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domingo, janeiro 31, 2010

Ah!
Ela informa que voltou pro tronco, no que não fez mais que a obrigação. Alguém nessa família tem que trabalhar, que seja ela e não o Ivan e eu, que queremos apenas viver na edícula, de sopinhas e séries americanas na tevê. Só acho, na boua, que ela não devia usar a Xu como modelo porque, tipo, propaganda enganosa. Compre os colares porque são bacanas, mas não, você não vai ficar parecida com a Xu, nem usando o mesmo colar. É dura a vida.


COMENTE! | 21:20

 



Cachorrinha da Heitor Penteado

Faz umas duas semanas, alguém me mandou um e-mail com fotos, duma cachorrinha encontrada na Heitor Penteado, que ia ser dada pra adoção. Foi bem no dia que eu fiquei sem internet, posso estar enganada, mas foi na véspera da entrega do meu trabalho, dia 18 de janeiro (claro que eu fiquei sem nenhuma das conequeçãos e sem computador na véspera da entraga, a caveira d eburro enterrada debaixo do piso da garágem nunca falha).
Você que me mandou o e-mail, lê o Drops??? Manda de novo??


COMENTE! | 20:36

 



Roubinho do Drops

(explico: não se pode pedir ao Eduardo Almeida Reis que seja colunista do Drops, pq ele tem mais, bem mais o que fazer. Mas podemos roubá-lo, como não? Se ele reclamar, mando a chefe do meu bem torneadíssimo corpo jurídico, Tati, pra cima dele. Ele acalma na hora)

"Hoje, cantando a mesma música, me dou conta de que o senhor Roberto Carlos Braga não é cavalheiro confiável. Se fosse, não cantaria “amanhã de manhã, vou pedir um café pra nós dois, te fazer um carinho e depois, te envolver em meus braços”.

Homens sérios diriam: amanhã de manhã vou escovar os dentes, bochechar com Listerine, lavar o rosto, pedir um café com pão e manteiga para suavizar a halitose matinal e só então, aproveitando a desordem do quarto, a gente recomeça..."

Eduardo Almeida Reis no Estado de Minas.


COMENTE! | 18:04

 


sábado, janeiro 30, 2010

Coluninhas do Drops

Das páginas de Endrigo e Ava

Das páginas de Endrigo e Ava


Tags do post: Coluninhas do Drops

COMENTE! | 19:20

 



Uia, tinha coisa no LV da época do Natal. Que vergonha. Não respondi, preciso sair do computador da moça e voltar pro meu, no cofre forte, sem internê. Mas, enfim, quis avisar que vasaculhei o LV. Que horror, desculpem todos os quilidins que deixaram recados lá, creda para mim.
(ps: o computador de casa está ligado direto, até alguma alma pura e santa arrumar aquilo, então, se vc me cutucar no skype e eu não responder, saiba, mim não estar lá)


COMENTE! | 12:31

 



Cartão postal Tela II


COMENTE! | 12:28

 


sexta-feira, janeiro 29, 2010

Hoje

Minha mãe fez chile. E bolo de limão.
Não juntos, se é que você não entendeu, ela fez chile e bolo de limão, separados.
O arranjo doméstico que tenho com mamãe, com quem voltei a viver depois que fiquei viúva, é o melhor do mundo: nenhum.
Na-da.
Ninguém aqui é obrigado a nada.
Quando temos dinheiro, a faxineira vem.
Quando não temos, é isso aí.
Quando ela está atacada, desce as escadas às 3 da manhã para lavar louça.
Quando a depressão é uma presença ao meu lado no computador, eu faço sopa. Ou mingau, minha comida de colo favorita, camadas e mais camadas de canela.
Cada uma cuida da própria roupa e do próprio quarto. Todo mundo cuida do banheiro de cima.
Ela mantêm o banheiro de baixo com toalhinhas de mão rendadas e engomadas.
E eu tento não espalhar milhares de livros e bloquinhos pela sala.
Por isso tudo, sei que quando a minha mãe vai para a cozinha fazer pratinhos, é de coração. Ela não cozinha todos os dias, só quando tem vontade. Eu não cozinho desde que meu marido morreu, mas isso é outra história (quero dizer, cozinhar de verdade, sopa de pacotinho, lasanha congelada, miojo e mingau não são comida, como vocês bem saem).
Mas a verdade é que eu tenho 40 anos, e de vez em quando, minha mãe vai para a cozinha fazer pratinhos para mim.
Hoje ela fez chile. E bolo de limão.
E, como é de conhecimento geral (hahahaha, claro que não é de conhecimento geral, eu só gosto de usar essa expressão), quando eu como coisas felizes, eu penso melhor e desenvolvo seriíssimas teses.
A da vez é a seguinte.
Quem conhece o México, vai concordar que aquilo é outro mundo e neste momento solene, arriará o sombrero e junto comigo erguerá um brinde: salud.
E porque o México é outro mundo? Porque é lindo, claro. Porque é uma viagem pela história e pela arqueologia que eu, louvado seja, Quetzalcoatl, a serpente emplumada venerada como um deus pelos astecas, pude andar por lá algumas vezes ao lado do meu pai, um cara que amava o México e amava uma platéia, mas acima de tudo amava história e ensinar o que sabia. Viajar pro México em el viejo foi uma educação a cada estadia. Mas acima de tudo, teorizei eu enquanto mandava brasa no chile perfeito da minha boa mãe, o México é maravilhoso, porque os mexicanos são umas dilicinhas. Não foi a toa que os americanos entraram lá empurrando fronteiras: aquelas são pessoas muito boas e gentis e dulces, é covardia ser rude com os mexicanos. E o que lhes deu tanta doçura, felicidade, otimismo, coragem, beleza e gentileza? Eu vou responder: o chile. Uma pessoa, qualquer pessoa – até eu, pelo amor de Deus – depois duma tigela de chile, fica boazinha e fofa e doce e querida. Depois de uma bomba proteica de feijão com carne moída com pimenta (e, em certas regiões do país, creme azedo), a criatura fica... fofa. Feliz. Barriguinha cheia e quentinha. Desejando o bem ao próximo, ao mundo, e sim, até mesmo aos americanos. Chile é uma comida péssima para se comer antes duma briga, porque deixa você tão contente e compreensivo e amigável... Ah, é isso. O chile nos torna amigáveis. Depois dum tigelão desse treco, você só quer dar tapas nas costas dos demais convivas. E sorrir. Ah, tudo bem, e comer uma fatia daquele bolo de limão que, francamente...
Enfim, eu não disse que era uma teoria boa ou uma teoria útil, só uma teoria.
Salut.

****

*********

Coluninhas do Drops

Sr. T: Entendendo antes

Fal:
a) Meus orifícios são todos seus, sempre. Lembre-se apenas que o umbigo (ao menos o meu) não comporta grandes sacanagens.

b) Eu gostaria de ser a Dominatrix_RJ, mas só se todo mundo souber que sou eu.

c) Engraçado, estava eu escrevendo um fragmento sem noção no momento que vi sua mensagem sobre ser colunista no Drops. Deixa eu ver se entendi (diga-me o que acha ANTES de sair por aí me expondo ao ridículo, OK?):

---

Medo em caroços, medos sorridentes,
Mini-medos de olhos brilhantes:
Pequenas iguarias que espreitam embaixo da cama.

---

Lastimável haikai de métrica livre elaborado a partir do medo infantil (mas não infundado) de caroços de melancia, mini-pizzas, batatas-sorriso e nuggets em formato de bolinha. Uma tortuosa expressão da trivialidade cotidiana, esse imenso e irrelevante vácuo que preenche o vazio entre as graves e ainda mais inúteis considerações filosóficas que todos, em maior ou menor grau, nos propomos a fazer, ainda que por acaso.

Perdoe-me, Fal. Achei por bem vir logo, antes que você mudasse de ideia.

Sr. T, o poeta diletante


COMENTE! | 19:02

 


quinta-feira, janeiro 28, 2010

Coluninhas do Drops

Meu nome é Zulmira Clothylde, e eu observo
* Entre dois sedizentes futuros gerentes de projetos: "ah, é que
eu vi esse celular na vitrine da loja xxx, custa só
doismiureau. Você é pós-pago?..."
* De uma aluna, depois que a professora sem piscar alguma
coisa que extrapola completamente a apostila, mas que não podia
ficar sem resposta: "ah, é que eu li aqui na apostila que dá pra fazer
também isso, isso e aquilo"
* De outra aluna: "tem prova no final desse curso?"
* Do menino ansioso paquerando a coroa: "nossa, mas eu não te
dou mais do que 35 anos..."
* Do consultor de dentinho de mentex (tudo falso, daquele branco
que não existe nem nos anjos): "pra esse cliente tudo tem que ser
difícil e complexo. Você não pode nunca dizer que é tranquilo."
* Da menina que assiste muito jornal espirra-sangue: "nossa,
sua filha é da mesma idade daquela que jogaram do alto de um prédio..."
* Do vovozinho japonês pagando promessa entregando um cartãozinho
com dizeres bíblicos na Place de la Republique: "Bom dia,
Zezus te ama, obirigado."

Mundo, vasto Mundo, se eu me chamasse Raimundo
isso seria uma rima, mas definitivamente não
seria uma solução.

Zulmira Clothylde (ou Tia Zu para
a sobrinha sardenta, não é mal-humorada. Ela só gostaria que
as pessoas pensassem um segundinho antes de dar determinadas
bandeiras. De qualquer maneira, o último item prova que Zulmira
Clothylde tem esperanças...)

*****

Um drops para o Drops: Drops de comecinho

Oi, meu nome é Cara de Santa e eu sou colunista convidada do
Drops da Fal! Tenho repetido isso várias vezes por dia, desde que a Fal me
convidou para escrever para o blog. Sério, fiquei emocionada. Emocionada e travada,
diga-se de passagem, porque não consigo pensar em nada
interessante-emocionante para escrever. Poderia escrever sobre “House”,
mas a moça abaixo já falou tão brilhantemente sobre Dexter que eu não conseguiria
escrever algo tão bom quanto. Pensei em BBB, Haiti (Mas não quero fazer
ninguém chorar.),
novelas (Não assisto mais.), livros (Mas de qual falar primeiro?), enfim mil coisas!
Então combinemos assim, enquanto eu não decido sobre o que falar muito prazer,
meu nome é Cara de Santa (Tá certo não é, mas podem me chamar assim
que eu respondo), sou psicóloga e há um ano parei tudo pra correr atrás do
sonho de ser jornalista. Gosto de BBB (Desculpas aos que detestam!), livros,
bons seriados e filmes.
Digamos que em meio a isso tudo minha “matéria prima” preferida seja gente!
Adoro gente! Pessoas de todas as cores, tipos e pesos (Sim eu sou gordinha!).
Adoro ouvir o que as pessoas tem a dizer e não, não analiso quem fala
comigo o tempo todo, me dá preguiça.
Há uns quatro dias não paro de repetir que a Fal me chamou pra escrever
pro Blog do qual sempre fui fã e espero que, quando a emoção passar,
eu consiga escrever algo mais conciso pra vocês.
Beijos a todos!
Cara de Santa

***

Por que não: Filhos ou Onde é que eu estava com a cabeça

Quem tem filhos sabe. Saiu da barriga, a vida como era conhecida até
então acabou. Primeiro o clichê todo de fralda-mamadeira-choradeira.
Depois berçário, escola, e os amigos e os papos da gente vão se
encaixando nesse mundinho de gracinhas, aprendizados e troca de informações extremamente relevantes sobre material escolar, festinhas em buffet,
parques temáticos. Daí crescem e – clichê de novo – as preocupações
mudam mas continuam. Bem como a chatice do cenário, que só aumenta.
Dá pra fugir disso? Estou tentando, e preparada para receber as pedras, que
certamente vêm das supermães de plantão. Que jogue a primeira a que nunca
teve vontade de deixar a criança com alguém de confiança e ir pra cama dormir
até acabar o sono. E sim, é possível criar filhos que não se encaixam
nos dois estereótipos – ele é tão bonzinho / ele só me dá trabalho.
Vamos começar a criar pessoas de verdade?

Rebelde&Subversiva

***

Lyrão, o cão: Mudança no ninho

Hoje, por um quase acaso, li em algum lugar na internê que a mamãe águia,
quando suas crias já têm asas suficientemente fortes para aprender a voar,
começa a jogar fora as coisas macias que revestem o ninho da família,
deixando só os gravetos duros.
Se o incômodo de se dormir num lugar meio que espinhento não for o bastante
pra fazer o filhote se mancar e desocupar espaço, mamãe águia não se faz de rogada:
empurra o malandrão ninho abaixo. Cara... e ninho de águia fica muito no alto, né?
Tudo bem que ela fica de olho e, minutos antes do moleque se esborrachar no
chão, ela vai lá e resgata o bicho, mas a coisa é tão pedagógica que, mais ou
menos uns três empurrões depois, águia-júnior já voa sozinho e dá até pirueta.
Pois euzinha, que sempre me achei uma mãe moderna, eficiente e descolada,
tô perdendo de lavada pra essa tal águia. Posso não... a partir de hoje começa a operação “empurre o marmanjo do seu filho folgado ladeira abaixo”.
Se ele não aprender nada, pelo menos vai sobrar uma cama lá em casa.

Lyrão.
***

As cartas de amor de Alice: ESCARMENTAR.
Como todo mundo sabe tenho 77 anos, aprendi a ler antes dos cinco,
sozinha ou melhor, pentelhando meu pai pra ele ler os letreiros das poucas lojas daquele tempo, onde farmácia era pharmácia (eu acho mais charmoso).
Mas isso não interessa. O caso é que eu desde cedo faço palavras cruzadas,
daquelas bem difíceis, sempre com o dicionário ao meu lado.
Computador eu só tenho há sete anos. Bom, minha mãe não era fácil, tinha
a mão pesada e não perdoava a mim e meus irmãos quando saíamos do sério.
Papai me salvava mas ele morreu quando tínhamos respectivamente 12 (eu),
6, 4 e seis meses. E ela só tinha 34 anos. Chega de explicações, o que quero dizer é
que a gente a respeitava mas tb morria de medo das ameaças e eu,
particularmente, quando ela me dizia: "vou te escarmentar se voltar a fazer
isso novamente".
Eu, tão estudiosa, achava que ela queria me descarnar, sim, arrancar
a minha pele e nunca procurei saber o verdadeiro significado da palavra.
Pois na semana passada, ao fazer minha palavra cruzada antes de dormir,
estava lá: admoestar. repreender novamente.
A resposta? Escarmentar.
Tive vontade de me escarmentar... tantos anos pensando mal da minha mãe.
Tadinha, ela só queria, à sua maneira, nos educar.
Vivendo e aprendendo, né?

Fal, querida, corrija os erros.
Beijos


Alice


(Alice, batizei sua coluna assim, pq nos idos dos anos 80, uma banda chamada
Kid Abelha, tinha uma música que dizia "Alice, não me escreva aqula carta de amor".
Nada sei da vida daquela Alice, querida, mas as suas, nós queremos)


COMENTE! | 14:44

 


quarta-feira, janeiro 27, 2010

(oi amoleis. amanhã eu venho aqui que nem gente grande
e falo direito com vcs e mexo no lv daquele jeito calhorda de sempre)

Coluninhas do Drops

Quem tem medo de Donatella Versace?:Começando pelo começo

Vou começar com as minhas dúvidas. Sou jornalista, portanto curiosa,
cheia de dúvidas, questões, perguntas...
Aí vão:
Por que é que eu não posso ter um tapete voador?
Por que chocolate demais engorda?
E por que é que o Papai Noel nunca me deu o lança chamas que eu venho pedindo há anos? Como faço para nunca mais chorar de saudades?
Onde posso comprar uma capa para ser invisível?
Dói demais ter filho de parto normal?
E será que serei uma boa mami?
Como aprender a não confiar demais nas pessoas para logo em seguida
me decepcionar?
Onde fica o coelhinho da Páscoa durante o restante do ano?
E o Santa Klaus?
Existe um lugar em que as pessoas não são julgadas por pensarem diferente,
por serem diferentes, acima do peso, fora do padrão de beleza,
com gostos diferenciados?
Quando vou perder o medo do escuro?
Há solução para as crianças de rua?
Homens realmente não se importam com celulites?
Tem como me arrumar um emprego com menos incomodação
e salário maior?
O George Clooney é de verdade?
Cachorrinhos e cavalinhos idosos realmente viram sabão?
Houve, alguma vez, algum monstro embaixo da minha cama?
Quando vou conhecer a Fal?????

Beijos e amor
Pati Linden


Tags do post: Coluninhas do Drops

COMENTE! | 19:15

 



Coluninhas do Drops

Mirela na Janela:medo

Eu tenho medo de chuva, mas eu gosto de chuva também, sabe Fal?
Como é que se explica essa história da gente sentir medo e atração
ao mesmo tempo?
Pois é assim que eu sou com a chuva.
Agora, por exemplo, tem umas nuvens negras super ameaçadoras
se aproximando no horizonte, e eu não sei se o frio na minha
barriga é de pânico ou expectativa.
Igualzinho é medo de altura.
Eu morro de vertigem, mas adoro ver as coisas lá do alto.
Acho que temo não conseguir me controlar e pular da varanda.
Aliás, quando me mudei pro apartamento com a varandinha, só
consegui ficar mais que 10 segundos na dita cuja depois de botar rede.
Antes disso, só de chegar na beirada já me subia uma ardência pelas pernas...
acho que é instinto de sobrevivência.
Porque no fundo eu sei que dá uma vontade danada de voar dali.
Eu sou bem certinha.
Minha maior ousadia é comer coisas fora do prazo de validade, ou com
mais de uma semana de geladeira.
E como mesmo.
Nunca passei mal por causa disso.
Estômago de avestruz, é como chamam, não é?

Mirela


Tags do post: Coluninhas do Drops

COMENTE! | 10:16

 


terça-feira, janeiro 26, 2010

Lígia, V. Sônia, 15 de julho de 2007


COMENTE! | 12:05

 


segunda-feira, janeiro 25, 2010

Oi queridos.
A minha internet continua claudicante, então essa semana eu ainda apareço pouco. Todos bons??
*
Aqui, calor. Nem de perto o inferno que foi ano passado, mas calor pacas ainda assim.
*
Eu vou fazer assim, vou liberar o LV sem respostas. Saibam que eu li tudo, eu sempre leio, eu não libero no espaço sideral sem ler, mas não vou responder, pra poupar tempo de internet, tá bom?
Vamos ver se semana que vem vem o moço, arruma este complexo cibernético e eu volto à minha incompetência de sempre e saio desta, que está extraordinária.
*
A idéia não é juntar os colunistas assim, de bolinho, mas até a internet colaborar, será do jeito que me for possível. O mesmo com o LV.

*
Então, tó, gentes novas pra vocês
:o)))
(tou amando)

***

Carol, a concursanda de plantão: Vá para sua mãe, aquela que lhe deu à luz.

Bom, eu adoro cinema.
Estava me lembrando de um filme que eu vi chamado Em Luta Pelo Amor. Ruizinho pacas,mas eu gostei. Contava a história de uma menina que se tornou cortesã e poeta no século 19.
Se você não sabe, na época, ser puta, quer dizer, cortesã era o que havia. Elas eram as únicas que sabiam escrever,ler,conversar.
E eu penso: que decadência.
De reconhecimento profissional a garota de programa...
Literalmente qualquer uma pode ser uma qualquer hoje em dia.

Carol

***

As Curiosidades de Capitu: Dona Florinda, a maior psicóloga que já existiu

Hoje (e ontem também, e, provavelmente, amanhã e a semana toda) passou O Amor Não Tira Férias na tv. E eu assisti de novo. E de novo pensei a mesma coisa que sempre penso quando assisto a esse filme. Em como o Jude Law é maravilhoso? Não. Em como temos o péssimo hábito de perder tempo, e muito, em nossa vida com pessoas que não merecem.
O melhor conselho sobre isso, e que eu não segui, óbvio, não veio de pai, mãe, amigos, etc. Veio do seriado Chaves. Isso mesmo. Quando eu era criança, adorava ver Chaves e Chapolin, e até hoje adoro, inclusive porque é a única coisa que eu posso comentar com meus alunos sem me sentir ultrapassada, afinal, eles viram os mesmos episódios que eu, e olha o que a diferença é de mais ou menos 18 anos (não façam as contas, por favor).
Em praticamente todos os episódios a Dona Florinda dizia: “Não se misture com essa gentalha.” Simples. Imagine quanto tempo e dinheiro economizados em análise se nós seguíssemos esse conselho? Ah, mas no começo não dá pra saber que é gentalha, você vai dizer. Bom, no meu caso dá. Sempre deu. E eu insisto, mesmo assim. Eu me misturo não porque eu não sabia, eu permito, eu estendo o tapete vermelho pra gentalha passar. Mea culpa.
Mas por quê? Por que nós (no plural, pra eu não achar que sou a única) fazemos isso? Nem vem, eu perguntei primeiro. Se alguém descobrir, me conte, por favor. Talvez nem assim eu pare de fazer. Mas ao menos eu vou ficar sabendo.
Silvana
********
Por que não?: Como se chama

Como se chama:
O que se passa no coração quando alguém nos trai
O que se sente na barriga quando aquilo que se estava esperando acontece
O que se sente no estômago quando acontece tudo o que não se queria que acontecesse
O que se passa na cabeça quando sabemos que vamos entrar numa fria e vamos assim mesmo
A sensação esquisita de ver um sentimento forte se transformando em quase nada
A septicemia do novo que invade nossas vidas?

Rebelde&Subversiva
***
O mundo de Tati: Vaca

Fal. Você que é uma pessoa esclarecida e conhecedora da natureza humana me explica:
No BBB10 que assisto quase diariamente pois na minha concepção, é a base em perspectiva sócio-antropológica, objetivando uma compreensão dos significados culturais do evento nesse contexto. Há uma menina de 22 anos, com nome próprio igual a de uma região do Império Grego, solteira, sem namorado sendo chamada por quase todo mundo internético de vaca!
Vaca! Fal. Vaca!
Esclareço que esse é um dos únicos termos publicáveis.
Sabe qual a razão de tanta gentileza?
A moça beijou um bonito que namora há 2 anos.
Veja só: ela é solteira, sem compromisso com ninguém e por beijar e ficar “namorandinho” um rapaz comprometido é a vaca da hitória.
Sabe a nave mãe?
Vou reservar meu assento, de preferência no corredor para poder esticar as pernas...

Tati, a tatuada
***
Lyrão, o cão: A arte de abanar o rabinho

Em plena crise de auto-piedade, resolvo aceitar o convite da Fal pra participar do Drops. Meu senso de ridículo bem que tentou me afastar desta idéia, mas, em um ser acometido de ataque de "coitadismo", a vontade de ter platéia pra expor as próprias chagas falou mais alto. Cá estou, portanto. E esta é minha apresentação.
Sou um cão e abanar o rabo é minha especialidade. Você briga comigo, eu abano o rabo. Você faz festinha, eu abano o rabo. Você pode sumir durante um tempão que, quando voltar, vou estar aqui abanando o rabo. Sou mesmo boa nisto, podes crer. Mas estou aprimorando outros truques. Já sei dar a pata e me fingir de morta. E agora estou treinando rosnar e morder.

Lyrão

***
PICK THE ROAD JACK: Só melhora quando piora

Você chega para trabalhar e está um calor infernal. O ar-condicionado quebra exatamente no dia mais quente. O celular se perde ou é roubado. No RJ você nunca sabe se perdeu ou foi roubado. No meio do expediente, teu chefe te pede um favor, daqueles favores que você, em um bom dia, precisaria de 4, 5 horas. Então, ele pede em 20 minutos, no máximo. A luz acaba quando você está no final da digitação e não salvou o documento. Você olha pela janela e de repente, anoiteceu. E o temporal começa de tal forma e é tão forte, que você arrepia. O trânsito complica. O metrô parou. E tudo o que é movimento, está apenas e simplesmente dentro de você. Há dias que nada do que você planejou dá certo. Há dias que a paciência e a tolerância são testadas até que a gente caia na cama e durma por 2 dias seguidos. Há dias, mesmo que seja bem no finalzinho, ali quase na virada, que o inesperado, feito aquela canção, o inesperado te faz uma surpresa. E tudo o que houve antes, ah deixa pra lá, vai...

Jack


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sábado, janeiro 23, 2010

Foi dada a largada.
Tá acolá a coluna da Drica, a primeira Coluninha do Drops.
Percebam que as colinhas vem bem sinalizadas, com nome de autor e tale e cousa. Perceberam? Não dá pra errar.


COMENTE! | 18:23

 



Coluninhas do Drops
Drica says: eu amo Dexter

imagem para a coluna da Drica no Drops
Eu amo Dexter. Nenhuma série me deixa tão ansiosa pelo próximo episódio. Tem gente que detesta, tem gente que nunca viu. Eu adoro. A 4ª temporada já acabou (sem spoiler, mas meu Deus, acabou de uma formaaaaaa) e a 5ª deve começar este ano, se a saúde do protagonista, Michael Hall, permitir.
É curioso perceber que aquilo que dá, digamos, a identidade de um seriado, é precisamente o que muitas pessoas detestam ou não compreendem. Eu tenho uma tia, por exemplo, que detesta House porque ele é “um grosso mal-educado”. Ora, ora. Então, já ouvi muita gente dizendo que detesta Dexter porque ele é um assassino. Sim, ele é. Mas ele não é um assassino qualquer. É o vingador, aquele que faz o que a gente acha, muitas vezes, que tem mesmo que ser feito (ou vc não acha que tem muita gente por aí que merecia morrer picadinho??). Ele tem seu próprio código de Hamurabi para conter e domesticar sua psicopatia. E as coisas acontecem de tal forma que, embora ele não seja lindo, nem sexy, acaba se tornando fofo. É verdade, a gente torce por ele, o assassino frio, o tempo todo! Dexter ainda tem humor, suspense, sacadas inteligentes e uma ótima trilha sonora. Definitivamente, meu seriado preferido.

Drica


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COMENTE! | 18:18

 



No Drops

Ô gente, é claro que a carta abaixo, do Max e da Denise é brincadeira. Tem muita gente babaca neste mundo, a lista jamais deixará de me surpreender, mas certamente Max e Denise não estão nela. Eles são uns fofos. E amam os zumbizinhos pilotos, uai. Podem parar de esfregar suas mãozinhas de contentamento.
*
Tracoisa:
o Drops contará com colaboradores. Sem dia marcado, sem assunto fixo e sem grandes rapapés, vocês verão coluninhas de gentes novas por aqui. Alguns vão ficar. Outros escreverão poucas vezes e desistirão. E novos aparecerão. Não sei quanto tempo vai durar essa onda e nem nada. É uma experiência. Faz parte das comemorações de 8 anos de Drops (comemoramos em março). Como foi que esse trem durou tanto? Não sei. Mas vamos comemorar.
Enfim, comente, mande recado pro autor do texto que você gostar, converse com ele e tal.
Vamos em frente.


COMENTE! | 13:20

 


quinta-feira, janeiro 21, 2010

um pedido público de desculpas


Cara Sra. Fabia Vitielo de Azevedo,
Liberdade de expressão é uma coisa. Ofender a religião dos outros é outra.
VV. Sa. soltou uma notinha no Drops, turdia, falando de um filme com zumbis espaciais comedores de cérebro lutando contra uma mediunzinha. Apesar de concluir a notinha com a expressão “filmaço”, entendemos que a Sra. foi desrespeitosa em suas considerações sobre o filme e, baseados nisso, vimos por meio dessas mal traçadas linhas exigir (povo ofendido exige muito, é uma coisa!) uma retratação.
Esse filme com a mediunzinha e os zumbis espaciais se chama “Serenity”, e foi uma tentativa desesperada (e maravilhosamente bem feita) do seu diretor, Joss Whedon, de tentar fazer com que ressucitassem a série que deu origem ao filme (viu que original?), “Firefly”. Um western de ficção científica, com direito a comédia, romance, crítica social e zumbis comedores de cérebro, olha que maravilha.
E sabe cau'z'di quê que a série foi cancelada? Por que era exibida pela ultra-direitista Fox e, logo no primeiro capítulo, colocaram um pastor com dúvidas existenciais sendo consolado/aconselhado por uma prostituta (que, nessa sociedade maluca aí, é uma das profissões com o mais alto status que existe. Eu quero mudar para lá, juro). Além disso, os personagens principais são um bando que vive em uma nave caindo aos pedaços aplicando golpes, fazendo contrabando, roubando e desrespeitando o Governo. Quase um Congresso Nacional.
O povo da Fox pirou.
Como já tinham produzido 14 episódios, e havia contratos para que eles fossem exibidos, a Fox os colocou fora de ordem, mudava os horários de exibição, deixou o episódio piloto “de castigo” um tempão e, finalmente, se recusou a renovar a série por mais uma temporada. Pior, se recusou até mesmo a vender para alguém que a apreciasse, como o Sci Fi Channel.
Matou uma série promissora, engraçada, inteligente e que fazia pensar. Aliás, sabe em que o Whedon se baseou para escrever a dita cuja? Naquele livro The Killer Angels, do Michael Shaara, que narra a batalha de Gettysburg (da Guerra Civil Americana) do ponto de vista dos derrotados.
Feitos estes esclarecimentos, esperamos que a Sra. reveja o tom debochado e pouco respeitoso com que tratou essa obra prima da nerdice mundial.
Ou vamos mandar os zumbis espaciais comedores de cérebro atrás da Sra.
Sendo o que se nos apresenta para o momento, reiteramos nossos votos de estima e consideração, data venia, etc, etc,
Max e Denise.
(confirma seu endereço aí que nós vamos te mandar o dvd desse filme de presente).

***
Caros Max e Denise. Em público, peço perdão. Em momento nenhum eu quis fazer piada com a Mediuzinha ou com os Zumbis Comedores de Cérebro que, não apenas comem cérebro, mas também outras partes do corpo de suas vítimas e ainda, como se essas já não fosse habilidades encantadouras o suficiente, ainda são capazes de pilotar foguetes, como eu bem disse à nossa correligionária Silvia Maria, sempre num tom de respeito e apreciação pela obra de arte onde eles estão inseridos. É uma obra exemplar e eu acho que os senhores estão muito bem servidos de religião.
Peço perdão por qualquer mal entendido, ofensa e/ou tom de deboche. Religião é coisa seríssima. Religião que envolve zumbis comedores de cérebro pilotando naves espaciais então, nem se fala.
Favor informar data e hora das missas e cerimônias de batismo, pois eu me converti.
Que a força esteja convosco (acertei, acertei??).


COMENTE! | 13:53

 


quarta-feira, janeiro 20, 2010

Carinhas, praqueque a gente paga dois provedores diferentes de internet? Certo, pra ficar sem internet nenhuma na véspera de entrega do trabalho mais importante dos últimos tempos. Só entreguei meu trampo dia 19 porque existem Vivi e Silvana e Silvia e Sandra, porque eu sou macho p-a-c-a-s e meu sangue calabrês não permite que eu desista. Mas enfim, tou pondo ordem no galinheiro, volto já.


COMENTE! | 19:25

 


segunda-feira, janeiro 18, 2010

Avatar, que horror.


COMENTE! | 01:59

 



E ainda no setor unicórnios doirados, Jeff Bridges, senhores. Do cacete ele ser premiado. Me gusta mucho. Lindão.


COMENTE! | 01:48

 



E por falar nos ácidos dos anos 80, ganhou o Downey Jr. Ponto para nosotros.


COMENTE! | 01:40

 



Avatar explica-se. Bota reparo nesse cabelinho horrendo do véi Cameron.


COMENTE! | 01:36

 



Toda vez que eu vejo o Rourke eu acho que são os ácidos dos anos 80 voltando pra me pegar.


COMENTE! | 01:36

 



Vixe, esse melhor filme é um lixo.


COMENTE! | 01:29

 



Hahaha, o Gervais bebendo. Amo ele.


COMENTE! | 01:14

 



opa, teve uma batida monstro na Joaquim Nabuco. Acabo de ouvir a porrada. E agora tou ouvindo os xingos.


COMENTE! | 00:54

 



Tem uma atriz horrorosa, com cara de sonsa, tendo um chilique, cacarejando vestida de trouxa de roupa suja. Que horror, meu deus.


COMENTE! | 00:48

 



Ah, o Kenneth Branagh num ganhou. Pena, porque eu voto nele té pra síndico.


COMENTE! | 00:23

 



M. Streep, sorry perifa.


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domingo, janeiro 17, 2010

Como pode haver no mundo um homem como o Clooney, não?? Meu deus, que coisa. Que coisa.


COMENTE! | 23:45

 



[23:44:39] maria.carolina.marzagao.jimenez: e a Cher veio de Mortícia Adams


COMENTE! | 23:44

 



O Indiana Jones tá tendo seus hábtos alcoólicos analisados pela mamãe, que no final, conclui:
- Mas também, coitado, ele é casado com a Ally MacBeal, deixa ele beber.


COMENTE! | 23:42

 



A Dona Julianna entrou na loja e disse:
- Me dá o vestido mais feio, brega, xangai, horrendo e um número menor que eu que tu tiver. Se nenhum for feio o suficiente, manda buscar imediatamente.


COMENTE! | 23:38

 



Glen Close perdeu. Minha mãe não conforma.


COMENTE! | 23:35

 



Acaju mimoso, ao que tudo indica, é tendênzia.


COMENTE! | 23:33

 



gente é propagada demais, que saco, que saco


COMENTE! | 23:26

 



Gente, os vestidios tão horrendos. Pelo amor de deus, essa gente tem dinheiro. Precisa parar de usar roupa emprestada, fazer um crediário de gente de bem e usar umas roupas decentes.


COMENTE! | 23:25

 



Sò pq eu falei pra minha mãe que esse prêmio era sensacional, tá um saco. E Paul Macmala inda me aparece. E tá cocabeloa acaju mimoso.


COMENTE! | 23:20

 



Creda, o Vestido da Gilmore mãe é assustador.
Gente, o William Hurt com aquela barba, senhores. Bétty Faria. Mas assim, bem muito.


COMENTE! | 23:18

 



Gente, tem um tiozinho palatável pra subir a escadinha conóis, pramodeu num tropeçar? Amay isso.


COMENTE! | 23:12

 



Quem colocou os cílios postiços na Monique é profissa.
Opa, Toni Colette, mim amar. Vai fia.


COMENTE! | 23:11

 



Todo mundo de vestido drapeado. Que coisa triste. Não tem uma casa de tolerância com cortina na cidade uma hora dessas.


COMENTE! | 23:06

 



Opa, atriz coadjuvante.


COMENTE! | 23:06

 



O terno do Rick Gervais. Me expliquem. É síndrome de gordo. A gente não compra outra roupa na ilusão cretina que 'até lá eu emagreço'; Ô raça burra.


COMENTE! | 23:00

 



LV sendo liberado direto, se aparecer alguem por lá.
Depois eu arrumo o resto daquela zona, nããããão reclamem.
Sejam gentis comigo.


COMENTE! | 22:45

 



Boa noite, senhores. Na TNT, vendo Globdioro, com Maliu. Importei a bicha aqui pra minha cama, promódela falar mal dos outros ao vivo e a cores.


COMENTE! | 22:43

 



deendis

Uia, a Mediunzinha sozinha matou todos os zumbis comedores de cérebro. E depois vocês ainda duvidam dos poderes paranormais, seus ateus. Tem gente não merece nem a mim nem as minhas excelentes diretrizes cinematográficas, isso sim. E daí toca musiquinha redentora de violãozinho palha, o vilão se converteu, a nave voltou aos céus e tal. Filmaço.


COMENTE! | 00:09

 


sábado, janeiro 16, 2010

das tentações de Santo Antão

[22:22:49] Fal: meu tá passando um filme que é no futuro, mas é em outra galáxia, mas tem rebeldes lutando pela liberdade&felicidade, mas tem medium esquisitona, mas tem um amigo de mocinho ou mocinho, inda num entendi, que pinga o conteudo da garrafinha na ferida e dai bebe o restinho que ficou na garrafinha, hahahahaha, meu tipo de homem e mas tem zumbis comedores de cérebro e acredite vc ou não, silvia maria, os zumbis comedores de cérebro diregem nave espacial. como que uma pessoa trabalha com tanta tentação!??


COMENTE! | 22:48

 



Recado meu

Eu sei, tudo abandonado, mas esse Drops está em recesso parlamentar até que dê pra voltar. A coisa aqui fora está bem assustadora. Alice, peço desculpas, mas prometo boletins na sua caixa postal.
Qualquer coisa, eu tou lá no fal.drops@gmail.com


COMENTE! | 15:51

 



Recado da Suzi (bem grandão, pros ceguetas feito eu poderem ler)

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COMENTE! | 15:50

 


sábado, janeiro 9, 2010

um oi rápido

Para compensar que domingo teve maratona de caminhoneiro no Alasca, pelamordedeus, hoje o History Channel está todo romano, já teve o Coliseu, as estradas romanas e agora especial com fofocas sobre a espantosa vida íntima dos imperadores, no melhor estilo Caras. Se aparece foto do Julio Cesar no castelo de Caras, abraçado na Carolina Dieckmann e no Eri Johnson, eu pulo pela janela e um de vocês vai ter que criar Baco.
Hoje às 16 tem Roma, Contruindo um Império, com o delicioso Peter Wellers.
E depois é Ascensão e queda do império romano té de madrugada.
Dá gosto de trabalhar assim.
*
Hahahaha, ler o meu LV é aprender sobre o modus operandi das pessoas.


COMENTE! | 10:03

 


sexta-feira, janeiro 8, 2010

o lv andou um cadim. inda falta, mas andou.


COMENTE! | 18:13

 


quinta-feira, janeiro 7, 2010

ela estará entre nós

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Senhores, eis que surge uma Suzi, melhor que qualquer luz no fim do túnel. Quem tiver um pingo de juízo, lá estará.


COMENTE! | 22:10

 



Il y a Toujours Quelque Chose D'Absente qui me Tourmente


COMENTE! | 18:46

 


terça-feira, janeiro 5, 2010

Isso aqui é muito bom.


COMENTE! | 19:20

 


segunda-feira, janeiro 4, 2010

Omnia mea mecum porto

HannibalHannibal

Serenidade, Senhor, para aceitar o que eu não posso mudar, porque fácil não está.
*
Eu não tive a oportunidade de trabalhar com legendagem tanto quanto eu gostaria, mas me considero colega de qualquer legendador desse mundo. Sei das dificuldades, do número de caracteres restrito e sei que, muitas vezes, o pobre legendador não tem como saber se é o juíz ou a juíza, o promotor ou a promotora.
Mas nao existe justificativa pra transformar o que deveria ser "subúrbio" em "periferia", caras, sinceramente. Não dá pra defender.
*
Sabe o que acaba mais rapido ainda com paixonite do que conversar pelo MSN? E-mail tonto de ano novo. Você lê a notinha espiritual escrita por gente que não sabe nem cuspir, cheia de grandes conselhos sobre a vida e ui. Oi?
*
Tenho visto tanta gente inteligente, sabida e bem informada, falando tanta bobagem sobre copa&olimpínhadas, que tenho me recolhido.
*
A Ligia me faz falta todos os dias. Mas tem uns, uns dias, uns certos dias em que nem dá pra acreditar que a travessia vai ser, toda, feita sem ela.
*
"Fal,
meu sogros me deram esse último livro do Veríssimo de presente de Natal, Os Espiões, já leu?
se não leu, tem uma parte que acho que vc vai amar:

"... levei o manuscrito para o bar do Espanhol , para ter o parecer do professor Fortuna. Tese do professor: a literatura, como a estiva e a Fórmula 1, nào é para mulheres. A todos os meus exemplos de grandes escritoras ele sacudia a cabeça de um lado para o outro com um sorriso demoníaco. Dizia que só o que as mulheres conseguem com sua literatura é enlouquecer a si próprias e quem está por perto. Dizia que mulheres escritoras já arruinaram a vida de mais homens que as putas e as cartas. Ele tinha sérias dúvidas sobre a conveniência de ensinar mulheres a escrever e pregava uma firme ação corretiva à primeira manifestaçõ de ambição literária em meninas."

hein? hein?

beijins, Max"

*
Os 15 anos da filha da amiga chegando, e o comentário da amiga foi sensacional:
"Ela quer ir pra Disney, mas acho que nós vamos pra Jundiai mess"
*
A mesma amiga, três minutos atrás: "Entre amar e pagar as contas, a distância é grande"

hahahaha
*
Fomos seguidos por meio quarteirão hoje. Um cachorrão peludo e marrom. Amém nóis tudim que eu acordei tarde (quase seis e vinte), então não dava pro Baco ir sem coleira. Porque o cachorrão era um simpático e Baco é um cretino, então Baco odiou o cachorrão e ficou tentando matar o fofo e quase se enforcando no processo. Mas daí, meio quarteirão de farra (pra mim), ódio eterno (pro Baco) e tentativas fofas de fazer amizade (pro cachorrão), uma dona vai pro meio da rua e se põe a urrar. "ROGEEEEEEER!!!" ROGEEEEEEERRRRR!!!". Eram seis e quarenta da manhã. Mas tudo bem. O desespero por um cachorro sumido justifica a histeria e os vizinhos que se danem. O cachorrão boboca e marrom e grande parou, mas ficou na dúvida se atendia o grito primal de sua mamãe ou se seguia com aquela dupla tão simpática. Mas dai a mamãe berrou "ROGER, VOLTA AQUI IMEDIATAMENTE", e qualquer mamífero que se preze, gente ou cachorro, sabe que quando a mãe usa a palavra 'imediatamente', o melhor que se pode fazer é obedecer. Imediatamente. Daí ele foi embora. E Baco, segundos depois, arrumou um novo inimingo, o guarda da esquina da Iraque com a Nabuco. O coraçãozim de Baco é tão volúvel. Ele muda de inimingos com facilidade.
*
Era o que faltava, os empresários ativos e beligerantes do pó arrumaram apitos para os seus aviões. Que sobem e descem minha rua de bicicleta e lambreta (hahahaha, tjuro) apitando desvairadamente, quase matando Baco do coração e me tirando do prumo no trabalho. Coisa linda.
*
O invisível, meus queridos, se move em todas as direções.
Arrumem as toucas.


COMENTE! | 14:01

 


sábado, janeiro 2, 2010

Mas eu fiz um café e a coisa segue aqui.


COMENTE! | 15:42

 


sexta-feira, janeiro 1, 2010

O que ia acontecer

livro-sociedade


A primavera está chegando. Estou quase aquecida no meu pedacinho de sol. E na rua — não estou evitando olhar agora — um homem de macacão está pintando a porta de sua casa de azul-celeste. Dois meninos pequenos, que batiam um no outro com pedaços de pau, pedem para ajudar. Ele dá um pincel para cada um. Bem, talvez haja um fim para a guerra.

De Juliet para Amelia, 4 de abril de 1946

O que ia acontecer? Eu dar o meu livro para você. Ele se chama A sociedade literária e a torta de casca de batata e está todo riscado e marcado, cheio de grifos e notinhas de rodapé feitas com minha letra bagunçada. Eu ia mesmo dar o meu livro para você.
*
Isso é tudo o que eu quero dizer, mas ponha no seu livro.

De alguém que gosta de animais para Juliet, maio de 1946
*
Eu estava trabalhando na sala da casa do meu irmão, entenda. Era setembro, mas o calor queimava como fevereiro, a Patrícia estava de plantão aquela noite e o Pedrão era o encarregado pelo bem-estar dos meninos. Bernardo, 7 anos, jogava um desses joguinhos que ele ama com um amigo, no chão da sala e, também no chão, eu estava deitada de bruços, peito e cabeça apoiados numa almofada, livro, lápis e bloco de anotações bem na minha frente. Em cima de mim, Victor, 3 anos, fingia que eu era ora um cavalo, ora um barco, e nós perseguíamos piratas por mar e terra.
*
E havia, claro, esse livro. O livro que eu ia mesmo dar para você. Deixe-me explicar que Vivian e Anna haviam me dado o livro há muitos e muitos meses. E eu, claro, procrastinei. A leitura, o comentário, tudo, sempre. Podendo adiar, eu adio, você sabe disso. Mas no dia anterior eu ia enfrentar a viagem para o Rio e pensei ‘Ah, por que não?’. Tirei o livro da enorme pilha ‘coisas que devo ler um dia’ e comecei a ler durante a viagem. Comecei a ler durante a viagem, eu disse. O que me manteve fora do ar durante a viagem. E depois.
*
Sim, é esse tipo de livro. É exatamente esse o tipo de livro do qual falamos, o livro que eu ia dar para você. Um livro que nos tira do aqui e agora para sempre, mas que, ao mesmo tempo, consegue nos jogar para além da arrebentação, no alto mar da nossa realidade. E nossas vidas, nossas dores, nossas pálidas verdades e nossas certezas que vacilam, saltam aos olhos, aos nossos.
*
Pensando bem, talvez ele seja um lobisomem. Consigo imaginá-lo correndo pelas charnecas atrás de sua presa, e tenho certeza de que ele não pensaria duas vezes antes de comer um expectador inocente. Vou observá-lo com atenção na próxima lua cheia. Ele me convidou para dançar amanhã — talvez eu deva usar uma gola alta. Ah, esses são vampiros, não são?

De Juliet para Sophie, 12 de fevereiro de 1946
*
A Segunda Guerra Mundial. “A Segundona” como diz minha mãe. E numa Londres arrasada, Sidney, Juliet, Susan e Dawsey às voltas com livros. Escrevendo, editando, autografando, comprando e vendendo e, claro, lendo. É isso. O livro é só sobre isso. O livro é sobre isso tudo.
Sobre o que somos, o que não pudemos ser. Sobre escolhas que fazemos e escolhas que fazem por nós. Sobre perdas, evidente. Amigos que surgem e amigos que perdemos. Ah, amigos que nunca tivemos.
*
Tem algum de meus elixires que você gostaria que eu pusesse no café dele? Basta apontá-lo para mim no mercado e eu vou entender

De Isola para Juliet, julho de 1946
*
Por isso eu me deitei no chão da sala, no meio daquela bagunça de meninos e coisas de meninos e joguinhos que fazem tóim-nhóim-nhóim e trabalhei no meu livrinho, senhorinha séria que sou.
*
O velho ditado — humor é a melhor maneira de tornar suportável o insuportável — talvez seja verdadeiro.

De Juliet para Dawsey, 3 de fevereiro de 1946
*
Então, o livro, né? A Segunda Guerra Mundial acabara de acabar. E numa Londres arrasada, a escritora Juliet Ashton se entusiasma com açúcar e ovos de verdade para o merengue no meio do racionamento e começa a trocar cartas com um cavalheiro chamado Dawsey, que vive nas Ilhas Guernsey, no Canal da Mancha. Juliet precisa de um tema pro seu próximo livro. Dawsey conta a ela sobre uma Sociedade Literária que foi criada na ilha durante a guerra, enquanto eles estavam sob Ocupação Alemã. Isso mesmo. Você entendeu bem. Um pedaço da Inglaterra foi invadido e ocupado pelos alemães durante a Segundona. E Juliet se encanta pela história. E o que se desenrola diante de nossos olhos é espantoso. É uma dessas coisas que só a literatura pode nos dar.
*
Não há flores nem trepadeiras que possam cobrir lembranças como essas.
Eu lhe contei a história mais odiosa da guerra. Juliet, Isola acha que você devia vir aqui e escrever um livro sobre a Ocupação Alemã. Ela me disse que não tem competência para escrever o livro ela mesma; porém, por mais que eu goste de Isola, fico apavorada em pensar que ela possa comprar um caderno e começar a escrever assim mesmo.

De Amelia Maugery para Juliet, 10 de abril de 1946
*
Juliet também escreve cartas para seu editor, para sua amiga e, em poucas páginas, Juliet está trocando correspondência com metade da Inglaterra.... Ou pelo menos foi o que pareceu pra mim.
*
Subloquei um apartamento na Glee Place, número 23, Cheksea, Londers, S.W.3. Meu apartamento na Oakley Street foi bombardeado em 1945 e ainda sinto saudade dele.

De Juliet para Dawsey, 15 de janeiro de 1946
*
O que gente que entende mesmo de literatura chama de “romance epistolar”, eu, que não entendo coisa alguma de nada, menos ainda de literatura, chamo de vida real. E chamo de vida real ainda que seja ficção, como é o caso deste livro, que é um romance epistolar muitíssimo bem escrito. E eu chamo qualquer romance epistolar de vida real porque, diabos, carta é sempre vida real. Cartas são uns negócios fantásticos.
*
Minha querida Juliet, também tenho a impressão que a guerra não acaba nunca. Quando meu filho, Ian, morreu em El Alamein – junto com o pai de Eli, John —, as visitas vinham me dar pêsames e, achando que isso iria me consolar, diziam: “A vida continua”. Que bobagem, eu pensava, porque é claro que ela não continua. É a morte que continua; Ian está morto agora, estará morto amanhã e no ano que vem e para sempre. Não existe fim para isso mas, talvez, haja um fim para o sofrimento que isso causa.

De Amelia para Juliet, 10 de abril de 1946
*
Todos nós adoramos cartas, adoramos espiar o que os outros andam fazendo, adoramos a vida alheia justificando a nossa. Nossas vidinhas filtradas explicadas, organizadas em parágrafos e cheias de beijos de despedida.
*
Permaneço fiel a você e ao império.

De Juliet para Sidney, 28 de janeiro de 1946
*
E por falar em vida real, você vai se dar conta disso no segundo parágrafo, e a ideia o assombrará para sempre: é aflitivo saber que esse livro é ficção e que essas pessoas não existem.
*
Vocês dois têm algo em comum: ambos querem me ver infeliz. Talvez vocês pudessem fundar um clube.

De Juliet para Sidney, 28 de junho de 1946
*
Ah, e sobre o que são essas cartas? Sobre o que você quiser. Sobre a Guerra, claro. E sobre livros, evidentemente. Sobre perdas e ganhos e, por que não, sobre o amor. Sobre a amizade, aquele tipo raro, que nos ama não apesar, mas inclusive (raro dum tanto, coração, que eu espero que você não tenha nunca que descobrir. Eu tive.)
*
Eu havia escrito uma dedicatória para você na folha de rosto. Arranquei a página.
*
Recusei o pedido de casamento de Mark em caráter final e irrevogável, e minha alegria é quase indecente.

De Juliet para Sophie, 24 de julho de 1946
*
Deitada de barriga para baixo, no chão da sala do meu irmão, no orgulhoso bairro do Andaraí, vejo as perninhas de Bernardo cruzadas. Se eu me esticar só um bocadinho, consigo morder aquelas coxinhas, mas Deus sabe que não há perdão para tias que humilham a gente na frente dos amigos. E o Lucas, 10 anos, parceiro de jogatina de Bernardo, não ia deixá-lo esquecer da vergonha de ter uma tia doida, que eu sei. Os meninos, sentadinhos no chão, jogam joguinho incompreensível, num trequinho parecido com nosso velho e bom Donkey Kong (olá crianças dos anos 80, como vão?). Acolá, Pedrão batuca nas teclas dum intimorato PC o que, espero, seja nosso próximo livro. Afinal de contas, eu já disse para a Anna, minha particular editora, que nosso próximo livro “está quase pronto” (não haverá céu para mim) e já que eu não estou fazendo nada a respeito, vamos esperar que o Pedrão esteja.
*
Ainda estou sem ideias para o livro que quero escrever. Isso está começando a me deprimir, você tem alguma sugestão?

Juliet para Sidney, 23 de janeiro de 1946
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Nas minhas costas, pulando no barco, cavalgando num pangaré exausto ou simplesmente deitado sobre a tia (“Descansando, né, tia Bibi?”), Victor, capacete cor de abóbora na cabeça, cuequinha vermelha, cara de quem sabe alguma coisa que eu nunca saberei. Meu cabelo fino e minha para sempre deformada gola do pijama rosa são a crina do cavalo. Meu dedo indicador esquerdo preso numa chave de roda de plástico branco é o arreio do cavalo (e isso exigiu muita capacidade de negociação. O patrão queria meus dois dedos indicadores presos, e foi uma luta convencê-lo que o cavalo precisava do dedo direito para fazer anotações e virar as páginas do livro (“Qual livro, tia Bibi?”, “Este livro, amor, sobre outros livros e outras pessoas”, “Elas moram com você, tia Bibi?”, “Mais ou menos, amor”).
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Os piratas não têm lei, mas o Victor também não e eu quase sinto pena dos bucaneiros.
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Victor agora empilha sobre minhas costas e pernas um monte de coisas: cartas de baralho, sapatos, um pen drive, o telefone do Barney, lápis, caixinhas, o copo de Nescau (vazio, mas com gotinhas no fundo, vai melecar as costas do meu pijama), uma almofada, alguns bonecos. Ele me explicou: eu sou um cavalo que ‘leva as coisas’.
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A pobre mãe dessas crianças está de plantão num hospital em Bonsucesso, e acabo de ouvir meu irmão afirmar ao telefone “... não se preocupe, querida, a sala não está tão bagunçada.” Não haverá céu para vários de nós, pelo jeito.
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(...) só sinto que o chá não estivesse mais quente e que você não tivesse mirado mais baixo.

De Sidney para Juliet, 26 de janeiro de 1946
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Enquanto Victor salva o mundo para a democracia (ou da democracia, né, neste país nunca podemos ter certeza), o cavalo-barco faz sóbrias anotações sobre este livro, este mundo. Este livro lindo. Enquanto tem as bochechas esmagadas, as orelhas torcidas, o dedo estrangulado e a espinha dorsal posta à prova, o cavalo não pode deixar de notar que este é um livro danado de bom. Há certa doçura nele, ainda que o amargor da vida não seja posto de lado.
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Já ganhei concursos e prêmios com meus assobios. Durante a Ocupação, usei esse talento para humilhar o inimigo.

De Henry para Juliet, 31 de maio de 1946
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E há humor. Um humor redentor, preciso, quase malvado, aquele humor que nos salva de nós mesmos. Não o humor ‘rá-rá’, não o humor de gordas escorregando em poças de óleo, não. Humor de verdade, bom, muito bom humor. O humor que faz ruguinhas saltarem no cantinho dos nossos olhos. Esse tipo de humor.
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Isola não gosta de conversinhas e acredita em quebrar o gelo pisando nele.

De Juliet para Sophie, 7 de julho de 1946
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Intrigada com as aventuras do Victor (das quais participo ativamente, se não em espírito, certamente em corpo) pergunto para ele que história é essa de piratas sendo perseguidos por terra e por mar. Quero dizer, tudo bem, eu não me importo de ser um veículo anfíbio, mas que qualidade de piratas perseguimos, Deus meu? Ele me olha seriíssimo e segura meu rosto para explicar “Tia Bibi, é que eu sou minja”. Ah, tudo bem. Minjas têm inimigos assim, poderosos, como esses piratas, que cometem vilanias nos oceanos e nos continentes.
victor de capacete - RIo, 2009

(depois, ainda por cima, a mãe dele me explicaria que alé, de minja, ele ainda come 'porta de banana'. Eu não aguento.)
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A guerra está por toda parte. Está no racionamento, está na incerteza, está no assombro que persiste por conta do que foram capazes de fazer conosco, pelo que fomos capazes de fazer. O que fomos capazes de fazer. Nós, tão limpos, tão bons, tão puros. Nós, os que temos razão. Nós, todos nós, não importa de que lado estivemos, matamos, roubamos, pilhamos, mentimos, entregamos e temos que viver com isso.
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Não gosto muito de gente — jamais gostei, jamais vou gostar. Se você tratar bem um cão, ele irá tratá-la bem — ele lhe fará companhia, ele será seu amigo, nunca lhe fará perguntas. Gatos são diferentes. Mas eu nunca os culpei por isso.

De alguém que gosta de animais para Juliet
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O racionamento ainda faz sonhar com ovos e manteiga. Os escombros do que um dia foram lares ainda jazem empilhados pelas ruas. Milhares ainda vagam tentando voltar para casa, as casas que não existem mais. Não é de se estranhar que Juliet e seu pessoal gostem tanto dos livros. Os livros ainda estão lá. Eles contam depois da guerra, as mesmas histórias que contavam antes. Quem mudou fomos nós, não os livros.
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A sociedade literária ataca em várias frentes que me são caras. Há a escritora com talento (não muito, algum), e o editor dela, que é um santo, e a vida dando reviravoltas. Há saudade, as perdas remediáveis e as não remediáveis, a busca eterna de um tema e de um eixo, as dúvidas que temos, a construção de uma boa história. Há recomeços, invasores derrotados, novas rotinas estabelecidas, mambo, homens que amam os livros e que estendem as duas mãos quando nos encontram. Há uma enorme quantidade de chá, e algumas viagens por mar, diários, tortas, grãos de café, estantes e eventos para divulgação de livros. Faltou a geléia de laranja da Suzi, mas ninguém é perfeito neste mundo. E há sopas e criancinhas perdidas, adegas, xales coloridos, fuinhas e aquela vontade que temos, às vezes, de tocar os pulsos do homem que anda ao nosso lado. Há casas perdidas e recuperadas, amores tão grandes que flutuam no ar, há o que é velho como a terra e os oceanos, e novo, como cada manhã.
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E ainda que eu não tenha dado o meu livro para você, acho que você deveria ler. Compre e leia. Porque você, e todo mundo que você conhece, e tudo que você já viveu, e todas as coisas que você já quis, estão lá. No livro. No meu livro que eu não dei para você.
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Todo o meu nervosismo foi espremido de mim junto com o ar.

De Juliet para Sidney, 22 de maio de 1946
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Eu ia dar o meu livro para você. Ele iria seguir com a minha letra tão reveladora, com meu espanto registrado a lápis e, ainda assim, eterno. Mas o livro não seguiu para você e nunca saberemos se essa foi a coisa certa. Nunca saberemos se foi melhor assim, embora, como das outras vezes que estivemos num impasse, querido, finjamos que sim. Como em tantas outras vezes, foi o que fiz, não há volta. Ao contrário do que queremos sempre acreditar, certas coisas estão fora de nosso alcance.
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Querido Sidney, por favor, largue tudo o que estiver fazendo e escreva para mim imediatamente.

De Juliet para Sidney, 3 de maio de 1946
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Esqueci meu café com leite na caneca e ele esfriou. O pequeno minja desmaiou, não sem antes trucidar todos aqueles malditos piratas. Seu corpinho muito branco, seu cabelinho macio e molhado de suor, suas mãozinhas treinadas nas mais mortíferas artes marciais repousam, camiseta azul-marinho, cuequinha vermelha.
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O velho cavalo acabou de se assombrar com o livro. Agora ele vai se erguer e arrastar a si mesmo e aos seus hematomas até um computador disponível — qualquer um. Ele vai tentar organizar suas anotações desconexas, seus garranchos inviáveis, vai tentar dar algum sentido a tanta doçura, a toda essa sensação familiar que não respeita os limites do livro e invade todos os caminhos, à crença tola que divide com Juliet que, enfim talvez haja mesmo um fim para a guerra. Nem que seja na base de golpes minjas.


Livro: A sociedade literária e a torta de casca de batata, de Mary Ann Shaffer e Annie Barrows, Ed. Rocco.


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São quase cinco da manhã e tá chuva demais pra andar Baco. Ele tá desconsolado, mas a gente bota o pé na calçada, ele encosta na parede da casa e não se mexe, hahahahaha.
De modos que eu vou começar a trabalhar.
Bom dia, bom dia, bom dia.


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