Se eu não cumprir o prazo de entrega desse trabalho, palavra de honra que eu paro de falar com vcs. Parem de me mandar linquinho sensacional do iutuba, feito do Claudio Luiz, caras. Assim não dá.
(hahahahaha, e pensar que a família orgulhosa manda o guri pro exército porque "lá ele toma jeito". Hum hum)
Ingrata, que cospe no prato que come, que pega, usa e deixa sobre a pia, sujo e só. Uma daquelas que, por diversão ou enfado, buscam (e encontram) novas definições para a palavra sodomia, novos modos de suplício para os que lhe caem bem. És, sim, cruel e insaciável, monstro voraz que consome, suga e desfaz em dor aqueles que se prostram sob seu altar, seus devotos em decúbito, seus devotos a carnear.
Sr. T, resmungando
******* O mundo de Tati:
Fal. Juro que me mantive silene até agora sobre esse espetáculo chamado julgamento do ano. Mas acabo de ouvir pela televisão que o juiz determinou que se instalassem autofalantes, estrategicamente colocados, para que populares ouçam a sentença.
Será que eu endodei de vez ou estamos voltando à época onde os julgamentos eram em praça pública e os réus eram apedrejados até a morte ai mesmo, na hora, pelo público sedento de “justiça”.
Bem diz o ditado: se cercar é hospício, se cobrir é circo.
Uia, eu fui até o Claudim Luiz lá no LV. Faltou responder coisa, tenha cadim mais de paciência comigo se você não estiver no grupos dos respondidos. Assim que a água baixar mais um cado, eu volto lá.
Pqp o domingo tá quase no fim e o trabalho planejado pra hoje inda não. Aiai.
Besos ni tudos, boa semana.
São seis horas e ele não vai ligar. Renata sabe que ele não vai ligar. Ela é mulher, ela já nasceu sabendo. São seis horas e doze minutos. Ele estava num boteco com amigos quando atendeu o celular, foi muito simpático e disse que ligaria assim que chegasse em casa. Mas ele não vai ligar, Renata tem certeza. São seis horas e vinte e nove minutos e, ciente de que ele não vai ligar, Renata faz seu miojo com o telefone sem fio ao lado, só para garantir. Ele não vai ligar porque quando ele chegar em casa já vai estar tarde. São sete horas e oito minutos. Renata pendura as roupas no varal com o telefone no bolso, por via das dúvidas. Ele não vai ligar porque assim que ele fechou o celular naquele boteco esfumaçado, ele se esqueceu de que havia falado com ela. São oito horas e quatro minutos. Renata assiste uns enlatados americanos e uns pedacinhos do Fantástico e ele não liga. Claro que não. Ele não vai ligar porque ele é um homem. E homens e mulheres, quando olham para um telefone, veem o mesmo objeto, mas não veem a mesma coisa. São nove horas e vinte e sete minutos. E Renata, veterana de muitos e muitos não-telefonemas, sabe que ele não vai ligar. Ela sabe, mas anda com o telefone pela casa. São nove horas e quarenta e quatro minutos e ele não liga enquanto Renata, com o telefone em cima da pia, faz xixi, toma banho, seca o cabelo e passa todos os cremes. São dez horas e vinte e um minutos e quando o telefone toca Renata dá um pulinho, mesmo sabendo que não é ele. A certeza de que não é ele ligando, estranhamente aumenta a esperança. Renata atende, conversa um pouquinho com sua mãe e libera a linha. Mas ele não liga. São dez horas e cinqüenta e três minutos. Ele não vai ligar porque vai chegar tarde do boteco, meio bêbado, vai estacionar o carro torto na vaga, vai demorar para acertar a chave na fechadura, vai tropeçar no viradinho do tapete, vai largar camisa e mochila pelo corredor e vai se jogar na cama de calça e sapatos. Renata sabe muito bem que ele não vai ligar, porque homens e mulheres quando dizem que vão ligar, usam as mesmas palavras, mas querem dizer coisas diferentes. São onze horas e treze minutos. Ele não liga, mas Renata dorme com o telefone ao seu lado, a gata branca aos seus pés, um sono bobo, um sono leve, um sono que não acredita em nada, um sono que acredita em tudo. São onze horas e quarenta e dois minutos.
“Quem foi que inventou o Brasil?
Foi seu Cabral, foi seu Cabral
No dia vinte dois de abril
Dois meses depois do Carnaval”.
(História do Brasil, Lamartine Babo)
:o))
*
Putz, ninguém me conta o que tem nessa capa da Veja. Vou a uma banca.
*
Foi preciso uma madrugada de insônia preu descobrir que o irmão gay do Brothers and Sisters emprestou o pó de arroz cor de laranja pro menino cacheado que faz o Mentalist. Bonito isso.
*
Tipo, não responde meu oi, deleto, não fala comigo, apago, não devolve a gentileza depois de n tentativas, fora. Adorei o papinho "eu mudei, o mundo mudou". Então eu mudo também, uai, que São Darwin nos abençoe.
*
Tô revortosa, né fios, vão vendo.
*
Falando em São Darwin, que filmão.
*
Minhas costas vão me matar, eu um guento. E não tenho mais posição pra trabalhar, já traduzi sentada, deitada, de ladinho, na mesa da sala, na minha prancha, na mesinha de centro de dona Maliu, ni tudo. E o incrível é que quando eu não tou trabalhando, a dor some, hahaha. Dona Cida, minha santa avó, diagnosticaria como "doença de vagabundo"
As palavras, seus sentidos, os sins, os mais-ou-menos, os sons, os pontos de exclamação, os verbos que não transitam diretamente e não trouxeram bilhetinho de casa com a autorização da mamãe, as pausas estratégicas, as pausas necessárias, as pausas marcadas-de-touca, o objeto-do-desejo-direto, o gentil patrocinador, o preto no branco, o pronome perfeito, a concisão, as discussões que terminam em porrada no grupo de profissionais, o dicionário tacado longe na hora da raiva, a revisão, a revisão, a revisão, o amigo de Seatlle que sabe um sinônimo para "ketlle" que é muito melhor que o seu, a tecla "B" do lepistópis que sumiu, a dor nas costas, a ruminação do parágrafo, as vírgulas (meu Deus, as vírgulas), o manual de redação, as notas de rodapé, os duplos sentidos, o cotejo, os becos sem saída, a fórmula que não se aplica, a pilha de papéis, os adjetivos que não qualificam, os diálogos intermináveis, a grande sacada, a leitura sem cotejo, a luz no fim do túnel que é um trem vindo na minha direção. Se eu me chamasse Raimundo seria uma rima, mas não uma tradução.
*
Alguém me conta que que tem nessa capa da Veja que tá todo mundo tendo chilique?
*
Partido do Sir-ney Fio,é? Coragem, muita, muita. Vocês vão precisar.
(Ah, Paulo Francis, eu sinto sua falta)
*
Não se deve misturar turmas. A gente devia escrever isso cinco mil vezes no caderninho de caligrafia "Não misturar turmas". E turma com família, então, jamais. Jamais. Big mistake.
E o pior é que eu já vi esse filme. Eu morro no final.
* Você e eu não vamos ter aquela conversa, e nós sabemos disso. Vamos seguir vivendo. Vamos nos encontrar em aniversários de crianças e acenar de longe. Vamos trombar carrinhos nos supermercados e comentar preços. Vamos pegar o mesmo elevador e, ainda que sozinhos, inclinar nossas cabeças e sorrir, simplesmente. Vamos freqüentar reuniões, entrar juntos em projetos, dividir cigarros e, num porre suave, lamentar o passado. Mas não, não vamos ter aquela conversa.
(O nome da cousa _ 2006)
*
Encerro minhas atividades completando 22 horas de trampo. Breves pausas para banho, camida pro cachorro, roupa na máquina de lavar, leituras assustadouras (na falta de melhor dejetivo) pelas interniétes da bida loca, sanduíche, sopa de alguma coisa, observação encantada do movimento de venda de produtos não tributados quase na porta da minha casa, rúcula com manga e um suco pseudo-uva (nem pergunte) nos intervalos. Mas eu não ia dormir às.... ia. Ia. Juro, ia. Mas não fui na ilusão que ia só cabar aquele capítulo. E depois, só outrinho. E outrinho, afinal de contas... Hum. A pobreza nos leva a um interessante estado de apego irracional pelo trabalho. Nem se sente cansaço.
Ela andava distraída por entre as folhas de um outono fora de época.
No caminho, como que esperando, duas asas de puro encanto. Venha comigo - ouviu - dê-me sua mão, venha comigo para o país das fadas, onde o tempo passa lentamente, as festas são infinitas e a alegria eterna, tudo regozijo pleno.
Assentiu devagar, como poderia recusar?
Antes de fechar os olhos pelo que seria a última vez, pensou ter ouvido algo a respeito de um detalhe, um regrinha só, sobre ser aquele um caminho sem retorno, isso dito baixo, por entre um sorriso de pequenos dentes que lhe pareceram curiosamente afiados.
Hahaha, recebo e-mails de gente querendo que eu "forme um grupo para fazer rafting no rio Ribeira". Aiai.
*
Cesário Verde morreu aos 31 anos. E sem publicar nenhum livro.
*
Cabelo cortado pela Célia. Luxo, poder e glória neste lar.
*
No TCM "Os Pioneiros". E depois, uma aventura na Martinica. Bacall tá um escândalo nesse filme. Tenho que trabalhar, meu Deus, esse povo não colabora.
*
Derrubei ovo no chão. Olhei pra Baco, falei, "Vai lá, Bacão". Ele me devolveu o olhar com cara de "Quantos anos de convivência, mamãe, sete, oito? E a senhora ainda não entendeu que eu jamais comerei ovo cru do chão?". Amo Baquíneo, mas um pastor alemão faz falta.
*
Eu tenho um gravador de DVD. Que eu não deveria ter comprado. Mas eu eu tive um surto e comprei. E o que é que acontece agora? Passa o documentário sobre os Persas mais sensacional de todos os tempos e eu não sei fazer o treco gravar. Três meses que o gravador de DVD não fala comigo, já botei meus neurônios pra funcionar de todas as formas possíveis. Aiai.
*
Tem algum lugar on line onde se possa comprar cartões postais? Tou pedindo demais.
*
Tomo chá de erva cidreira na caneca de gatinho que a Naty me deu e espero passar. Não vai, né, mas sempre posso fingir.
Oiê, tou aqui, mandando brasa no trabalho, mas eu tinha que parar e agradecer ao caminhão de ralatos sobre comida dos anos 70 que chegam ao meu e-mail todo o tempo. Obrigada, obrigda, obrigada. Não dá pra uma crônica, dá pra várias e eu nem sei muito bem cumé que eu vou fazer. Tem um monte de coisa deliciosa. Obrigada, muito mesmo. :o))) Vou pondo uma ou outra aqui no DROPS. Abaixo, a resposta da Gi, no LV, às questã sempre pulsante do Dan Top. Parte fundamental de qualquer pirâmide alimentar, claro.
From: Gi(sela)
Texto da mensagem: Jisuis Fal, vc desenterrou o DanTop. Não que um dia ele tivesse desaparecido da face da Terra.
Ganhou até nomes diferentes Nhá Benta (que pode ser com chocolate Kopenhagem mas pra mim é DanTop).
Eu comprava e comia escondido.
Depois lançaram umas caixas que vinham 4 e depois caixas com 6 e até 12.
Na cantina do Bandeirantes ele ficava a amostra na vitrine de doces e chocolates e quando a gente comprava o tiozinho da cantina colocava num num saquinho de papel.
Melhor almoço do mundo? Cachorro quente do carrinho do Baiano na porta da escola e de sobremesa DanTop da cantina.
Meu Deus, parece que isso tudo aconteceu há mil anos.
Beijos
Isabeau, Maliu me ensinou como é que você chama Dan Top e eu esqueci. Como é?
*
De: Bel
Para: mim
Bom-bokas :)))
havia um anúncio às bombocas no Natal em que o Pai Natal batia do lado de fora da janela, um frio da pqp, já se sabe, com neve e tudo lá fora, e o vendedor primeiro fingia que não ouvia e quando o pai natal lá de fora já se estava a esgoelar e corria o risco de acordar os vizinhos, o fdp do vendedor, no quentinho, dizia: Bombocas? Só há estas, são pra mim :)))
Era uma coisa da nossa infância (so havia de baunilha e de morango) e foi preciso conhecer uma sueca e ela ir comigo à Expo 98 pra saber que é um doce sueco.
As deles são mais pequenas, mas boas na mesma.
Desapareceram de Portugal e só as fui encontrar em Berlim, dps do ano 2000.
Agora n sei se voltou a haver lá :/
Bjos amore,
Isa
(em 3.4.10 sábado, Eduardo Almeida Reis no Estado de Minas)
Nomes – Nas batatas fritas em gordura de porco não sei o que mais me fascinou: o sabor das batatas ou o nome da responsável pela receita, dona Anphiloquia Ribeiro Cabral. Anfilóquio, do grego Amphilochos, pelo latim Amphilochu, deve significar “anguloso”, como também pode significar “natural de Anfiloquia”. Onde andam os pais deste início de milênio que não registram suas filhas como Anphiloquias? Perigoso é batizar uma Graça (mercê, dádiva, elegância de beleza e de formas), que se pode transformar num canhão para ninguém botar defeito.
Nomes podem ser determinantes não só do destino das pessoas, como também das nações e da humanidade. Filho de um pacato funcionário da alfândega austríaca, Adolf Hitler esteve a pique de ser batizado como Adolf Schicklgruber. Não dá para pensar numa nação gritando “Heil Schicklgruber!”. Pouco tempo antes do nascimento de Adolf seu pai ainda se chamava Alois Schicklgruber.
Muitíssimo a propósito, Alois era primo em segundo grau de Klara Poelzl e seu casamento dependeu de autorização da igreja. Consanguinidade é um perigo dos mais perigosos. Utilíssima no melhoramento das raças bovinas – não há raça sem consanguinidade –, na espécie humana o risco é muito grande. De vez em quando nasce um gênio – beleza, inteligência e simpatia –, mas a regra é a produção de gente problemática.
(e nessa mesma coluna, ele citou o filósofo Manso Neto, que cita meu Alexandre, oia que fofos? Ganha meu coração que cita o Ale)
Ruminanças – “Razão tinha o saudoso Alexandre: ‘Homem que gosta de tatuagem deve namorar presidiário’” (R. Manso Neto).
Na minha tradução eu tenho que decidir se minha mocinha acha que o mundo está de pernas para o ar ou de cabeça para baixo.
Mas eu lamento profundamente, porque lindo mesmo é o paulistaníssimo "de ponta cabeça"
*
É todo um aprendizado parar de chamar as pessoas de "amigo", e passar a chamar de "conhecido". Ainda no trabalho, como me disse o Clau, é mais fácil, afinal "colega" dá conta. Mas no resto da vida, é difícil, é muito difícil. Por que não é só o título, claro. Como tudo na vida, o difícil é entender isso, dentro do coração. Não, ela não é sua amiga, ele não é seu amigo, amigo é outra coisa.
Dificílimo.
*
Dica do Tito, delícia de blog.
*
Esperar cabar a xampuzera dessa casa e comprar só o de nenê da Jôns. Porque tou pra ver criatura mais desastrada que eu. Toda vez eu fico cegueta debaixo do chuveiro.
*
Amo CSI Miami. Amo ver aquelas peritas de calça branca, na maior função, hahahahaha. Aiai. E nem diretora em empresa trabalha com tanta chapinha, tanta maquiagem que não escorre.
*
Aliás, papo de muita seriedade: esses CSI que se passam em lugares quentes, Miami e Biba las begas, a moçada tá SEMPREEEEEEEEEEEE de paleto, camisa, sempre. Passo mal só de olhar. Fosse eu, ia trabalhar de bermuda e boné ca aba virada. E de chinela. Botava a boteeeenha só se fosse entrar em cena de crime melequenta de sangue.
*
Isso é um blog sério, que discute as altas questãs do espíritos, senhores leitores. Os senhores ficam aí lendo esses blogs dessas feministas desocupadas, que dicutem Dilma, Marina, aborto e sei lá eu mais o que, ficam lendo políticos e teólogos e filósofos e teóricos das mais variadas correntes, quando as verdadeiras questões d'alma aqui estão, no Drops: que diabo de paletó-jaquetão é aquele que a lora boa do CSI Biba las begas tava usando no deserto???
*
E isso porque eu dei um tempo nas novelas. Tou deixando os plagiadores de bobagem do tuítis terem a chance deles. Tivesse eu falando da nobela, aí sim, cêis ia tudim ver o que é seriedade.
*
Ah, leitorzinho amado, salve-se, vá fazer alguma coisa mais bacana que ler isso aqui.
Queridíssimos, a Leila, essa abnegada, doce e encantadora critartura, está promovendo uma coisa muito da bacana no site dela. Vá lá, leia, informe-se, participe e, por favor, linque no seu blog e mande e-mail pros amigos contando. Goste ou não de gatos, ajude. A Leila na casinha dela, com as mãozinhas dela, faz mais, muito mais que a parte dela nesse planeta. Muito mais mesmo.
Vim apenas para dizer que o vilão fantasiado de puliça acaba de dar um tiro na pernoca da mulher do puliça bom. Isso não se faz. Ele conhecerá a fúria de Jequisbáuê, escrevam o que eu lhes digo.
E a lorona que usa o cabelo de lado, como uma diva dos anos 40 (hahaha, eu não guento ela pra lá e pra pra cá no meio dos computadores coaquele cabelinho de lado, fios, é muito gramú) que trabalha no QG dos bonzinhos mas que é meio misteriosa e talvez seja má, tá coa batatinha dela assando também, ela que espere.
A minha vida animada e divertida continua a pleno vapor, como vocês podem ver. Hoje, só para revolucinar, Baco e eu subimos todas as ruas que costumamos descer e vice-versa.
A diversão nunca termina no Brócolis Paulista, eu digo.
Quem lembrar e puder/quiser me ajudar: preciso de lembranças, depoimentos, cardápios, historinhas, gracinhas e o que mais houver sobre comida dos anos 70, nos restaurantes ou em casa. Agradeço muitíssimo fal.drops@gmail.com
recado: Amores, porque eu recebi um monte de e-mail a respeito, o LV volta a ter a opção 'recado secreto'
pedido: Preciso de uma ou de várias indicações de livros e sites sobre Curitiba. Sobre a história e o hoje-em-dia e até mesmo turismo em/de Curitiba. E do Paraná. Achei alguns sites em voo solo, mas site é aquela coisa, como confiar na fonte. fal.drops@gmail.com
**
Obrigada a quem puder ajudar
Como foi a sexta-feira de todo mundo? Maliu fez bacalhau fresco, postas de dois dedos de grossura, com alcaparras divinais. E eu trabalhei como se um adultinho fosse. Senti tanta falta do Alexandre, ele amava a sexta-feira santa. Era um dia inteirinho de histórias do Mosteiro. Enfim. Fiquem bons. Bom sábado! Té manhã.
Mamãe, ser que não se explica, não se analisa e não se pode levar a sério, acaba de chamar o Antônio de (Luci, segura) "aquele seu velhinho".
!!!????
Ah!?
A falta de respeito chega a níveis assustadores nesse lar.
Estou chocada.
E digo mais. Tava passando filme de 93. Ela vira preu e manda "Olha o Bobby Goren, no tempo em que ele ainda era bonito".
E quando eu falei que não tem nem comparação com o que ele tá de lindo agora, ela riu.
Oi?
É por isso que as pessoas fazem guerra por causa de religião.
Conviver com os infiéis é muito difícil.
*
O que é a voz da moça que anuncia brinquedos e acessórios para o seu cachorro do xopatú, alguém me diz? Era pra ser o que, sexy?
*
Este é um país de gramáticos. E psicólogos. Esqueci alguém? Ah, claro, e críticos literários. Ando com a minha cabeça já pelas tabelas, meu amado Chico.
*
Como eu dizia pra capanhera Pati no e-mail: agente literário, encanador e puta, a gente só deve pagar depois do serviço entregue. Ou recebido. Vareia.
*
O foda não é o blog do pai babão, da mãe monotemática e tal. Talvez você até ache a conversa meio chatinha e tal... não sei. Mas não é esse o lance. O lance é sabe que daqui a 3, 4 anos, pouco mais, pouco menos, esses caras vão estar canalhando, escondendo bens, comendo secretária, brigando na justiça pra não pagar pensão, usando essa pobre criança de bucha de canhão, fazendo o diabo, esquecidos, completamente esquecidos dessa fase tão linda, tão fofa, tão amorosa. A gente vive e vê cada coisa, todo dia é um susto. Hoje foi dia deu topar com mãe-esmerada-pai-amoroso. Dai vc pergunta do filho e a moça responde "Quem?". Papo sério, demorou uns segundos pra ficha cair pra moçoila que o coiso era o fio dela. Aiai.
*
Falzão, Falzão, ninguém quer saber o que você acha, Falzão. Te fecha. Como você mesma ensina, prisso que Deus inventou blog, pra cada um dar sua opinião pessoal e intransferível no seu. Te fecha, te fecha.
*
Que espécie de mente distorcida e doentia e malvada e desocupada inventou a batata frita na latinha de bola de tênis? Derrama Senhor.
*
Antes de pensar em viajar, você tem que adaptar a sua agenda à agenda da sua faxineira, que acaba de anunciar que vai pro mesmo lugar que você, na mesma época que você. Mesmo mês, mesmos dias, mesmo lugar, por incrível que pareça. Eu olho pros gatos, os olhos me devolvem o olhar como quem diz "e aí"? Realmente, é contraproducente ter tanto bicho. A pessoa, como diz Lyrão, é 'largada do marido', não tem filhos e mesmo assim não pode viajar na hora que quer. Que ridículo.
*
Alguém me explica como é que uma cidade do tamanho de São Paulo, que se arvora de ser isso e aquilo, não tem uma companhia de táxi que funcione direito. O "amigo taxista, fofo e gente fina", todo mundo tem, mas nem sempre dá pra ligar. Se eu ligo pro fofo-gente-fina à uma da manhã pra ir me buscar no cliente, ele deixa bem rapidim de ser fofo. Ou, se ele for fofo mesmo, ele tá atendendo outro cliente. Daí, no nível de desespero e fome que você se encontra, depois de ouvir gente declinando verbos em espanhol dum jeito tão estúpido que suas orelhas murcharam, e eu digo isso com todo o carinho do mundo (hahaha, posso ver uns e outros dizendo "não concordo! a gente deve poder declinar verbo como quiser, isso é gramática eletiva/afetiva/ou-seja-lá-o-que-me-justifique"), você acaba cedendo e pedindo táxi num trem tipo "Táxis Zelão". Claro que essa empresa pode contar com profissinais de elevadíssimo senso moral, e alto teor de cidadania. Mas pode também contar com profissionais que fornecem órgãos pro Tarado da Machadinha treinar os golpes. Cada mergulho é um flash e todas as minhas noites tem sido de aventuras e fortes emoções. São Paulo só me enche o saco e me dá vontade de sair correndo e gritando (oi Laine, tudo bom?). E pensar que no Rio, Telinha me ensinou a usar companhia de táxi que tem até tevezinha pra distrair o freguês. Rio feelings. Quer dizer, eu teria Rio feelings, não fosse o calor abissal de lá.
* Leitores –É normal que se estabeleçam relações leitor/cronista. Todos temos nossas preferências. Há cavalheiros e damas que não leio de jeito e maneira, assim como há outros e outras que me agradam. Curiosa é a maneira como essas relações se manifestam. Muitos leitores dizem: só leio você, fulano e fulana. Pensam elogiar, mas acabam deixando “você” furioso, porque “você” – chame-se Manuel, Joaquim, João ou Pedro – sempre se considera muito melhor do que os outros dois e toma o elogio como ofensa.
Outra reação curiosa é aquela que faz o leitor querer dirigir o pensamento e a escrita do profissional. Não há duas pessoas iguais. É perfeitamente normal que os autores que admiramos e acompanhamos escrevam e pensem coisas com as quais não concordamos. Contudo, não são raros os leitores que se consideram donos do escriba e pretendem que ele dance de acordo com as suas músicas. A situação é meio complicada, sem deixar de ser muito divertida.
Eduardo Almeida Reis, no Estado de Minas
Ah, Eduardo. E isso porque você não está no tuítes. No que faz muito bem.
*
Eu durmo pouco. Meu sono é uma coisinha fugidia, leve, qualquer espirro de gato me acorda - e meu Deus, como espirram os gatos dessa casa. E mesmo assim, quando tenho oportunidade e tempo e escurinho, bah, tento de todas as formas ficar acordada e luto contra o sono como um bebê de dez meses. Não dá pra me entender.
*
Às vezes, ir é uma felicidade. Às vezes, não ir é um alívio. Entender quem-tá-de-qual-lado é libertador. Vida que segue.
* Relatório _Oi, Fal.
Você tá boa?
Maliu tá boa?
Eu tô boa.
Hoje, fui comer um cachorrinho quente porque ninguém é de ferro, né?
Tiozim do cachorro quente tá lá, firme e forte.
O filho dele, também - continua com aquele sorriso tímido.
O preço do lanche aumentou: o tradicional passou de R$ 3,50 para R$ 4,00.
A coca-cola continua o mesmo preço: R$ 2,50.
Hoje, do lado de lá da rua, tinha um catolo branco, com o entorno dos olhos preto. Não era peludo; se fosse, eu diria que era um parente de Baco.
O catolo tava uivando, Fal.
E ouvir uivo de catolo dá um sufoco na gente, né?
Depois, veio uma moça e se aproximou do catolo. Pouco depois, ela trouxe comida e deu pra ele.
O bichim comeu e parou de uivar.
Beijos muitos, querida.
Maloca
*
Poucas coisas são mais bacanas na vida do que a turma que passa recibo. Ou, como dizia vovó, veste a carapuça. Eu adoro.
Eu choro, sabe, eu choro porque a dor não me deixa respirar e mesmo assim eu respiro fundo e solto o ar em oito tempos, como nos exercícios da aula de canto, enquanto bato claras em neve e meço a quantidade de leite para o suflê, enquanto ralo o queijo ou penduro a roupa no varal, enquanto misturo as tintas, enquanto lavo os pincéis. Choro porque sou impotente, porque tudo posso. Eu choro quase sempre, quase o tempo todo, porque o humano que há em mim se atira do parapeito e não há volta. Mas eu volto, todas as vezes. Todos os dias.