guestbook
email


março 2010
fevereiro 2010
janeiro 2010
dezembro 2009
novembro 2009
outubro 2009
setembro 2009
agosto 2009
julho 2009
junho 2009
maio 2009
abril 2009
março 2009
fevereiro 2009
janeiro 2009
dezembro 2008
novembro 2008
outubro 2008
setembro 2008
agosto 2008
julho 2008
junho 2008
maio 2008
abril 2008
março 2008
fevereiro 2008
janeiro 2008
dezembro 2007
novembro 2007
outubro 2007
setembro 2007
agosto 2007
julho 2007
junho 2007
abril 2007
março 2007
fevereiro 2007
janeiro 2007
dezembro 2006
novembro 2006
outubro 2006
setembro 2006
agosto 2006
julho 2006
junho 2006
maio 2006
abril 2006
março 2006
fevereiro 2006
janeiro 2006
dezembro 2005
novembro 2005
outubro 2005
setembro 2005
agosto 2005
julho 2005
junho 2005
maio 2005
abril 2005
março 2005
fevereiro 2005
janeiro 2005
dezembro 2004
novembro 2004
outubro 2004
setembro 2004
agosto 2004
julho 2004
junho 2004
maio 2004
abril 2004
março 2004
fevereiro 2004
janeiro 2004
dezembro 2003
novembro 2003
outubro 2003
setembro 2003
agosto 2003
julho 2003
junho 2003
maio 2003
abril 2003
março 2003
fevereiro 2003
janeiro 2003
dezembro 2002
novembro 2002
outubro 2002
setembro 2002
agosto 2002
julho 2002
junho 2002
maio 2002
abril 2002
março 2002
<< current


100 sal
abobrinhas on line
acontece fazer o quê
acontecível
adão
afrodite
alakazan*
alexandre soares silva
alto lá, cara pálida*
amargo
amarula com sucrilhos
amentecapta
amigos do joe
aquem da imaginação
aqui tem coisa
arquimimo*
arroz de leite
asterix
a teus pés
ATÉ O OSSO***
áurea
bananaetc
bar do moe
baseado nisso*
batata
batatada
bem feitinho*
bernardo
beth
bia badaud
biametta*
bianatriz
bilhetinho azul
biscoito doce
blocos da leila*
bloggete
bloggi
blogonews
blowg
bocozices da angélica
boneca de vestir I
boneca de vestir II e III
bonequinha da vovó
bricabraque
brinquedos lindos*
buscapé
cachaceiro*
caderno de sonhos
café com leite
café pinheiros
café
calvin e haroldo
caminhando e cantando*
carambolices
carolina porto*
canalha!
carol:life is life*
carolina porto*
carta aberta
casa da pri
casos e acasos
cat gallery
catarro verde
cavanhaque*
caverna da ogra
chá
changing rooms I
changing rooms II
chatterbox
cherish the day
chico buarque
classe média
clio
CLUBE DA LULU***
colombina
coluna brasil do bruno
COLUNA NO MEIO NORTE***
cora ronái
coral dos cavalinhos
correios
cria-minha
cybercook
daily
dani
danicast
daniel
dedo de moça
diário clandestino
diário do elir
diário de um bobo
diário do otaviano
dias de chuva
digital images
dilbert
disdizendo*
distraídos venceremos
doa a quem doer
dona dos gatos
dona maria da laura
dona meg
doutora tosca
dr.reis
dri spaca
dudi
eisenhart
elas
ella
elis
enfant de fleur
eninho
ensaios*
entrelinhas*
erika
ervilhas
escape da marly*
escrever por escrever*
escrotório
escuro
esquilinhos
estágio em jornalismo
ester
et alors
eu hein
eu pensando
eu que fiz
fabio
fagulhas
fernanda
fernanda rena
filmes glst
fique gelo
flor de baunilha*
flora
foco seletivo
folha
fotos da cristina carriconde*
fragmentos de mim*
fubangos & varzeanos
full giu
funny
futuro do presente*
fuso horário I*
fuso horário II
gabi
garota marota
gatinhos da liberdade
gatinhos de niterói
gato fedorento
gatos da Fabi
getty images
gilberto
gmerengue
google
guia dos curiosos
hallmarks of felinity
hannah
helenice*
heranças
hilda
idade da loba
imponderável
inagaki
interlúdio*
interney
interlóquio
ipsis
jobim na rede
joguinhos*
kaleidoscópio
kelzinha
kibe
la fille mal gardee
lado b*
laerte
lady
lanterna de diógenes
lau
leda cruz
leonel
letícia
letra morta
levanta rio
limite da razão
língua de fel
literato
livro da razão da mani
lu laredo*
lúcida casual da carla
lucila
lúcio lasca o léxico
macaca*
madureira
mãe ao quadrado
mãe de gêmeas*
mães
mafalda*
mais canela*
malouca
marca da zorra
marcinha
marianíssima
marília: my chronicles
marinilda
mário e patamona
marioca
marionete
matilda
mato tu onda
matraquilhos*
matusca
mau humor
megazona
MEGERAS***
melancolia
melzinha
menina da lua
meninas de 30
mess blog da deh
metade de mim*
meu lado meg
mil por hora
milady
milex
minduim
mmundo da lu
a moça e a criatura
momento da gilda*
monstrinhos*
mothern
mução
muié do mei do mato*
muitas de mim
museo nacional del prado
nadas
nan
não discuto
naty*
nega do leite
nem que chova
nervocalm
nhenhenhem
nigella I
norte sul*
noves da gin
oitava casa da vida da cons
observador
oncinha
one more
ora bolas
orelhão
outra parte*
pai da Tela
palavras tortas
palavras vivas
palmeiras centenárias*
papel de pão
paper toys*
parenteses da Van
pasquale
patinhos de borracha
pat na austr?lia
paula
paulinha c'est la vie
paz na terra da suely
pedra brasileira da li*
pequenas observações*
perdendo o juízo
periplus da adri paiva
pérola negra*
perolada
pessoas do século passado
picadinho diário
pinacoteca
pirão sem dono
piores blogs
pirata
pixels*
placebo
plástico bolha 1
plástico bolha 2
pó de estrada
ponto de fuga
por acaso
post scriptum
poucas e boas*
praia do nelson
priscilla
primavesi
prosa caotica
ps do ps
pura goiaba
puttanesca*
quem tem medo de baby jane
querido leitor
Rafael
razão e sensibilidade da bianca*
recanto da lua
reclames
relelot
relógio
reorganizer
revista speak up
rosa choque
rubens
rubia
rufus*
salón comedor
santo de casa
santo mário social club
saudade do presidente figueiredo
saudades dos 80
savoir faire
secretina
segredos
simplesassim
siri
só delírio da nanne
solo mio
sounds of silence*
slowly
tantos filmes
telinha
tem mas acabou
tempoimagin?rio
terra do nunca
terras do nunca
teruska
thomaz
tom
tralala
trapos coloridos
time
TSC TSC TSC***
tudinovo
uia a yara
ultramontano
universo corpo
vadiando
varal
vandinha
veia
verso avesso*
vida de bete
vita brevis
walkwoman
weno
wumanity
zazoeira

zel

online



web design

 

« novembro 2009 | Principal | janeiro 2010 »

quarta-feira, dezembro 30, 2009

tirando água, literalmente, de pedra ou... vou me embora pra Pasárgada ou ainda... os fazedores de tijolos

Pra quem tiver pertim da tevê agora, documentário sobre os persas no History Channel, agora. Bom pacas. O professor de história e eterno robocop, o bonitão Peter Weller, tá no comando. A mi me gusta.

E lá, sou amigo do rei.

(acabo de aprender que Ciro, o grande, foi enterrado em Pasárgada. Tá lá o túmulo dele té hoje. Meu Deus do céu, eu não sei nada. Fico desesperada.)

Ó forasteiro,
quem quer que sejas,
de onde quer que venhas,
porque sei que virás,
sou Ciro,
que fundou o Império dos Persas.
Não tenha rancor de mim por causa dessa pequena terra que cobre meu corpo.


COMENTE! | 15:11

 



oooooonnnnnnnnnnnnnnnnnnn

Fal Azevedo diz:
tem duas coisas na vida que são tiro e queda: nada como meia duzia de conversas no msn pra vc ver que o cara é um imbecil e curar a paixonite. e nada como prestar atenção em volta pra ver como tem fia mais loca, muito mais loca, que vc.
ivanisemgomes diz:
HAHHAHHAHAHHAHHAHAHHAHHAHAH
VERDADE
Fal Azevedo diz:
menina, isso é quase uma escola filosófica
ivanisemgomes diz:
mas tudo bem. a gente precisa observar pra se sentir melhor
quando eu tou me achando fora da casinha, eu vou ler blog
Fal Azevedo diz:
vou fundar uma seita
ivanisemgomes diz:
aí eu me sinto normal
Fal Azevedo diz:
HUAHUAHUAHUHAUHAUH
amém


COMENTE! | 07:54

 


terça-feira, dezembro 29, 2009

Alguém com tempo/paciência de me ensinar como que eu posto aqui neste drops com letras de tamanhos e cores diferentes??


COMENTE! | 18:39

 


segunda-feira, dezembro 28, 2009

sensacional

há um certo conforto em saber que não se vai ser odiado sozinho. dica do max, brigada, nego.


COMENTE! | 17:36

 



Julie&Julia&Nonna Thereza

Julie&Julia

Observo, apavorada, programa de tevê atrás de programa de tevê, onde moços lindos e moças apetitosas, raspam superfícies anti-aderentes com utensílios de metal, jogam travessas de qualquer jeito sobre o balcão, lavam talheres e peças de plástico com o lado duro da esponja ou, credo, com Bombril.
E penso na minha bisavó. Nonna Thereza.
Ela veio de longe. De Florença, na Itália, num tempo em que a Itália ficava muito mais longe que hoje em dia
Ela veio para o Brasil fugindo da fome, da miséria, da morte quase certa. Ela veio trazendo os filhos, umas poucas roupas e uma tigela.
Uma tigela branca, lisa, simples, embrulhada num xale e acomodada no colo da velha fez todo o percurso Florença – Jaú, viajando a pé, a cavalo, de navio e de trem. Chegou intacta. Sem uma lasca. E essa tigela foi da mãe da mãe da Nonna Thereza. Faça as contas.
Minha mãe, dona atual da tigela, cuida dela com fervor religioso. Lembra dessa sua avó com tanto carinho e chora um bocadinho de saudade, quando conta pralguma visita a sensacional jornada da tigela e mostra que o esmalte, por dentro, está fosco e gasto, graças aos milhares de garfos que ali bateram incontáveis claras em neve, graças às florestas que colheres de pau que ali prepararam a massa dos bolos mais perfeitos. A tigela mora num lugar de honra na sala da minha velha, numa gloriosa aposentadoria.
*
De volta ao meu programa de tevê, o cozinheiro bonitão e cheio dos sotaques, liberta o bolo recém-assado de uma assadeira de teflon usando o que pra afrouxar as beiradas? Claro, uma espátula de metal.
Que desgosto.
Um moço tão lindo.
Todo esse descaso é sinal inequívoco que esse moço nunca teve uma vó. E nem uma tigela que preste.


Tags do post: Julie&Julia&Nós

COMENTE! | 05:57

 


sábado, dezembro 26, 2009

Julie&Julia&e o arroz de china rica da Silvana

Julie&Julia

Fal,

Ao filme eu ainda não consegui assistir, mas estou te devendo receita. Eu gosto de cozinhar ( de comer, muito mais ) mas tem que ser com plateia, sem pressa, tomando um vinho, comendo azeitonas e ouvindo música. E sem assessoria. Companhia sim, mas gosto de fazer tudo sozinha. Eu não gosto daquela obrigação de fazer todo dia e com hora marcada. Doce ou salgado? Os dois, depois de comer salgado dá vontade de comer doce e depois de comer doce dá vontade de comer salgado e assim sucessivamente. E eu sou compulsiva, não sei comer só um pouquinho.

Bem, eu sou neta de italianos ( meus avés paternos e maternos todos vieram da Itália ), isso deve explicar, cresci com aquelas mesas cheias de comida, onde só as sobras dariam pra alimentar umas 15 famílias, e muito vinho. Então, claro, eu sei fazer várias massas, lasanhas e etc., mas a receita que eu vou te mandar não é da culinária italiana e sim, da gaúcha.

Tu já deves ter ouvido falar do arroz de carreteiro, prato típico, que é feito com charque ou ainda com churrasco ( as sobras do churrasco do dia anterior ). Existe uma variação do arroz de carreteiro chamada Arroz de China Rica ( tem o de China Pobre também, que é feito só com linguiça frita e arroz ), mas pra ti que é fina vou mandar o de China Rica. Eu conheço várias versões desse arroz, é uma china democrática, esta eu adaptei:

Ah, eu sou péssima em escrever receitas, eu faço tudo no olho, mas juro que vou tentar.

Arroz de China Rica

- 1 cebola média
- 2 tomates bem maduros ( não tire pele e sementes, a china é rica mas não é fresca )
- 2 dentes de alho picados ( não amassados, olha a frescura! )
- salsa
- cebolinha
- champignon fatiado
- azeitonas fatiadas
- pimenta ( opcional )
- 2 cubos de caldo de carne ( opcional )
- 500 gramas ( mais ou menos ) de uma carne macia, pode ser alcatra, vazio, coxão mole, etc., picada em cubos pequenos
- 2 xícaras de arroz branco ( deixa o integral pra dieta da semana que vem )
- óleo para refogar
- sal
- Queijo ralado
Onde não tem as quantidades é pro vivente colocar quanto quiser.

Como fazer:

Picar a cebola e o alho e refogar até dourar, acrescentar a carne, o caldo de carne e refogar até dourar a carne e, depois, os tomates picados. Acrescentar o arroz e 6 xícaras de água quente ( tchê, pra que tanta água? Para que ele fique molhadinho, como se tivesse colocado um molho mesmo ), colocar o sal e deixar cozinhar em fogo baixo até o arroz ficar bem cozido ( nada de al dente ), não deixar secar a água de jeito nenhum. Mexer de vez em quando. Desligar o fogo e colocar a salsa, cebolinha, champignon, azeitona, pimenta e misturar tudo. Se quiser colocar mais alguma coisa, aspargo, azeite de oliva, sei lá, pode colocar. O queijo ralado coloca num pratinho na mesa e cada um serve no seu prato.
Não deu certo? Vem aqui que eu faço pra ti. E traz o vinho.

Beijos, te amo.

Silvana


Tags do post: Julie&Julia&Nós

COMENTE! | 22:47

 


sexta-feira, dezembro 25, 2009

tã-nã-nã-nããããã, tã-nã-nããããã

O calega aqui do lado, que chamaremos de o Persa, na falta de alcunha melhor, refestela-se com Indiana Jones. Não apenas refestela-se como ainda, a cada pouco, faz comentários pertinentes chamando nosso arqueólogo preferido de 'macho', 'homão', 'lindo' e eu juro que ouvi há pouco referência sobre o tamanho do chapéu do herói. Edificante.


COMENTE! | 16:54

 



Vamos precisar de um outro Timmy!

Não, eu nem vou falar nada sobre a ceia e as primas e o marido da prima Jussara de Lins, nada.
Eu só quero saber o seguinte: por que é que pobre adora rojão? É o que? Pré requisito básico pra ser pobre esse negócio de adorar um Caramuru? Pelo amor.
A moçada começou a explodir o mundo ontem às 4 da tarde e ainda não parou. Eu vim pra debaixo da cama com Baco e só saio daqui dia dois de janeiro. Que diabo é isso? Rojão e luzinha que pisca, pobre ama.


COMENTE! | 16:15

 


quinta-feira, dezembro 24, 2009

melhor mensagem de Natal, ever

tá no final, é uma canção do Martin SHort. Sensacional.


COMENTE! | 16:04

 


quarta-feira, dezembro 23, 2009


COMENTE! | 13:45

 


terça-feira, dezembro 22, 2009

É verão. Sou contra.


COMENTE! | 01:12

 


domingo, dezembro 20, 2009

pode dar na minha cara

image001

sispqueci de dizer que desdontem e até terça, suzi márcia tá fazendo ponto lá na Paulista. Mas é com todo o respeito.


COMENTE! | 03:42

 


sexta-feira, dezembro 18, 2009

Eu tava na cama. E dormindo. Daí que minha mãe me acorda pra guardar o carro. Palavra. Tinhamos esquecido a frota ao relento. Bão, guardei torresmo. Mas meu sono, essa coisa delicada, rara e fugidia, baubau. Se eu comecei a dormir, eu não posso acordar antes da hora. Acordei, já era.
Bão, acordada, ligo a tevê, certo? No Law and Order de Estupro, aquela fia da atriz peituda e o detetive frango tão investigando a assombrosa vida marital daquela atriz genial-al que fez o Noises Off, Carol Qrr COisa, Carol e mim amar. Cabô e tal, GNT pra esperar o Letterman. Caras, achei que tava tendo um derrame. Silvinho Ursinho Blau Blau peladinho da silva assediando um tigre num making off do GNT. Só me conformei pq no ato toca meu celular e é o Gui tendo um treco. Gente de deus. Esse mundo velho, diria Érico Verissimo, tá de patas pro ar. E digo mais: mesmo não sendo fauna local, o IBAMA deveria de intervir naquele ensaio fotográfico e prender todo mundo. E daí que no Letterman tá o Paul Macártis e eu e vi o blaublau do moço por nada. Podia ter dormido sem ver nenhuma dessas coisas.
É tudo culpa de Torresmo.


COMENTE! | 01:26

 


quinta-feira, dezembro 17, 2009

Um oi em Campinas!
umaauma
Olá meus amigos!

Mando este e-mail para avisá-los de que neste sábado, 19/12, das 10 às 19h, estarei na Casa Romã. A Casa Romã fica em Barão Geraldo, pertinho da Praça do Coco.
Espero vocês lá, heim?!
Feliz Natal e que 2010 seja melhor do que 2009!
Beijos,
Fer


COMENTE! | 13:37

 


quarta-feira, dezembro 16, 2009

miau

Oi gente!
6 artistas estão participando da Ação Solidária Sonora.
Cada artista elaborou uma playlist e indicou uma ONG.
A Pitty, que adora gatos, escolheu a ong Adote um Gatinho que é uma ONG séria e voltada pra resgatar gatinhos de rua.
Pra ajudar é muito muito fácil: clique aqui e vote quantas vezes puder.
Caso a ONG ganhe são 75.000 reais pra ajudar em campanhas de castração e tornar a vida dos animais muito melhor.
Vai lá! Não custa nada e vale muito.

ass: Carol, redatora interina do Drops


COMENTE! | 14:17

 


terça-feira, dezembro 15, 2009

hahahaha!!

"Há 186 e-mails não lidos na minha caixa de entrada.

Tudo bem, eu resolvo isso em menos de cinco minutos:

186 e-mails não lidos.

De cara já deleto todas as “piadas encaminhadas” pela Maria do Rocio. Isso me deixa com:

157 e-mails não lidos.

Eu deleto todos os e-mails duplicados encaminhados por pessoas que não sabem ler a lista de destinatários. Essas são todas aquelas mensagens que começam com a frase: “não sei se você recebeu este…” Com isso eu fico com:

92 e-mails não lidos.

Em seguida eu elimino todos os e-mails relacionados a convites pra “churras”, “níveres” e pagodes, dicas de alongamento, achados e perdidos, correntes de caridade, e reclamações sobre o cardápio do refeitório. O que reduz para:

76 e-mails não lidos.

A partir daí eu apago todos os e-mails que meu chefe me manda com o resumo das nossas reuniões, porque só me emputecem ainda mais. Ótimo, com isso o total baixou para:

58 e-mails não lidos.

Depois disso eu me livro de todos os e-mails corporativos que contêm informações totalmente irrelevantes à minha função atual, mas que foram enviadas para todos os funcionários com o propósito de “fomentar a transparência, a boa comunicação e inclusão”. O montante agora desceu para:

32 e-mails não lidos.

Agora eu faço um rápido balanço do saldo e deleto todos os e-mails de colegas de trabalho contendo comentários sarcásticos sobre outros e-mails. Eu procuro frases do tipo “Dá pra acreditar que o Avelino pediu pra gente fazer isso???!!!” O que reduz a carga para um total de:

9 e-mails não lidos.

Finalmente, eu apago aqueles que contêm no campo ‘assunto’ qualquer frase semelhante a: “Solicito respeitosa e humildemente sua assistência”; “Encaminho o currículo do meu cunhado”; e “Aumente seu pênis!” Ao final do processo eu resumo o número de e-mails não lidos na minha caixa de entrada para um total de:

1 e-mail não lido.

É da minha mãe. Eu vou ler porque moro com ela e terei que dar satisfações.
Ivan, aqui"

Eu não tinha 186, mas tava quase, Ivan. E inda tem mais de cem. Seu método é espetacular.


COMENTE! | 17:19

 



É só ni mim que o megahair dessa fantasma do Cold Case dá susto?


COMENTE! | 16:46

 



Então, que os e-mails inda demoram, mas o LV tá zerado.


COMENTE! | 16:44

 



Julie&Julia&Maíra

Querida:
Obrigada pelo filme!
Estou enrolando tem duas semanas, eu sei, mas anteontem (terça-feira) finalmente fui ao cinema. E posso te dizer sem medo que foi o ponto alto de um dia desses em que as coisas dão errado, assim, uma atrás da outra, sabe? Mas isso nem vem ao caso agora. Vamos ao que interessa, o filme.
Já li tanto sobre ele que, antes de ver, achei que não teria nada de interessante pra falar. E estava tudo lá: a fantástica Meryl Streep arrasando mais uma vez, a delicinha da Amy Adams, mandando muito bem, os maridos que amam incondicionalmente, e deixam as loucas seguirem seus sonhos. Aliás, marido assim existe, querida? Se você me disser que sim, eu acredito. Mas só se você disser que sim. :wink:
E os sapatos, e Paris, e as roupas “old fashion” da Julie que tanto me agradam, e as roupas “elegantérrimas” do “núcleo parisiense” dos anos 50, rs, a manteiga (there’s no such thing as too much butter – and that’s a fact), o prazer da boa cozinha, os aromas que a gente só imagina, t-u-d-i-n-h-o lá, como vocês me prometeram.
E não é que euzinha ainda vi coisas que ninguém tinha me prometido?
Olhei pra Julie naquela mesa de restaurante, com aquelas amigas horrorosas, e senti toda a situação. Eu sei o que é ser o patinho feio da parada.
Vi aquele emprego chato e entendi perfeitamente, tem uma relação de amor e ódio latente ali – amo ajudar as pessoas, ou o que faço, mas odeio todo o resto.
Vi uma mulher de quase 30 querendo realizar algo grandioso, pra dar sentido àquela vidinha de todo dia. Algo pra olhar, se orgulhar e ficar feliz. Entendo essa necessidade.
Uma mulher que ama profundamente alguém que nunca viu, um alguém famoso e genial que diz muito pra ela, que ensinou coisas que ninguém mais, com um jeito pra lá de sincero de falar. E essa pessoa é perfeitinha na cabeça dela, não importa se tem defeitos na “vida real”. E eu amo tu, viu?
Queria era ter a coragem dessa mulher, que colocou a cara a tapa e resolveu que ia fazer o que a alma pedia. Que deixou a vidinha ali do ladinho, andando meio que sozinha, e foi viver o que lhe dava prazer. Tudo bem que ela quase enlouqueceu o marido fantástico, ouviu horrores da mãe, e deve ter sido desacreditada pelos amigos. Mas e daí? Foram 524 receitas em 365 dias, incluindo algumas lagostas pra matar e um pato pra desossar. Mas se fosse assim facin facin, que graça teria? Não seria conquista.
Maíra


Tags do post: Julie&Julia&Nós

COMENTE! | 16:28

 



just another
Foram 33 e-mails. E inda tem mais de 100 pra responder. Ou a criaturinha de deus trabalha, ou ela planta abacaxi na fazendinha, ou responde e-mails, ou curte a dor de ouvido, ou escreve livro. Assim nao dá. Vou dar uma olhada no LV. E comer outra maçã.


COMENTE! | 15:29

 



uia

o premio

O Jornal ganhou três prêmios no Concurso Jornalístico e Publicitário

E o caderno Ela ganhando prêmio ali, logo ali, nas mãos da bela Helê, como melhor caderno especial.
:o))
adoguei.
Helena, você é nosso orgulho.


COMENTE! | 13:05

 



yeah

Julie&Julia

No globo de ouro:

M. Streep indicada pra melhor atriz por Julie&Julia e por It’s Complicated.
Eu tinha dito que o Tucci foi indicado e ele té foi, mas não pelo Julie&Julia.
Já preparei o paletózim de lamê doirado de Baco, porque nós vamos, com a Tia Caró, mesmo os buios não tendo indicado o marido da Lulia Child.


COMENTE! | 10:52

 


segunda-feira, dezembro 14, 2009

Sociedade Civil Sem Fins Lucrativos Drops

Tudo certim ai?
*
Entregue o primeiro trabalho. A Sociedade Civil Sem Fins Lucrativos Drops jamais perde um prazo. Celto, e agora vamos deixar de garganta e começar o próximo, que janeiro, assim como Aníbal, ad portas. E eu sou a prova viva que sempre há uma primeira vez.
*
Amanhã rua, na volta e-mails e LV, eu prometo procêis.
*
The line moved on. The ten uthiin stared hard at Ambaros as they passed, blank, hard faces, utterly without remorse or regret at their treachery. These men had once been his friends. It was as if he no longer knew them.

Celtika - R. Holdstock
*
Pra me convencer a assisitir o programa você me diz que o som será de Simoninha e Max de Castro? Tjura? Big mistake.


COMENTE! | 17:00

 


domingo, dezembro 13, 2009

força tarefa

com pena dos tradutores-que-são-antes-de-tudo-uns-lesados, a dona tevê a cabo, a partir das oito da noite dontem, emendou hannibal com dragão vermeio com rerispótis 1 com três pisódeos de law and order com house (que eu não amo mais porque aquele homem não é o meu house, mas hoje tudo bem)
tou garantida até as seis da manhã
mas nao posso deixar de pensar com um aperto no coração que, se esse primeiro prazo tá me deixando assim, imagina o segundo? eu entrego esse trem dia 14 e dia 15 começa tudo de novo.
entre o alívio de ter trabalho, o desespero do prazo o medo de não saber donde vem o próximo trampo, a vida passa.


COMENTE! | 01:59

 


sábado, dezembro 12, 2009

Ciência

Nada não, só quero que conste dos autos que além dos atestados outrora outorgados pela dra. Lucia Malla, e pela dra. Alline Stomi, a dra. Carina Rizzi também declarou ser absolutamente científica a certeza que ela tem na existências do lobisomens. Ainda divergimos um pouco sobre as provas físicas referentes à existência do Tarado da Machadinha, dra. Carina está relutante, mas ela há de examinar nosso material de campo e constatar a existência dessa espécie também. As grandes cientistas deste mundo estão ao meu lado, fariseus, não admito mais qualquer dúvida, gracinha, cutucão. Ciência pura. E tomem cuidado quando forem acampar no fim do ano.


COMENTE! | 16:37

 



I love Murphy

Claro que faltando 30 horas pro meu prazo cabar, a vizinhança se regozija num baile fânqui bem no meio da rua. Claro.


COMENTE! | 15:59

 


sexta-feira, dezembro 11, 2009

Julie&Julia&carta para a Telinha

Julie&Julia

Salut,

Telinha, minha canoa:
Churro recheado comido de pé na praça, raspadinha de framboesa, polvo à vinagrete, bolo de fubá (finalmente eu me entendi com esse forno), risoto de caranguejo, suco de limão com casca (acho que nos restaurantes chama limonada suíça, mas meu pai – que odiava, chamava de limonada de presidiário), sobrecoxa de galinha assada com coca-cola, suflê de abobrinha, fritada de marisco, pastel de bacalhau, picolé de limão, couve refogadinha com alho, pudim de laranja (sim, esse forno me ama), salada com repolho roxo, bolinho de queijo frito, rosquinha de canela, ensopado de atum fresquinho, conserva de sardinha, muqueca que eu aprendi a fazer, ostras direto da concha, para o Alê, Tela, que eu odeio aquilo, biscoitos de polvilho na estrada, salada de rúcula com manga, água de côco pro Alexandre, garapa para mim (eu não presto, Tela, mas você já sabia), doce de leite com nozes, omelete de queijo, papaia comido na casca de colherzinha, chupa-chupa de uva (dos que tingem a boca), carne de panela carregada no molho mostarda (como a Dona Aurora gosta), chuvisco, chá mate com limão, cebola crua com sal, sorvete de casquinha de chocolate, sushi feito por um libanês, batata frita de barraquinha de rua, macarrão alho e óleo, mousse de maracujá (aquela safada, creme de leite e geladeira), torta de maçã da massa falsa, calderada de marisco com couve, divinal, que eu inventei.
Amor,
Fal

Bertioga, verão de 2002

(queridos, até dia 16 nem LV, nem e-mail, nem nada. Os prazos tão ferozes e dar respostinhas é coisa que me toma um tempo que, neste momento, não existe)


Tags do post: Julie&Julia&Nós

COMENTE! | 12:28

 


quinta-feira, dezembro 10, 2009

Julie&Julia&um presente de Natal tão, tão fofo

Julie&Julia

Genteeeeem, tô perdida (a perdição é pq encontrei um blog que não consigo sair dele e trabalhar no que me compromete nestas minhas horas inúteis desta quinta de feira de dezembro de 2009), e para não me sentir mais culpada, vou transformar a perdição num presente para @s amig@s
(ah, agora a culpa é de vocês, hahhahh)
c a l ma
é o seguinte: comida boa, vinho, filme, estórias, bom português...tudo isso me embriaga, e num é que eu encontrei tudo isso no mesmo lugar!!!

ai, vamos com calma porque estou muito excitada, ai respirei mil vezes, agora posso começar

Julie&Julia - filmaço, quer dizer, Streepzaço da Meryl Streep - a rr ebantou, não dá para entender se ela é real, todo talento assim é transbordante
Ela faz uma 40tona que tem 1,88m e tem que viver numa cidade com um monte de mulher baixinha, pequenininha delicadinha,
mas ela é tão humorada que isso passa batido, quer dizer, baixinho...
Bom, eu vi um filme, não falo mais nada sobre ele porque, vcs podem clicar no link abaixo e saber tudo (há um monte de cartas que a Fal recebeu pelos posts Julie&Julia&nós - muitas com receitas - o primeiro post mesmo sobre o filme, está em novembro, tem que fuçar um pouco...)

Mas, perá lá, e o presente de Natal?!? como assim? O presente de Natal é este link e a dica para ver o filme. Calma, o blog é uma ode ao bom português, ao jeito brasileiro, à mulher engraçada e inteligente, à boa mesa, às muitas taças de vinho...há tantas coisas gostosas, e enquanto eu pensava que eu ia mandar para:
Laura - pq ela cozinha as melhores coisas que eu já comi, e é alta, e...
Minha mãe - pq ela não vai ver o filme, pq há muitos anos fecharam o cinema em Coxim (sim, oras, Coxim teve um cinema, nunca me esqueço mãe numa vez que vc levou nós 3 ao cinema e na saída tomei um sorvete de chocolate amargo, minha mais doce lembrança de um sorvete), mas ela adora receitas novas e tem um montão no site que ela pode experimentar
Manu - mas aí também lembrei da Manu, e das várias conversas em torno do fogão, baseadas em vinho, e outras bases, baseados, baseios...
Valéria - se lembrei da Manu, também lembrei da Valéria, vinhos e receitas baixadas da internet, há tantas receitas maravilhosas no blog, e no filme e na mesa de Valéria...
Mirele - mas aí tem também a Mirele e todo seu afrodisíaco talento culinário e novas experimentações sempre com bases e basead@s em vinhos, (tambien, tambien...)
Téa - e tambien, lembrei da Téa, que exatamente como eu, foge do fogão, mas o filme pode ser para nós duas, grande inspiração, se não ao menos para incessantes risadas e dá-lhe vinhos

e a lista continuava a crescer, na minha excitação, e pensei, em homens, sim há homens em minha lista:

Léo - bom gourmet, mas de repente, começa agora a preparar pratos em sua casinha para amadinha, será que não, bom, pelo menos degustará risadas a mais com esta Fal, tenho certeza...

ah, ops, MariaHelena - lembrei de ti, tambien, com certeza, vinhos, filmes, BOM PORTUGUÊS, ai adoro ler, e acho que vc também vai gostar de alguma destas cousas pelo blog ou pelo filme

Daí, então começaram a cair em cascata lembranças de tant@s amig@s que sei, podem gostar de ler o blog, ver um filme, tomar um vinho... m a t a r s a u d a d e s de mim, bom, o fato. É que isso me fez lembrar de tod@s vocês, pois acho que sem exceção, com tod@s já estivesse à mesa, e comemos juntos coisas gostosas, como NATAL celebra-se à boa mesa, e não poderei estar com tod@s ao mesmo tempo, aliás, Que sonho! jamais estive com tod@s ao mesmo tempo, seria um dia maravilhoso... eis o meu desejo "BOM NATAL", eis o meu presente:
na maior cara de pau, o meu presente é um: LINK PARA UM BLOG!!

*********************************************************

Boa tarde, FELIZ NATAL, deliciem-se, à vida, aos vinhos, aos seus amores, sejam lá quais forem...
FELIZ NATAL
Acho que está despertada em mim uma vontade de cozinhar, isto me é difícil, penoso, mas começa a me parecer um desafio mui interessante, ontem por exemplo, fiz um bolo de abacaxi, ficou boniiito!!! e horroroso, não tinha fermento, a forma era pequena, transbordou, tive que parar o "assamento" (socorro, não sei que palavra existe para explicar o que parei!!!)
enfim, nada bom, terei que fazê-lo novamente..

Ah, lembrei: muitos aniversariantes:
FELIZ ANIVERSÁRIO para André & Daniel, Lucrécia, Tati, Maria de Manu, Bibi e Adriana, Vitória da Chris, Isadora da Raquel, Rodrigo de Raquel e Camila, e deve ter mais e não estou lembrando, lembrem-me se esqueci

beijos, Ale - preciso dizer mais uma coisa: o filme parte de um BLOG, hehehhh, um blog deu origem ao roteiro do filme.

ah, não, não, não posso deixar de citar Irene, do Cinematerna que me despertou para este filme, aliás, que me proporciona frequentar CINEMA todo mês,
e que muito raramente podia pegar uma sessão, porém agora, por ela ter pensado, criado e todos os dias trabalhando
pelo CineMaterna me selecionou para a equipe de voluntárias, enfim, e ainda me paga
um dindin para estar ali, naquele cantinho privilegiado. Irene, FELIZNATAL FELIZCINEMATERNA muitos mais Brasil afora em 2010 - saiba que você
faz "inclusão social" cada vez que eu vou lá para o Arteplex, um beijo -
Alexandra F. Pedroso


**
Agoa você me diga, leitorzinho sensual, se eu posso com um e-mail fofo desses?
Alexandra, querida, um lindo Natal pra você. Eu nunca fui um presente de Natal e, embora com dó dos coitados dos seus amigos, adorei.
Obrigada mil vezes.


Tags do post: Julie&Julia&Nós

COMENTE! | 17:28

 


quarta-feira, dezembro 9, 2009

Julie&Julia&uma certa quantidade de meleca

amy-adams-and-chris-messina

Amoreca, teu Drops tá delicioso, as always, e eu, como boa taurina, adoooro receitas. Daí que lendo, me lembrei da receita que segue abaixo. Experimenta. Chama teus sobrinhos pra te ajudarem. É certo.


Quando a Maria era pequenininha, em um dia de febre de criança, dei pra ela um livro de receitas pra ajudar a passar o tempo em casa. Ela folheou o livro todo e decidiu fazer os cookies. A mama aqui providenciou os ingredientes e lá fomos nós. A pequena mestre cuca devidamente paramentada com avental e lenço na cabeça, muito ciosa de sua responsabilidade. Deixei tudo em cima da mesa bem direitinho, junto com xícaras, colheres, potes e o que mais fosse necessário. Daí eu ia lendo e ela colocando na tigela. “Vai lá, Maria: uma xícara de farinha de trigo, 1 ovo, um tablete de chocolate ao leite, um tablete de manteiga, uma xícara de leite, uma colher de fermento”. Eu só olhava por cima do livro, deixei a pequena a vontade. “Pronto, acabou?” “Acabei.” “Agora a gente mistura tudo com a mão.” “Como é que eu faço?” “Assim ó”, e larguei o livro pra colocar a mão na massa. Quando olho pra dentro da tigela tava tudo lá, hohoho, a xícara (física) com a farinha de trigo dentro, o tablete (empacotado) de chocolate, a xícara (física) com leite dentro, a colher (física) com o fermento por cima, o tablete (embalado) de manteiga e os ovos (na casca). Um do ladinho do outro, quase morri de tanto rir e de tanto amor. Enchi de beijos aquela coisa lourinha que até hoje, passados 12 anos, não leva o menor jeito para cozinha, derramei os ingredientes, quebrei os ovos, desfiz a manteiga, piquei o chocolate e misturei tudo com a mão. No finalzinho ela misturou o resto e quando já estava pronto para ir ao forno, chuááááá, um mega espirro totalmente encatarrado brindou nossa primeira receita a 4 mãos. Jesus... Ela me olhou já esbugalhando os olhos pra chorar de tanta frustração e eu, com o desprendimento para coisas nojentas que toda mãe tem, enfiei um belo pedaço da maçaroca na boca e disse “Delícia! Era o tempero que estava faltando!” Enfiei o tabuleiro no forno, as melecas rapidamente se fundiram à massa e o resultado ficou beeem melhor do que esperado. A pequena segue sem saber cozinhar, nem o fogão ela consegue ligar, tamanha sua inutilidade doméstica, mas a receita está imortalizada.

COOKIES COM MELECA

1 xicara de farinha de trigo

1 colher (chá) de fermento

1 xícara de açúcar

1 tablete de chocolate ao leite

1 xícara de leite

1 ovo

3 espirros na seqüência

Peneirar os secos, picar o chocolate, misturar todos os ingredientes, desfazendo o tablete de manteiga com as mãos. Untar um tabuleiro com manteiga e trigo. Pré aquecer o forno. 3 espirros em cima da massa. Separa em bolinhas, mantendo distancia entre uma e outra, levar ao forno por cerca de 20 minutos e pronto! Cookies melecados da Maria, voilá!

Muitos beijos, da sua Flá


Tags do post: Julie&Julia&Nós

COMENTE! | 17:28

 


terça-feira, dezembro 8, 2009

Julie&Julia&Bernardo&Victor

Bernardo e Victor, 2006

Queridos Bernardo e Victor:

Bife acebolado, suflê de chuchu, pufe de queijo, bolo de bolo, arroz de forno, picolé chicabom, ovo amarelo do boteco, pato recheado com ostra, brigadeirão da Tia Neuza, salada de grão de bico, lombo recheado, bolo de laranja com manteiga aviação, suco de uva Superbom, bolo de carne, rabanada, suflê de cenoura, bife de fígado, suco de maçã Superbom, suflê de arroz de ontem, salada de vagem, sonhos recheados da padoca, rocambole de goiabada, suflê de queijo, groselha vitaminada Milani, ovos no inferno do vô Nelson, sopa de cebola com cebola de verdade, biscoitos de canela, coelho à escabeche, frango assado com coca-cola e bacon, torradinha de espinafre com parmesão, sopa de feijão com macarrão de letrinha (que o espírito de porco do vô Nelson de vocês a gente a comer fria e carregada de vinagre), doce de pêra cor-de-rosa, sanduíche de feijão (outra gracinha do avô de vocês, aquela criatura atilada), soda limonada antártica batizada (beeem batizada) de campari (nós tivemos um vô Affonso que nos amava), tomate recheado, pimentão recheado, abobrinha recheada, perna de cabrito com hortelã, arroz de lula, macarrão a bolonhesa, purê de mandioquinha, pescada de forno com espinafre, repolho com leite, bolo de nozes, doce de laranja inteira com calda de açúcar (demora seis dias pra fazer e era especial para sarar a tosse do velho Affonso), camarão à grega, batata doce frita, filé a Diana, farofa doce, pão doce com caldo de cana, paella, pastel de feira, cassoulet, rim, língua com batata, bacalhau desfiado, ovos recheados na Alfama (porque o vô Nelson achava que era de pequenino que se torcia o pepino), rocambole de capa de filé com espinafre, quibebe, quibe de bandeja, bife tartar, frango empanado, berinjela a parmegiana, rosbife, torta de camarão, costelinha de porco, goulash, sopa de ervilha, pudim de clara, geléia de laranja, cocada mole, salame no Mercadã,suspiro, pão molinho, zabaione, licor de ovo, presunto califórnia, bolo de açúcar mascavo, pão de mel, pão de lingüiça, bolo salgado, salada de manga com rúcula, curau, filé à mariana, quibe cru, creme de milho, lingüiça branca com mostarda preta pro papai de vocês, leite com Ovomaltine, sardinha a escabeche, brevidade, bandeira espanhola da Vó Antonieta e dela também frango com limão ou cebola, queijos fedidos, azeitonas verdes no azeite, azeitonas pretas no vinho, tostex do Nelsão, fondue, maminha com cerveja preta, café com leite bem quentinho logo antes de dormir – ainda o melhor gosto do mundo.

Amor

Papai e Tia Biba

Rua Jesuíno Maciel, 1974/1978
Rua 9 de Julho, 1978/2002
-
São Paulo


Tags do post: Julie&Julia&Nós

COMENTE! | 17:29

 


segunda-feira, dezembro 7, 2009

Chaves

Uma amiga é alguém que, quando você leva uma rasteira profissional ('Mais uma, Fal?' - perguntará você, desconfiado que o problema sou eu e não o mundo), simplesmente diz "Venha querida, vamos dar um jeito, não se misture com essa gentalha".
Obrigada, S., querida.
Assim, em público.


COMENTE! | 20:33

 



Julie&Julia&mais cartas deliciosas

Julie&Julia

"Fal. Receitinhas, tudo lindo, cool, gostoso. E quando nada dá certo? E quando sua receita vira um desastre absoluto?

Hoje eu fiz um bolo de chocolate. Mais precisamente, fiz O Pior Bolo de Chocolote do Mundo. Visitas em casa, tarde de domingo, vontade súbita, receita rápida e simples, por que não?

Eu não sei o que aconteceu...Tudo certo: medidas, batedeira, ingredientes. Massa na forma (de tamanho certo, viu?) e forma no forno. E aí o desastre aconteceu. O maldito bolo começou a crescer de forma incontrolável! Parecia ter quilos de fermento. Borbulhava! O cheiro de queimado, dos generosos pingos de massa assando diretamente na grelha, invadiu a casa e a vizinhança. As visitas olhando prá mim com cara de paisagem...Desastre Fal, desastre. 40 minutos depois, muitas borbulhas depois, o bolo-louco murchou de repente. 2 cm, um nada. E a visita simpática diz "olha, parece um petit gateau!!". E eu querendo chorar. Para o lanche, bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Da padaria.

Segue foto. Se eu tivesse muitas formas, essa iria direto pro lixo. Como não tenho, precisarei de ácido muriático.

Bolo da Renata

Beijos, Fal.!
Renata"

**
Renatinha, saiba que eu não rio de você, mas com você. Acontece. E passado o nelvoso, hahahaha, é muito engraçado, vá.
Oia essa, real, o velho Alexandre e eu:

- Huuummmm, que cheiro delicioso.
- É mesmo, maravilhoso.
- Parece café.
- Deve ser café, alguma vizinha tá fazendo lanche.
- Talvez seja bolo de café.
- Ou café que é moído na hora.
- Ou pavê de café.
- Huuuuummmmmmm.
- Huuuuuuummmmmmm.
- Precisamos comprar uma dessas cafeteiras que moem o café. Huuuummm.
- Huuuuummmmm.

(15 minutos depois)

- Mas meu deus, não passa o cheiro. Que delícia, não? Huuuuummmmm...
- Huuuummmmmmm.
- Hummmmm!
- Deve ser um bolo ou um doce desses que.....
- Que foi?
- POURRA, NÃO É CAFÉ, VAMO NA COZINHAAAAAA!!!!!

Claro, de repente cai a ficha na doida. O que de longe parecia café torrado, de perto era uma panela de ervilha do tamanho do Himalaia, que a retardada tinha posto pra cozinhar. Fumaça, muita fumaça, panela caríssima de inox inutilizada,o cachorro apavorado na área de serviço também tomada pela fumaça, marido abanando toalha na cozinha pra fumaça sair e vizinhos bem intencionados tocando a campainha:
- Oi, tá queimando alguma coisa aí? O hall tá todo enfumaçado.

(e você, no meio da fumaça, só quer responder pro corno, "tou sim, seu retardado, tou queimando a tua mãe")

Eu mereço. Beijos, Renata. Beijos, crianças!


Tags do post: Julie&Julia&Nós

COMENTE! | 17:49

 



Ah!! Essa semana!!

feira paulista

Suzi na Paulista. Eu num guento.


COMENTE! | 10:23

 


domingo, dezembro 6, 2009

Julie&Julia&Uma avó amada

Julie&Julia

Fal,
Eu ainda não vi Julie & Julia. Uma querida amiga jornalista, quando viu também em pré-estréia, escreveu e me disse: "Quel, é a sua cara. Lembrei de vc. Vai assistir logo." A cada post seu no Drops, reforço a convicção que não vai prestar se eu assistir. Caso você não saiba, é dezembro e há milhares de coisas que não podem entrar 2010 em débito. E se eu assistir esse filme, realmente vou jogar tudo pro alto para escrever o livro de receitas de Vó Christina. Sem ir ao cinema, só de ler os textos, já escrevi isso aí abaixo. Agora pense que tenho todas (sim. eu disse todas) as receitas da minha vó recuperadas e até já as digitei. Só faltam os causos. E eu não tou podendo contá-los. Eu não tou não, Fal. Eu tenho de ser uma jovem senhoura ajuizada e responsável e que não pensa em receitas e comidas e que cumpre prazos e serviços e tarefas e compromissos sérios do mundo real. Por isso, quero declarar solenemente que se eu parar tudo e vier a contar esses casos, a culpa é sua. Se eu ficar sem traballho em razão disso, a culpa é sua. Ah! E se me interditarem, vc também já sabe, a culpa é sua.
E mais não digo.
Um abraço arriscado,
Raquel


Pão da vó da Raquel

Ingredientes:

1 kilo de farinha de trigo

1 colher de fermento cheia

1 colher de açúcar

3 ovos

2 colheres de manteiga derretida

1 copo de água morna

Sal

Modo de fazer: Coloque o fermento, o açúcar e a água morna e “deixe chegar”. (nessa fase, “deixar chegar” é ver o fermento inchar na água morna com açúcar)

Depois, coloque a farinha de trigo, os ovos, a manteiga e o sal. Misture tudo e amasse numa gamela. “Deixe chegar” mais uma vez.

(nessa fase, para saber se a massa “chegou” coloque uma bolinha em um copo com água e se ela não ficar no fundo, pesada, mas, ao contrário, subir para a parte superior do copo, é possível seguir para a próxima etapa).

Polvilhe farinha no mármore ou no granito, abra a massa com um rolo de macarrão e enrole os pães. Pincele com gema de ovo e, mais uma vez, “deixe chegar”.

(de novo, repita a operação da bolinha da massa dentro de um copo de água: quando subir e flutuar, a massa “chegou”)

Coloque os pães para assar.

Observação: Fazer esse pão em dias frios é uma tarefa árdua. Sem o calor, para ajudar a massa a “chegar”, gastam-se várias horas até finalizar a receita.
*
Ai, Raquel, posso falar? Essa receita e todas as outras, deliciosas que você vai transformar num livro é que são, na verdade, um assunto de jovens senhoras sérias e responsáveis. Todo o resto das nossas vida é um equívoco.Você vai ver o filme e vai simplesmente amar. Sua cara, sua cara, sua cara.
beijos, querida, boa semana e obrigada.


COMENTE! | 21:40

 


sábado, dezembro 5, 2009

Julie&Julia&Artrópodes&Moluscos

Julie&Julia


Alguns são descritos como animais que têm os corpinhos segmentados, membros articulados em número par e exoesqueleto quitinoso. Dizem que eles pertencem à categoria dos artrópodes (categoria à qual também pertences minhas arquiinimigas, as aranhas). Os outros, a competente bióloga Dra. Carina Rizzi, diz serem moluscos, pertencentes a um grande filo de animais invertebrados, marinhos, de água doce ou terrestres e que se distinguem por terem corpo mole. Ui.
Resumindo, os bichinhos têm muitas perninhas. Anteninhas, olhinhos estufados, corpinhos esquisitos e às vezes, ventosas. Jeitinho de coisa nojenta, eu concordo. E as cores? Marronzinhos, beges, roxinhos, dá nervoso só de olhar. Hum, e gosmentos. Jesus Cristo, eles são gosmentos!
Alguns deles são até cascudinhos, valha-nos Deus.
Os do primeiro grupo, primos da aranha, são os crustáceos, ou seja, as lagostas, os camarões e os siris. Os do segundo tipo são os mexilhões, as ostras e as vieiras, moluscos bivalves e as lulas e polvos, os moluscos cefalópodes.
Epa. Opa. Camarões? Lagostas? Lulas? Até que esses bichecos começam a parecer simpáticos.
Eles são os frutos do mar, e nós somos doidos por eles. Quando fresquinhos e bem preparados, é coisa de comer chorando.
A vida inteira nós amamos camarão. Imagine a cena, querido leitor.
A Fal devia ter aí uns seis anos. O Pedrão, uns quatro. Foram com os pais para um hotel na Bahia. Os velhos tinham que participar dum tal congresso médico e só podiam passear conosco por aquelas lindas igrejas e ladeiras pelas manhãs, de modos que nós, os filhos, passávamos as tardes na piscina do hotel. Ora bolas, eu era uma senhorita de seis anos, já sabia assinar meu nome muito bem assinadinho, certo? Certo. E então, papai ensinou a filhinha que, se ela ou o irmãozinho quisessem um suquinho (éramos terminantemente proibidos de tomar refrigerantes, a não ser quando eu estava no colo do meu avô Affonso, mas... essa é outra história) e até talvez, quem sabe, uma “porçãozinha de camarão, queridos, aquele bichinho fritinho que vocês adoram!”, eu podia pedir ao garçom, e ele traria. Papai já havia alertado a gerência sobre a nossa situação e tudo bem. Passávamos, Pedrão e eu, as tarde naquela piscinona, nadando, nadando, nadando, ficando cada vez mais pretinhos... e comendo camarão. Mas aí.... aí, meus fihos, chegou o dia de ir embora, tudo o que é bom acaba. E Papai foi pagar a conta. E Papai viu a quantidade de notinhas que a filhinha havia assinado nas tardes de folguedos. Eu não sei mais os números exatos, mas era coisa assim de juntar Jesus, Maria e José. Dava pra alimentar todo um pequeno país com os camarões que nós comemos (falo nós para aliviar a minha culpa, porque fui eu quem comeu mais). Meu pai olhava praquele bolo de notinhas depois olhava pra aquela menininha gorducha e preta e se perguntava onde tinha ido parar a filhinha branquela e responsável que ele havia deixado ali dez dias atrás. Pagou, pai resignado que era, comentou com minha mãe que não entendia como é que eu não tinha tido um piriri avassalador e eu fiquei terminantemente proibida, daí pra frente, de me aproximar de notinhas de hotel por muuuuitos e muuuuitos anos.
Frutos do mar são, sem trocadilho, a minha praia.
Achei essa listinha nas minhas andanças pela rede, que nos ensina a aproximar o consumo per capta dessas coisinhas totosas, quando vamos cozinhar pros amigos:

Camarões (limpos)
Pequenos 40-60 unidades por quilo
Médio 20-40 unidades por quilo
Grande 10-20 unidades por quilo
250 g por pessoa

Polvo/Lula (limpos): 250 g por pessoa.

Marisco (limpo): 200 g por pessoa.

Peixe Inteiro: 500 g por pessoa
Filés: 200 g por pessoa
Postas: 300 g por pessoa
Salmão Defumado: 100 g por
pessoa

Hum, e aí, as receitas. Uia, comer frutos do mar é uma delícia, mas eles têm que ser feitos por gente competente. Que entenda do riscado. Com experiência. Se não é seu caso, tenha a humildade de chamar aquela sua amiga que entende pra te ensinar. Ou de fazer um curso. Fruto do mar é coisa séria.

MARISCOS RÁPIDOS
Ingredientes
1 quilo de mariscos
1 copo de vinho branco
1 copo de caldo de peixe
2 cebolas picadas
Salsa
Azeite
1 colher (sopa) de manteiga

Como fazemos
Refogo as cebolas no azeite e depois jogo na mesma panela o caldo de peixe e o vinho branco. Deixo apurar bem muito, deixo reduzir barbaridade.
Quando reduziu até sobrar coisa como um dedo de líquido na frigideira, eu jogo os mariscos. Marisco, camarão, lula, esses bichinhos todos, têm que ficar pouco tempo no fogo, sob pena de você servir borracha pra turma. Enestão vigia os seus marisquinhos de perto, fio. Não atenda o telefone, não se distraia, não se mexa. Ni qui-qui eles mudarem de cor, jogue a manteiga dentro, acerte o sal e consulte seu pessoal pra saber se eles querem que você jogue salsinha também (eu adoro, mas tem uns fariseus que detestam) e sirva. Beba um bom branco seco enquanto come essa delícia.

RISOTO DE SIRI DA CAM
Siri. Se você compra os bichinhos cascudos, ferve os pobrezinhos e depois e fica lá tirando carninha por carninha, meus parachoques.
Eu compro a carne já devidamente separada do corpinho cascudo de seu anfitrião e estamos conversados.

Ingredientes
2 copos de arroz arbório
2 litros de caldo de peixe (o caldo já deve estar fervendo)
2 cebolas picadas
3 colheres (sopa) de manteiga
1 quilo de carne de siri
1 copo de vinho branco seco
1 copo de creme de leite fresco
Azeite

Como eu faço
Numa panela, coloco azeite e a cebola picada. Deixo a cebola lá ficando transparente. Daí, coloco o vinho branco e deixo evaporar, pero no mucho. Depois, coloco o arroz, com uma colher de manteiga e mexo. Aí, começa aquela lenga-lenga de todo risoto: coloco uma concha de caldo, continuo mexendo, quando o arroz estiver secando novamente coloco mais uma concha do caldo e mais uma, e mais uma, e mais uma... Quando o arroz estiver al dente, eu coloco a carne de siri e mais caldo, sempre mexendo. Quando seca o caldo todo, vem a pergunta que vale um milhão de dólares: coloco creme de leite fresco ou não? Os puristas têm ataques quando nego coloca creme de leite no risoto. Eles dizem que o amido do arroz dá aquela liguinha e que colocar creme de leite é besteira. Eu detesto os puristas, mas nesse risoto eles têm certa razão. Experimente, cozinha é um trem empírico. Faça uma vez com creme de leite, uma vez sem. E me convide, nas duas vezes. Desligue o fogo, joga mais duas colheres de manteiga e a noz moscada, acerte o sal e sirva. Deixe o queijo ralado na mesa, que cada um decide se quer ou não (eu nunca entro em discussão tonta do tipo 'pode por queijo em fruto do mar?'. Cada um com seu cada, como nos ensina a Mi). O meu é sem, muito obrigada.

MACARRÃO DA MABELE

Ingredientes
2 quilos de lula limpa
¼ de litro de caldo de peixe
½ litro de creme de leite fresco
1 pacote de espaguete
2 colheres de manteiga

Como eu faço
Numa panela coloco o caldo e deixo ferver. Quando ferver, coloco as lulas. Deixo ferver mais e mais. Ferveu? Desligo o fogo, junto a manteiga, o creme de leite e meto o mixer dentro da panela. Hã? É. Reduzo aquilo a um creme grosso, lilás, a coisa mais linda, e jogo em cima do macarrão cozido. Costuma-se comer em prato fundo, com um guardanapão amarrado ao pescoço e chorando.


COMENTE! | 22:35

 



brumário

Linque recebido do E. por conta dos textos sobre a M.A. no IG. Nunca mais eu vou parar de rir.


COMENTE! | 21:20

 



dos fatos

Quem se sente superior, geralmente é quem não deveria. Mesmo.


COMENTE! | 17:25

 


sexta-feira, dezembro 4, 2009

Ah, Julie&Julia&Mamãe&Carol

julie carol


Então assim ó: ontem levei minha mãe ao cinema. Minha muito adorada católica mãe, cuja ultima ida a sala escura tinha há algum tempo atrás.

Como eu tenho sido uma filha um tanto ausente depois que me mudei para as longínquas paragens Sorocabanas, deixei a genitora avisada de que num dia da semana iríamos nos duas ao cinema pra ver Julie e Julia.

Claro que ela, chique como é, não deixou por menos e nos abancamos no melhor cinema de Sampa, ar condicionado, taxi e os escambau pq já que é pra ir, vamos em grande estilo.

Chegamos nos aboletamos numa sala em que havia umas 10 pessoas se muito. Quase que faço uma vaquinha, saio e pergunto se todo mundo aceitava rachar um supercombo com pipoca e todas as porcarias engordativas a que temos direito, mas eu ainda tenho um pouco de noção e contei até 1000 antes de dar a gafe.

Minha primeira pergunta é: que marido é aquele? Não, Fal, pq aquilo não é marido, aquilo é ficção jurídica. O homem apóia a Julia em tudo, é um amor incondicional, lindo, sem cobranças. Quando ele chega com aquele treco pra amassar coisas embrulhado em fita vermelha eu tive uma síncope... que delícia! Que coisa boa ter alguém que fique ao nosso lado não importa em que maluquice nós entremos.

E os closes nos pratos então? AFF um monte de coisa deliciosamente engordativa e, caindo feio no clichê, pra devorar com os olhos mesmo. Aquele bife com nome esquisito e o bolo de chocolate é pra deixar a gente sem dormir um mês.

Não obstante tudo isso, ainda tinham os chapéus, os sapatos, Paris, a linda livraria em que a Julia vai e que não tem nada, os vestidos longos amarrados na cintura, os sapatos de salto,a manteiga, as panelas de cobre, o cunhado salvavida de aquário, a cortação ilimitada de cebolas, o assassinato de lagostas ah e eu já mencionei os sapatos?

Depois dessa apetitosa sessão, vem o comentário materno:

- Filha, estou satisfeita. - pausa para um sorriso - Tb, depois de tanta comida...

Beijos meus e da mama de barriga e coração cheios,

Carol

Que lindas vcs duas no cinema, meus amores-fadinha.


COMENTE! | 15:35

 


quinta-feira, dezembro 3, 2009

Da arte de não querer brincar de casinha

Julie&Julia

A. querida,
Eu passei uns dias gerando umas coisas aqui dentro, depois de assistir o filme, pensar um pouco, entrar e sair do torvelinho de emoções umas trinta vezes, hoje, recebendo o e-mail da Suzi eu preciso despejar algumas coisas, e sorry, mas vai ter que ser pra quem eu sei que sabe do que eu estou falando, a.k.a. você mesma pobre que tem que me ouvir.
Você sabe, eu não sou uma pessoa que cozinha. Passei praticamente quinze anos casada sem que o meu fogão mostrasse sinais de uso contínuo. Nunca cozinhei, nem na casa da minha mãe, nunca cheguei perto da cozinha com esse fim, e agora, com filme e outras coisas, isso me incomodou pela primeira vez em tantos anos. Não é incomodou porque não sei cozinhar ou porque não quero saber, eu só estava intrigada em saber o que fica faltando, sabe, o que eu estou perdendo. Leio o que você escreve, o que as pessoas comentam, o filme mexeu muito comigo, a dinâmica da comida / emoção me fez pensar se eu estou perdendo alguma coisa. Lembrei-me do Como Água Para Chocolate e daquele conto da Clarice, sabe, o do banquete, esqueci o nome. E a comida está presente em tudo, a Suzi por exemplo, na cozinha, é uma mágica que ela faz, não vou dizer que ela se transforma porque ela é sempre assim, mágica, mas é uma coisa de ter um trânsito que eu jamais vou ter. E o quintal dela com temperos, e o vinho, meu deus, são tantos detalhes que eu nem consigo dizer. A Julia também não era lá grande coisa na cozinha e depois deu no que deu, mas será que eu precisava não ter o que fazer pra ir aprender a cozinhar? Não adianta, não nasceu comigo. Mas o que pegou mesmo foi outra coisa. Este fim de semana eu tive uma visita. Sim, eu sei. Eu supostamente deveria estar correndo para o outro lado, eu sei. Mas eu sei que você sabe que ainda vai ter um tempo até que isso aconteça. Então. Daí que eu recebi uma proposta para cozinhar. Ou melhor, uma observação e uma proposta. Eu pensei que você ia cozinhar para mim. Não resisti e gargalhei, porque sério, isso é uma coisa que nem tinha me passado pela cabeça - cozinhar? O que ser isso? Daí veio a proposta - eu cozinho para você. E daí eu queria você sabe o que, eu queria sair correndo e gritando, muiiiiito, muito, não sei pra que lado, porque daí eu notei que eu não quero isso, não quero brincar de casinha. Eu não quero que ele cozinhe para mim, A.. Eu não quero cozinhar para ele. Eu só queria que as coisas fossem mais simples. Mas me diga, por favor, eu estou perdendo alguma coisa? Eu devia ter o livro da Julia? Porque a única coisa que eu quero fazer igual à Julie é deitar no chão da cozinha e chorar. Posso usar a cozinha só pra chorar? Eu não queria passar pela vida perdendo uma parte tão grande, me dê uma luz, se eu não cozinhar eu vou pro inferno? Posso gostar só dos sapatos da Julia? Posso ser superficial e não querer mais brincar de casinha com ninguém mais, A., com ninguém?

Ufa. Soltei meus bichos, desculpe, mas não tem outros ouvidos mais adequados que os seus. Amor
L.
*******
L, minha bela, minha flor. Ninguém, com um mínimo de juízo, vai querer qualquer conselho meu. Então, veja, o que eu vou dizer não é um conselho. É só uma beservação.
A vida, essa vagabunda, tem fases. E nós, temos nossas fases dentros das fases da vida (rárá, tou falando como uma verdadeira aluna de comunicação). Boas; ruins; pa-vo-ro-sas (olá mundo); belas, belíssimas; deliciosas... Enfim... Meu pai, que era um bestinha - adjetivo consagrado pela Vera - tinha uma frase sensacional: 'Dá de tudo nas gôndolas do grande supermercado de Deus' (o velho era ateu, mas isso é conversa proutro dia).
Dá de tudo, L. Tudo.
E daí que você passou quatrocentos anos casada sem fazer nem um queijo quente? Nada impede você de, ao de repente (pra usar outra expressão-piada que papai adorava), desembestar a cozinhar.
E daí que eu fui a mais feliz das pessoas casadas da face deste - e doutros - planetas, esmerando-me em pratinhos inclusive (eu já fazia um básico, mas só virei uma grande cozinheira depois que casei), e que hoje me vejo reduzida a sopas de pacotinho e sanduíches de requeijão?
E daí?
São fases. Da vida, nossas. (tudo bem que a minha fase dura 40 anos, mas eu não quero falar sobre isso. Rará. Eu só respiro quando dói).
Queira brincar de casinha.
Não queira brincar de casinha.
Vá fazer um curso de culinária, eu vou com você.
Ou não vá fazer droga nenhuma e peça uma pizza quatro queijos - eu como com você.
E daí.
L., e daí?
Se você perde muito não cozinhando e não brincando de casinha?
Claro que perde.
Mas, pequenina, você e eu já temos idade e quilometragem (Deus nos perdoe) suficiente para saber: a gente sempre perde. Sempre. Sempre há perdas. Qualquer livro de auto-ajuda honesto, qualquer guru desonesto da nova era, vai dizer isso pra você, você não precisa escutar de mim: não se pode ter tudo. Nunca. (Aiai, lembra da Claudel dizendo pro Rodin "Il y a toujours quelque chose d'absente qui me tourmente"? - se falta oprela, nega, imagina pra nóis??)

Ah, viver é escolher. E escolher é, sempre, perder. E ganhar. Só para, ali na frente, perder de novo. Escolher uma coisa é automaticamente, perder a outra. Ou as outras.
Você perde muitíssimo por não cozinhar. Porque é um brinquedo legal. Para alguns. Não é uma questão de não ter o que fazer. É uma questã de escolha. Há a comida que fazemos por necessidade ou obrigação (você mesma, fazia as papinhas da sua nenê, pensa que eu esqueci?). Foi uma questão de prazer para mim por muitos anos. Cozinhar para ele, fazia parte do meu amor por ele. É para a Suzi. Olha como a minha mãe se diverte horrores. A alegria da Zel convidando a gente para ir à casa dela comer a comida que ela prepara, o pão que faz do zero? Há toda uma ciência por trás da coisa, uma filosofia, umas certezas, uma necessidade de humildade e de arrogância ao mesmo tempo, certas manhas. Mas amor, exatamente como ler. Para mim é divertido. É fundamental. Ainda. Isso não passou depois que ele morreu. Leio como quem respira. Eu adoro. Eu preciso. Mas para algumas pessoas... Não é uma necessidade. É chato. Arrastado. Claro, não estou falando dum mínimo de leitura que separa você dos demais primatas. Isso tem que, ponto final. Mas essa leitura diletante à qual chegamos numa altura da vida, esse negócio de ler por ler, porque sim, porque me diverte, nem todo mundo alcança. Por quê? Porque não. Porque o barato do cara tá noutra coisa, em carros, em cães, em futebol, em dançar a macarena, em estudar microbiologia. Você perde muito não entendendo de carros. Não dançando a macarena. Não jogando ou assistindo futebol. Mas não se pode ter tudo.
Você não gosta de futebol. Ou de cozinhar. Ou de escalar paredes.
E daí?
Você não quer, nessa fase da sua vida (fase que pode durar meia hora, que pode durar vinte anos), brincar de casinha. Ou cozinhar.
E daí?
Para mim, a coisa mais legal desse filme, e do livro, que também chama Julie e Julia, e até mesmo do Minha vida na França, a autobiografia da Child, foi entender que a vida tem prazeres insuspeitos. Nas coisas mais tontas. Quando começou o blog, a Julie não sabia que ia ficar rica e famosa e que, um dia, a Meryl Streep estaria num filme baseado num livro baseado em seu blog. Quando começou o blog, a Julie só queria um pouquinho de felicidade. De alívio. De distração. De alegria. Queria fazer alguma coisa bonita com as mãos. Queria criar. Qualquer uma de nós podia ter começado com aquilo (que droga que não tivemos a idéia antes dela). Eu faço um blog. A Isa anda pelas ruas de Lisboa. O Claudio Luiz faz charme. A Zel cozinha. A Tela faz bolinhos. A Vera viaja que nem uma maluca. A Ana assiste filmes com olhos de raios-X. O Tito luta com a lula gigante e finge que escreve um livro. O Pedrão escreve os contos mais engraçados da face da terra. A Carol faz mosaicos. A Dê faz peru. O Max assiste West Wing. Você vive essa vida muito louca da pesada. Nós, cada um de nós, fazemos coisas. Coisas e mais coisas. Nem o Claudio quer assistir West Wing, nem eu quero fazer bolinhos (mentira, quero sim e também quero andar pelas ruas de Lisboa e também quero dar um pau na lula gigante... mas tenho que escolher minhas batalhas). Eu perco por não saber fazer bolinhos? Orra, pra caramba. E ganho outras coisa, por outros motivos, com outras habilidade, com outros quereres. Assim como você, assim como todo mundo, pago o preço das minhas escolhas. Segundo meu amigo Gui, pagamos nossas escolhas no credcarma.

L., você pode gostar só do anel do dedinho do Stanley Tucci. Ou dos sapatos da Julia. Ou você pode desejar ardentemente o emprego burocrático e (em minha opinião, só minha) chato da Julie.
Você pode tudo, coração.
Inclusive escolher do que brincar.
Inclusive escolher nunca mais brincar de casinha com ninguém.
Inclusive mudar de idéia um belo dia, e escolher brincar de casinha (de preferência com alguém que mereça brincar de casinha com uma flor como você).
Inclusive sair correndo e gritando.
Inclusive usar o forno para guardar suas malhas de lã, como a moça do seriado, ou a cozinha só para ter um ataque de nervos.
No caso do ataque de nervos, me chame.
Eu tenho um com você.
A.


COMENTE! | 20:34

 



Ah, Julie&Julia ... &Suzi&Martinálio

Julie&Julia

" Fal, o filme... ah, o filme...
Quase senti o cheiro do manjericão que a Julia compra às braçadas, e cheira com o mesmo prazer com que eu colho cada maço no meu quintal.

Prazer. Aquela sensação deliciosa que compensa todas as dores e sacrifícios.

Ah, e eu sabia! O pessoal do filme segue à risca a dieta do vinho. Sucesso absoluto.
Beijos
Suzi!"


COMENTE! | 15:30

 



a quem interessar possa

Amigos, clientes e fornecedores, saibam que o céu do Brócolis Paulista está preto. É noite aqui.
Sem mais para o momento.
Mim.


COMENTE! | 15:24

 



Dica boa na Naty (como se a Naty desse aguma dica não-boa)

"Mana,
o correio dentro do shopping morumbi funciona de segunda a sábado.
de segunda a sexta vai das 10 às 22h
sábado vai das 10 às 20h

te amo
N."


COMENTE! | 14:30

 


quarta-feira, dezembro 2, 2009

Ah, Julie&Julia&Silvinha
Sil, Julie & Julia

Falzinha querida,

Cheguei há horas, mas como eu poderia dormir sem antes drenar (pelo menos um tiquinho) prum bilhete algumas das tantas impressões,
percepções e sacadas com que "Julie & Julia" me inundou?
Admirei cada peça desse banquete delicioso, feito sob medida pra você!
Comecei me enxergando na história das mulheres que não se encaixam, das mulheres que não querem se encaixar e que não vão se conformar.
Mesmo sendo "extremamente convencionais" :)
Destaco cada canto real do apartamento e do relacionamento da Julie, a Julia e a irmã almoçando juntas e depois dançando com os maridos,
a pilha de cebola fatiada, a textura de todos os pratos que elas preparam e dos lençois e roupas, as cartas e o blog, e todos os paralelos, todos e cada um.
E tinha como não me emocionar com pequenos detalhes como a livraria parisiense por onde ela começa a busca por um livro de culinária
em inglês? Caramba! Viajei com você nas páginas de outros livros até a Paris dos anos vinte.
Assim como também viajei até aquele junho na soleira do seu apartamento na Vila Sônia no momento em que Julia encontrou Avis na estação.
Ai, e a comida, hein? Eu também fico muito feliz que existam as corajosas e destemidas, e a Telinha, hahahah !
Sim, porque se a Julie começou aos trinta e a Julia mais tarde ainda, então talvez eu ainda tenha salvação. Reunirei coragem com o exemplo.

Acima de tudo agradeço a você amada, com todo o meu coração, por essas descobertas maravilhosas e aproveito pra mandar uma figurinha. Ficou escura, mas
acho que dá pra ver que sou eu, a Julie e a Julia... e você ;)

Amor,
Sil

**

Sil, de tudo que você disse, eu deveria saber que você, você, você dentre todas as pessoas poria reparo na livraria onde a Julia compra livros. A Shakespeare and Company é uma livraria que começou a funcionar em Paris, em 1919 e tem uma história linda e sólida. Gente como Ernest Ezra Pound e Hemingway e Fitzgerald e a Gertrude Stein e o Joyce, pra citar só os que eu me lembro agora, frequentavam a livraria. Mais que um comérico de livros, entende, um foco gerador de cultura. O que toda livraria gostaria de ser quando crescesse. Em 1922... Sil, eu quase juro por Deus que foi 22, mas vc sabe, eu tou gagá, a dona - que só poderia mesmo se chamar Syvia, hahahaha, Sylvia Beach - publicou o Ulysses do Joyce. Não é lindo? Foi maravilhoso você ter ponhado reparo nisso. Eu deveria saber que você o faria. Tem um livro maravilhoso sobre a livraria que foi editado em português, eu vou encontrá-lo na minha prateleira de livros-sobre-livros e te falo mais.
O filme ter citado a livraria, a 'memória' da livraria e todas as coisas que ela foi, que ela significou, é jogada de mestre.
A livraria original foi fechada pelo nazistas e a Sylvia teve que esconder todos os livros que pode. :o(
Mas foi reaberta em 1951, por um cara chamado George.... Whitman (Deus me ajude, mas acho que se escreve assim). E té onde eu sei, até o começo da década de 60, quando morreu, Sylvia Beach inda circulava por lá.
(mamãe entrou aqui pra me beliscar e disse que Gide, Antheil, T.S. Eliot e Paul Valéry também iam lá)
De resto, que bom que você achou lindo o filme. É lindo mesmo. E não me agradeça, eu é que agradeço você. Eu devia mesmo saber.


Tags do post: Julie&Julia&Nós

COMENTE! | 07:37

 


terça-feira, dezembro 1, 2009

então

É, eu uso mesmo cujo e quão o tempo todo, desculpa aí se eu sei usar, viu?


COMENTE! | 14:17

 



translation

Nérvios, Dácios, Citos, Avernos, Címbrios, Volcas, Teutões e Macedônios. Posso dizer que eu amo esse trabalho?


COMENTE! | 13:42

 



Julie&Julia

still027

Querida Fal ,
Obrigado por me encher o saco, er, bem, quero dizer, me incentivar a assistir a esse filme. Confesso que não tinha muitas expectativas não. Caí do cavalo. Filmão! Ri e me emocionei, o que é binômio essencial para que um filme me cative. Isso sem contar a pipoca. Ah, e por falar em pipoca, e embalado nas receitinhas de Julia, aproveito para passar uma receita para os leitores de sexo masculino [e alguns de sexo feminino]. Pipoca. Quando for acompanhado com uma mulher ao cine, compre pipoca e ponha o saco em seu colo. Ela vai pegar pipoca em seu colo e não é você quem pega no colo dela. O prazer de ter alguém tirando pipoca no seu colo aumenta proporcionalmente com o esvaziamento do saco. Uma maravilha.

Ah, o filme.

Morri de inveja dos dois maridos. Dá pra não amar uma mulher que tem sempre um prato francês quando você chega do trabalho? Ninguém comeu um miojo naquela bagaça! Não vi nenhum dos dois enfiando um pão velho no forninho ou no microondas e comendo com Nescau na frente da TV. E ninguém engordou!!!!!!!!!!!! E elas faziam sexo com eles ainda!!!!!!!

Meryl Streep
Ah, fala sério! Aquela mulher é cheia de demônio!!!!! Ninguém pode ser tão boa assim. Que atuação absurda de linda. Ela não cansa de ter recursos. Ela é fora de série! Passei a noite ouvindo o timbre de voz de Julia Child [que não é dos mais agradáveis] e rindo com as tiradas.

Os Relacionamentos
Tudo bem que elas cozinhavam e fica difícil não amar. Mas, daria pra amar Julia e Julie mesmo que elas fizessem apenas angu. Eu amaria Julia pelo humor, ela é muito “sassy”. Eu amaria Julie por aqueles olhos de criança e a ‘danadeza’ sexy dela. Lindas as declarações feitas à mesa e afirmação mútua dos casais. É como deveria ser.

O Blog
Fiquei tão triste por Julia Child não ter gostado do blog da Julie. Mas, a vida não é justa, não é mesmo? Fal, você gosta do meu blog, né? Mente. Diz que sim.

A culinária
Quando eu morei em Paris...bem, isso é mentira, mas se eu continuar repetindo pode se tornar verdade. Então, eu jamais tive interesse na culinária francesa. A coisa mais francesa que eu como é o Le Costelon vintequatre horras aqui no bairro. Mas, depois do filme, a moça, aquela do saco da pipoca, vai cozinhar o Beef Bourguignonne. Não sei quando. A mulher só trabalha, oras!

- Como diz é kuh-NA-pf or NOFF? Who cares!

- These damn things are hotter than a stiff cock!
– Julia Child disse isso??????

- Paul Child: O que você realmente gosta de fazer?
- Julia Child: Comer!

Hahaha

Enfim, Fal. Honestamente, o filme é bom. Pelo menos para os meus critérios. Obrigado pela indicação. Quando eu estiver em São Paulo, te pago o cinema... e a pipoca.
:-/
Beijinhos.
Ivan

*

Eu adoro o seu blog.


COMENTE! | 11:18