Sendo ministrada sobre os mistérios da belíssima série CatDog por Bernardo, sobrinho superlativo.
Ah, as cousas que não sabemos.
Aqui, Bernardo. Cascatas de sorvetes de morango, pokemons de todas as qualidades, arranhões de gatos, tatalacau, Mafalda, flor de forno, museu do futebol, filme dos muppets.
Sobre esse negócio de ritual de passagem, não sou muito chegada na parte do 'ritual'. Gosto mesmo é da passagem, sabe? Vai, passa logo e some.
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Com Silvana. Chegamos à conclusão de que buzinas de carro deveriam dar choque. E que é incrível que o pessoal use buzina com tanta desenvoltura e não use seta. Seta é o tipo do acessório que não pegou.
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Natal é época confusa té pra quem não comemora. Fica todo mundo maluco. Nada funciona. O Correio é pego de surpresa, afinal, não tem Natal todo ano. Amigo liga bêbado às 3 da tarde, direto da festa de confraternização, pra discutir a relação. A loja de material de construção, também pega de surpresa, afinal, Natal quem?, não tem coisas básicas, tipo pilha e fita crepe. Quer dizer, tem, mas acabou. Mas há fofuras. Flores, cartão mais lindo e chocolates da Helena. O dentista miraculoso descola uma hora não menos miraculosa no meio da tarde do dia 23 e Maliu foi, né, toda feliz. Os pintores (nosso pequenino milagre de Natal), mandam brasa e dizem que vão acabar hoje. Rodrigo, o mecânico das estrelas, marcou o parto do filhinho dele e da Vanessa pro dia 27. Recém-egressa do Canadá (phina, phina, phina), Célia pintou minhas unhas dum lilás fraquinho no frasco, que na mão fica rosinha. Para arrematar, Victor me liga pra cantar aos gritos, algo que fala sobre mini-robôs, prioridades e, ahá, colocar um macaco na banheira.
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Meninos lidam com a fascinação e a atração que sentem pelas meninas com certa dose de agressividade. No tempo em que as meninas usavam tranças, as tais tranças eram mergulhadas em tinteiros. Sapos mortos escondidos nos armários. Hojiindia, tranças e sapos desapareceram, mas musiquinhas malvadas de rimas duvidosas são cantadas nos corredores das escolas, clubinhos só de meninos ainda existem, o livros dalgumas meninazinhas somem de suas mochilas.... enfim. Péssimo. Mas são meninos e esperamos que pais, mães e professores orientem, coibam abusos, castiguem os mais afoitos e ensinem que, primeiro, não! e que, segundo, nada, nada mesmo, traz mais resultados positivos que carinho, elogios e flores no lugar dos sapos mortos. Problema é que alguns meninos crescem sem a orientação devida e se transformam em homens que lidam com o tesão da mesma forma agressiva e burra que guris de 8 anos. Tia Phal, que está completamente fora do mercado e que, portanto, não legisla em causa própria, vai dar uma dica procêis, fios: beijoquinhas, recadins de amor no celular, e-mails com pdf de florzinhas, cartõezins virtuais desejando bom dia e doces, doces mensagens. Cês tão tudo fazendo a coisa errada.
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Maliu foi ao dentista e eu fiquei aqui, com os pintores. Pensando. Preciso fazer Carina jurar com a mão sobre a Bíblia Biografia do Darwin que me recolhe na casa dela no instante em que Maliu me colocar pra fora de casa. Com marido ou sem marido, Carina precisa me receber porque não sirvo presse negócio de casa, de reforma, de pintor dizendo que a argamassa cabô. Adoro uma casinha arrumadinha, adoro, mas por mim, ela ia apodrecer e cair. O pó, o caos, móveis fora do lugar, gatos histéricos, cachorro deprimido, modem sendo arrancado da parede por dá cá aquela palha, pano de prato sendo usado como pano de chão e faca virando chave de fenda. Não passo por isso voluntariamente de jeito nenhum, o mofo podia comer as paredes, não fosse minha boa mãe, ficava tudo como estava.
Carina, filha, não quero saber do seu estado civil na época que Pedro sair de casa: em minha mãe me expulsando, tou aí. Já avisa os pretendentes: ela é boazinha, amor, mas tem probleminha...
*Ella Fitzgerald - Have Yourself A Merry Little Christmas (1960)
Adoro ver o rosto duma geração, coisa que só dá pra perceber com a devida distância. Ele era a cara do meu avô José Menino e de pelo menos mais meia dúzia de amigos dele.
Queridíssima Verô acaba de me dar isso lá no twitter. Monty Python. Os caras.
Porque, ah, não esperamos mesmo que você entenda tudo, meu bem. Quando me esqueço disso, Verô me resgata. :o)
Max diz: no dia que vc tiver tempo e cabeça, leia uma biografia do Hitler de um cabra chamado Joaquim Fest. Fal diz: lê-la-ei Max diz: eu tô lendo e ainda não sei o que pensar... Fal diz: boa assim? Max diz: sabe aquela grande pergunta? como é que aquele maluco conseguiu levar a Alemanha para o buraco, e todo mundo foi feliz? ele explica... a análise dele dos anos 20, do que acontecia na Alemanha na época, é fantástico... e vc ve como a desilusão e a angustia de um povo pode ser manipulada... Max diz: mas impressionante é mesmo o Hitler... o cabra foi um completo, completo, completo vagabundo até os 30 anos...vivendo da herança do pai, depois de uma tia, com dinheiro que a mãe mandava pr'ele... e aquele "sonho" de que era um artista, ou que seria um arquiteto "quando crescesse"... Max diz: me lembrei disso quando vc usou essa frase "quando meu destino me encontrar"... Max diz: era a única coisa que animava lá o Bigodinho... Max diz: e ele descobriu, meio que do nada, o talento dele para a oratória... Fal diz: hahahaha, vc vê Fal diz: vocação conta, mas no fim, o fio precisa mesmo é dum talento
Em casa. Queria dar esse livro de natal pra todo mundo que amo, mas meu fluxo de caixa é um trem feidimais. Como tudo que o Bryson faz, é bem pesquisado pacas, engraçado, instrutivo sem ser catequisador e gentil.
O outro livro do ano foi o livro do cara que me ensinou a ler Bill Bryson, falei dele aqui. É todo um amor pelo livro do Reis. Seis alqueires e uma vaca, um doce de livro.
E o outro, pra ficar só em três, Chuva de Maria, da Martha. Livro lindo, lindo, poesias de grande qualidade. Devo um texto sobre ele, Martha, eu sei. Esse livro foi importante pra mim.
Elô, que pediu o post, foram esses 3. Será que alguém quer contar no Livro de Visitas qual foi seu livro do ano? A Elô agradece. Eu também.
I’ve stuffed the Dailies in my shoes :o)
Essa música, além de ser bem humorada e uma delícia, é uma tremenda duma aula de história do século XX, é que nem sempre prestamos atenção.
* "Arrependi amargamente de ter esperado tanto que Agosto acabasse e Setembro surgisse lindo, exuberante e cheio de coisas horríveis!!uahsudhausdhaus" Samarone
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Meu abraço fraterno pra criatura responsável por colocar Herbert Vianna num cenário feito de escadas. Como qualquer muderno deste planeta ou qualquer um de meus 13 leitores poderá confirmar, sou eu que não entendo os 'conceitos'.
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Na mesma linha de amor, carinho e afagos natalinos, um beijo no coração das cantoras que, na hora do "Bahiaaaaaaa, terra da felicidade", não abrem a boca direito. É todo um amor por ver vcs estragando a música do velho, fias.
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Se mais uma só pessoa vier me dizer que 'tolera a festa de Natal em nome das crianças', vou gritar, juro. Assume, fia. Assume que gosta do psicodrama, das babaquices do cunhado, do climão com a sogra, do calooooor insuportável e você ali, de sapatos. Assume que gosta da DR com a irmã em frente da família toda, da comida coisuda demais pro calor, das cafonices penduradas, das 'lembrancinhas', das cutucadas e indiretas dadas e recebidas e de todas as delicadas nuances disfuncionais que envolvem data tão... tão.
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Ter um irmão é não ter que explicar piada, Deus abençoe aquele menino. Eu falo, ele entende. Ele fala, eu capto. No ato, na erguidinha de sobrancelha. Sinto tanta, tanta falta disso.
Além disso, ele tá cada dia mais comuna, e eu tou cada dia mais de direita, nossas discussões são uma delícia. Virou hippie, ele, adoro. É um prazer envelhecer com ele.
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Limonada. Cuméque a evolução foi dar no limão num sei, mas limão é o tipo da coisa que renova minha fé em Darwin. Porque, né, limão. Adouro esse trem.
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Se eu fosse muito rica, doava zilhões de dólares pro museu do dr. Hawass e depois dizia: me usa. Faço café turco, boto suas fichas em ordem alfabética, coloco seus livros em ordem e respondo seus e-mails. Não consigo entender cumé que os meninos das famílias reais do mundo todo não tão lá do lado do velho, entrando em caverna, rastejando do lado de cobra, quase engolindo morcegos e espanando 5 mil anos de poeira transformada em rocha com aqueles pincéiszins. Rica fosse, tava lá. E olha que eu odeio calor, mas o amor é assim.
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Sou uma dessas pessoas que vivem em busca dum mentor, mas que ninguém quer 'mentorar' (ai, cês sabem, quando eu não sei um verbo, invento. A Silvana quer morrer. Ela me diz "Fal, tal palavra não existe" e eu respondo "Tá, Silvana, e daí? Tu acha que vou interromper a tradução por um detalhe desses? Te vira, fia". Daí ela chora e come outro chocolate).
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O acúmulo de trabalho chegou num ponto em que eu rio. Devo resenhas, no plural, pro Dani, e rio. Devo texto pro Chef Orlando, rio. Devo texto pra Rita, pra Lu, rio, rio. Rio. Tenho 9 alunos marcados num espaço de tempo que não caberiam nem 7. Rio, rio, rio, rio. Me dei conta de que devo almoços pra metade da internete paulistana e textos pra outra metade, a pilha de filmes que jurei ver cá minha mãe atingiu aquele ponto que não há mais nada a fazer, o apart-hotel do Conde Drácula que foi arrumado o melhor-que-deu pra amiga dormir, voltou ao estágio brejo-nojento e meu cabelo não vê creme rinse (eu chamo de creme rinse e fim de papo), há 15 dias.
Como, leitorzinho macio? Prometi que não ia mais fazer mimimi sobre o tempo que não existe no blog? E você acreditou? Rá.
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MASH. 10, 11 temporadas, num patrocínio Celsinho. MASH. Alan Alda de manhã, de tarde, de noite, a voz dele, meio anasalada, enquanto trabalho.
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Livro sim, livro não, a falta de coragem e vergonha na cara para fazê-lo pela internet e paciência se a editora num me qué (não 'a' editora, leitorzim, 'as' editoras, todas elas, como chama o coletivo de editoras?). Livro nas mãos da preparadora, livro nas mãos da S., livro nas mãos do D., livros nas minhas mãos. Mais ou menos. Livros, livros, livro sim, livro não.
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O pintor que contratamos pirou, bebeu no meio do dia, brisou na garagem e foi gentilmente convidado a se retirar. E eu reclamo, mas ah, quem sou eu pra falar do vício alheio. Nova promessa de pintor que posso pagar (porque tem isso, né), começando amanhã. O otimismo da minha mãe é coisa pra ser estudada pela ciência.
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Queira meu mal, vá lá. Mas não me conte. Ou me conte. Mas depois não fique de nhenhenhem.
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Um livro sobre casas, lares, o concreto, o simbólicos, as paredes, as metáforas e porque estamos nessa.
Pra você, apaixonado amigo, que num guenta mais essas 'cantoras novas' com voz de xuxa. Vozeirão. DNA Caymmi, há 60 (70? 80? Minha mãe táqui do lado chutando 'quase um século') fazendo deste um mundo melhor.
Caralho. Que voz da porra.
Xonei.
(e o Danilo, né, fias, categoria "Homem Pra Casar Master Plus Cinco Estrelas)
Chet Baker, There Will Never Be Another You, na categoria 'Homem pra casar'.
* Another fall, another spring, môs fios. Perdi muita cousa? Fora o PC ter feito um blog?
Contem-me tuda.
(continuo sem ter o que dizer, saibam. mas não o direi aqui.)