Carnaval, desengano
Fal, então.
O carnaval aqui tá animado. Saímos no bloco do Unidos do Ócio e passamos esses dias todos na mais pura vadiagem.
Martinálio manda dizer que o celular dele é aquele que toca e toca no teu e você não atende.
Cada vez que a gente vê na televisão aquele povão todo pipocando no sol da bahia, pagando uma fortuna pra ficar sem acesso a banheiro e comida decente, a gente se olha, pousa o copo de cerveja gelada no criado mudo, pega mais um pedaço de pizza, confere a temperatura do ar condicionado e promete: ano que vem a gente não perde.
beijos Suzi
Uma vez comprei pra mim uma sandália baixinha, de couro, como eu gosto. Assim que comecei a usá-la senti que me incomodava muito, pois apertava meus dedos. Dei para uma amiga.
Pouco tempo depois, estava andando num shopping e vi uma sandália bonita, baixinha e de couro. Dessa vez, já saí da loja calçada com ela. Antes de chegar ao fim do corredor, senti que ela me incomodava muito, apertando impiedosamente meus dedos dos pés.
Meus olhos se encheram de lágrimas. A sandália era a mesma que eu havia comprado pouco tempo antes.
quilida, depois que mercedes morreu, me lembro todo dia de você. eu tenho quase certeza que fomos junto com sua mãe a um show dela, mas não tenho a certeza absoluta (nossa mania pelos absolutos é algo irritante, né?). e eu tô com uma puta de uma vontade de cantar baixinho gracias a la vida contigo, num lugar que não nos vejam, pois, como diria minha filhota pré-adolescente, isso seria micoso. o melhor lugar pra fazermos isso seria o térreo do miguel de cervantes, ao lado do bulle, mas isso seria mais que micoso, seria psicótico. mas que se fueda. eu queria ver-te, cantar baixinho mercedes, milton e daí emendaríamos pra gilliard e jessé. quem canta mesmo aquela nuvem que passa?
Ontem fui jantar num lugar, perto da minha casa velha, que só tinha sopas. Pra aproveitar esse frio fora de hora, bem vindo e, té onde imagino, passageiro. É tão adulto da minha parte comer sopa sem derrubar nem uma gota no meu enorme e inadequado peito, que tou corgulho de mim. Quase liguei pra Naty pra dizer "Mana, não babei."
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Esse lugar era uma padoca antes. Saindo da nossa casa na Itápolis, eu subia aquele quarteirão da rua Bahia de braços dados com o papai, e nós íamos até a tal padoca, comer queijo quente e ler jornal. Naquele tempo, eu não apenas lia jornais, eu era cheia de opiniões, coisa que o velho estimulava. Então, líamos jornais juntos e discutíamos, dávamos nossa preciosa opinião sobre este insensato mundo e pedíamos ao belíssimo Ceará, o empreendedor chapeiro do estabelecimento, mais um sanduba, o último, só mais um, só esse e chega, vamos dividir esse último?
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Amanhã faz oito anos que meu pai morreu.
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Agora o lugar, que sempre foi meio esnobinho, virou um estabelecimento estilo 'filhos no clube, massagista às três e meia', mas tudo bem. Tem manobrista, pq eu também quero um teco da decadência burguesa, o café da manhã é delicioso (servem mimosas no café, prova maior de apreço pela civilização ocidental não há) e, como constatei ontem, as sopas da noite são divinais.
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A surpresa das pessoas quando descobrem que "As páginas de Endrigo e Ava" são minhas e do E., não me ofende, me deixa feliz. :o)
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Minha mãe, aquela uma, com rodinhas nos pés, disse que não saia hoje de jeito nenhum, mas daí o telefone tocou quase 11 da noite e adivinha? Adouro a vida social da minha mãe. Tá na rua, a perdida.
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A lista, como eu explicava pra I., tá ficando cada vez menor. O que é bom. E não é, ao mesmo tempo.
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No Telecine Action vai começar Cruzada. Lembro quando fui ver no cinema, com a mamãe, depois com o A., depois sozinha, duas vezes. Acho o Saladino do filme tão próximo do Saladino da vida real, ele era aquilo, um guerreiro matador, um grande general, mas um cara capaz de grandes gestos de generosidade tamém. E o final, quando o cara pergunta prele o que é Jerusalém, é do cacete. O mocinho não mexe com as minhas entranhas, mas enfim, os mocinhos, assim como as propagandas de carro, não são feitos para me agradar ou encantar ou me vender o que quer que seja. O mercado publicitário desistiu de mim. Mas o filme é bem bom, bom roteiro, muito bom.
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Faz um tempo já, eu preciso de filmes assim. Nada de filme de amor, filme disso e daquilo, olhos nos olhos. Eu quero inimigos perdendo a cabeça na espada, correria, cavalos pra lá e pra cá, catapultas sendo acionadas, muros de cidade caindo, ação. Nada de nhenhenhém.
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Diz que a terra tremeu aqui no Campo Belo, donde o Brócolis Paulista é logradouro, mas eu não senti nada. Nem a terra me faz tremer, hahaha, péssima essa, desculpem.
*Eu queria dizer que nada paga a indignação que eu tou sentindo, mas é mentira. Paga sim.
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Baco faz 8 anos na sexta-feira, meu cãozinho idoso. E dia 11, esse blog faz 8 anos. Viejos, como diz a música.
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Eu vou ali, mas eu volto.
I was just thinking about this cartoon I once saw. A bunch of tiny fish are swimming
through the leaves of the plant but then one of the fish realizes it's not a plant,
it's the tentacles of a predator. And the fish says, "with friends like this, who needs
anemones?"
(Toby, no episódio The war at home, de West Wing)
Ó só. É tudo tão... Dá tristeza e canseira. O que meu avozinho José chamaria de 'lombeira'. Mas não na Denise, que é uma força da natureza. Enfim. Leia, se informe, fique pasmo como eu fiquei.
Há um jeito de colaborar com grana com a defesa da Denise, é só me perguntar, que eu conto, fal.drops@gmail.com
Vitrus – o bestinha : Beginning Vitrus
* Sr. T: Revirando o baú
Após ter devorado Suzy, arrancado a cabeça de Lila, desmembrado João e urinado em cima da casinha das gêmeas Laurinha e Lulu, Rex, o cão em forma de cachorro, não conseguindo mais se conter, engoliu sem mastigar Liloca, indiferente ao olhar de desalento de Camilinha, mãe diletante de todas as vítimas.
Sr. T, o gorjeante
* Nando, o brando: "Amar é nunca ter que pedir perdão"
Se me fosse dado o poder de eliminar algum tipo de pessoa da face da Terra, eu eliminaria todas as pessoas que não se arrependem de nada. Tecnicamente, não seria considerado um genocídio. E daria uma sugestão, mesmo sem poder: o próximo passo seria eliminar todas as pessoas que se arrependem de tudo. Mas não quero aqui advogar em causa própria.
Nando
(eu nunca comento, mas essa eu tenho que: Nando, gente que diz "só me arrependo do que nao fiz", é o tipo de gente mais perigosa que existe. Ali, uma das duas coisas falhou: ou a memória, ou o caráter)
*
Criaturas em miniatura
Credencias
Vai tomar no cu, foi a primeira coisa que acho que ouvi. Acho. Porque a frase foi pronunciada em russo. Bem, convenhamos, o humor da figurinha que disse a frase em russo não era dos melhores. Isso, pra mim, tava óbvio. Bem, eu queria ter sacado mais todo o episódio, mas alguém, agora não lembro bem quem, ficou me enchendo o saco pra arrumar uma credencial do evento, uma daquelas que dá acesso a tudo e tudo mais. Eu não podia arrumar a porra de credencial nenhuma. Eu tava ali só pra garantir que os microfones e as guitarras iam fazer barulho. Eu não era mais do que o cara do som, só isso. O responsável pelas credenciais era um sujeito que eu sequer conhecia de vista. Não conhecia de vista pelo menos até o momento em que o avistei. Ah, então essa é a tua fuça, seu merda, pensei, sacando mal e porcamente qual era a do maluco das credencias. Certo, em meio aquilo, não é que o burro das credenciais, assim na frente de todo mundo falou alto: O lanche da turma da técnica tá servido, pessoal. Cê acha que só a técnica parou e foi comer o lanche? Claro que não, todo mundo se mandou em direção ao salão lá atrás do palco. Quando se deu conta, a cantora russa, uma tal de Iaskova, sucesso, sucesso, sucesso mundial, a cantora que tava ensaiando pra sua apresentação de logo mais a noite, ela estacou no meio do refrão, claro. Quer dizer, primeiro ela desafinou, revirou os olhinhos, mexeu as cadeiras, e só então estacou. Só sei que eu tava colocando a primeira terça parte de um sanduba de mortadela na boca quando, putz, coitado do cara das credenciais, nunca vi um esporro tão grande como o que ele levou da russa. Tá certo que foi em russo o esporro, mas que deu pra entender que era um esporro, isso deu. Esporro é esporro em qualquer língua. Pra mim tava óbvio que era um esporro, eu li bem lidinha toda aquela dança nervosa que a russa fazia enquanto dava de dedo no das credencias. Enfim, quando as coisas se acalmaram, digo, quando o interprete de russo falou que tava tudo bem, que tava certo, que todos precisavam de um intervalo etc, aí até a russa foi comer e beber e, acho, foder no camarim com o guitarrista da banda. Mas isso são fofocas, apenas fofocas. Enfim, enfim, eu nem lembrava quem tinha me pedido que arrumasse uma credencial de acesso livre e tudo mais. Só sei que mesmo não sabendo, fui até o balofo das credencias e educadamente perguntei se ele não me conseguia uma daquelas que era só pra vips. Ele olhou na minha cara e, com aquele voz de criança mimada, perguntou: E você é vip por acaso? Não, eu era só o cara responsável pelo barulho, só, só, né?. Acho que ele nem entendeu a minha resposta, sei lá, talvez porque eu respondi em russo. Luiz Felipe Leprevost.
* Quem tem medo de Donatella Versace?: O Medo da alegria
Sabe, hoje estou numa alegria incomensurável. Indígena. Impagável. Nem em me aguento. Não consigo supor o quão ridícula deve ter sido a imagem do meu rosto bestamente sorridente quando fui ao mercado, de tardezinha. Eu olhava para o céu azul, para as grandes árvores cheias de passarinhos doidos pra fazer pup em cima de mim e só sabia sorrir. Sorria e caminhava. Caminhava e sorria. Uma pateta. Ridícula. Não que eu não tenha motivos para estar feliz. Claro que tenho, milhões. Estou viva, tenho saúde, um emprego fantástico, amor, família... Motivos e mais motivos.
A questão não é o porquê de eu estar feliz (sorry, Fal, se o porquê tá errado, eu faltei essa aula e nunca aprendi quando ele é separado, quando é junto, quando leva chapeuzinho...). A questão é que eu tenho medo dessa alegria solene. Tenho medo do que vem depois. Sim, porque (ui, aí está o danado do porque de novo... é assim? pode corrigir) sempre vem algo depois. Sempre vem. Sempre. E nunca é coisa boa. Nunca. Ponto. Por isso eu tenho medo.
Pati Linden
* Um drops para o drops: Polêmicas gostosinhas
Caríssimos, hoje decidi abrir meu coração. Podem discordar, mas sejam civilizados comigo, porque sou moça sensível.
Eu não gosto de Pink Floyd. (Mas tenho meus motivos)
Nunca assisti “Star Wars” e nem quero.
Às vezes eu entendo “Matrix”, às vezes não.
Não li “O Código Da Vinci”, “Nem anjos e Demônios” nem nada do moço que os escreveu.
Tenho três sonhos na vida: Os sapatos vermelhos da Dorothy, de “O Mágico de Oz”, o mini porco da falecida Brittany Murphy em “Grande Menina, Pequena Mulher” e uma caixa de grafites coloridos. Até agora só tenho os grafites.
Não consigo tirar carteira de motorista! Simplesmente não consigo! E por agora, desisti!
Sou psicóloga, mas detesto Lacan. Simples assim, acho que ele era louco e sem noção.
Adoro BBB e não me acho burra por causa disso.
Não sei matemática. Mas, assim, não sei mesmo! Se me perguntar de supetão quanto é 2+2 eu vou errar!
Minha mãe às vezes se pergunta se criou um menino, porque eu gosto de futebol, bebo que nem homem, falo alto e falo muitos, muitos palavrões, quando estou irritada.
Mas juro procês, eu também sei ser fofa e piscar olhinhos quando quero.
*
Ana Maria dos Anjos II – o retorno: surtada no sótão PARTE II
Era uma lindeza de se ver aquele bebê gorducho, com covinhas nos braços e pernas, todo rosadinho de sol, engatinhando em direção às ovelhas. Mas a cadelinha era mais linda ainda, toda vestida de branco, de organza de seda muito leve, quase transparente, toda bordada em pedrarias e fitas coloridas de seda formando florzinhas, uma cadelinha mimosa vestida de noiva indo ao encontro da manada a que se destinava.
O bebê, seu filho e único dos amores que Ana Maria tinha, juntamente com a cadelinha branca de branco vestido bordado, engatinhava peladinho, vestido apenas com uma fralda descartável e meinhas nos pés fofinhos, ao encontro das ovelhas a que se destinara.
Ana Maria dos Anjos olhava ansiosa e com muito cuidado para os dois lados da rua, postada na janelinha de seu sótão, acompanhando o destino do bebê e da cachorrinha.
(continua)
* Do cafofo: De longe...
Enquanto eu driblava as ondas de um mar aparentemente calmo, uma guria chega ao meu lado e diz que meus medos podem ser bem menos perigosos que meus desejos. Acho incrível quando o pessoal do telemarketing consegue me encontrar até nos cafundós, mas minha mãe se esqueceu do número do meu celular ou diz que a chamada fica incompleta. Meu cartão de crédito não funciona em qualquer estabelecimento e tenho que deixar as várias sacolas com a moça do supermercado. Comprar um sorvete nunca foi tão gostoso como esse de açaí com cajá. As namoradeiras na janela são tão belas quanto as fofoqueiras do vizinho. Tem gente que dorme na rede. Eu não caibo. Fico sem os inéditos de Grey's Anatomy e Brothers and Sisters, mas não escapo do hospital nem nas férias, nem dos contatos familiares com os últimos causos da tia véia. (Que permanece viva, se arrastando pelos corredores de sua casa cheia de quadros, velas e toalhes rendadas nas cores primárias).
beijos escandalosos Du.
Eu andei 3 passinhos co LV. Guentem.
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Eu que não tou nem loca de entrar numa promoção do Cirque du Soleil. Vai que eu ganho?
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Credo, tem filme de di menor e dragoa. O John Malkovich e o J. Irons também tão lá, pra provar que tá ruim pra todo mundo.
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Incrível, né, como "ser bipolar" resolve tudo, explica tudo. "Ah, eu sou bipolar", então, tudo bem.
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Falando das grandes invenões desse vasto e insensato mundo, esqueci da anestesia. E do Bobby Goren.
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Essa gente que anda rápido desse jeito tá fugindo do que, meu deus. Relaxa, fia, anda mais devagar. Olha as vitrines.
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Juntar o Del Toro, o Antônio e os cientificamente comprovados lobisomens numa mesma oração. A civilização ocidental só melhora, não sei do que vocês reclamam. Vou ver esse trem na semana que vem.
Tem as propagandas de remédio de matar inseto, todas batendo na tecla dorotinesca do 'não existe lugar (seguro) como nosso lar', que dão engulhos. Tem as de carro, nem vamos nos alongar. Tem aquela de sabonete pra gente neurótica, que mata germes, micoses, bichos, quando a solução mais facinha era botar aquelas criancinhas porquinhas todas de castigo até os 33 anos. Mas a mega campeã é a do vaso sanitário que canta.
*
Não apenas tem TNT na roça, como tá passando Hannibal. O pilantra do mercado acaba de se danar e o dr. Lecter tá na ópera, cobiçando a mulher do alheio. O alheio no caso é o italianão lindo, se eu fosse ela ia ser difícil de decidir. No livro, o dr. Feel, a identidade falsa do dr. Lecter, é brasileiro. Se eu já disse isso aqui, desculpem, tou gagá. O final do livro é mais feliz, o que não é nada estranho, não dava pra tacar o final do livro pra massa, o povo num guenta. Mas pra mim, que torço desvairadamente para Antônio, o final do livro é bem mais feliz.
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Carnaval? Não. BBB? Olha bem na minha cara. Gente histérica e gritando e suada? Não. Samba? Só samba mesmo, de verdade, Paulo Vanzolini e Elton Medeiros.Algumas remiscências com F. pelo e-mail que, por conta dum livro do Millor, me fez lembrar do Sebo do Pirata, aprazível estabelecimento comercial na Zona do Baixo Meretrício de São Paulo, anos 70, onde boa parte dos livros lá de casa foi adquirida. Jornal Nacional? Não. Jornal, qualquer um? Não. Pia cheia de louça suja? Não. Gente bêbada? Não vou falar sobre isso. Algum Chico Buarque. Uns cedês perdidos do Alexandre que achei numa caixa e trouxe, coisas boas, Ray Charles, Mozart. Os Maias, do Eça, releitura deliciosa. Um cachorro chamado Leon (Baco odeia Leon, mas fica na dele, Baco tem medo de cachorrinhos menores que ele. Baco só vai pra cima dos pastores alemães, mamutes e dobermans que singram na Joaquim Nabuco). Água tônica com limão. Bolo de morango. Ah, e documentário do Paulinho da Viola. Só. A água aqui quase encosta na casa e ninguém me obriga a andar de barco. Adouro. Devo foto, mas meu celular se recusa a mandar foto pro meu e-mail, aqui não tm cabo e... oi? Loja de informática? Você deve estar louco.
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Silvana, só a gente citando LFV: "Padeiros do Senegal não conhecem calor igual".
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A única vida real que me alcançou foi a notícia (atrasada, claro, eu sempre sei das coisas com delêi, adouro) do suícidio do Alexander McQueen. Lamento profundamente. É cedo pra gente saber o que do trabalho dele fica como referencia de arte e de moda pros que virão, mas eu chutaria que fica muito. Craque.
*
Desde que eu entrei nesse caos de internet, entreguei a administração de meus muitos bens e negócios (fazendinha, restaurantinho e aquarinho) em mãos mais capazes e competentes. E recebo os mais sensacionais relatórios financeiros.
"Fal, oi. Boa? Vendi uns cavalos da fazenda da Carina, tava atravancado. Como a fazenda dela dá bug direto e trava minha máquina, optei por não comprar mais terras (ela ainda poderia fazer as extensões de 22 e 24). Não dá, é muito dificil arar aqueles campos. Estou investindo dinheiro para comprar uma casa enorme, diga a ela. Na fazenda da sua mãe, tudo normal. Incrível como ela é querida. Ela recebe recados fofos das suas amigas, de amigos dela, uma graça. Na fazenda dela tudo corre bem, mas o celeiro dela vai devagar.
Na sua, é incrivel. Primeiro, que nenhum oferecimento de coisas ou bichos para adoção aparece na sua página inicial. Depois que quando eu aceito os seus presentes, pelo menos 40% das vezes eles não 'entram' na sua caixa de presentes. Pedi ajuda, mas as pessoas dão respostas do tipo "a caixa de presentes não está cheia?... "o computador está na tomada?", então desisti. Aliás, está um cita-cita de Paulo Coelho naquele facebook, se puder, entre lá e veja. Dá vontade de vomitar. Mantive o mesmo desenho para igreja/correio/mercearia nas três fazendas, como você havia feito com casas/bichos. No aquário, como as doações de bichos TAMBÉM nao aparecem na sua página principal, você tem poucos animais exóticos. Adotei um leão marinho roxo pra você e fiz um aquário só de lulas. São lindas. Seu restaurante vai super bem, você está rica, mais de 4 milhões em caixa. Comecei a servir paella, achei que você iria adorar, já que a sua é tão boa. Acho que sou a única pessoa do mundo feliz porque sua internet está péssima. E porque eu posso falar com você no telefone.
Ah, lá eu me chamo a mim-mesmo de Zé, achei mais fácil.
Fiquei amigo do filhinho do seu amigo Arnaldo, o Daniel, que reclamou porque eu troquei a sua mansão pelo chalé de esqui. Tirei o chalé de esqui rápidinho e devolvi a mansão pro lugar.
Vejo o calor pela tevê e não acredito. Aqui estamos na base da neve até os joelhos e conhaque no café com leite, porque toda desculpa é boa.
Esqueci da minha coluna no Drops Corporation, mas vou arrumar isso.
beijos
Persa"
haha, já fui, jpa me choquei com a paunocoelhice e as demais zicas abissais citadas, já cutuquei o poeta A. e já sai correndo. E por favor, escreva o nome da firma certo: Drops Corporeichon.
*
Eu não sabia como chamar a segunda bolsinha de maquiagem que vai dentro da bolsa, mas a linda Natália me ensinou: anexo. Tem a bolsinha de maquiagem e tem... o anexo, claro. Eu devia ter pensado nisso antes. E ela me disse também pra deixar de ser boba, que ninguém tem nada a ver com isso. Naty, além do anexo, tenho tb um puxadinho. Sou mais velha e mais feia que você, preciso de mais ajuda.
*
Preguiça de tacar no google, então fico devendo o nome do inventor do ar condicionado, mas esse homem merece o céu, assim como os inventores da aspirina, do asfalto, da água tônica e do enlatado americano. Ar condicionado é sensacional. Se não fosse eu quem pagasse a conta de luz lémcasa, tacava um em cada cômodo.
*a melhor frase de Praça Clóvis, do genial Paulo Vanzolin, a música dele que o Alexandre mais gostava, juntim com Volta por cima, que diz, não por acaso "ali onde eu chorei, qualquer um chorava, dar a volta por cima que eu dei quero ver quem dava".
Sim! Eu quero receber o convite legal em 12 parcelas sem juros, recebendo grátis um porta copos personalizado feito com um disquete de 3,5.
Sei, que ao fornecer meu endereço abdico de todos meus bens ao José Roberto Arruda e que posso cancelar o pedido a qualquer momento desde que a atendente do telemarketing não esteja fazendo as cutículas no momento de minha ligação.
Sim! Entendo perfeitamente que não poderei ir ao evento/festa/lançamento/baile de debutante,
pois estarei com um compromisso inadiável.
Mas desejo o convite mesmo assim. R.
(se o autor deixar, coloco nomim dele e linque)
***
Prezado Senhor:
Parabéns!
Ao nos fornecer seu endereço residencial, seu CPF, seu RG, seu DNA, o número de todos os seus cartões de crédito, o PIS/PASEP da sra. sua mãe, o manequim da tia Miloca, sua alma e seu primeiro filho homem, o senhor se tornou o mais novo proprietário de uma ZipaMiliFormCharmToastVaporeitor, lançamento exclusivo do seu canal de compras favorito! A ZipaPowerMiliFormCharmToastVaporeitor tem bocais de inox, misturador de cimento, uma tampa transparente que permite visualizar todo o processo, mangueira auto-ajustável, saídas para o vapor, entradas para empregados, engate rápido feito sob medida que permite que você tonifique seus quadris e defina seu abdômen, compartimento incorporado, controle telepático de temperatura, back light para facilitar a visualização durante a noite ou em locais de pouca luminosidade (como por exemplo, a casa da mãe joana), trava de segurança, que só liga o aparelho se a tampa estiver encaixada, coletor de resíduos removíveis para facilitar a limpeza, fecho hermético e válvula especial patenteada que não deixa passar nada, rodas auto-reguláveis, escovas rotativas, tecido ant-aderente e auto-moldante, roldanas que garantem a sua máxima segurança, visor de acrílico, cinco acessórios inclusos para diferentes aplicações, cabo de 14,9 metros de comprimento e acabamento em vridrô fumê e aço escovado.
Nós ainda não sabemos bem para o que serve a ZipaPowerMiliFormCharmToastVaporeitor mas isso é o de menos!
Seu convite para uma ZipaPowerMiliFormCharmToastVaporeitor virá com garantia de 12 dias e meio e nota fiscal em branco para que você preencha como quiser! Com afeto
Drops Corporeicion
Leitorinhos dropeanos do Rio e de São Paulo, preciso do endereço de vocês. Não, vcs não vão receber propaganda, pedido de doação, pedido pra assinar revista (hahahaha, faz séculos que parei de assinar uma revista semanal, séculos, e eles ainda me mandam cartinhas "Fabia, estamos com saudades!!"), nem nada assim. Vcs vão receber um convite pelo correio, muito, muito, muito, muito legal, uma vez só, sem chatice. E quem não for de São Paulo, mas quiser receber porque de vez em quando dá uns bordejos por aqui, ou pelo Rio, manda endereço também! Quem sabe você num tá facinha no tal dia e eu ainda tenho a sorte de te abraçar?
Mandem endereço COM CEP, fiotes.
Mandem pra: fal.drops@gmail.com
E ponham ENDEREÇO PARA FAL, ou qualquer coisa assim na linha de assunto, pode ser?
brigada, meus bens.
(ps-muito-importante: não pense que eu tenho seu endereço então "ah, eu não preciso mandar". Sério. Não confie em mim. Mande seu endereço)
*
Caras, o chuvaréu dontem levou a NET e o resto de dignidade que eu tinha. O que foi aquilo?
*
Nada une mais as pessoas que um inimigo em comum. E como as fêmeas caçam juntas, esse é um fenômeno melhor observado em grupos de mulheres, embora seja comum a todos nós. Unir forçar, recursos e estratégia para abater o escolhido da vez é mais velho que o mundo. Quando o escolhido da vez somos nós, não é lá muito divertido o processo, mas ainda assim, do ponto de vista sociológio, interessantíssimo.
*
É oficial. Maliu tem rodinhas nos pés. Vamos aceitar que minha mãe é uma mutante e vamos encarar essa realidade. A pessoa não para em casa, é impressionante, torcida braselera.
*
Aqui? O mesmo nhenhenhem de sempre, trabalho, calor, gatos na revorta, tretas de pai e tale e cousa. Tudo iguar-que-nem. Em frente, marche.
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Das páginas de Endrigo e Ava
*
Sr. T: Requentando as sobras
Quéops
Você chega cansado do trabalho, casa vazia. Armários abertos no quarto, você nem entra para ver o que é. Vai até as panelas sobre o fogão, um resto de ensopadinho, desgosto. Você tira a roupa na sala, banho. Liga a água, fria. Você suspira e entra, pulinhos. No vão do azulejo, você vê um sabonete pequeno. Gravado nele, em baixo relevo, "MOTEL QUÉOPS". Você prende a respiração, você não se lembra de ter ido com ela no motel Quéops. Algo errado, muito errado. Você abre a cortina do box e vai pingando até o quarto. Só então você se dá conta que jamais pisou em nenhum motel chamado Quéops. Neste exato momento, você entende tudo, inclusive a bagunça no quarto, mas já é tarde e não adianta.
Sr. T, o azedinhodoce
* Criaturas em miniatura: Paquerador
Daltinho sempre foi um grande paquerador. Para Daltinho as coisas funcionam assim: Deus opera, mas só o médico tem diploma. Daltinho acaba de se excitar pensando naquelas cenas dos namorados que se beijam nas escadas rolantes do shopping no meio da tarde. É sempre assim, quando Daltinho não tem nada para fazer ele acaba se excitando. Sempre pensa na namorada no degrau de cima enlaçando o pescoço do namorado um pouco abaixo, ele dizendo: Você deu um passo e eu já não estava a sua altura. Meio da tarde. E é hora de Daltinho abandonar o escritório e se empirulitar em direção ao shopping. Ele tem pressa. Ele tem pressa. Ele tem pressa. O tempo, diz Daltinho, são esses caras que ficam na praia construindo esculturas de areia. Já ele, vocês sabem. Então, quando está muito ocupado, acaba por... bem, vocês sabem. Agora está lá o nosso Daltinho, no shopping, praça de alimentação, só mirando. Pede um café, sorri para a atendente e pensa: As tardes são dos amantes. A moça, linda, traz o café e Daltinho diz: Linda, amo em você tudo o que dói. Linda fica um pouco envergonhada, mas sorri mesmo assim. A frase não é de Daltinho, ele deve tê-la vistouvido em algum filme. Daltinho é o rei das frases colhidas nos filmes. Daltinho sabe como ninguém que não há outro horário para os amantes senão o meio da tarde. O shopping para ele é uma aventura de sessão da tarde. Shopping, segundo Daltinho, é uma aventura bem mais arriscada do que aquelas do Indiana Jones.
Espirituoso: "Porco? Que porco?" Sem graça, depois de tanto tempo. Altivo: "Eu posso explicar tudo!" Não, não, não. Não pode, não quer, não há qualquer necessidade. Além disso, passara muito tempo curvado. Talvez a última expressão de dignidade de um punguista: sair correndo! Bah! Correr como? Com aquelas meias?
Nando
*** Do cafofo:Tu não gostou, não?
Só pra constar: tenho preguiça de quem me implora, como cachorro pidão, por um bocado da minha bondade. Tenho preguiça de quem não lava os cabelos e acha que o simples ato de deixá-los molhados vai resolver o problema. Tenho preguiça de quem aprende instrumentos nos apartamentos ao redor do meu. Tenho preguiça de comer quando não estou com fome, apenas para respeitar o horário. Tenho preguiça de questões religiosas acompanhadas de preconceito, daí minhas macumbas. Tenho preguiça do não e do sim, o talvez é tão mais cômodo. Tenho preguiça do cabelo das gurias da novela das 8. Tenho preguiça do novo, são muitas coisas num tempo muito curto de uma vez só. Tenho preguiça do funk, do barulho, do sertanejo e de gente que acredito nestes três. No mais, a preguiça aumenta com as horas. Cada vez mais.
beijos escandalosos Du.
***
Carol, a Concursanda de Plantão: Oi?
Ser distraído, desligado, com a cabeça na lua, pensando na morte da bezerra ( como diria minha avó) é um dom. Eu sou do tipo que um dia desses se pendura no cabide e bota a roupa pra dormir. Já cometi várias gafes bravas, mas a melhor de todas é essa aqui que passo a narrar.
Tinha eu 15 anos, quando fui convidada pra minha primeira festa de debutante. Lugar muito chique, todo mundo do colégio, vestido novo e, claro, sapato novo também. Como sempre fui muito moleca, raramente usava sapato fechado... Porém, pra tal festa, não poderia de forma alguma ir de qualquer jeito e lá fui eu acompanhada da mama comprar o famigerado torturador de dedos
Entrei na loja e começa a experimentação: - Isso filha, agora anda pra ver se ficou bom, olha no espelho, coluna reta - eu só queria dar o fora dali!!!! Depois de umas duas horas é dado o veredito: vamos levar esse aqui, só que tá meio apertado - reclamei.
- Não tem problema, diz solícita a vendedora - chegando em casa você passa vela que o couro cede.
- Ué, mas não vai queimar o sapato? - pergunto
- Apagada, meu bem... diz a vendedora mal podendo conter o acesso de riso
Eu posso? A única coisa que me consola é que esse mal é genético... Outro dia saí com a mama ( de novo!) pra ir a farmácia. Chegando lá, ela diz ao balconista:
- Por favor, vocês tem o remédio Comemora?
- Não seria Celebra, senhora?
Ai
Carol
** Mirela na janela: saída pela direita
E quando a gente quer o exato oposto do que acham que a gente deveria querer? Pior: e quando a gente quer o exato oposto do que todo mundo quer? Com explicar? Ou, ainda, como conseguir?
Eu quero sair. E aqui onde estou, quase ninguém quer ficar - mas ninguém também vai ousar ir embora.
Eu vou. Não sei quando, nem como, mas vou.
Me aguardem aí do lado de fora.
Mirela
*
Codinome Beija Flor: Por favor, não demore
Já faz dias que queria te dizer como me sinto, já faz dias que preciso fazer isso. Justamente hoje, quando nos falamos eu não podia te dizer. Às vezes me sinto bem ... e quase esqueço.
Em outros dias uma dor tão aguda toma conta de mim, que é como se a lembrança estivesse no ar que eu respiro,inundando os meus pulmões e o meu coração, nesses dias não consigo esquecer. É quando eu penso que tudo foi uma grande engano, onde só eu me enganei. Grande engano meu.
Em outros momentos a lucidez me faz entender que tudo acaba e que essa história acabou como todas, que isso é normal e natural ... mas porque dói tanto ? Porque demora tanto prá parar de doer ?
Cansei dessa dor ... cansei de e-mails sem resposta, cansei de perguntas que só eu posso responder mas não tenho capacidade para dar a resposta certa. Cansei de chorar e não resolver nada, cansei de tanta coisa que não me acrescenta. Estou tão cansada de sofrer sozinha, sentir sozinha, estar sozinha e rodeada por tanta gente. Como eu estou ? Você sempre pergunta, eu sempre respondo, mas nem sempre digo a verdade: Estou cansada ... estou esperando essa dor passar ... estou esperando por um novo grande objetivo ... por favor, não demore.
Margot
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Ana Maria dos Anjos II – o retorno: surtada no sótão PARTE I
“Não é muda a morte. Escuto o canto dos enlutados
selar as rachaduras do silêncio. Escuto seu dulcíssimo
pranto florescer meu silêncio gris.” (Alejandra Pizarnik)
No princípio era o nada. No fim era o nada, também. Que demônio ou deus tinha inventado que o meio era alguma coisa que não o nada?
Ana Maria dos Anjos, olhando o rebanho de carneiros que pastava lenta e silenciosamente do outro lado da rua, começou a dissolver-se em água, primeiro flutuando, depois ficando encharcada por dentro e por fora, a pele enrugando toda, afundando até que se dissolveu completamente, mas com sua consciência funcionando normalmente. Seja lá o que for normal. Tudo nela se dissolvera, menos sua consciência. Por enquanto, que mais tarde vocês verão até onde chegou.
De um lado da rua onde seu sótão ficava tinha um rebanho de carneiros pastando numa pracinha verde, e do outro uma manada de porcos, todos marrons, diferentes das ovelhas que eram creme clarinho ou brancas. Ana Maria decidiu-se mandar o bebê engatinhando até as ovelhas, e a cadelinha até os porcos.
(continua)
Eloisa
*** Lyrão, o cão: A arte de abanar o rabinho II
De: lyraoocao@abanandoorabinho.com
Para: souseudono@faleoquequeroouvir.com
1) Tudo resolvido com minha conta corrente. Depositei 4.350 contos lá e cobri o enooooormeeee rombo de 3.962 dinheiros. Aff... ninguém merece dever tanto, né?
2) Vim trabalhar com o vestido que você me deu de presente de Natal e meu chefe disse que estou muito gata.
Beijos!!!
De: souseudono@faleoquequeroouvir.com
Para: lyraoocao@abanandoorabinho.com
q otimo neh lyrão, fico feliz por vc
feliz tb pelo elogio, vc ta gata mas eh minha.
bj
De: lyraoocao@abanandoorabinho.com
Para: souseudono@faleoquequeroouvir.com
Sou sua. E, se estou gata, é porque você toma conta bem de mim: me dá vestido bonito, deixa minha pele boa, meus olhos brilhando e meu cabelo sedoso.
De: souseudono@faleoquequeroouvir.com
Para: lyraoocao@abanandoorabinho.com
sou foda! sou fodao! uhuuu
e vc eh minha gatinha manhosa, dengosa e gostosona!
bj
Lyrão
* O mundo de Tati: Saudades
Fal.
O que acontece com mundo?
Outro dia li uma entrevista de um advogado fazendo a linha do politicamente correto. Quem o conhece sabe bem o quão correto ele é. Ética relamente é um conceito muito flexível, elástico, sabe né?
Daí outro dia, imagine você, euzinha, moça criada no danoninho de morango tive que colocar meu pau imaginário na mesa. Tive que rodar a baiana, descer do salto e o pior, me deu uma felicidade tão grande em tê-lo feito.
Será que foi a tripla conjunção exata de Júpiter, Quirom e Netuno na casa 4 de touro? Ou seria o sol na casa IV de câncer sob influência de Urano?
Plutão faz uma falta....
Posso?
Dizer que uma criança é feia?
Recusar o bolo maravilhoso porque eu não gosto desse sabor?
Não ir à festinha de aniversário onde vai ter 25 crianças gritando?
Não sorrir pra megera que trabalha ao lado?
Não fingir que a empregada é “como se fosse da família”?
Dizer que parte da culpa das enchentes é de quem joga o lixo no quintal de casa?
Não assistir à novela?
Não ouvir as lamúrias da amiga louca pela centésima vez?
Falar uma coisa sem que seja entendida outra?
Obrigada.
Rebelde&Subversiva
*
Je suis partout: Eu sou um fantasma!
Morri de rir agora porque li que um jornalista carioca chamou tradutor de profissão de fantasmas!
Vozes iradas se levantaram em defesa da profissão mas eu sempre brinquei que era exatamente isso - um fantasma.
Porque quando alguém compra um livro raramente se preocupa em ver quem fez a tradução e acredite, isso pode mudar tudo.
Uma tradução mal feita destrói um livro, um artigo, uma tese.
Por outro lado, livros incrivelmente mal escritos as vezes ganham cores na mão do tradutor que não existem no original.
Cansei de "reescrever" livros. De ser coautora sem crédito.
Certas palavras simplesmente não tem tradução e quando o tradutor se põe a querer fazê-lo pode assassinar a obra.
Como no livro de Echkart Tolle - Uma nova terra. O despertar de uma nova consciência - onde o tradutor traduziu "formless" por informe.
Formless é sem forma. Se usasse disforme estaria errado porque seria algo deformado.
Informe no portugues é para o verbo informar.
Portanto mesmo que gramaticalmente esteja correto não é linguagem usual, leva a erro de interpretação e não deveria ter sido usado.
Mas a verdade que ninguém quer admitir é que as editoras, agencias de tradução e empresas do ramo estão contratando tradutores cada vez mais inexperientes, com pouca formação, porque pagam uma miséria.
Imagino que grandes tradutores já consagrados sejam regiamente pagos. Mas bons tradutores, aplicados, que ainda não tem "nome", tem que se sujeitar a pagamentos ridículos, sem contar os prazos que são tão apertados que não possibilitam um estudo, uma pesquisa apurada.
Fantasmas sim!
Gi, Pluft
(gi, gostou do nome afrancesado que eu dei pra sua coluna? hehehehe)
Gente que adoro, fazendo coisas bonitas.
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[21:23:00] Silvia: a Isa teve o piti master de todos os pitis
[21:23:24] Fabia: que que a Isa teve? Piti-piti ou é piti-dodói??
[21:23:46] Silvia: piti-ataque de pelanca
[21:23:47] Fal: hahahaha
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Eu ia mesmo dormir. Eu ia. Eu tava na cama, prontinha pra dormir, as vozes da minha cabeça quase quietas, Antão e peixoto dormindo no paninho do Baco, Baco dormindo no próprio paninho, os gatos dormindo, menos Bolero, que enlouqueceu e tá dando pau num gatinho preto de rua, uma judiação, mas enfim, eu ia mesmo dormir. E daí começo Hannibal. Antônio de chapeuzim, chique de tudo, transformando em patê aquele ator italiano que eu acho um negócio. Tem gente que pura e simplesmente envelhece bem. O camarada era um tipo aos 40, um pão (buuu, véééia) aos 50 e aos 60 está pecaminoso, como é que pode? Esse ator italiano é assim (a Carol, certeza, vai nos contar o nome dele).
O livro é melhor, como quase sempre, mas no livro não tem Antônio. Ah, Antônio. Antônio é caso a parte.
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Tá reprisando adoidado os filmins do Hannibal, todos eles. De tudo quanto é jeito. Amém.
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Se me fosse dada a graça de reformar sozinha o códego penal; como eu dizia para a camarada Carol; os senhores iam achar o Hamurabi um liberal de esquerda. Vocês iam dizer 'Ah, o velho Hamu.... bons tempos que não voltam mais.'.
Quinho
Eu tinha que vir contar que hoje tem Quinho. Ele é o querido do Elísio e, portanto, nosso também.
Já ouvi o que ele canta e como ele canta. É lindo. Ele é craque. É hoje, na choperia do Sesc Pompéia, às 21h.