O plano seria encenar um Two Fat Ladies com a Helena. As duas num carro que funcionasse diretim, ela ao volante, mapas que não entendo em minhas mãos, rodando pelos interiores paulistanos à procura do risoto perfeito, do carneiro bem-assado, da limonada mais azedinha, do melhor arroz-doce. Helena, nunca me esqueço. Talvez esse lance que se aproxima nos dê um gostinho.
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Silvia diz: Fal, meu subconsciente é muito melhor que eu... impressionante.
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"Sustentável, disponibilizar e agendar, minha filha. O mundo se transformou em um lugar abjeto."
Eu amo a minha mãe.
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Os beijos de aniversário foram a melhor cousa no meio duma semana caótica e curta demais e sou grata a todos, inda vou responder direitim tudo, tudo mesmo. Pronde as horas vão, Silvana e eu queremos saber.
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A faculdade de fingir esquecimento é uma das maiores benção de Deus. Eu finjo que não me lembro, você faz de conta que se esqueceu e nós permanecemos amigos.
Caras, inda é quarta-feira e a semana já disse ao que veio. Benza, que coisa.
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No dia do aniversário da Lígia, comi miojo do jeito que ela fazia pra mim e pensei nela, na Maloca, na Silvia. Não foi uma comemoração digna, mas foi a comemoração possível, queridas.
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Fal diz: Silvana, para tudo, acabo de receber o melhor spam Fal diz: "FABIA, SEU CASAMENTO SE APROXIMA, VOCÊ JÁ FEZ SUA LISTA DE PRESENTES?? CONFIRA NOSSAS OFERTAS! Silvana diz: bah, e tu nem me contou? Fal diz: “Para você que quer ser uma noiva especial, disponibilizamos as mais finas porcelanas e pratarias, além de todo um acervo de peças originais, decantadores, abridores de vinhos, taças de cristal, jogos americanos, louças e eletrodomésticos. Faça com o seu lar seja mais bonito e aconchegante. Dê ao seu noivo motivos para voltar!” Fal diz: voltar pra onde, sil, eu pergunto Fal diz: pra casa da mãe dele? Silvana diz: deve ser Fal diz: olha Silvana, agora que o moço da loja contou que meu casamento se aproxima, vamos resolver seu vestido de madrinha Fal diz: vc e as meninas vestidas de madrinhas-tropicais Silvana diz: ai, que lindo Fal diz: muito babado, muito cor de abóbora e verde bandeira... detalhes como noivo a gente resolve depois, quando chegar mais perto Silvana diz: ah, sim, isso é o de menos Fal diz: vamos colocar o Jão, meu devogado, fazendo a triagem, ele analisa o IR, o histórico do fio... quem ele liberar, Claudio Luiz passa um pente fino vendo família, modos, se sabe comer com os talheres na ordem certa, se não tem monocelha... Silvana diz: ah, e muito importante, tem que conversar meia hora comigo aqui Fal diz: vc faz um teste de gramática... no qual eu mesma jamais passaria Silvana diz: Ai guria, a gente merece receber esses e-mails. Fal diz: e minha mãe checa se ele sabe cantar os hinos, que ela não concebe uma criatura que não saiba cantar todos os hinos pátrios Fal diz: pronto sil, vou largar esse trampo de mão, vou casá Silvana diz: daí tu vê se ele tem um irmão solteiro, um primo encalhado Fal diz: sim, eu vejo, dai vamos formar lares cheios de decanters e jogos americanos Fal diz: o moço não falou a data Fal diz: mas eu mandei email perguntando Silvana diz: mas deve ser logo, né Fal diz: é, ele disse "está chegando"
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Em 13 de fevereiro de 1903, me ensinou o Dr. Reis, nasceu o escritor belga George Simenon, criador do personagem Jules Maigret, inspetor da polícia francesa. Que junto com Spinoza, Platão, Sartre, Mozart e os fio da escola de franquefurte, tá no panteão dos deuses de Maliu.
Vai daí que, pô, a Paula me escreveu. Pô. Desculpa, Paula de Sorocaba. E quem mais esperou, Vai daí que eu fiquei aqui, limpei casa, dei um trato nuns lances, traduzi cenas de sexo caliente e selvagem num navio (fios, só Jesus), escrevi uma parada que eu devia pra Vera e tale e cousa. e a terça-feira acabou. Quase. Então que onde eu falei terça-feira acolá, vocês lêem (ainda tem chapeuzim, Silvana?) quarta-feira, certo? Quarta-feira vai rolar um lance de pele nesse blog. Ou não.
Notícias do ladicá. Não para de chover nem por um segudo desde ontim de tarde, o ar está quase respirável e eu amo cada milisegundo, estou trabalhando com o Dossiê Pelicano non stop no DVD, a gata laranja não está muito legal, Maliu fez o melhor bolo de carne (com carne de soja, hahaha) que se tem notícia no mundo (sério mesmo), o suco de maracujá está maravilhosamente gelado, lavei a garagem, não lavei a cozinha, o Apart Hotel do Conde Drácula parece ter sido vítima dum cataclisma nuclear, no national geographic num passa mais o pograma do dr. Hawass (tou na revorta), Bolero esá dormindo há 16 horas, Baco me odeia porque passei remedim de puulga nele, o trampo segue numa fúria inacreditável e terça-feira, palavra de honra, cato aquele LV de jeito e resolvo aquilo.
Querido mundo:
Não adianta nada 16 horas de trovões que estremecem a casa, mô fio.
Precisa é cair água.
grata,
sua Fal
No filmim:
A chuva nas pinturas de Andre Kohn
A chuva na música de Omar Akram (Falling Through The Rain)
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Hoje foi dia da Silvia, um benzinho que a chuva bem poderia trazer, em quem pensei o dia todo, mais ainda do que pensei na chuva que não vem. Pensei na Sil enquanto fazia minhas tarefas de casa (que hoje foram inacreditáveis, casa é um trem que suja demais), pensei nela enquanto trabalhava, pensei nela enquanto via pela bolholhésima vez Tudo bem no ano que vem, com o Alan Onipresente Neste Lar Alda, que amo tanto. Ri das piadas do filme, lembrei de coisas que sei do Alda, fechei os olhos para ouvir a voz eterna dele, Sil e pensei no tanto que a gente dividiu nessa vida, e no tanto que gente não dividiu. Nunca vimos este filme juntas e ele é tão importante pra mim, com todas as piadas escancaradas que viram gargalhadas e as referências que são só sugestões, que viram um risinho de boca fechada e um abanar de cabeça. Nunca vimos juntas um filme que fosse importante para você. Vi o Alan Alda vivendo mil vidas, usando mil ternos, pensando em todas as alternativas que uma existência pode ter e pensei, querida, em nossas vidas juntas e separadas, nós, que ao vivo e a cores, como o casal do filme, nos vemos, em média, uma vez por ano. E isso parece tanto. E isso não parece nada. E eu penso sempre nas alternativas, nos caminhos não trilhados, nas trilhas não percorridas, como diz o Frost. E como ele (hahaha, ah, Falzão, você aí, se colocando na mesma oração que o Frost, fia?) chego à conclusão de que, sim, isso fez toda a diferença. Ainda que nem sempre seja uma boa coisa. Como você e eu sabemos. E Frost antes de nós, em muito melhor latim e, no meu caso, com um penteado mais bacana. Liamo. Foi bom ouvir sua voz. Vou praí com Helena em breve.
'In three words I can sum up everything I've learned about life: it goes on'
R. Frost
Com o mais adorado dos amores avaliando o café da manhã. O melão é macio? A aguinha é gelada? Por que o copo do suco é tãããão minúsculo? O cream cheese vem num potinho pífio (Café Fazenda, onde estás que não respondes?)? O ovo mexido é molhadinho? O creme de morango com banana é de Jesus? E tava tudo ali, mór delícia evah, mas daí o trem começa a encher, gente pra tudo quanto é lado falando num volume inacreditavelmente alto, carrinhos de bebês (alguns até com bebês dentro, veja só leitor, que mundo surpreendente) no meio do caminho, criancinha se esgoelando que queria estar em casa comendo sucrilhos (sério, e por que não está?), cara esbarrando na sua cadeira que deve ser o mesmo que agora está desarrumando a ordem que tavam tão lindas as fatias de presunto e é hora de vir embora. Gente estraga tudo.
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Importante, importante mesmo, é achar um narrador. Um narrador sólido, confiável, sereno, seguro. O resto, tipo, a trama, o clímax, as imediações e o resto todo do livro, a gente arranja. Depois. Mas sem um narrador não dá nem pra começar. Enquanto acabava o mais minuncioso dos trabalhos, achei um narrador no fim de semana passado. Uma parte do cérebro no trampo, a outra no livro. A cabeça da gente é uma coisa adorável.
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Seriado atualmente favorito de Maliu (Big C) tem Alan Alda. Você fecha os olhos, a voz dele não mudou um pingo, acho incrível.
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Essa guerra surda e inútil (eles são legião), que senhoura dona Rita e eu travamos por pura implicância contra os canais abertos, além de não render frutos para a revolução, além de nos alienar da adorável conversa que mantêm nossos confrades sobre quemvaisairequemvaificar (ah, os intelectuais me deslumbram), inda atrasou nosso lado. Perdemos importante e inatacável entrevista da querida pastora (missionária? bispa? preletora?) Sarah Sheeva concedida à Marília Gabriela. Olha. Não estamos conformadas. Quem tiver linque do iuthuba para o happening, é favor se manifestar.
(update: O valoroso Antônio Pedro, que não entende apenas das diversas qualidades dos variados queijos meia-cura que nos chegam ilegalmente de Minas, mas inda entende dos assuntos do espírito, apiedou-se de minh'alma atéia e me deu o linque, muito obrigada)
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Sei bem que tivemos um janeiro extraordinário, com frio delicioso, chuva e dias cinzentos que pediam meia e cafuné e que, portanto, não devo reclamar, mas né, o blog é meu, então vai: caceta, que inferno de calor é esse? Fevereiro, que mês imbecil. Pelo menos acaba logo essa droga de horário de verão? Pronto, parei.
Carol diz: Escuta falzoca vc conhece alguém que tenha uma maquina de fazer pão? vale a pena? O Fábio quer uma ele adora fazer pão e eu queria fazer surpresa pra ele Fal diz: Não conheço, Carol, morro de vontade de ter uma. Meu medo é comprar e aquilo virar um trambolho gigantesco que nao cabe em armário nenhum e que ng usa. Carol diz: eu tb queria... sniff. Mas eu tb tenho medo de não usar. Fal diz: é caro? Carol diz: Tem de 200,00 até 500,00... a de 500 faz café toma conta das crinaças, fala 3 linguas, pula corda e tem o telefone do Colin na memória Carol diz: quer dizer Carol diz: não precisa tanto rs Fal diz: hahahahaha!