva um susto e dá um vôo, tendo o cuidado de dar uma patada "acidental" no cinzeiro. o cinzeiro, coitado, espatifa-se no chão, espalhando-se em mil cacos cinza e guimbas. eu praguejo e ameaço os gatos de morte. cai o pano.
Petita"
Eu tenho que dizer que as narrações sobre os anos 60, 70, 80 e o que mais o povo manda me deixam profundamente emocionada. Que coisa linda. As avós, os brinquedos, os programas de tv, as bonecas, os gibis, os afetos e os medos. Vcs me deixam prostada de emoção, de assombro, de espanto ao me deparar com que de mais humano há. Dei uma chorada relendo tudo, vou organizar esses textos todos e bolar alguma coisa. Mandem mais, mandem mandem. Faltam alguns ainda pra botar aqui, tem uns presos lá no uol-temperamental, a vaca da Vera não mandou, nem a SÔnia (a Sô a gente perdoa, pq ela tá ocupada lá, a Vera não, é cafajestada), mas ai, quanta coisa linda, meu deus.
Faltam 60 dias pro Harry Potter, Monca.
*
Tereza do Japão, esse texto é desse moço hiper-talentoso, o Maurício, acho que ele vai ficar orgulhoso se o Zico ler
*
Beth, amore, obrigada pela dica, eu vou fazer sim.
Cruzada. Ou Cruzadas? Sei lá eu. Filmão.
*
Alexandre zonzo de tendinite. Até sopinha na boca, o bichinho tá tronchinho, que dó.
*
Bia, a Carina é bióloga. Deu tilt lá nas fotas, tá faltando, depois eu tento arrumar.
* "Cultivar o improvável até o limite do impossível, Bibi."
Minha mãe, senhores, é uma mulher sábia.
*
Tela, seu cartão postal me deixou passada de felicidade. |Deixa meu temperamental escaner voltar que eu vou exibir.
*
Tou 3 pisódios atrasada no LOST, meu deus.
*
Eu amo o Diogo Mainardi. Tudo o que eu tenho é dele, é só ele pedir. Pensando bem, ele não ia querer, mas é dele mesmo assim.
*
Vai que eu garanto, mô bem:
*
Caras, não dei conta de e-mail, num dei conta de nada, tá brava a crise aqui, vcs tenham religião, pelamordedeus.
*
Nego não atina mesmo que existe um trem chamado IP, é isso? E que a gente descobre a cidade da criatura, daí cruza informação, junta dois e dois e... pimba? Não é possível.
*
A Veja mandou um encarte muito simpático hoje , com belas fotos de taqueira de 31 mil reais, sapatos de 3 pilas, estolas de pele de 29 mil e uns quebrados e sopeiras de 1500. Eu não entendi muito bem o motivo, eles acham que quem tem grana pruma taqueira daquelas tá aqui em casa? De qrr forma, a classe média penhorada agradece.
*
Eu contei pra Vera e pra uma turma e num contei procêis da viagem de ida, né? Bão, pegamos uma turbulência monstro, o avião era do tamanho da minha cozinha, eu dei um ataque de pavor, a aeromoça veio me consolar e, ao que tudo indica, estamos noivas.
* "Fal, estou em estado de graça com as mulheres desde ontem (se já não estivesse desde sempre,rs): (...) a lygia fagundes telles ganhou o premio camões e eu amuela, e a lygia bojunga e a ruth rocha com o auxilio
luxuoso do ziraldo falaram um monte de verdades lá na bienal.então.fiquei cá
no meu canto estourando de orgulho de amar uma raça dessas.êta coisas lindas.ontem saiu no globo uma foto linda da lft junto com o rubem fonseca e
a agustina bessa. (...)
Ah, e o agualusa que eu acho bacana tb tava lá na bienal, e o mainardi e um gaucho lá tb botaram pra quebrar.não, eu não fui na bienal pq, como a lygia bojunga disse, é longe e fora-de-mão pra cacete.no meio da semana achei lindo o esbregue que você deu naquela uma lá no seu blog.não consegui ver o motivo mas quase achei bom q ela tenha falado merda pra gerar um corretivo tão bem aplicado.acho lindo um esporro bem dado.rs.
(...)
abração,
adelson"
:o))))
meu correspondente secreto do coração e, um dia, ainda será meu patrão.
* "No princípio era o verbo. O Flamengo era pouco mais do que o burburinho do rádio, composto pelo alvoroço dos locutores e pelo chiado das ondas médias,
que meu pai tentava reduzir girando o botão maior, o da sintonia. Pacientemente. Às vezes mexia na antena, mudava o aparelho de lugar alguns
milímetros, com o cuidado tenso de quem desarma uma bomba. De repente a voz de bluesman de Jorge Curi enchia a sala: - Anooooteeem... Teeeeempo e
placaaaarr no maaiooorrrr do muuuundoooo... Eu sabia poucas coisas. Mas
sabia que maior do mundo era como Jorge Curi chamava o Maracanã, e sabia que logo ele estaria gritando um gol de Zico. Aliás, Zico não. Um gol de Zico,
Zicão, Zicaço. Meu pai seguia olhando o rádio, onde estava escrito Philco
acima da tela metálica e furadinha. O som enchia a sala de heróis que circulavam ao redor de nós. Uma sucessão de espectros rubro-negros: Zico
tocava a Adílio, que driblava um e abria para Júlio César, o entortador, que
entortava um, dois, três, e a bola voltava para Zico que então virava Zico,
Zicão, Zicaço. Meu pai sorria olhando para o rádio: o Flamengo saía dali.
Maurício Neves"
"Oi Fal
Li teu recadinho no Orkut. Aqui tá tudo ótimo.
Você perguntou como foi o domingo no Drops? Resposta:
M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!!!
Fomos fazer um passeio até a Costa da Lagoa, um pedacinho encantado da Lagoa da Conceição, aqui em Florianópolis. Eu já tinha ido lá várias vezes de
barco mas a pé foi a primeira vez. Mato verde e cheiroso a esquerda em toda
a trilha e uma lagoa com água cristalina a direita, foram duas horas e meia
de puro prazer. Depois da caminhada: camarão "de todos os jeitos", lula e
peixe fresquinho e algum pirão de caldo de peixe. Que tal?Sem falar na ótima companhia. Deu prá recarregar energias para mais dois
meses de trabalho.
Sobre os meus primeiros dez anos? Sou de 1959 e nestes anos eu brincava de
"sete marias" e de "elástico no joelho". Andava de bicicleta e via o "boi de
mamão" brincar na rua. Via televisão também, mas muito pouco. Lembro de Vila Sézamo, mas não sei se isso já não era da década de 70. Gostava de alguns poucos desenhos animados, particularmente dos Jetsons. Como eu sonhava em viver num tempo onde a gente apertasse botões e tudo estivesse pronto em casa... em que se pudesse voar prá se locomover... em que se tivesse como ajudante em casa um bom e sábio robô...
A gente brincava muito na rua, de bola, de empinar pipa, de boneca Susi, de
"casinha". Nunca tivemos discriminação sobre brincadeiras "de menino" e "de
menina". Quando comecei a ler gostava de Monteiro Lobato, mas também me
encantava o "Livro dos Porquês" do "Tesouro da Juventude". Li muito também
os "Contos dos Irmãos Grimm". Quase não lia gibis, nunca entendi porque meu
pai não os comprava... talvez por isso tenha dado tantos gibis aos meus filhos quando eles começaram a ler... Conversava também muito com a minha avó paterna, que era uma mulher muito culta, que lia absolutamente tudo, "até bula de remédio" como dizia minha tia. Desde essa época, por motivos que só eu sei, sabia o que eu mais queria... ser independente. Não depender financeira nem psicologicamente de ninguém... cuidar do meu próprio nariz. E isso eu consegui, e sou feliz também por isso.O que me lembrei de importante é isso. E ai vai prá você com um grande beijo.
Marta."
Os anos 60 da Leila!
(gente, num tá demais essa série?)
"Queridícissima Fal!
Estes são os meus particulares dos anos 60. Serão outras tantas páginas pros anos 70.
Estás muito frita em pouca banha comigo, pois ainda ontem fazendo uma limpa nas revistas que deixo a disposição das visitas no
banheiro, descobri um encarte de jornal que fala dos principais personagens da mídia. Heheheh.
Mas não te assustes e nem te preocupes comigo, vou entupir tua caixinha de letrinhas com tudo que tenho vontade de te escrever e
depois te dou uma grande folga.
Eu te ameacei com muitas letras. Tu topou... então TOMA! (Como carinhosamente me mal acostumaram as Megeras):
60 – Meu primeiro ano de pré-primário numa escola Sinodal. Incêndios eram comuns naqueles tempos. O local onde meu tio paterno e
padrinho endividado morava de aluguel, com 5 filhos incendiou enquanto comiam um churrasco num bairro mais alto e distante. Ele viu
a fumaça e disse: se aquela for a minha casa eu me mato! Ninguém acreditou. Perderam quase tudo. Os da família doaram o pouco que
tinham. Todas as roupas e as fantasias de carnaval também passavam das crianças mais velhas para as mais novas. A mim coube ceder
com lágrimas, para a vibração de uma prima mais nova que eu, o vestido de segunda-mão azul com rendilhas brancas, uma frasqueira
vermelha onde eu levava as merendas para a escola e meu triciclo cinza de metal. Meses depois (dezembro) meu tio aos 33 anos se
enforcou. Mas as crianças eram poupadas destas tragédias. Não fui ao seu velório nem ao enterro. Na festa de Natal do pré, as
crianças faziam um presépio vivo no palco e entoavam as canções de Natal em alemão.
61 – matriculada no primeiro ano do primário, mudei para uma escola pública. Só um caderno (só havia um tipo de caderno) com uma
capa azul, um lápis preto nº 2 e meia dúzia de mini-lápis coloridos da Faber, mais uma borrachinha de apagar da Mercur. A euforia
pelo mundo novo que se abriria noutra escola, me fez acordar umas duas horas antes. Durante o ano, tive catapora. Se as crianças
ainda não tivessem tido catapora, coqueluche e sarampo, eram colocadas na cama com as que tinham, para pegar logo a doença e ficarem
imunizadas.
62 – Troquei de cidade e fomos morar no sótão da casa da minha avó paterna, para não termos que pagar aluguel, enquanto meu pai
construía com um salário mirrado, a casa onde moram hoje e jamais ficou bem pronta. Entrei no segundo ano primário da Escola Normal
Pedro II. Na máquina de costura Singer a pedal (as Elgin elétricas eram para as ricas que também faziam as roupas em casa) minha
mãe costurou a camisa branca e a saia de tergal azul-marinho com pregas. Minha vó tinha uma horta completa, criação de coelhos e
uma jabuticabeira, num enorme terreno que com o passar dos anos logo ficou no centro da cidade. Minha irmã e eu sonhávamos com uma
casa de bonecas. Cada uma das minhas primas abastadas ganhou do Papai Noel uma boneca Amiguinha. Tinha o tamanho de uma criança de
3 anos e muitos cabelos para se fazer penteados, vinha com uma escovinha rosa e quando se puxava ela pelas mãozinhas mexia uma perna
depois da outra e caminhava junto. Minha maior ambição passou a ser ter uma também. Meu pai não tinha como. Naquele Natal meu tio
materno mandou fazer e deu uma patinete verde para minha irmã e eu.
Minha mana ganhou de uma dinda uma boneca Tagarela. Se a gente puxava a cordinha em suas costas, ela dizia: Bom dia mamãe! E se a
gente puxava de novo ela dizia: Eu amo você! Com sotaque paulista. Passou a ser maior presente que eu queria também.
63 – Mio papa fez uma mesinha com 2 cadeiras, tudo entalhado por ele, para brincarmos no gramado. (Não tínhamos a noção do quanto
custava uma casa de bonecas.) Mudamos para a casa nova. No meu primeiro quarto exclusivo 2,10 m x 3 m, fiz milagres. Era a peça
mais simples e linda, mais harmoniosa e mais arrumada dos 120 m2. Parei de chupar o dedo polegar esquerdo, porque aprendi a fazer
tricô. De aniversário, na única vez que meu avô paterno esteve na casa, veio entregar para minha mãe dinheiro suficiente para
comprar duas bonecas Amiguinhas.
64 - Aprendi a nadar bem. Gostava tanto da água que saia roxa e murcha do clube todos os dias daquele e outros verões.
31/03/64 – Havia uma vitrola Telefunken, com poucos discos na rotação 78, acoplada ao lado dum rádio, daqueles com válvulas, que
tinha que esperar esquentarem até começar a chiar. Eu não sabia porque a minha mãe estava aos prantos. Durante dias, por meses e
anos seguidos, ela andava apavorada temendo que meu pai, tendo que percorrer 12 km para trabalhar em outra cidade, naquele dia não
voltasse mais para casa, preso por engano por alguém. Por família era um litro de leite em saco, um pacote de manteiga, 1 kg de
arroz... e filas para conseguir o mínimo necessário.
Ainda sem TV na casa, eu escutava no meu reduto num rádio de pilhas Raiovac, as rádio novelas com 10 meses de duração nas suas vozes
enternecedoras. Num conluio entre os professores e minha mami, me rodaram no 3° ano primário apesar de eu ter obtido mais que a
média 50. Concluíram que apesar do os meus 54 não demonstrara maturidade suficiente na matemática imprescindível para o resto da
vida, imaginavam eles na ocasião. Traumatizante!
65 – Entrei no 4° ano. Não gostava mais de estudar. Fui eleita monitora da turma. Nos primeiros dias dei um jeitinho de cativar
todos os colegas. Me apaixonei por um Marcelo Granjeiro, moreno, de cabelos crespos castanhos, olhos verdes e cinco dedos mais alto
que eu. Meu primeiro amorinho platônico entre tantos outros que se seguiram.
O Trio Mônaco do meu pai foi a São Paulo para gravar na Chantecler seu único disco, um long play de 33 rotações e alta fidelidade,
numa tecnologia das mais avançadas.
Naquele Natal cada uma ganhou uma bonequinha Suzi. (Mio santo! Hoje, agora, quando imagino o sacrifício que fizeram para tal
superfulo... meu coração se aperta.) E mios papis contrataram um Papai Noel que veio de lambreta. Ele me entregou uma Tagarela com
vestidinho azul. Eu com vestido branco, rereciclado cheio de babados, abobada com tamanha surpresa, cai de costas na poltrona e
minhas pernas se ergueram um pouco pelo tombo. Quase apareceram minhas calcinhas. Imperdoável pruma moçoila bem comportada. Fiquei
com tanta vergonha disto, que até perdi a conta dos anos... (heheheh)
66 – No 5° ano do primário, aprendi a costurar roupinhas para minhas bonecas com sobras de tecido. Finalmente mio papi havia
conseguido comprar, dum dindo da mana com prestações a perder de vista, uma TV preto e branco da Telefunken. Eu não perdia uma
Disneylândia no domingo de manhã. Ah! Esqueci de contar das revistas do Pato Donald, do Mikey e do Almanaque do Tio Patinhas que
tínhamos o privilégio de receber e ler em primeira mão no caso d'alguma gripe que vinha com purê de batatas e bife a comida
predileta. Extirparam minhas amídalas na base de anestesia geral, para que eu ficasse mais resistente às doenças. Era da moda.
Fiz um cursinho de 6 meses no Sindicato dos Trabalhadores para garantir a minha entrada no ginásio. Minha primeira seleção, o Exame
de Admissão algo tão disputado comparável a um vestibular. Foi a glória da família eu ter passado. Significava poder cruzar uma
cerca com um portão, pois o Colégio Estadual 25 de Julho ficava no mesmo terreno do Pedro II. Isto fez com que eu merecesse ganhar
naquele Natal um dos dois pares de brincos de brilhantes onde minha mãe havia resolvido aplicar a grana das Amiguinhas, para minha
enorme e inesquecível decepção naquele dia.
67 – Eu já era uma ginasiana. Os Beatles começavam a fazer sucesso no Brasil. Mas eu só tinha aprendido a gostar de música clássica,
valsas e seus derivados. Aqueles guris rebeldes abomináveis nos seus cabelos compridos, tocando um rock paulera... huuumm boa cosa
não haveria de ser.
Num domingo de manhã vi na TV um coral de adolescentes vindos da Alemanha, "Sing Out", cantando a plenos pulmões músicas de alto
astral e otimismo. Quando soube que iriam fazer um desses na minha cidade, minha mãe teve que implorar para que me aceitassem aos
12, pois só seriam admitidos maiores de 16, naquele movimento que se chamou no Brasil de "Viva a Gente" um novo rearmamento moral.
Entrei apenas porque eu tinha tamanho e cara de 16, com uma voz excepcional para cantar. Esta foi uma das experiências mais lindas
da minha vida. (Capítulo que te enviarei a parte, se desejares.)
Passei o ano nas festas reuniões dançantes de garagem na casa de uma ou outro. Fora as inesquecíveis que fizeram no nosso living de
chão batido com guerra de papel no final. As gurias levavam os comes e os guris os bebes (que por incrível que pareça se reduziam a
dúzias de refrigerantes e nem exigiam gelo). A luz negra ficava por conta de um celofane roxo ao redor da lâmpada normalmente
utilizada. Saíam de bando a pé com os guris entregando as gurias em cada casa do caminho pelos bairros mais distantes. E "ficar" era
indo de mãozinha até a casa da mais amada. Pode?
68 – Meu pai me ensinou a dirigir numa Kombi. Nunca mais minha mãe dirigiu o fusca 63 azul quando as mulheres da family saiam de
casa. Participei das Olimpíadas Estudantis, nos clubes União e SOGIPA na capital. Conquistei raras medalhas no nado estilo peito.
69 – Aprendi a tocar violão com uma amiga. Entre participar de um baile de debutantes, onde meus pais teriam que gastar uma fortuna
num vestido para mim, num smoking pro papi e mais dois vestidos de gala (não havia roupas de aluguel), eu ter que desfilar sozinha
pelo salão do clube onde me criei desde miúda, optei por uma singela festinha de 15 anos entre os mais amigos na pequena boate do
clube rival que era mais barato. Tudo, entre docinhos e fotos, meio que feito em casa. Disso jamais me arrependi. Foi o primeiro dia
em que dirigi sozinha até o instituto (lugar onde mulheres colocavam apliques e faziam os penteados). Depois poucas chances tiveram
de dirigir por mim.
70 – Em julho meu avô paterno caiu na banheira e furou a pleura. Faleceu em setembro. "As crianças" ainda eram poupadas destas
mazelas. Meu avô materno estava cada vez pior da angina. Eu estava mais preocupada em escolher entre o científico que colocava o
maior número de alunos na Universidade Federal do Rio Grande do Sul sem cursinho pré-vestibular com ênfase na física, biologia,
química e matemática, o clássico ou magistério único curso profissionalizante. A Escola Normal Pedro II era especialista em
magistério e eu estava inclinada por uma carreira de grande status naqueles dias. O exame de seleção pras futuras professoras foi
nos dias 01/ 02 e 03 de dezembro. Mas eu fiquei para segunda época na famigerada matemática, cuja recuperação foi no dia 15/12. Uma
tortura. Estudei, fiz, passei raspando e ganhei o meu diploma de segundo grau. Contudo não tive como entrar no magistério, graças ao
meu bom destino.
Também era o tempo de meus pais passar o veraneio no mês de dezembro na casa dos meus avós paternos. (Na praia um chalé de 40 anos:
uma casa, três filhos, um mês para cada filho, num rodízio justo, quem fosse em janeiro de um ano, no próximo iria em fevereiro
etc... Talvez a explicação do porquê minha mana e eu nascemos no mesmo dia do mês com três anos de diferença, heheheheh.)
Curtimos só meio mês. 30/12/70: Como sempre acordei com a luz do dia e fui comprar os pães mais frescos da padaria para fazer um
belo café da manhã. Fora do habitual contei para minha mãe o que havia sonhado de madrugada: Meu vô Paulo (pai dela homem alto,
moreno de olhos azuis, inteligente, culto e empresário esforçado) com uma camisa azul clara e sem gravata (apenas uma vez na vida o
vim sem) sorrindo, caminhando em minha direção me entregou o diploma de formatura. (Interessante como certos sonhos ficam tão
nítidos, que quando alguém nos leva a recordá-los são como se tivessem sido na última madrugada passada.) Naquele dia ao meio dia
duma quarta-feira minha mãe avistou há cinco quadras meu pai dobrando uma esquina com a Kombi da firma. Ela estranhou demais, pois
era na hora do expediente. Ele tinha vindo pessoalmente nos avisar e buscar, pois meu avô havia falecido por volta das seis horas da
manhã.
Beijão e abraço grande.
Até aos anos 70.
Leila Hofstätter Kunz"
Mas vcs são engraçados, cês tudim, nessa nova religião, só querem saber de passar a sacolinha, né? Fariseus.
Como assim, irmã Henri e irmã Greice, o drops num tá tirando a celulite doceis????????? Aprendi com uma religiosa da TV, se não num tá funcionando num é culpa da igreja, é sua fé que tá vacilando, hahahahah!!! Adoro qd ela bota a culpa nos fiéis! É isso, nada a declarar, nós fazemos nosso trabalho e distribuímos bençaões, se tá dando alguma coisa errada são vcs que rezam pouco e, principalmente, que doam pouco pra igreja. O que eu aprendi no meu profundo estudo religioso é que, qt mais se dá, mais se tem. Tem uma turma específica então que é clara ( e são, não por acaso, meu religiosos televisovos fa-vo-ri-tos): se vc não der grana, muita grana, edificando a obra de deus, num rola benção, fios. É um toma-lá-dá-cá espiritual. Tá certo, pq que deus vai sarar vossa celulite se eu ainda num tenho uma bela casa na praia, hum? Vcs tão me dando pouco presente, é isso aí.
Iamã Leda, eu aqui querendo um plano B e vc me manda ser política, irmã? Bebeu? Num joga praga não, caraio.
Irmão Calendas, recebi vosso e-mail, AMEIIIII sua obra de arte, vc é um fofo.
Irmã Silvinha e Irmã Lili, preciso duma reunião no MSN quinta-feira, rola?
Irmãs Mothern. Vossas visitas a esse barraco miserável muito me agradou. Precisa dum cataclisma pra atrair irmã Helê pra cá, ela resiste ao meu amor, mas, tudo bem, eu sofro em silêncio.
(Hahahaha, pausa preu contar de onde vem essa piada familiar. Já adultos, estávamos na casa da minha mãe, ela pediu alguma coisa, não lembro o que, talvez que a levássemos visitar alguma tia chata, aquelas cousas, e nós nos negamos. Aí minha mãe, que apenas por um acidente genético não nasceu judia, pq ela é total mama idiche, começou a miar que tudo bem, eu fico aqui, é assim que vcs me tratam, 12 horas de trabalho de parto com cada um e é isso que eu recebo, sua irmã era tão cabeçuda que eu fiquei um mês sem sentar, aquilo de sempre. Lá pelas tantas do lamento, o Pedrão, o gênio da casa, me sai com essa, sensacional:
- Mã, pelo amor de deus, se vc vai sofrer em silêncio, SOFRA EM SILÊNCIOOOO!!!!
Até ela teve que rir.)
De modos, Helê, que como eu ia dizendo, é isso, eu sofro em silêncio.
Beijos Moniquinha, Fer, Laura - a estrela, Monca (essa é sócia, não faz mais que a obrigação dela vindo aqui), Renata, Beatriz, Rutinha,
Jura que vc comenta aqui e não sabe que eu pego os ips? Quer dizer, vc vem aqui, descarrega um caminhão de abobrinha e acha mesmo que eu não li seu IP, amor? E que eu não cruzei informação? Assim que eu peguei o IP e vi a cidade, eu fui fazer a lição de casa. :o))))
E ai eu me pergunto. Qual foi a parte do "vai se foder" que vc não entendeu?
Enfim, tava pra te dizer isso desde quinta-feira à noite. Já disse.
Daqui donde me vêem, num tem lan, estou no pc emprestado, profundamente mal-humorada e infeliz, de modos que é bom nenhum ser requerendo democracia passar na minha frente hoje. Deixem suas requisições sindicais pra segunda ou terça.
Amores do LV, eu estou rindo às bandeiras despregadas com os "testemunhos", vcs são uns desocupados. A cidade é bonita e quente como o inferno. Cam, vc num sabia que o Drops tira celulite, fia? Bom, a minha não, né, minhas pernas parecem ter sido pisoteadas e escavadas por satã, mas a celulite das leitoras que têm fé some. Já pedimos pro Ministério da Saúde permitir a venda do Drops da Fal como remédio.
Amores, por motivos bóvios, eu ainda não vou destrinchar o LV, mas guentem, que me prometerem uma máquina para domingo e, se a promessa se concretizar eu me jogo lá xingo ocêis tudim, nominalmente, um-por-um.
continuem com os testemunhos, pq eu tou pensando seriamente em montar uma igreja. Agora que meu plano principal falhou, preciso rápido dum plano B.
Senhores, vamos ao jogo que o trabalho é roubo (essa frase quem dizia era o meu pai - ele achava de fino humor)
Então, vamos lá, fia. Tchô explicar um trem procê. Esse papo de que blog é isso, blog é aquilo e "a gente vai lá e se expressa", é palha. Mas é muita palha mesmo, tá ligada. Isso aqui é o meu blog. Meu. Eu fiz, a Giu desenhou a cara dele, eu escrevo, eu mando. Acho que é a única coisa na vida que eu mando. Nem meu cachorro me deixa mandar nele assim. Aliás, o Baco também não. (piada que, geralmente, só a Vera entende)
De modos que não, meu bem, vc não tem o democrático direito de falar mal das meninas aqui. De jeito nenhum. Monta um blog seu, vai lá e desce a ripa nelas e em mim. Dou força. E meu corpo-bem-torneado-jurídico (formado pelas minhas devogadas, Dras Cam e Funga) vai adorar, ele precisa mesmo trabalhar.
Mas aqui, bitcho, nem fodendo.
Vc tá ofendendo e agredindo as pessoas sem motivo. A mãe delas (ai, vá, adota a Ju aí) lê essa merda de blog e fica triste. Uma senhora distinta daquelas (hahahaha) ficando triste por sua causa? O LV, se vc ainda não percebeu, não é democrático, ng ali fala o que quer, entende? O LV Serve pra vc falar bem. Só bem. E de mim, de preferência. Fale da turma deliciosa que frequenta aquilo, de como vc fez amigos sinceros e duradouros na Confraria do LV da Fal. Fale bem do meu marido fofo, dos meus gatos lindos, dos meus belos olhos, da minha voz maviosa, da minha comida incrível, dos meus textos geniais. Diga que esse é o blog mais amado, que vc me lê todo dia, que vc espera que um editor inteligente e simpático me publique. Dê seu testemunho irmã, que o Drops da Fal tirou toda a celulite de vc, que seus peitos nunca foram tão durinhos, que sua acne acabou, que vc conheceu a verdade e a luz aqui. Diga que vc acha que minha mãe me criou muito bem e que, antes de me conhecer, sua vida não era completa. Acima de tudo, fale da minha modéstia, da minha humildade.
Procura, tá cheio de blog que vc vai achar bacana por aí, sua turma está em algum lugar (provavelmente debaixo duma pedra, mas isso é outra história).
Não rola direito democrático aqui, beibinha, nunca rolou, nunca rolará. Esse blog é uma ditadura.
Priscilla, pode me chamar de Falcita Castro.
( aparece um trem desses na minha vida e o corno do Rui tá no hospital, porra).
Senhores, vamos ao jogo que o trabalho é roubo (essa frase quem dizia era o meu pai - ele achava de fino humor)
Então, vamos lá, fia. Tchô explicar um trem procê. Esse papo de que blog é isso, blog é aquilo e "a gente vai lá e se expressa", é palha. Mas é muita palha mesmo, tá ligada. Isso aqui é o meu blog. Meu. Eu fiz, a Giu desenhou a cara dele, eu escrevo, eu mando. Acho que é a única coisa na vida que eu mando. Nem meu cachorro me deixa mandar nele assim. Aliás, o Baco também não. (piada que, geralmente, só a Vera entende)
De modos que não, meu bem, vc não tem o democrático direito de falar mal das meninas aqui. De jeito nenhum. Monta um blog seu, vai lá e desce a ripa nelas e em mim. Dou força. E meu corpo-bem-torneado-jurídico (formado pelas minhas devogadas, Dras Cam e Funga) vai adorar, ele precisa mesmo trabalhar.
Mas aqui, bitcho, nem fodendo.
Vc tá ofendendo e agredindo as pessoas sem motivo. A mãe delas (ai, vá, adota a Ju aí) lê essa merda de blog e fica triste. Uma senhora distinta daquelas (hahahaha) ficando triste por sua causa? O LV, se vc ainda não percebeu, não é democrático, ng ali fala o que quer, entende? O LV Serve pra vc falar bem. Só bem. E de mim, de preferência. Fale da turma deliciosa que frequenta aquilo, de como vc fez amigos sinceros e duradouros na Confraria do LV da Fal. Fale bem do meu marido fofo, dos meus gatos lindos, dos meus belos olhos, da minha voz maviosa, da minha comida incrível, dos meus textos geniais. Diga que esse é o blog mais amado, que vc me lê todo dia, que vc espera que um editor inteligente e simpático me publique. Dê seu testemunho irmã, que o Drops da Fal tirou toda a celulite de vc, que seus peitos nunca foram tão durinhos, que sua acne acabou, que vc conheceu a verdade e a luz aqui. Diga que vc acha que minha mãe me criou muito bem e que, antes de me conhecer, sua vida não era completa. Acima de tudo, fale da minha modéstia, da minha humildade.
Procura, tá cheio de blog que vc vai achar bacana por aí, sua turma está em algum lugar (provavelmente debaixo duma pedra, mas isso é outra história).
Não rola direito democrático aqui, beibinha, nunca rolou, nunca rolará. Esse blog é uma ditadura.
Priscilla, pode me chamar de Falcita Castro.
( aparece um trem desses na minha vida e o corno do Rui tá no hospital, porra).
FAL says:
- Vida, se vc me der 15 pilas eu te deixo em paz e sumo.
ALEXANDRE MCN says:
- Mas, Fumiga, vc bata nessa boca e deixe de ser besta. Se eu tivesse 15 pilas quem fugia era eu! Hahahhahahaha!!!
Mas olha que cretino!?!
* Queima ela, Jesus
Turma, Deus vai operar o milagre e eu vou respoder aquele LV, viram?
Quando a cunhada da Ana soube o quanto ela tava pagando por cada sessão de terapia disse: "por metade do preço, eu deixo vc falar duas horas!!! e ainda te dou toda a razão!"
Heróis de Pijama
Os amigos mais veinhos feito eu, lembram desse livro: Heróis de Pijama?
Eu pago qrr coisa num exemplar, amigos-frequentadores-de-sebo.
Mothern
Pri, cuidado. Mothern só tem uma. Ou duas, que no fim é uma. As legítimas, que não soltam as tiras, não tem cheiro e ainda vêm com o selo de qualidade Vera G. Corrêa são a Ju e a Lau. Em torno delas, gravita uma meia dúzia de motherns bem bacanas. Dessas a gente ri das piadas, linca os blogs (aí do lado), e tale e cousa. Pode ir, la garatia soi-jô.
Mothern num é "moderninho", "mothern" é papo sério. Então, do jeito que vc falou, a gente depreende que vc tá confundindo. Vá nas legítimas.
* Cumpleaños
Renata, meu não consigo postar imagem aqui nem por decreto. Então imagine um bolo gigante com cobertura, cerejas, glorioso aqui no blog e receba meus beijos de feliz aniversário, darling.
:o))))))
Uia que coisa fofa da titia: "Fal, to gripado mas eu te amo. Vem cuidar de mim que eu dei uns dvd's pra minmha mãe de dia das mães e a malandra nem quer saber de mim. Tá lá, encostada na barriga do pai assistindo filminhos e eu aqui, pedindo colo na frente de todo mundo. Tem jeito não, Fal... Tô aceitando cafuné, vick, chá, massagem, carinho no pé, palavras com 'inho' no final, tipo lindinho, queridinho, vai ficar melhorzinho, etc, mais chá, água, dorflex, benegrip e uma novela melhor porque a sol conseguiu madar 300 dólares pra mãe em menos de um mês de trabalho, limpando o chão e fritando batata. humpft. vem, fal... Gigio"
(imagem do google: vc vai lá no google imagem, digita "jeans", a fota aparece na primeira página)
A Veja recomenda que, se seu filho quiser uma calça de 1600 reais, vc deve dar e depois descontá-la da mesada dele em “parcelas consideráveis”.
Eu recomendo que, se seu filho quiser uma calça jeans de 1600 reais, vc dê uma bronca-esculhambativa nele, bote o moleque pra trabalhar de balconista ganhando 400 reias por mês e ainda bote de castigo a criatura.
Eu também recomendo que, se vc comprar uma calça de 1600 reais para ele ou para vc, que vc se interne, pq vc pirou.
Como diria umas das personagens do Érico Verissimo que eu mais amo, o Liroca, esse mundo velho está de patas para o ar.
Tem uns dias que vc sai da cama, pensa bem e resolve que não vale a pena porra nenhuma. Mas aí vc lê uma coisa dessas e decide tentar de novo. Eu divido com vcs por vaidade mesmo. E por achar que, sabendo que tem alguém fofo no mundo, vc tb resolva não voltar pra cama e insistir mais uma vez. :o))))))
Querida Fal: Estou aqui te escrevendo tranqüilamente na casa de minha mãe graças a uma conjuntivite com blefarite e o raio que parta essas bactérias que resolveram fazer uma limbosa festinha em meus olhos. Estou com um olho aberto e outro fechado, com meus óculos de fundo de garrafa de champanhe (são 14 graus de miopia curtida ao longe de 28 anos e devidamente escondidas atrás de lentes de contato) e morro de vergonha de sair de óculos. Morro.
Acabei de ler sobre as editoras não publicarem seus livros – hmpft – e me lembrei de te contar que li uma definição do Alex Gennari (webwriterbrasil) sobre o micro-conto. É que eles te derrubam logo no primeiro assalto.
É isso ai. Seus drops, Fal, me põe no chão de olhos arregalados logo que o juiz grita “Let´s give it all” (lógico, o juiz de vale tudo, “The Octagon”, essas competições sabe? É eu assistia isso....me perdoa, plís).
Mas um dia, Fal, quando eu ficar rica, vou comprar uma editora para vc. (imitando meu filho me prometendo o mundo e as galáxias quando ficar rico, mas milionário mesmo...ah, ah)
Mas não perdi a fé de ter O Nome da Cousa, encadernado, com dedicatória de amor, aqui na cabeceira da minha cama. Tenho fé, tenho fé e olha que estou vendo ele aqui...
Ah, e vc também era o Frank Poncherello.....huahuahuahuahuahua.....quando eu era menino, eu era assim também.....adoro seus textos no bem feitinho. E as receitas....hmmm...
Fal, eu nunca te vi e sempre te amei....mas que coisa...
Beijolas, apertões...
Lígia.
Hm....hora de pingar colírio, que só pode ser feito de vodka. Ai, ai.
---------- Início da mensagem original -----------
De: "Iasmin Pestana" iasmin73@hotmail.com
Para: dropsdafal@uol.com.br
Cc:
Data: Mon, 28 Mar 2005 12:21:47 -0300
Assunto: Pensão Alimentícia
> Tá, sua baranga, mandar a carta de amor para onde, se eu não tenho o seu
> endereço? Parece que é doida...
>
> Vou, portanto, botar o dinheiro no banco, eu sempre desconfiei que era só
> isso que eu representava para você, um cheque no final do mês. A vida boa
> que eu te dou está prestes a acabar, cê tá entendêindo?
>
> Só não garanto fazer isso hoje. Estou especializando-me em derrubar pontes
> aqui no Paraná, e o chefe quer que eu vá gastar meus conhecimentos
> pontísticos lá na Represa do Capivari, antes que caia a outra ponte. E tudo
> o que o chefe mandar, farei linda. Fal, eu tenho um chefe tão lindo, tão
> cheiroso, que dá até uma aflição nas coxas, fui clara? Não, não existe
> vontade de dar para o homem, é igual ao que eu sentia pelo José Wilker em
> "Anjo Mau" (eu tinha 5 anos), só um ruim... Abafa, eu sou doida!
>
> Quando eu finalmente fizer o depósito da sua pensão, dou o endereço da
> Toscolândia para a remessa do livro. Daí vou ter que esperar você ir ao
> Correio again, mas não dá nada, se der é muito pouco.
>
> Falando em espera, Fal, um dia eu disse que um cara tinha sacudido um ipê na
> minha vida, e tomei o meu primeiro banho de flores amarelas. Ele foi-se
> embora para a Turquia e eu achei que nunca mais ninguém ia fazer chover
> colorido na minha vida. Não é que o cabra me achou no Orkut? Está de volta
> para o Brasil, há duas semanas, e vem me ver mês que vem. Por que estou
> contando isso? Porque estou feliz e tinha que contar para você, seu email
> estava embaixo do dele. Primeira mão!
>
> Te amo
>
> Iasmin, a Rica
>
>
Fenomenal a reportagem da Veja sobre as variadas síndromes que acometem os santos dos professores desse país tropical, esse porto moreno, essa democracia cafuza. Espero que os defensores das criancinhas-livres-que-não-decoram-tabuadas nunca passem por isso, pq a gente num deseja um mal desses pra ninguém. A coisa tá descontrolada, sim, essas palhaçada dessa novas diretrizes de ensino são uma loucura sim e quem diz que não, ou nunca enfrentou uma sala dum colégio estadual em Osasco ou num tava prestando atenção (como diz a Petita).
(eu citei Osasco pq foi lá que eu dei aula e desisti, para meu próprio bem)
Diadasmãesébacanamostreprasuamãequantovcaamaa briga no carro antes de descer; lazanha; primo bêbado tentando passar a mão nos seus peitos; vc ainda fica em casa o dia todo sem trabalhar?; meia hora de discussão sobre uma história que aconteceu há 45 anos atrás porque ela disse - não disse - disse - vc tá caduco - vc é que esclerosou; por que é que vc não pode ser como seu irmão; esse almoço sai-ou-não-sai?; cachorro tentando cruzar com a sua perna; encontrei com aquele seu ex namorado e ele está namorando uma menina da Agência Mega; o filho de Almeirinha, a prima de Araçatuba, vomitando no seu colo; esse vinho é nacional mas é ótemo; salada de batata; vou passar um cafezinho; você tá com uma salsinha no dente; ai fica mais um pouco; adorei-o-livro-obrigada-mas-vc viu-a-TV-que-sua-irmã-me-deu?; nossa como esse menino cresceu vc bota fermento na mamadeira?; psiu, não fala nada, mas sua irmã e o marido não estão bem; suco de uva; a mulher do seu irmão só me deu patada; vc engordou ou é que faz tempo que eu não te vejo?; mãe, o Juninho tacou a tartaruguinha na piscina; vamos bater uma bolinha?; brigadeirão; ih, o alarme do carro disparou; espaguete; quero chegar em casa a tempo de ver o Pânico; carne assada; rala o queijo pra mim, bem?; e como vai sua carreira?; e para quando vocês vão encomendar um neném?; o Freitas foi promovido no banco de novo; ai-que-diliça-esse-franguinho-a-milanês; ih, liga no jogo, belo!; sua prima nunca traz nada para colaborar; vamos rezar um pai-nosso?; ih, a comida da sua tia sempre me dá azia; deixa que eu lavo, vc hoje é visita; onde foi que vc deixou a chupeta?; credo, pra que tanto livro?; me dá a receita desse bolo?; eu juro que ano que vem nós vamos viajar.
Peço perdão a deus por ter falado mal da filha da Elis Regina. Acabo de ouvir a filha da Fafá.
Leia
Pelado, de Davis Sedaris. É um dinheiro muito bem gasto, eu juro.
O Curintia perdeu de muito do São Paulo. Marido deprimido. Até Baco tá quietinho.
A madrugada foi assim: às três da manhã. Bárbara Manteiguinha Maluquinha, a gatinha ruiva e obesinha, quebrou 4 garrafas de licor e todas as tacinhas de licor que Bisteca Antônio não tinha conseguido quebrar há um ano atrás. Parecia que a casa estava explodindo. Saltamos da cama, entramos no quarto da passagem e... ficamos mudos. O caos, o caos. Gibis raros caídos em cima da melequeira. Fiquei limpando e fungando (cada coisinha que temos foi comprado com amor, com sacrifício de outras coisas, com a maior dedicação de fazer um ninho, pq não tivemos festa de casamento, financiamento de papai, nem nunca teremos "peças herdadas de vovó") e pensando: quem tem gato não precisa ter religião, caras. A gente aprende a ser desapegado dos bens materiais no dia-a-dia. Sério.
O Alexandre, menos iluminado que eu, tava limpando também. Mas xingando. Alto.
apideite: foi nessa mesma época que o Bise quebrou taças e licores ano passado. Foi daí que o Alê disse que tava começando a campanha "Eu agasalho - 2004". Pois a "Eu agasalho - 2005", acaba de começar.
foto de John Thomas, 1875
"Tem um ditado que diz “Mãe só tem uma... porque duas ninguém aguenta”.
É, querido leitor. Pode parecer maldade, mas pode, também, ser o caso.
Além disso, se o pai da psicanálise já disse que um charuto pode ser só um charuto, nem sempre o Dia das Mães é só o dias das mães.
Pode ser uma oportunidade para rever aqueles primos há muito esquecidos. Aqueles primos maldosos há muito esquecidos. Aquelas tias com olhos de raio X, que sabem exatamente, como, quanto e onde você engordou. Aquele contra-parente com mau hálito. Aquele tio da mão boba. As crianças, adoráveis criancinhas, que gritam, que urram pela sua casa, como se no zoológico estivessem. E conforme o circo de horrores vai desfilando pela sua sala, você se dá conta que ainda não trocou nem meia dúzia de palavras inteligíveis com sua mãe. Se dá conta que não tem o menor prazer com aquela situação toda. E se dá conta que o desgraçadinho do filho da prima Almeirinha, de Araçatuba, está limpando as mãos sujas de molho de tomate no seu sofá recém-estofado."
Fal
* Caixa de Entrada "Fal, amore!
Acabo de perder tudo o que eu tava te escrevendo, humpf... mas vamo
lá... eu escrevo tudinovo. Já é tão raro eu resolver te escrever, né?
É que eu fiquei mal acostumada por causa dos nossos papos no MSN, mas hoje eu precisava escrever pra te contar das coisas que eu lembrei ontem por sua causa.
Primeiro que as suas sopas pra Rose me esquentaram e inspiraram tanto que eu resolvi ir pra cozinha botar a mão na massa, e olha que em se tratando de moi, isso é um grande feito. E sim, se tem alguém que me inspira à voltar a cozinhar, esse alguém é você, claro! Então ontem, enquanto a Giulia me ajudava a chorar descascando cebolas, a nostalgia me pegou pelo estômago. Ressucitei meu velho caderninho de receitas, o mais maluco da família, e fiz uma retrospectiva culinária pela minha infância nos anos 70.
Pra começar lembrei da coleção de livrinhos de receita do açúcar União que a minha avó fazia. Eu adorava me sentar na cozinha dela e brincar de escolher a sobremesa. É, mas só brincar, porque ela não me ouvia mesmo...vez ou outra uma tia aparecia com uma receita modernosa, mas a vó repetia sempre os seus grandes sucessos: era o flan de maracujá, ou o manjar branco ou a sopa russa (uma salada de frutas cozida, receita de família que é uma loucura de boa). Me enchi de esperança quando eu e minha mãe fomos trocar as, sei lá, centenas de embalagens de papel pelo nosso primeiro livrinho! Aliás, Fal, naquela época esses brindes eram diferentes dos de hoje, né? Eu me lembro de ter ido euzinha em pessoa entregar as embalagens em troca do livro e não foi preciso um tostão a mais. Hoje além de pagar pelo produto a gente ainda tem que dar uma grana a mais na "troca" por alguma porcaria que eles têm a
audácia de chamar de brinde... blé...
Continuando, com o livrinho em casa eu tinha certeza que a gente ia testar todas aquelas receitas. Mas, pqp Fal, aquelas receitas eram todas complicadíssimas! Minha mãe, uma mulher trabalhadeira, não tinha tempo pra fazer aquelas coisas, não! Cada época tem sua moda culinária também, né? Acho que os 70 foram época de algumas coisas bem peculiares, como a gelatina colorida, o frango assado que já vinha com farofa (minha mãe até hoje conta da minha surpresa quando ela disse que na infância dela não existia frango assado naquele saquinho... melhor nem lembrar do trauma que veio depois... descobrir o destino dos pobres pintinhos de feira,ai ai ).
Além disso tem aquelas coisas que a gente falava outro dia, lembra, Fal? Eu te contei de quando as padarias vendiam mais bengala do que pão francês? Bengala, aquele pão mais grosso que a baguete, humm... Aliás, lembrei que as padarias que eu conhecia naquele tempo era todas bem simplezinhas, não tinham nada de féshion, como essas de hoje em dia, e vendiam basicamente pão (e não cerveja e pinga). As da minha infância vendiam um biscoitinho sem vergonha que a gente chamava de mentirinha, e eram uma espécie de "engana-trouxa" antes do lanche.
E claro, não posso me esquecer de contar (se já não contei) da caixinha na casa dos meus avós, onde o padeiro colocava todo dia uma bengala e o leiteiro deixava 2 litros de leite, bem cedinho. Quando eu chegava, sempre bem mais tarde, a primeira coisa que fazia era correr pra olhar na caixa e ver se tinha alguma migalha de pão (eca, hahaha). Incrível como meu estômago tem boa memória ;o)
Conforme eu for me lembrando de mais coisas eu venho te contar, querida.
Tá tudo bem com vocês? Aproveitando essa vida de embaixatriz da capitar no interiorrr?
Beijos enormes pra você e pro Ale!!!
Silvia"
Eu sou do tempo em que existia festa de adulto e festa de criança.
Nesse tempo, vc não precisava se desculpar por ter cinco gatos bravos, um cachorro ue não está acostumado, nenhuma estrutura pra crianças, apartamento pequeno e sim, paciência zero com gritinho, manhas, pirralhos se metendo na conversa e regulando os adultos ("Você fuma, tio!?").
Mas eu sou muito, muito velha.
Me disse mamãe agora pelo telefone "Ah, minha filha, ou eu não ia ou eu contratava uma babá. Mas eu não impunha vcs a ninguém".
Mamãe tb é muito, muito velha.
Uia, recebi, da compnaheira Bel Pacheco, uma lista interessante com nomes de variadas agremiações religiosas. Podem ler que o pessoal é criativo.
Igreja Da Água Abençoada
Igreja Adventista Da Sétima Reforma Divina
Igreja Da Bênção Mundial Fogo De Poder
Congregação Anti-Blasfêmias
Igreja Chave Do Éden
Igreja Evangélica Abominação À Vida Torta
Igreja Batista Incêndio De Bênçãos
Igreja Batista Ô Glória!
Congregação Passo Para O Futuro
Igreja Explosão Da Fé
Igreja Pedra Viva
Comunidade Do Coração Reciclado
Igreja Evangélica Missão Celestial Pentecostal Cruzada De Emoções
Igreja C.R.B. (Cortina Repleta De Bênçãos)
Congregação Plena Paz Amando A Todos
Igreja A Fé De Gideão
Igreja Aceita A Jesus
Igreja Pentecostal Jesus Nasceu Em Belém
Igreja Evangélica Pentecostal Labareda De Fogo
Congregação J.A.T. (Jesus Ama A Todos)
Igreja Barco Da Salvação
Igreja Quadrangular do Setimo Dia
Igreja Evangélica Pentecostal A Última Embarcação Para Cristo
Igreja Pentecostal Uma Porta Para A Salvação
Comunidade Arqueiros De Cristo
Igreja Automotiva Do Fogo Sagrado
Igreja Batista A Paz Do Senhor E Anti-Globo
Assembléia De Deus, Do Pai, Do Filho E Do Espírito Santo
Igreja Palma Da Mão De Cristo
Igreja Menina Dos Olhos De Deus
Igreja Pentecostal Vale De Bençãos
Associação Evangélica Fiel Até Debaixo D'água
Igreja Batista Ponte Para O Céu
Igreja Pentecostal Do Fogo Azul
Cruzada Evangelica Shalom Adonai, Cristo!
Igreja Da Cruz Erguida Para O Bem Das Almas
Cruzada Evangélica Do Pastor Waldevino Coelho, A Sumidade
Igreja Filho Do Varão
Igreja Da Oração Eficiente
Igreja Da Pomba Branca
Igreja Socorrista Evangélica
Igreja "A" De Amor
Cruzada Do Poder Pleno E Misterioso
Igreja Do Amor Maior Que Outra Força
Igreja Dekanthalabass
Igreja Dos Bons Artifícios
Igreja Cristo É Show
Igreja Dos Habitantes De Dabir
Igreja "Eu Sou A Porta"
Cruzada Evangélica Do Ministério De Jeová, Deus Do Fogo
Igreja Da Bênção Mundial
Igreja Das Sete Trombetas Do Apocalipse
Igreja Pentecostal Do Pastor Sassá
Igreja Sinais E Prodígios
Igreja De Deus Da Profecia No Brasil E América Do Sul
Igreja Do Manto Branco
Igreja Caverna De Adulão
Igreja Este Brasil É Adventista
Igreja E.T.Q.B. (Eu Também Quero a Benção)
Igreja Evangélica Florzinhas De Jesus
Igreja Cenáculo De Oração Jesus Está Voltando Ministério Eis-Me Aqui
Igreja Evangélica Pentecostal Creio Eu Na Bíblia
Igreja Evangélica A Última Trombeta Soará
Igreja De Deus Assembléia Dos Anciãos
Igreja Evangélica Facho De Luz
Igreja Batista Renovada Lugar Forte
Igreja Atual Dos Últimos Dias
Igreja Jesus Está Voltando, Prepara-Te
Ministério Apascenta As Minhas Ovelhas
Bola de Neve Church. In Jesus We Trust
Igreja Evangélica Adão É O Homem
Igreja Evangélica Batista Barranco Sagrado
Ministério Maravilhas De Deus
Igreja Evangélica Fonte De Milagres
Comunidade Porta Das Ovelhas
Igreja Pentecostal Jesus Vem, Você Fica
Igreja Evangélica Pentecostal Cuspe De Cristo
Igreja Evangélica Subimos Com Jesus
Igreja Evangélica Do Monte De Oração
Igreja Evangélica Luz No Escuro
Igreja Evangélica O Senhor Vem No Fim
Igreja Pentecostal Planeta Cristo
Igreja Evangélica Dos Hinos Maravilhosos
Igreja Evangélica Pentecostal da Bênção Ininterrupta
Manteiga de Karité
O que é aquele cabelo do Jabor, pelo amor de deus? Eu tava quase dormindo, vi aquilo, passei a madrugada acordada. Alguém diz pra ele parar de pintar, se ele pinta, e corta beeem curtinho. Parece o Arrelia.
Mas amei o que ele disse. Resumindo, ele disse que não, o Severino não é "folclórico", não é um velhinho excêntrico, não é "engraçadinho". Adorei.
"Tava aqui pensando:
Se os carinhas da macrobiótica dizem que comer carne é uma merda, que faz mal e bla bla bla, por que é que eles pegam a soja e fazem pratos que imitam a carne?"
"Fal, como se não bastasse vc falar da minha bunda aqui, vc foi falar da minha bunda lá nas Megeras?
E Calendas, seu engraçadinho, vc não vai casar daqui um mês? Vá renovar suas energias com sua noiva, seu tarado.
Amo essa música. E sei que é assim que vc se sente, minha amiga linda. Mas fique firme. Eu estarei sempre aqui, te levando pra tomar café qd vc quer sair, ou levando pão de queijo aí, qd não dá.
te amo, sabe?
ana "
"Queridinha do meu coração. (...) Sabe, eu estava aqui pensando nessa doença de merda e pff: a rádio eldorado começou a tocar essa música. Eu não sou especialmente fã do Belchior, e eu nem conheço direito a obra dele, mas ouvi essa canção no meio do trânsito e, Fal, ela é a mais perfeita descrição do que sente um cara com síndrome de pânico. Eu me sinto exatamente assim e sei que vc tb. Não sei qual foi o propósito dele ao escrevê-la, mas ele fala desse medo irracional, que a gente mesmo não entende, que os outros não entendem e não respeitam e de como, se a gente marcar, o medo se renova (essa parte em especial eu grifei pra vc). (...) Vc conhece? Será que ele tb é paniqueiro? (...)
Minha mãe ligou pro almoço e ouvi a voz do meu irmão lá no fundo "hahaha, duvido que ele apareça". Olha eu ia e agora me deu vontade de não ir, sabe?Me doeu tanto, Fal. Não passou, mas melhorou, mas doeu tanto. As pessoas realmente não entendem ou fazem pra foder?
Te amo
Dá um beijo no Alexandre.
H."
Pequeno Mapa do Tempo(Belchior)
Eu tenho medo e medo está por fora
O medo anda por dentro do meu coração
Eu tenho medo de que chegue a hora
Em que eu precise entrar no avião
Eu tenho medo de abrir a porta
Que dá pro sertão da minha solidão
Apertar o botão: cidade morta
Placa torta indicando a contramão
Faca de ponta e meu punhal que corta
E o fantasma escondido no porão
Medo, medo. Medo, medo, medo, medo
Eu tenho medo de Belo Horizonte
Eu tenho medo de Minas Gerais
Eu tenho medo que Natal Vitória
Eu tenho medo Goiânia Goiás
Eu tenho medo Salvador Bahia
Eu tenho medo Belém do Pará
Eu tenho medo Pai, Filho, Espírito Santo São Paulo
Eu tenho medo eu tenho C eu digo A
Eu tenho medo um Rio, um Porto Alegre, um Recife
Eu tenho medo Paraíba, medo Paranapá
Eu tenho medo estrela do norte, paixão, morte é certeza
Medo Fortaleza, medo Ceará
Medo, medo. Medo, medo, medo, medo
Eu tenho medo e já aconteceu Eu tenho medo e inda está por vir
Morre o meu medo e isto não é segredo
Eu mando buscar outro lá no Piauí
Medo, o meu boi morreu, o que será de mim?
Manda buscar outro, maninha, lá no Piauí
Beibinho, eu não conhecia não, mas fui no rádio uol e ouvi (mais ou menas, pq me deram um fone que só funciona dum lado, e bem mal).
É linda.
Eu não gosto de tudo do Belchior, mas gostei muito dessa. Tb não sei se ele é paniqueiro, mas é perfeita. Medo que chegue a hora, medo de entrar no avião, é perfeito. E ele dizer que "o medo anda por dentro do meu coração" é... eu nem sei o que, é dolorosamente real.
Sabe, eu desisti de entender se as pessoas fazem sem ou por querer. Só sei que elas fazem. E às vezes dá vontade de sumir. A única reação possível é perguntar pra pessoa na boa: "vc tá rindo de mim?" Às vezes funciona. Às vezes não. Mas pelo menos vc confronta o cara e, se não for canalhice, talvez ele se manque.
Escrevi um mail longo pra Deia (aqui do Elevê) sobre isso, se ela autorizar eu mando pra vc ou ponho aqui.
Beijucas
Fal
"Eu peguei no traseiro de Salma Hayek apenas para esquentar a sessão de fotos. Estava tudo muito parado. E , é claro, a energia mudou quando fiz aquilo” afirmou a atriz Penelope Cruz."
Entendeu porque é que eu pego na sua bunda de vez em quando, Ana? É pra mudar a energia, fia.
Ai
- Alô, Vida, me acode, que o lépitópi apitou, vem pra cá correndo.
- Fumiga, o lap-top é pirata e clonado, mas não apita.
- Apita.
- Não apita
- Apita.
- Não apita, Fumiga.
- Apita, olha, apitou de novo.
- Fumiga, onde vc tá?
- No quarto.
- No quarto do hotel?
(a vontade é responder, não, pedro bó, no quarto do prefeito)
- É, Vida, no quarto do hotel.
- Hum. E qual telefone vc tá usando pra falar comigo?
- O telefone do Hotel.
- Hum, tá. Então, o apito que vc tá ouvindo é do celular. Bota na tomada, que deve ser bateria.
- Ai, Alexandre, tchau, te odeio.
- Também te amo, Fumiga, té de noite.
tati diz:Não aguentava mais aquele super trunfo dos papáveis na CNN, parecia um bando de velhinho picachu, cada um com suas características.
(...)
tati diz:E nóis, fal. no meio dessa massa de ar polar, com o chuveiro queimado... maguido tá lá em casa, tentando dar jeito FAL diz:tão na base da canequinha, hahahahaha? tati diz:baldinho e paninho, fal ... é difícil manter a dignidade nessas condições
Amém Fezoca, mulher sábia, mulher superior. "Você de repente reparou que eu não estou mais presente, que saí de fininho e ninguém nem viu, que decidi não participar, que não sou dessa tribo, que prefiro não saber, que eu quero paz e tranqüilidade, que eu fiquei perplexa e não quero mais compactuar, que sumi do mapa, você nunca mais me viu, nem ouviu falar de mim, nem ouviu de mim. É assim mesmo, vai se acostumando, pois eu sempre saio à francesa quando não me sinto mais confortável para ficar."
CAPUT MUNDI I
O túmulo de Sisto IV (tio de Júlio II), demorou 9 anos pra ser feito, era um sarcófago de bronze. Os Papas sempre levaram muito a sério esse negócio de túmulo. O deles, quero dizer.
Assim que assumiu o papado, em 1503, Júlio II tb começou a pensar no dele. E contratou Michelangelo, a peso de ouro, para fazê-lo, depois de ter visto a Pietà.
Modestamente, Julio II concordou como projeto de Michelangelo, que previa que seu túmulo fosse uma estrutura de 10 metros de largura e 15 metros de altura, com 40 estátuas de mármore em tamanho natural. Esculturas de nus representariam as artes, e no topo, o monumento teria uma estátua de 3 metros do próprio Julio II usando a mitra papal. Humildemente.
Michelangelo começou o projeto, mas logo o Papa parou de pagá-lo, pois resolvera usar a grana disponível para financiar o projeto de reconstruir a Basília de San Pedro... projeto que seria tocado por Bramante, criatura com que Michelangelo não se dava lá muito bem (aliás, coisa que eu adoro nele: ele detestava todo mundo, hahahaha).
Puto da vida, Michelângelo abandonou Roma, e uia, o Papa chamava e ele num voltava.
(segue)
(fonte: Michelangelo e o Teto do Papa, de Ross King, editora Record)
foto de John Thomas, 1875
Tem um ditado que diz “Mãe só tem uma... porque duas ninguém aguenta”.
É, querido leitor. Pode parecer maldade, mas pode, também, ser o caso.
Além disso, se o pai da psicanálise já disse que um charuto pode ser só um charuto, nem sempre o Dia das Mães é só o dias das mães.
Pode ser uma oportunidade para rever aqueles primos há muito esquecidos. Aqueles primos maldosos há muito esquecido. Aquelas tias com olhos de raio X, que sabem exatamente, como, quanto e onde você engordou. Aquele contra-parente com mau hálito. Aquele tio da mão boba. As crianças, adoráveis criancinhas, que gritam, que urram pela sua casa, como se no zoológico estivessem. E conforme o circo de horrores vai desfilando pela sua sala, você se dá conta que ainda não trocou nem meia dúzia de palavras inteligíveis com sua mãe. Se dá conta que não tem o menor prazer com aquela situação toda. E se dá conta que o desgraçadinho do filho da prima Almeirinha, de Araçatuba está limpando as mãos sujas de molho de tomate no seu sofá recém-estofado.
...vem cá ler mais, no Bem Feitinho
* Caixa de Entrada "Fal, amore!
Acabo de perder tudo o que eu tava te escrevendo, humpf... mas vamo
lá... eu escrevo tudinovo. Já é tão raro eu resolver te escrever, né?
É que eu fiquei mal acostumada por causa dos nossos papos no MSN, mas hoje eu precisava escrever pra te contar das coisas que eu lembrei ontem por sua causa.
Primeiro que as suas sopas pra Rose me esquentaram e inspiraram tanto que eu resolvi ir pra cozinha botar a mão na massa, e olha que em se tratando de moi, isso é um grande feito. E sim, se tem alguém que me inspira à voltar a cozinhar, esse alguém é você, claro! Então ontem, enquanto a Giulia me ajudava a chorar descascando cebolas, a nostalgia me pegou pelo estômago. Ressucitei meu velho caderninho de receitas, o mais maluco da família, e fiz uma retrospectiva culinária pela minha infância nos anos 70.
Pra começar lembrei da coleção de livrinhos de receita do açúcar União que a minha avó fazia. Eu adorava me sentar na cozinha dela e brincar de escolher a sobremesa. É, mas só brincar, porque ela não me ouvia mesmo...vez ou outra uma tia aparecia com uma receita modernosa, mas a vó repetia sempre os seus grandes sucessos: era o flan de maracujá, ou o manjar branco ou a sopa russa (uma salada de frutas cozida, receita de família que é uma loucura de boa). Me enchi de esperança quando eu e minha mãe fomos trocar as, sei lá, centenas de embalagens de papel pelo nosso primeiro livrinho! Aliás, Fal, naquela época esses brindes eram diferentes dos de hoje, né? Eu me lembro de ter ido euzinha em pessoa entregar as embalagens em troca do livro e não foi preciso um tostão a mais. Hoje além de pagar pelo produto a gente ainda tem que dar uma grana a mais na "troca" por alguma porcaria que eles têm a
audácia de chamar de brinde... blé...
Continuando, com o livrinho em casa eu tinha certeza que a gente ia testar todas aquelas receitas. Mas, pqp Fal, aquelas receitas eram todas complicadíssimas! Minha mãe, uma mulher trabalhadeira, não tinha tempo pra fazer aquelas coisas, não! Cada época tem sua moda culinária também, né? Acho que os 70 foram época de algumas coisas bem peculiares, como a gelatina colorida, o frango assado que já vinha com farofa (minha mãe até hoje conta da minha surpresa quando ela disse que na infância dela não existia frango assado naquele saquinho... melhor nem lembrar do trauma que veio depois... descobrir o destino dos pobres pintinhos de feira,ai ai ).
Além disso tem aquelas coisas que a gente falava outro dia, lembra, Fal? Eu te contei de quando as padarias vendiam mais bengala do que pão francês? Bengala, aquele pão mais grosso que a baguete, humm... Aliás, lembrei que as padarias que eu conhecia naquele tempo era todas bem simplezinhas, não tinham nada de féshion, como essas de hoje em dia, e vendiam basicamente pão (e não cerveja e pinga). As da minha infância vendiam um biscoitinho sem vergonha que a gente chamava de mentirinha, e eram uma espécie de "engana-trouxa" antes do lanche.
E claro, não posso me esquecer de contar (se já não contei) da caixinha na casa dos meus avós, onde o padeiro colocava todo dia uma bengala e o leiteiro deixava 2 litros de leite, bem cedinho. Quando eu chegava, sempre bem mais tarde, a primeira coisa que fazia era correr pra olhar na caixa e ver se tinha alguma migalha de pão (eca, hahaha). Incrível como meu estômago tem boa memória ;o)
Conforme eu for me lembrando de mais coisas eu venho te contar, querida.
Tá tudo bem com vocês? Aproveitando essa vida de embaixatriz da capitar no interiorrr?
Beijos enormes pra você e pro Ale!!!
Silvia"
* Que bom que o lançamento foi lindo. Elas merecem.
* Se mais uma pessoa me falar que ligou ontem eu juro, eu vou ter um ataque. Faz uma semana que eu tou falando de Prudente, jura que vcs não perceberam?
* Luuuuuuuuuuu, craro que pode ser dos anos 70/80, meu amor. Escreve, por favor!!??
* Afonso Chatinho, amor, é que eu me aproveitei dum rascunho sobre o treco pra observar nuvens que eu já tinha posto aqui na sexta. Preguiça de começar tudinovo, entende?
* Se eu tivesse um programa de tv, eu mandava o Pedrão pra cobrir festas. Eles é muito observador. E muito mal.
* Ana, sábado pra mim é péssimo. Mas quarta e quinta tá bom. Pode ser tipo segunda, quarta e quinta?
Eu posso ir olhar seu guarda-roupas (só olhar mesmo, Ana, que eu não manjo nada) mas só segunda, pode ser? Pq eu vou chegar cansada, mal-humorada e encontrar a casa de cabeça pra baixo.
* Recordando a todos: EU NUM VI O LOST!!!!! Aqui num tem esse canal. Pelo amor de deus, não conversem comigo sobre Lost até eu assistir - e acho que vai ser só na sexta.
* Alê (não existe mulher mais linda na face da terra.... fosse eu ainda uma importante produtora e botava essa mulé vendendo margarina, sabonete, fralda, carro...), Monca, Moniquinha, ::Fer::... uia, as móderns lendo essa mal-traçadas?! Que chique.
* Dissolução Eu não sou a mais enlouquecida por histórias policiais. Tem que ser muito bão pra me deixar ligada. Mas leiam Dissolução. É um espetáculo.
* Clara, eu sei que tem. Umas não, várias coisas, várias. Mas sabe o que vc faz? Respira fundo, e lembra (quem foi que disse isso?) "isso também vai passar". Vai passar, demora, mas passa. Não é lá o grande conselho-resolvedor-de-vida, mas num tem jeito, nenhum é, esse conselho nem existe. Eu tb fiquei engasgada, mas beibe, os engasgados têm poca, ou nenhuma, importância na ordem das cousas. Siga em frente.
* Eu sei que já disse, mas não custa repetir. Que calor da porra.
Permite-me escrever-te esta breve missiva, que não observa outro cunho, senão o de saudá-la, neste Primeiro de Maio, ano da guarda e empossamento do muy prestimoso Papa, o Bento.
Ilustríssima e fulgurosa Senhora, venho de parte da Condessa Du Prado, a mui prestimosa mulher, cuja alma alcança os píncaros das montanhas do além, melhor dizendo, a mui bondosa Du Prado faz mais coro com a falange dos Céus, tão sofrida, tão marulhada das águas tristes e dos córregos de águas fétidas que teimam em atrair o olhar.
Du Prado pede que confie na palavra por ella empenhada, a de contornar seu textos assim como se contornam as asas da borboleta que abrilhantam o Tejo ou o os mares do Sul.
De caráter firme, a Condessa pede-lhe que lhe perdoe o atraso na entrega dos papéis de precioso conteúdo. Uma furtiva lágrima rolou-lhe a face - ainda borrifada pela jeunesse , porém já iniciando o pintalgar malévolo do deus Juno, o tempo. Mas como to dizia - perdi-me!- ela te solicita perdão, está enrondilhada assim como a doce cascavel em seu balé, em torno de seu eu impossível e peçonhento. A Du Prado, ao saber que sua mui adorava mãe não a ama, soffreu um duro baque, tal qual o das cascatas ao desferirem soquitos ás pedras. Embora já adulta a doce Senhora teve a alma constipada - para não dizer, conspurcada - ao admitir que sua progenitora blefava quando lhe dizia: 'Filius meuns!'
Embargada, exilada, por que não dizer trânsfuga, a Senhora du Prado, atrasou seus afazeres, inclusive e até com a casa, os cãezitos cujo amor despejado alcança os píncaros. O petiz Iuri ( 9 anos) não tem passeado ao arrebol, Clarice carece dum banho. Sim, a Condessa me tem como criada, estou com ela deste que nasceu, sou sua Iaiá. Mas sabendo de minha avançada idade, não mo permite os afazeres domésticos...E agora despeço-me antes que a Senhora me conspurque com tomates...Sei q minha prolixidade às vezes causa no leitor de minhas missivas um nauseabundo sentimento de tédio, quiçá semelhante ao provodado pelo discurso do mui dilleto Presidente Luiz Inacium, du Lullah.
Finalizando: Du Prado solicita-lhe confiança, adesão a sua palavra de ser para o seu texto o doce olhar da cotovia. Compreenda-a, ela to solicita, na intenção de ainda neste dia da Graça dos Trabalhadores de Albornoz ( isso quer dizer algo que a idade não mo permite compreender...são lampejos fugazes...chistes, só Freud poderia analisar-me).
Saudemos os Trabalhadores, hoje , conspurcados pela cruel proliferação dos neoliberais, filhos da...
Desculpe-me , Senhora, perdi um pouco o eixo de minha aprumada vida.
Senhora du Prado, após o supermercado, a lavagem da pilha de louças, a aula a Joana, a limpeza da casa e uma soneca revigorante, dançara tal qual libélula a vistoriar seu texto, palco fulguroso de miríades de anjos de prata a ecoar maviosos hinos a Camões...
Despeço-me, mui respeitosamente
Tereza Pia, a iaiá de Du PratA "